quinta-feira, 10 de maio de 2012

Para presidente da International Publisher Association, qualidade do conteúdo é o diferencial do livro digital e do impresso

Ao fazer a palestra de abertura do 3º Congresso Internacional CBL do Livro Digital, nesta quinta-feira (10), no auditório da Fecomercio, em São Paulo, o presidente da IPA (International Publisher Association) e do Comitê de Gerenciamento da Elsevier, Youngsuk Chi, salientou que o livro impresso não é ameaçado pelo e-book. “O essencial será sempre a qualidade. O trabalho do editor será fazer com que os conteúdos sejam confiáveis e bons”, disse.

 Para Youngsuk Chi, o livro digital não acabará com o impresso porque a leitura vai além do formato, pois as pessoas lêem em várias mídias. “O essencial é o conteúdo e sua acessibilidade. O e-book agrega a possibilidade de, ao mesmo tempo, podermos ler, visualizar imagens e ouvir sons”. O especialista lembrou que várias tecnologias capazes de suportar os formatos de e-Pub foram surgindo e, com elas, plataformas para atender o público. “Com isso, os dispositivos de leituras tiveram uma queda de preço, bem abaixo dos 300 dólares. Os mais caros agregam outros serviços, como celular e TV digital”.

Youngsuk Chi lembrou que o momento da virada do preço surgiu com a internet, que gerou massa e fez com que os dispositivos ficassem mais acessíveis. “Hoje, contudo, as pessoas querem conteúdo gratuito, mas isso precisa ser pago por alguém, como um patrocinador. E de nada adianta termos muito conteúdo disponível, como já ocorre, se corremos o risco de encontrar material de qualidade questionável”. Nesse aspecto, evidencia-se a importância do trabalho do editor de fazer com que os conteúdos sejam confiáveis e de qualidade.

O especialista enfatizou, ainda, que os leitores, muito impacientes, querem ter acesso ao conteúdo com apenas dois cliques. Por isso, o mercado editorial hoje é mais importante do que já foi em qualquer outro momento da história, para atender a essa demanda afoita por conteúdo de fácil acesso e qualidade.

Evolução
A revolução digital é apenas uma evolução, ressaltou Youngsuk Chi, explicando que a imprensa de Gutemberg, há cerca de 550 anos, impôs os mesmos desafios à sociedade da época que os e-books estabelecendo agora. “Com a internet, surgiram várias comunidades e a informação foi democratizada, o conhecimento ficou bem mais distribuído. O Google calcula que antes da internet havia 130 milhões de títulos de livros disponíveis. Depois de seu advento, o número passou para 676 milhões. Surgiram novos leitores e autores como resultado das novas possibilidades, inclusive escritores que publicam seus livros sem a intervenção das editoras”.

Segundo o presidente da IPA, as editoras já não fazem parte apenas do mundo da edição impressa. Elas expandiram sua atuação para o meio digital e são parceiras das empresas de tecnologias que disponibilizam tais meios de interação entre leitores e os livros. “Haverá uma guerra pela disputa de quem será o curador do conteúdo digital, aquele que irá controlar os modelos de negócios criados neste momento e ainda não finalizados”.

Nesse novo cenário, será preciso prover a informação certa, para o público certo, na plataforma adequada. Não basta apenas prover conteúdo. É preciso oferecer também a experiência, como valor agregado. E isso terá seucusto, disse Youngsuk Chi, acrescentando: “Há algo triste acontecendo, uma percepção de que o valor percebido do conteúdo está em declínio. Isso não é verdade, pois o valor real está aumentando, a despeito da existência de conteúdo gratuito.

Futuramente, é possível que as editoras, apesar do investimento que fazem na produção dos livros, acabem por não cobrar pelo conteúdo, apenas pela experiência. A maior mudança será no modelo de negócios. “Não tenho certeza de como será, mas os leitores poderão pagar para alugar conteúdos, ter sua propriedade ou compartilhá-los temporariamente. A questão dos direitos autorais vem incentivar a criação, mas não o comércio. A ideia é não erguermos muros ao redor do conteúdo. Tudo pode ser oferecido de graça, mas alguém terá de pagar a conta”, concluiu o presidente da IPA.

O Congresso
Idealizado e realizado pela Câmara Brasileira do Livro desde 2010, o Congresso Internacional CBL do Livro Digital e a própria entidade constituem o principal fórum brasileiro para a discussão e debate das tendências desse novo mercado. A 3ª edição realiza-se hoje (10/05) e amanhã (11/05). Seu tema central é “A nova cadeia produtiva de conteúdo – do autor ao leitor”. O evento conta com a participação de grandes nomes do Brasil e do exterior.

A exemplo dos anos anteriores, serão dois dias de análises e discussões sobre os temas mais relevantes relativos ao livro digital, a perspectiva do mercado, os modelos de negócios, aspectos tecnológicos, direitos autorais e o comportamento do leitor. Todo esse conteúdo é debatido por acadêmicos, profissionais e executivos que são referência do setor. “Na edição deste ano, queremos passar por toda a cadeia produtiva do livro digital, a fim de oferecer soluções e buscar alternativas para um mercado cada vez mais dinâmico e exigente”, afirma Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL).

Editora Paulinas homenageia Dia das Mães com CD de Joanna interpretando canções do Padre Zezinho


 A Editora Paulinas vai fazer uma homenagem especial em comemoração ao Dia das Mães. Em meio às inúmeras obras literárias de sua livraria na Rua 7 de Setembro, 81-A, Centro, Rio de Janeiro, vai promover o lançamento do CD “Em nome de Jesus – Joanna interpreta Pe. Zezinho”. A tarde de autógrafos com Joanna acontece nesta sexta-feira (11/5), às 12h30, com entrada gratuita.

O CD é um registro da fé de Joanna e uma homenagem ao Padre Zezinho que completa 45 anos de uma trajetória de sucesso. Um CD que promete tocar todos os corações e com a perspectiva de receber o Disco de Ouro.

Entre as canções do CD, destaque para Em nome de Jesus, Há um barco esquecido na praia, Águia Pequena, Maria da minha infância, Alô meu Deus, Estou pensando em Deus, Oração pelos meus amigos, Utopia e Oração pela família, Mãe do céu morena, Um certo Galileu e Valeu meu Deus.

País homenageado, Brasil fez sucesso na 25ª Feira Internacional do Livro de Bogotá


Participação brasileira proporciona encontros e iniciativas concretas para ampliar intercâmbio cultural entre Brasil e Colômbia

A homenagem que o Brasil recebeu na 25ª Feira Internacional do Livro de Bogotá (Filbo), realizada entre 18 de abril e 1º de maio, marcou uma nova etapa de aprofundamento nas relações culturais do país com a Colômbia. O presidente da Câmara Colombiana do Livro, Enrique Gozález Villa, disse que a participação brasileira na Feira foi a mais bem-sucedida de um país convidado no evento, desde que se criou o sistema de homenagens a países, há 20 anos.

“O pavilhão brasileiro foi o que mais visitantes recebeu, em comparação com os pavilhões de outros países homenageados em anos anteriores”, afirmou Villa. Dos cerca de 500 mil visitantes da Feira, 300 mil foram ao pavilhão brasileiro. “Em geral, o pavilhão do país convidado recebe menos da metade do total de visitantes da Feira, mas o Brasil superou a marca dos 50%. Esta também foi a edição da Filbo que mais visitantes recebeu e devemos isso em grande parte ao Brasil, cuja participação teve muita repercussão na mídia e conseguiu atrair muito público”.

A curiosidade dos colombianos em relação aos autores e aos artistas brasileiros presentes à capital colombiana não apenas ampliou o conhecimento a respeito do país, como proporcionou encontros entre editores, autores, agentes de literatura e dirigentes de políticas de leitura, que se traduzem em iniciativas concretas, no mercado e na esfera pública. Foram realizados 70 debates com 55 autores brasileiros durante o evento, boa parte junto com autores colombianos e de outros países da América Latina, tornando a Filbo um espaço vital para a ampliação dos intercâmbios na região.

Além disso, em diferentes espaços de Bogotá, o Brasil promoveu espetáculos musicais e de dança, que contaram com audiência de 4.200 pessoas, e dois festivais de cinema brasileiro, com público de mais de mil pessoas.

As ministras da Cultura de ambos os países, Mariana Garcês Córdoba, da Colômbia, e Ana de Hollanda, do Brasil, se reuniram durante a Filbo para discutir uma série de medidas de cooperação cultural. Aproveitando a presença em Bogotá de dirigentes de políticas de leitura, foram determinadas novas ações nessa área, como o estímulo ao intercâmbio de autores e tradutores e a realização de festivais literários de fronteira, em bibliotecas públicas dessas áreas. A Filbo terminou nesta terça-feira, dia 1º, com a apresentação da carnavalesca Orquestra Voadora e a palestra final de Fernando Morais, convidado pelos colombianos para encerrar a programação literária. Na abertura, a responsável por abrir a programação literária foi a escritora Nélida Piñon.

A seguir, dados da festa brasileira na Filbo :

DEBATES: Dos 70 debates com autores brasileiros, 47 foram destinados ao público adulto. A programação literária da Filbo foi aberta por Nélida Piñon e encerrada, na terça-feira, 1º de maio, por Fernando Morais. Ao todo, incluindo os autores com livros para criança, a comitiva brasileira contou com 55 autores.

PÚBLICO NO PAVILHÃO: O público no pavilhão de três mil metros quadrados, projetado por Daniela Thomas, Felipe Tassara e Álvaro Razuk, foi de cerca de 300.000 pessoas. As exposições sobre Clarice Lispector e Cora Coralina foram os destaques da pavilhão. Milhares de visitantes aproveitaram o Espacio Brasil, da EMBRATUR, que oferecia um jogo interativo sobre a Copa do Mundo e as Olimpíadas, com o apoio do Instituto Brasil Colômbia (IBRACO) e do Comitê Descubra Brasil. No espaço gastronômico, foram vendidos mais de dois mil pratos típicos e e três mil caipirinhas.

LIVRARIA DO PAVILHÃO: Administrada pelo Fondo de Cultura Económico, a livraria vendeu 6.500 livros no evento. Os autores mais vendidos foram Clarice Lispector, Guimarães Rosa e Jorge Amado.

CRIANÇAS: No espaço infanto-juvenil, coordenado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, houve 23 encontros de autores e ilustradores com crianças e adultos. Cada apresentação teve público médio de até 100 pessoas. Ao todo, o espaço infantil recebeu por dia uma média de 300 pessoas.

VIOLEIROS: As apresentações diárias de violeiros contaram com um time de seis artistas brasileiros, que se revezaram para tocar em diferentes dias no auditório do pavilhão, sempre lotado (150 lugares). Fora do pavilhão, no espaço aberto da Feira, houve cinco apresentações do grupo de capoeira Senzala.

GRAFITEIROS: Em volta do pavilhão, o público vibrou com as performances de quatro grafiteiros – dois brasileiros e dois colombianos – que pintaram um painel de seis metros de altura, com temas comuns a Brasil e Colômbia, como a herança cultural africana e a biodiversidade.

ATIVIDADES PARALELAS: Houve duas mostras de cinema no Cine Colômbia, com público de mais de mil pessoas. Além disso, durante a Filbo, aconteceram apresentações de música e dança no Teatro CAFAM de Bellas Artes com público de mais de 4.200 pessoas – o encerramento, no domingo, contou com quase 700 pessoas. Marcelo Jeneci, Pedro Luiz, Tulipa Ruiz, Fernanda Takai, Mariana Aydar, Ana Cañas foram alguns dos cantores brasileiros que participaram da extensa programação paralela.

Fotos: Divulgação/Juan Carlos Rocha/Infosurhoy.com

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Anunciados os cinco primeiros vencedores da promoção ‘Ler é bom, eu gosto e incentivo’


Criada para incentivar o hábito da leitura, a promoção “Ler é bom, eu gosto e incentivo” já tem os vencedores do mês de abril. 

São eles:  
Luiza Cristina Gomes Silva
Filipe Peduzzi
Caroline Campos 
Deyse Xavier
Sandra Belém. 

Além do livro relacionado na promoção, eles receberão um título extra, ofertado por este blog.
A promoção continua e no final deste mês de maio vai sortear mais cinco leitores. Para participar é bem simples: basta enviar um Comentário, de no máximo 10 linhas, respondendo à pergunta “Por que eu gosto de ler?” Uma Comissão Julgadora, formada por professores, editores e escritores, vai escolher os textos mais criativos, que estarão concorrendo a diversos livros, de títulos e gêneros variados, como os das ilustrações.

Não perca mais tempo. Mande seu comentário e participe da promoção Ler é bom, eu gosto e incentivo.  



segunda-feira, 23 de abril de 2012

Hoje é o Dia Mundial do Livro. Aproveite para colocar sua leitura em dia.

Nesta segunda-feira (23/04), comemora-se em todo o mundo o Dia Mundial do Livro. A data, estabelecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) desde 1996 para celebrar a leitura, é bastante comemorada, graças ao engajamento de livreiros, editores e associações literárias. Aproveite a data e escolha um bom livro para ler.

domingo, 22 de abril de 2012

14º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens é uma boa opção de lazer


Neste domingo chuvoso no Rio de Janeiro, uma boa opção de lazer, em especial para as crianças, é visitar o 14º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, no Centro de Convenções SulAmérica, na Cidade Nova (bem ao lado do prédio da Prefeitura do Rio de Janeiro), e vai acontecer até o próximo dia 29.  Paralelamente está sendo realizado 14º Seminário FNLIJ de Literatura Infantil e Juvenil, que este ano ganhou o nome do poeta mineiro e fundador do Movimento por um Brasil literário, Bartolomeu Campos de Queirós, o grande homenageado do encontro.

Patrocinado pela Petrobras, por meio da Lei de Incentivo à Cultura (SEC-RJ), e com o apoio da Prefeitura carioca, o Salão reúne mais de 70 editoras e tem inúmeras atrações, como encontros com escritores, lançamentos de novos títulos, desempenho de ilustradores e palestras com autores e especialistas. Confira a programação completa no site http://www.salaofnlij.com.br/salaofnlij/diaadia.asp

Hoje (domingo) e amanhã (feriado) o horário de funcionamento do Salão é especial, das 10 às 20h; durante a semana, de segunda a sexta, será das 8h30 às 18h. O ingresso custa apenas R$ 5,00, com gratuidade para maiores de 60 anos, portadores de deficiências, professores da rede municipal do Rio de Janeiro e instituições que trabalham com crianças e jovens de comunidades de baixa renda.

As crianças e adolescentes que visitam o 14º Salão FNLIJ não saem de lá de mãos abanando, pois ganham um livro na saída do evento. Os pais e professores encontram, nos estandes, inúmeras promoções, com preços convidativos e acessíveis.

Várias editoras programaram atrações para atrair as crianças e os adolescentes, como personagens que deixam as páginas do livro e se tornam reais ou são representados em bonecos e figuras, como coelhos, esqueletos e lobisomens.

No Espaço Petrobras, além de ganhar uma revista sobre energia, os visitantes são convidados a colocar no enorme painel que cerca o local, através de riscos e rabiscos, a resposta para a pergunta “O que é energia para você?” Os mais jovens têm se divertido e muitos chegam a desenhar a resposta, ao invés de escrevê-la.

Os incentivadores da leitura podem participar do Manifesto por um Brasil Literário, assinando online a adesão. Para os que não forem ao Salão, mas desejarem aderir ao movimento, basta visitar o site www.brasilliterario.org.br e fazer a adesão.


 



 

 





quinta-feira, 19 de abril de 2012

Literatura brasileira desembarca na Colômbia

25ª Feira Internacional do Livro de Bogotá, a 3ª mais importante da América Latina, tem a literatura brasileira como protagonista

Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia
Recitando os versos da famosa canção de Chico Buarque O que será, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, deu as boas-vindas à numerosa delegação de escritores, músicos e artistas brasileiros que aterrissaram na capital do país no início da semana para a 25ª Feira Internacional do Livro de Bogotá (FILbo). O evento, aberto  ontem (18) ao público,  no Centro Internacional de Negócios e Exposições (Corferias), tem o Brasil como País Convidado de Honra. O pavilhão brasileiro ocupa três mil do total de 18 mil metros quadrados da área de exposição. O evento acontece até o próximo dia 1º de maio.

“O Brasil não trouxe à Feira do Livro de Bogotá apenas a sua arte e a sua cultura. Também veio nos oferecer excelentes exemplos em políticas de fomento à leitura, que estamos acompanhando com atenção e que pretendemos reproduzir na Colômbia”, afirmou o presidente Santos, na cerimônia de inauguração da feira. Também compareceram personalidades como as ministras da Cultura do Brasil, Ana de Hollanda, e da Colômbia, Mariana Garcés Córdoba, a ministra de Educação da Colômbia, María Fernanda Campo Saavedra, e a escritora brasileira Nélida Piñon, entre outros.

Ana de Hollanda, Ministra da Cultura do Brasil
Para Ana de Hollanda, a Feira do Livro de Bogotá tem também o papel de aproximar culturalmente as duas nações. “Acreditamos que as boas políticas culturais devam ser importadas e exportadas sem qualquer pudor, e é assim que queremos estreitar os laços com a Colômbia em matéria cultural, especialmente no que se refere às populações indígenas que ocupam territórios comuns nos dois países”, afirmou.

Ana acrescentou que, “atualmente, o Brasil está adotando o modelo dos Parques Biblioteca da Colômbia”, em referência ao extensivo Plano Nacional de Leitura e Bibliotecas daquele país, que conseguiu zerar o número de municípios sem bibliotecas. A ministra lembrou, ainda, que o Brasil participará no próximo ano como Convidado de Honra na Feira do Livro de Frankfurt, e, em 2014, na Feira do Livro Infantil da Bolonha.

Indicadores brasileiros


A Câmara Colombiana do Livro elegeu o Brasil como País Convidado de Honra para comemorar o vigésimo quinto aniversario da feira, que se consolida como uma das mais destacadas da região. Trata-se de mostra com mais de 500 expositores, que recebe durante 14 dias mais de meio milhão de visitantes. Em 2011, as rodadas de negócios da feira receberam mais de 150 compradores internacionais, de 18 países, e geraram mais de US$ 19 milhões em transações comerciais.

Um exemplo para a Colômbia

“Não tem melhor presente para este aniversário que ter o Brasil como país homenageado, porque é uma nação que mora desde sempre nos corações dos colombianos. Além do que, ao comprar cerca de 45% de toda a produção editorial de seu país, o governo brasileiro torna-se um exemplo para nossa administração e o setor editorial colombiano, uma vez que, na Colômbia, menos de 10% das vendas (do setor) correspondem às compras governamentais”, afirmou Enrique González, presidente da Câmara Colombiana do Livro.
 
A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), vinculada do Ministério da Cultura (MinC), e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), em parceria com a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), trabalharam em conjunto para que mais de 50 escritores e especialistas em temas do livro e da leitura pudessem apresentar ao longo da feira um panorama da narrativa brasileira, assim como os programas de incentivo à leitura do Governo do Brasil. Dois dos destaques da programação serão a homenagem aos autores Jorge Amado, no centenário de seu nascimento, e Bartolomeu Campos de Queirós, falecido em janeiro passado.
O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, destacou os indicadores revelados pela recente pesquisa de comportamento Retratos da Leitura no Brasil. “Almejamos que a presença do Brasil na feira nos permita conhecer melhor suas políticas de compras públicas e outras ações que o levou a atingir tão apreciáveis resultados. Vimos que conseguiu duplicar o número de livros lidos ao ano, alcançando quatro por habitante, enquanto, no caso da Colômbia, chegamos a apenas dois”.
 Fotos: Divulgação

A partir de hoje, público já pode visitar o 14º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, na Cidade Nova


Aberto oficialmente ontem (exclusivo para professores), o 14º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens começa a receber hoje (19) a visita do público em geral, no Centro de Convenções SulAmérica, na Cidade Nova, Rio de Janeiro. O evento, que este ano homenageia o México, reúne 72 editoras. São esperados 25 mil estudantes e um público total de 40 mil visitantes até o dia 29.

Patrocinado pela Petrobras, por meio da Lei de Incentivo à Cultura (SEC-RJ), e com o apoio da Prefeitura do Rio, através da Secretaria Municipal de Educação, o evento contará entre suas atividades com o 14º Seminário de Literatura Infantil e Juvenil, encontros com escritores, lançamentos de novos títulos, desempenho de ilustradores e palestras com autores e especialistas.

Entre os autores convidados está a argentina Maria Teresa Andruetto, que acaba de ganhar o Hans Christian Andersen, o mais importante prêmio internacional de literatura infanto-juvenil. Ziraldo, Pedro Bandeira, Thalita Rebouças, Ana Maria Machado, Ilan Brenman, Carla Caruso, Henrique Rodrigues e Rui de Oliveira também estão entre os convidados do evento, que presta homenagem a Bartolomeu Campos de Queirós e à literatura mexicana.

As crianças e adolescentes que visitarem o Salão não sairão de lá de mãos abanando: a FNLIJ dá um livro por aluno.

'Inventário de Julio Reis' terá sessão de autógrafos hoje à noite, com Concerto na UniRio


A Sala Villa-Lobos, da UniRio (Av. Pasteur 436, fundos), na Urca, será palco hoje (dia 19), a partir das 19h, de uma reestreia. Quase cem anos depois de ter sido apresentada pela primeira vez, a sinfonia 'Vigília d'armas', de Julio Reis, "esboço de um poemeto", segundo o autor, voltará a ser ouvida em público.
 
A última audição documentada ocorreu em julho de 1923, no encerramento da Exposição do Centenário da Independência. O concerto será realizado pela Orquestra Sinfônica UniRio, com regência do maestro Branco Bernardes, e terá ainda obras de Schubert e Mozart.
 
O concerto servirá para uma espécie de segundo clichê do lançamento do livro O inventário de Julio Reis, com o selo da Editora Record, e foi escrito pelo jornalista Fernando Molica, neto de Júlio Reis. A entrada é franca.

O bom momento do livro no Brasil

 *Karine Pansa
    
O Brasil vive um momento promissor para o mercado editorial e relevante quanto à meta de ampliação do hábito de leitura. A começar pela estimativa de crescimento econômico em 2012 sensivelmente maior do que no ano passado. Ademais, teremos a realização das eleições municipais, que sempre suscitam maior interesse em pesquisas e estudos sobre política e história. Haverá, ainda, a Olimpíada de Londres, evento tradicionalmente estimulante para a indústria da cultura e do entretenimento como um todo.

Também será realizada a 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em agosto, no Anhembi. O evento  atrai grande volume de público, constituindo-se, tradicionalmente, em elemento formador de novos leitores. Trata-se de um verdadeiro convertedor de visitantes de feiras em frequentadores de livrarias. Há de se considerar, ainda, o crescimento anual dos programas governamentais de distribuição de livros às escolas públicas, agora não mais restritos às obras didáticas. 

Portanto, há vários fatores que permitem vislumbrar com otimismo a performance do mercado editorial. A última edição da pesquisa “Produção e Vendas do Mercado Editorial Brasileiro”, realizada pela Fipe/USP para a CBL (Câmara Brasileira do Livro) e SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros), relativa a 2010, mostra que o brasileiro está lendo mais e que o livro torna-se cada vez mais acessível. Houve um crescimento no número de exemplares vendidos, da ordem de 8,3% excetuando-se as vendas para o governo. O faturamento do setor caiu, o que indica com clareza uma redução do preço dos livros, que foi de 4,42%, em comparação a 2009.

Os números também mostram maior investimento em novos títulos. É uma estratégia inteligente do mercado, estimulando o surgimento de autores e a produção intelectual. O maior número de títulos permite gerenciamento estratégico das tiragens, que vão respondendo ao comportamento da demanda.    É muito claro o avanço do mercado livreiro no Brasil. Contudo, os esforços do setor editorial têm de ser mantidos e ampliados a cada dia, pois ainda estamos aquém da almejada meta de consolidar um país de leitores, condição essencial para o desenvolvimento. 

Temos, portanto, de continuar trabalhando para multiplicar os índices de leitura em nosso. Nesse sentido, é essencial a mobilização do setor público e da iniciativa privada, como vêm fazendo as entidades do mercado editorial, para que 2012, com todos os eventos e cenários favoráveis, seja um ano de grande impulso do mercado editorial, com a inclusão de milhares de brasileiros no rol de leitores. Quanto mais o livro estiver ao alcance de todos os brasileiros, mais próximos estaremos do conceito inerente à sociedade do conhecimento, que caracteriza os povos verdadeiramente livres, soberanos e capazes de construir uma história vitoriosa.

*Karine Pansa, empresária do setor editorial, é a presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL).

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Hoje é o Dia Nacional do Livro Infantil, criado em homenagem ao nascimento do escritor Monteiro Lobato


Comemora-se hoje, 18 de abril, o Dia Nacional do Livro Infantil. A data foi escolhida porque neste dia nasceu um dos principais escritores de literatura infantil do Brasil: Monteiro Lobato. Além de criar aventuras com figuras bem brasileiras, recuperou os costumes e lendas do folclore nacional. E não parou por aí, misturou todos eles com elementos da literatura universal, da mitologia grega, dos quadrinhos e do cinema. 

“Um país se faz com homens e com livros”. Essa frase criada por Monteiro Lobato demonstra a valorização que dava à leitura e sua forte influência no mundo literário. 

Nascido em Taubaté, interior de São Paulo, em 18 de abril de 1882, ele iniciou sua carreira escrevendo contos para jornais estudantis. Em 1904 venceu o concurso literário do Centro Acadêmico XI de Agosto, época em que cursava a faculdade de direito. Como viveu um período de sua vida em fazendas, seus maiores sucessos fizeram referências à vida num sítio, assim criou o Jeca Tatu, um caipira muito preguiçoso.
Depois criou a história “A Menina do Nariz Arrebitado”, que fez grande sucesso. Dando sequência a esses sucessos, montou a maior obra da literatura infanto-juvenil: O Sítio do Picapau Amarelo, que foi transformado em obra televisiva nos anos oitenta, sendo regravado no final dos anos noventa.

Na verdade, através de sua inteligência, mostrou para as crianças como é possível aprender através da brincadeira. Com o lançamento do livro “Emília no País da Gramática”, em 1934, mostrou assuntos como adjetivos, substantivos, sílabas, pronomes, verbos e vários outros. Além desse, criou ainda Aritmética da Emília, em 1935, com as mesmas intenções, porém com as brincadeiras se passando num pomar.

Monteiro Lobato morreu em 4 de julho de 1948, aos 66 anos de idade. Em 2002 foi criada uma Lei (10.402/02) que registrou o seu nascimento como data oficial da literatura infanto-juvenil.

Concurso literário da Litteris Editora recebe inscrições GRATUITAS até o dia 20


domingo, 15 de abril de 2012

Ricardo Viveiros autografa hoje (15/4) ‘O poeta e o passarinho’, seu primeiro livro infanto-juvenil


Carioca radicado em São Paulo, o jornalista e escritor Ricardo Viveiros lança hoje (15/4), aqui em sua cidade natal,  O poeta e o passarinho, seu primeiro livro infanto-juvenil, que tem o selo da Editora Biruta.
 
A tarde de autógrafos, das 16h às 19h, será na Livraria Cultura do São Conrado Fashion Mall (Estrada da Gávea, 899), na Zona Sul da capital Fluminense.
 
Primeira vez que um livro infanto-juvenil é lançado em diversas capitais brasileiras – ao total, serão oito –, o encontro contará também com uma contadora de histórias.

Um poeta em uma grande metrópole recebe a visita de um passarinho. E assim começa uma história de amizade e companheirismo. O livro de Ricardo Viveiros procura, em prosa poética, revelar uma sensibilidade para as relações humanas e arte em seu sentido mais profundo. A obra trabalha com as perdas e a reconstrução da vida.

O poeta e o passarinho tornam-se fortes a partir do momento em que se encontram. Importantes um para o outro, sonham e vivem um existir solidário, livre e feliz. Um dia o destino muda tudo, ganhar e perder faz parte da vida.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Litteris Editora faz lançamento duplo de livros infantis da escritora e atriz Tamara Taxman


A Litteris Editora convida para o lançamento dos livros infantis A História da Coruja Cor e A Cobra de Duas Cabeças, ambos de autoria da escritora e atriz Tamara Taxman, com ilustrações de Pedro Carmo Lacerda.

A sessão de autógrafos acontece neste sábado, dia 14, das 17 às 21h, na Livraria Saraiva MegaStore do Shppping Rio Sul (Rua Lauro Muller, 116/3º piso), em Botafogo - RJ.

São duas histórias infantis que somam carinho e amor. A primeira conta a história de uma coruja e seu ninho feito através da amiga com outras amigas, enquanto a segunda tem como personagem principal uma cobra de duas cabeças, sendo que uma era simpática e a outra não, mas tudo muda quando um gavião tenta comê-las.