quarta-feira, 20 de julho de 2016

Bordões e polêmicas de Leonel Brizola reunidos em livro pela neta do ex-governador


A deputada estadual pelo Rio Grande do Sul Juliana Brizola lança hoje na Livraria Travessa de Ipanema, na Rua Visconde de Pirajá 572, o seu livro Meu Avô Leonel - frases, 'causos' e depoimentos', com o selo da editora Letra Capital, escrito em parceria com a jornalista Rejane Guerra.

A neta de Leonel de Moura Brizola reuniu o repertório das frases polêmicas de seu avô, fundador do PDT, em um trabalho que levou dez anos para ser concluído. O período pesquisado vai desde antes do golpe militar (1964) até 2004, quando o ex-governador dos estados do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro morreu.

Jornais antigos, gravações de discursos, cartas e bilhetes de Brizola serviram para o trabalho de Juliana, que encontrou verdadeiras “pérolas” ditas pelo avô político. Entre elas, “A política é a arte de engolir sapos. Não seria fascinante fazer agora a elite brasileira engolir o Lula, este sapo barbudo”, quando anunciou o apoio ao então candidato a presidente Lula, durante o segundo turno das eleições de 1989. Ou ainda sobre o ex-governador Garotinho, ao romper com o PDT: “Garotinho é como uma bola, não tem lado e é oco por dentro”.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Livro indica que paisagem cultural do vinhedo tem condições de pleitear título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco


Obra foi escrita pelos pesquisadores da cultura do vinho, Rinaldo Dal Pizzol e o antropólogo espanhol Luís Vicente Elias Pastor

A paisagem do vinhedo como um produto antropológico iniciada com a chegada dos primeiros imigrantes italianos à Serra Gaúcha em 1875 e com uma tipologia única são apenas algumas das constatações do livro Paisagem do Vinhedo Rio-Grandense, escrito pelos pesquisadores da cultura do vinho, Rinaldo Dal Pizzol e o antropólogo espanhol Luís Vicente Elias Pastor, lançado na noite do dia 27 de junho, em Bento Gonçalves (RS).

Essa obra complexa, que trata de duas regiões vinícolas do Rio Grande do Sul, a Serra Gaúcha e a Campanha, apresenta centenas de imagens que revelam o trabalho árduo do viticultor e também traz conceitos e visões importantes que indicam a necessidade de reflexões sobre o futuro dessa paisagem. Diante disso, Luís Vicente recomenda que a paisagem da Serra Gaúcha seja candidata à Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.


Durante o lançamento da obra, Dal Pizzol exaltou o trabalho do viticultor, que chegou a Serra Gaúcha a partir de 1875 e ergueu casas, escolas, capitéis, igrejas, cemitérios, hospitais e todas as culturas de subsistência. O vinhedo foi o que permaneceu, cresceu e se consolidou durante os 140 anos, apesar das dificuldades. "Para a produção do livro foram anos de pesquisa e quilômetros de caminhadas para colher depoimentos, visitar produtores e ter a percepção real desse cenário que é a paisagem do vinhedo", ressaltou.

Luís Vicente não pode estar presente ao evento, mas enviou um vídeo em que diz ter chamado muito à atenção a presença no Rio Grande do Sul de um tipo de vinhedo em forma horizontal de latada, único no mundo em função de sua sustentação ser sobre pilares de árvores de Plátano e também alguns de pedra. "Todo esse conjunto torna essa paisagem muito singular, por isso é possível considerá-la Patrimônio Cultural da Humanidade, como forma de preservá-la. Sem dúvida, seria uma grande conquista", evidenciou.

Rinaldo Dal Pizzol durante o lançamento do livro
Entre as tantas propostas do livro, Dal Pizzol destacou três que considera mais relevantes: a primeira apresentando "paisagens singulares" e que podem se tornar atrativos turísticos; a segunda sugere reflexões sobre a sustentabilidade dessa paisagem do vinhedo da Serra Gaúcha, sujeita a fraquezas e ameaças; e, por fim, seria desejável um movimento que inclua os produtores, governos municipais da região e a comunidade em geral para que haja a compreensão de que existem antecedentes e justificativas a fim de que a paisagem seja considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, a exemplo de outros locais equivalentes na Europa, o que pode gerar reflexos positivos para o consumo interno de vinhos, ao colocar essa paisagem em uma vitrine e referência internacional.


O secretário de Turismo de Bento Gonçalves, Gilberto Durante, presente ao evento e representando o prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin, agradeceu o empenho de Dal Pizzol por meio de propostas inovadoras, como o Vinhedo do Mundo, o Ecomuseu da Cultura do Vinho assim como pela participação e fundamental apoio junto ao Conselho Municipal de Turismo. Igualmente, enfatizou o papel de Luís Vicente e todo seu conhecimento compartilhado para a concretização da obra.

O livro conta com 288 páginas, dividido em 15 capítulos, e tiragem de três mil exemplares e tem a apresentação da professora Ivanira Falcade da Universidade de Caxias do Sul (UCS). O prefácio é de Mirian Sartori Rodrigues, diretora do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae/RS), e prólogo de Jorge Tonietto, pesquisador da Embrapa Uva e Vinho.

Rinaldo Dal Pizzol autografando a obra "Paisagem do Vinhedo Rio-grandense"
A obra é uma referência nos estudos da paisagem do vinhedo e foi produzida com projeto aprovado pelo Ministério da Cultura e conta com o patrocínio de Bradesco, Italínea, Florense, Toniolo Busnello e Concresul, e tem o apoio do SENAR e Dal Pizzol Vinhos Finos.

Serviço
O que: livro Paisagem do Vinhedo Rio-grandense
Autores: Rinaldo Dal Pizzol e Luís Vicente Elias Pastor
Venda: em Bento Gonçalves nas livrarias Aquarela e Paparazzi ou solicitar via e-mail instituto@dalpizzol.com.br ou pelo telefone (54) 3449-2234.

Valor: R$ 25,00

Tradicional empório de São Paulo tem sua história contada em livro

Casa Godinho é o mais antigo estabelecimento da cidade e, em plena forma, comemora seus 127 anos com todo o vigor de um armazém dos velhos tempos que mantém uma impecável coerência desde que abriu suas portas: ali só se vende do bom e do melhor. Lançamento acontece neste sábado (2/7)

A Casa Godinho, tradicional empório fundado em 1888 na cidade de São Paulo, tem sua história retratada na obra de Silvia Soler Bianchi, Casa Godinho: um lugar de memória na cidade de São Paulo, publicada pela Editora Mackenzie. O livro será lançado amanhã, sábado (2/7), às 11h, na própria Casa Godinho (Rua Líbero Badaró, 340), no antigo centro econômico da capital de São Paulo.

O livro traz à tona aspectos da cidade, colocando holofotes em seu Centro Velho. Em especial, revela a Casa Godinho como um lugar repleto de cores, gostos e cheiros, que evocam uma São Paulo de outros tempos, ainda guardada em suas estantes, em seus ladrilhos hidráulicos, balcões e na qualidade de suas iguarias importadas.

A Casa Godinho é, sobretudo, lembrada na Belle Époque paulistana por imigrantes que buscavam os produtos de sua terra natal. Alguns mais abastados usufruíam de seus produtos regularmente; outros, que lutavam no dia a dia, guardavam cada vintém para degustar, em uma data especial, um de seus produtos, capaz de reavivar memórias distantes ou mesmo perpetuar uma tradição familiar preservada por gerações.

O local exerceu forte representatividade na formação cultural, social e política da elite paulistana, em especial no período de 1888 a 1930, quando os valores dessa classe social encontraram eco nas práticas comerciais da casa, modificando não somente os hábitos alimentares, mas também o consumo de produtos, serviços e valores europeizados.

É nas cidades que as ideias da globalização e da modernidade tomam grandes proporções, levando a uma sistemática destruição das marcas do passado. Em uma cidade como São Paulo, multiculturalista, de experiências díspares, facetada, isso é muito mais evidente. A história da Godinho foi resgatada como um fator fundamental na compreensão de seu papel na formação dos valores da elite paulistana nas primeiras décadas do século XX.

Casa Godinho: um lugar de memória na cidade de São Paulo foi desenvolvido por meio de estudos e pesquisas, que desvendam fatos que se fizeram esquecidos, e que a mercearia representou um lugar em que se pode ancorar a memória. Os lugares de memória são bastante significativos: trazem sentido à história, representam um marco de uma nova era, uma nova forma de se olhar para a história, possuem aspectos nostálgicos e são também um sinal de pertencimento a um grupo, no caso, dos paulistanos.

A Casa Godinho ainda resiste ao tempo e continua a ter seu espaço não apenas na cidade, mas também na memória e no coração daqueles que a frequentam e conhecem sua história. Vale a pena visitá-la!

Sobre a autora
Silvia Soler Bianchi é doutora em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM); mestre interdisciplinar em Educação, Comunicação e Administração, psicopedagoga e graduada em Pedagogia e História. É membro titular do Instituto Histórico e Geográfico do Estado de São Paulo (IHGSP) e envolve-se com pesquisas em História Cultural, voltadas aos temas que tratam dos Lugares de Memória e da importância desses locais na formação da identidade cultural dos indivíduos, bem como Bens Imateriais, História do Cotidiano e Memórias Individuais e Coletivas. É professora universitária e dedica-se à coordenação dos cursos de Pedagogia, História e Letras. Com formação interdisciplinar, trabalha com projetos em que a troca de conhecimento e experiência entre as diversas áreas proporciona a construção de novos olhares e novas percepções de vida e de mundo.


Sobre a Editora
Especializada na publicação de livros acadêmicos e técnico-científicos, a Editora Mackenzie, com mais de 16 anos de mercado, publicou mais de 200 títulos de alguns dos mais renomados pesquisadores do país, nas áreas de Administração, Educação, Engenharia, Filosofia, Letras e Linguística, Psicologia, Teologia, entre outras, contribuindo para o desenvolvimento da educação brasileira.

Serviço
Lançamento: Casa Godinho: um lugar de memória na cidade de São Paulo
Autora: Silvia Soler Bianchi
Edição: 1ª
Páginas: 168 (16 x 23 cm)
Ano: 2016
Preço: R$ 50,00 

terça-feira, 28 de junho de 2016

A poeta Ana Cristina Cesar é a autora homenageada da Flip 2016, que começa amanhã em Paraty


Escritora carioca, expoente da Poesia Marginal, será celebrada na 14ª Festa Literária Internacional de Paraty 2016, que vai acontecer a partir de amanhã (2) e até o próximo domingo, dia 3 de julho, na cidade de Paraty. Nos anos 1970 Ana Cristina Cesar se firmou distribuindo edições caseiras no Rio de Janeiro, ao largo do mercado editorial e sob o peso da ditadura militar, Ana C., como é chamada por amigos e leitores, fundou uma vertente marcante na poesia brasileira contemporânea.
Ana Cristina Cesar

Ao homenageá-la, a Flip traça uma linha de continuidade com a programação do festival, que vem ajudando a revelar ao grande público novas vozes na poesia brasileira. Muitos dos autores convidados nos últimos anos estão entre os destaques de uma geração fortemente influenciada por Ana Cristina, como Ana Martins Marques, Bruna Beber, Angélica Freitas e Mariano Marovatto. A portuguesa Matilde Campilho, convidada da edição 2015, também tem na poeta carioca uma importante referência. Outros autores convidados, como Francisco Alvim, Charles Peixoto, Eucanaã Ferraz, Carlito Azevedo, Fabrício Corsaletti e Chacal, estão entre seus companheiros de geração e leitores.

A geração de Ana Cristina ajudou a redescobrir Paraty e a despertar a vocação literária da cidade. Vai inspirar uma Flip com o sabor dos anos 1970 e 80, um momento chave para compreender o Brasil e Paraty de hoje. A obra de Ana C. é densa, pulsante, e conquista leitores em todas as partes do mundo. A homenagem vai poder iluminar áreas menos conhecidas de sua obra e desfazer alguns lugares-comuns a respeito de sua vida.

Ana Cristina Cesar morreu no Rio, em 1983. O poeta Armando Freitas Filho, indicado pela família como curador da obra, passou a organizar edições póstumas, como Inéditos e dispersos (1985). Mesmo nos períodos em que seus livros estiveram fora de catálogo, sua poesia ganhou interesse crescente nas universidades do Brasil e do exterior.

Em 2008, o Instituto Moreira Salles, responsável pela conservação de seu acervo literário, lançou o volume Antigos & soltos, como poemas inéditos em edição fac-similar, com organização de Viviana Bosi. Sua poesia foi reunida no volume Poética (Companhia das Letras, 2013), organizado por Armando Freitas Filho.

Flip 2016, a edição da poesia!

Além da abertura oficial, com Armando Freitas Filho e o Sarau, a Flip 2016 reservou em sua programação outros espaços para autores e leitores de poesia. O fluminense Leonardo Fróes celebra uma carreira grandiosa, de quase cinquenta anos de poesia e tradução literária. A mesa que reúne Annita Costa Malufe, Marília Garcia e Laura Liuzzi, herdeiras diretas de Ana Cristina Cesar, reforça o compromisso da Flip com um gênero vital.

A britânica Kate Tempest faz de seus poemas uma verdadeira arte do palco, que subverte as tradições do mundo literário – algo que o carioca Ramon Nunes Mello também faz, à sua maneira. Com humor e verve poética, o sírio Abud Said, asilado na Alemanha, traz notícias sobre a guerra civil em seu país e sobre a crise dos refugiados na Europa.

PROGRAMAÇÃO

Quarta-feira, 29 de junho
Sessão de abertura: “Em Tecnicolor”, às 19h
Com Armando Freitas Filho e Walter Carvalho
Sessão do documentário “Manter a linha da cordilheira sem o desmaio da planície”, de Walter Carvalho, às 19h45
Sarau, às 21h45
Autores selecionados entre todas as programações da Flip

Quinta-feira, 30 de junho
Mesa 1 – “A teus pés”, às 10h
Com Annita Costa Malufe, Laura Liuzzi e Marília Garcia
Mesa 2 – “Cidades refletidas”, às 12h
Com Francesco Areri e Lúcia Leitão
Mesa 3 – “Os olhos da rua”, às 15h
Com Caco Barcellos e Misha Glenny
Mesa 4 – “Histórias naturais”, às 17h15
Com Álvaro Enrique e Marcílio França Castro
Mesa 5 – Matéria cinzenta, às 19h30
Com Henry Marsh e Suzana Herculano-Houzel
Mesa 6 – “Na pior em Nova York e Edimburgo”, às 21h30
Com Bill Clegg e Irvine Welsh

Sexta-feira, 1º de julho
Mesa 7 – “Breviário do Brasil”, às 10h
Com Benjamin Moser e Kenneth Maxwell
Mesa 8 – “A história da minha morte”, às 12h
Com J.P. Cuenca e Valeria Luiselli
Mesa 9 – “O show do eu”, às 15h
Com Cristian Dunker e Paula Sibilia
Mesa 10 – Encontro com Karl Ove Knausgård, 17h15
Mesa 11 – A confirmar
Mesa 12 – “Sexografias”, às 21h30
Com Gabriela Wiener e Juliana Frank

Sábado, 2 de julho
Mesa 13 – Encontro com Leonardo Fróes, às 10h
Mesa 14 – “De Clarice a Ana C”, às 12h
Com Benjamin Moser e Heloisa Buarque de Hollanda
Mesa 15 – Encontro da arte com a ciência, às 15h
Com Arthur Japin e Guto Lacaz
Mesa 16 – Encontro Svetlana Aleksiévitch, às 17h45
Mesa 17 – “O falcão e a fênix”, às 19h30
Com Helen Macdonald e Maria Esther Maciel
Mesa 18 – “O palco é a página”, às 21h30
Com Kate Tempest e Ramon Nunes Mello

Domingo, 3 de julho
Mesa 19 – “Síria mon amour”, às 10h
Com Abud Said e Patrícia Campos Mello
Mesa 20 – “Mixórdia de temáticas”, às 12h
Com Ricardo Araújo Pereira e Tati Bernardi
Mesa 21 – “Sessão de encerramento: Luvas de pelica”, às 14h
Com Sérgio Alcides e Vilma Arêas
Mesa 22 – Livro de cabeceira, às 16h

Ingressos
Os ingressos da programação principal custam R$ 50. As vendas – pela internet, por telefone e nos pontos de venda da Tickets For Fun – terminam hoje (28). De amanhã em diante será possível comprar apenas na bilheteria da Flip, em Paraty. Para cada mesa, há limite de dois ingressos por pessoa.


sexta-feira, 24 de junho de 2016

Fernanda Gentil lança livro e conta a rotina real de seu casamento, do começo até a separação


Fernanda Mello e Angelo Bottino, responsáveis pelo projeto gráfico da obra, também prestigiaram o lançamento

Na noite da última quarta-feira, 21, a jornalista Fernanda Gentil lançou o livro Gentil como a gente - A história de uma família sem firulas, com o selo da editora Intrínseca, em um evento lotado, divertido e com boa energia, realizado na Livraria da Travessa, na Barra. A obra, que conta a rotina real de Fernanda Gentil e Matheus Braga desde o primeiro beijo até a separação, tem histórias engraçadíssimas, típicas de um jovem casal.

A jornalista chegou às 19h na companhia da mãe e do filho Gabriel e começou a atender ao público antes mesmo do previsto. Durante cerca de cinco horas escreveu dedicatórias quase personalizadas e tirou foto com muitos fãs que foram prestigiá-la e queriam autógrafos. A jornalista brincou, sorriu e conversou com cada um deles, descontraidamente.

Fernanda Gentil: livro recheado de histórias engraçadas e reais de sua vida
O projeto gráfico do livro ficou por conta dos designers Fernanda Mello e Angelo Bottino, casados, que trabalham juntos e dividem o dia a dia da profissão. Capa e diagramação, partes deste projeto, também ficaram a cargo dos dois, que imprimiram um tom ainda mais colorido e bacana à obra. "Acho que o diferencial desse trabalho foram as colagens que criamos para as aberturas dos capítulos, que acompanham o humor do texto", explica a designer.

EXPERIÊNCIAS PESSOAIS
Fernanda Gentil é repórter esportiva e uma das apresentadoras mais queridas da tevê. Conquistou milhares de fãs na cobertura da Copa do Mundo de 2014, da qual foi eleita musa. No vídeo, é uma profissional competente e divertida. De perto, é igualmente engraçada. Nas páginas de Gentil como a gente, transforma suas experiências pessoais num relato adorável.

A protagonista é a Mocinha. Não é que a Mocinha seja neurótica — ela apenas pensa em todas as possibilidades. O par romântico: o Momô. Não é que o Momô seja avoado — ele só é do tipo que vai jogar tênis e esquece a raquete. Tem também a Nala, que a Mocinha não gosta que chamem de cachorra. Tem o Lucas, o afilhado que é como um filho. E os 300, a gangue de amigos, quer dizer, o grupo de amigos. Essa turma, que no rolar dos capítulos vai ganhar mais um integrante, se esbarra em um apertamento, onde a sala é um pouco da cozinha e um tico da varanda.


Com leveza e humor, Fernanda Gentil conta uma história de amores vivida por uma família singular e ao mesmo tempo igual a todas as outras. Fernanda briga e, com a frequência de eclipses lunares, pede desculpas. Quando quer, sabe ser fofa. E mostra ser craque em entender as diferenças entre masculino e feminino. Ela mata no peito, sai de impedimento, bota para escanteio e bate um bolão. Porque o que Fernanda mais quer é fazer e ser feliz. Sem firulas. Gentil. Como a gente.

Fotos: Divulgação

Operação Lava Jato e juiz Sérgio Moro são temas de livros lançados por jornalistas


O repórter da TV Globo Vladimir Netto  escreveu Lava Jato – O juiz Sergio Moro e os bastidores da operação que abalou o Brasil, enquanto a ex-apresentadora da ‘TVeja’, Joice Hasselmann, é a autora de  Sérgio Moro – A história do homem por trás da operação que mudou o Brasil

Vladimir Netto escreve sobre operação Lava Jato


 Experiente na cobertura da Política em Brasília, o repórter da TV Globo Vladimir Netto acaba de lançar o livro-reportagem Lava Jato – O juiz Sergio Moro e os bastidores da operação que abalou o Brasil.
Na obra, Netto – que acompanha a operação desde o seu início, em março de 2014 – vai pouco a pouco revelando os principais desdobramentos que expuseram o maior escândalo de corrupção do País. Aponta quem são os personagens-chave desse processo – doleiros, dirigentes da Petrobras, políticos e empreiteiros – e como se articularam para desviar bilhões dos cofres da estatal.
O fio condutor da história é o juiz Sérgio Moro, sobre cujo trabalho o autor se debruça, com o objetivo de lhe desenhar o perfil: o vasto conhecimento técnico, as perguntas meticulosas, as sentenças fundamentadas e a coragem de enfrentar a pressão de advogados de renome.
O livro, com ares de thriller policial, teve seus direitos comprados pelo cineasta José Padilha. “O livro do Vladimir, além de narrar de forma empolgante uma incrível operação policial, é também um documento histórico de valor imprescindível para o País”, disse Padilha ao jornal Estadão. A previsão é de que a obra seja adaptada a uma série policial, para estrear em 2017 no Netflix.

Obra de Joice Hasselmannem faz homenagem a Sérgio Moro



Ex-apresentadora da ‘TVeja’, projeto audiovisual mantido pelo site da revista Veja, a jornalista Joice Hasselmann chega ao mercado editorial com obra em que o juiz que comanda a Operação Lava Jato aparece como personagem principal. O lançamento oficial de Sérgio Moro – A história do homem por trás da operação que mudou o Brasil (Universo dos Livros) aconteceu no último dia 15, com sessão de autógrafos na livraria Saraiva do Shopping Pátio Paulista, em São Paulo.

No livro, Joice explica no primeiro capítulo que coincidências a levaram a escrever sobre o juiz federal paranaense. No trecho divulgado pela Livraria da Folha, ela lembra ser conterrânea de Moro e que no começo da carreira na comunicação na cidade de Ponta Grossa, no interior do Paraná, teve de “enfrentar desafios e indivíduos corruptos”. Anos depois, já formada em jornalismo e somando experiência como apresentadora e diretora da BandNews FM de Curitiba, conta que começou a “desvendar os caminhos tortuosos da política brasileira, mergulhada em corrupção”.

Ainda do capítulo de apresentação de seu livro, a jornalista evidencia a sua admiração pelo magistrado, o definindo como o responsável pelos novos rumos do país. “O juiz Sérgio Moro é da minha cidade, do meu querido estado, é ‘bicho do Paraná’. E foi este homem que começou a mudar o Brasil, punindo com o rigor da lei corruptos e corruptores. Aqueles que corroem o país nunca mais teriam a liberdade de antes para cometer crimes. Jamais manteriam a certeza a impunidade”. A autora reforça que Moro aplica a lei, não importa a quem.

O primeiro capítulo de Sérgio Moro – A história do homem por trás da operação que mudou o Brasil conta, também, com trechos em que a jornalista dispara críticas ao Partido dos Trabalhadores e a presidente da República afastada, Dilma Rousseff. Para a escritora, a sucesso de Lula no Palácio do Planalto “abraçou um dos maiores casos de corrupção que se tem registro - em detalhes - no mundo”, o Petrolão, conforme é chamado o esquema de desvio de verba pública na Petrobras, desmantelado pela operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Joice, na parte final de apresentação do livro, levanta série de questionamentos que mostram ao leitor o objeto da publicação. “Decidi escrever este livro para mostrar a alma do homem que existe por trás da operação judicial que mudou o país. Teria ele [Moro] motivações para agir com justiça diante dos políticos? Existiram momentos em que ele pensou em desistir? Como Moro fez para manter a serenidade diante de ataques covardes que sofreu por parte da imprensa e dos defensores deste governo criminoso?”, escreve a jornalista.


Novo livro de Marco Antônio Eid aborda comunicação do governo em tempos de democracia e corrupção


Comunicação com a sociedade é dever do Estado e não um privilégio de políticos e ocupantes de cargos públicos

Comunicação e assessoria de imprensa para governos (Editora M. Books), novo livro do jornalista e executivo de PR Marco Antônio de Carvalho Eid, diretor de Conteúdo da Ricardo Viveiros & Associados – Oficina de Comunicação (RV&A), aborda as relações dos Três Poderes com a mídia, a partir do processo de redemocratização do Brasil, nos anos 80 do Século XX, até o advento do mensalão e do petrolão, que refletem o irreversível protagonismo da sociedade contemporânea. 


“Agora, os cidadãos têm o verbo, que lhes foi concedido pela internet”, salienta o autor, que acumulou ampla experiência na área pública, ao dirigir por 12 anos a Redação da Coordenadoria de Imprensa do Governo do Estado de São Paulo. Antes e depois dessa etapa de sua carreira, trabalhou como repórter e editor em revistas de economia, técnicas e de turismo, emissoras de rádio e na produção de publicações corporativas para grandes empresas, como S/A O Estado de S. Paulo, Refinações de Milho Brasil e Bank Boston. Após deixar o governo paulista, em 1994, foi editor de jornalismo na Rádio Bandeirantes, ingressando depois na RV&A.

“O Estado de direito, reconquistado pelos brasileiros a partir da Campanha das Diretas Já, em 1984, havia provocado mudanças profundas no processo comunicacional. Somado à Web, determina transformação ainda maior, inclusive no comportamento dos políticos, cuja trajetória na vida pública pode começar com a felicidade da eleição e terminar na melancolia do cárcere”, pondera Marco Antônio Eid, acrescentando: “Ocupantes de cargos públicos, no Executivo, Legislativo e Judiciário, bem como os seus assessores de imprensa, precisam entender essa nova realidade. Ignorá-la não prejudica apenas as pessoas públicas acusadas de corrupção, mas principalmente o povo e o País, que pagam elevado e amargo preço pela instabilidade política causada pela improbidade, fisiologismo e práticas contrárias à ética, como se observa no Brasil”.

Comunicação e assessoria de imprensa para governos tem capítulos técnico-didáticos, contribuindo para que jornalistas e relações públicas desempenhem melhor suas funções no setor estatal. Aborda a sua interação com os distintos setores dos Três Poderes, concessionários de serviços públicos e instituições da sociedade, os temas mais recorrentes a serem propostos à mídia, as situações de crises e seu enfrentamento, a legislação relativa à contratação de profissionais para compor as equipes e às licitações destinadas à terceirização dos serviços.

Estruturas gramaticais e a credibilidade dos conteúdos

Enfoque absolutamente inédito do livro diz respeito às estruturas gramaticais e tempos verbais que conferem mais ou menos credibilidade aos press releases. Tal análise decorre de prolongado estudo e observação da causa-efeito nas matérias da imprensa publicadas em decorrência da divulgação de conteúdos das assessorias de imprensa governamentais.

“Comecei a perceber isso, quando trabalhava no governo, ao analisar cuidadosamente os clippings das matérias resultantes das pautas de política que divulgávamos na gestão de André Franco Montoro no Estado de São Paulo, a partir de 1983”, relata Marco Antônio Eid, explicando: “Aprender com a prática diária e por tentativa e erro foi decisivo quando as eleições de 1982, as primeiras diretas para governadores desde o golpe militar de 1964, exigiram que reinventássemos o modo de fazer assessoria de imprensa para o setor público. Deve-se salientar que, mais do que nunca, a estrutura verbal-gramatical e os tempos verbais utilizados continuam decisivos para que conteúdos distribuídos à imprensa tenham mais ou menos credibilidade”.

O jornalista alerta, contudo, que, além de eticamente condenável, é infrutífero utilizar as técnicas de comunicação, por mais eficazes que sejam, para construir artificialmente a imagem de políticos. “Pode-se até conseguir por algum tempo, mas é efêmero na era da internet. Não há assessor de imprensa no mundo capaz de prover o milagre da inocência”.

Histórias e bastidores da redemocratização

Em seu livro, Marco Antônio Eid também dedica alguns capítulos a relatos inéditos de bastidores que vivenciou, como diretor de Redação na Coordenadoria de Imprensa do Governo do Estado de São Paulo, na Campanha das Diretas Já, na Constituinte de 1987, na cobertura da agonia e morte do presidente Tancredo Neves e em passagens com chefes de Estado e personalidades internacionais. Esses episódios, que ampliam o interesse da obra para além do público profissional, ajudam o leitor a entender melhor um dos momentos mais importantes da História do Brasil.