quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Livro que analisa a publicidade antes e depois do computador será lançado nesta quarta-feira (17)



A jornalista Cristina Carvalho e o publicitário Edson Scorcelli lançam hoje (17) o livro Publicidade AC/DC (Antes e Depois do Computador), que reúne entrevistas, casos e curiosidades narrados por quem viveu esse marco divisório da profissão, tem o selo da editora Sinergia. Com entrevistas e depoimentos em primeira pessoa, o texto trata das mudanças que ocorreram com a informatização das agências publicitárias.

A sessão de autógrafos acontecerá a partir das 19h, na Blooks Livraria (Praia de Botafogo, 316), em evento aberto ao público. O livro trata da revolução silenciosa, sem precedentes, ocorrida há vinte e poucos anos, e que trouxe completa mudança na estrutura e também no status do mercado publicitário.


A motivação deste livro foi mostrar, tanto para a nossa quanto para as gerações posteriores que trabalham ou pretendem trabalhar na área de comunicação, um registro do antes e do depois da chegada da computação e da internet ao mercado da propaganda e, por que não dizer, às nossas vidas. Os casos mostrados neste livro, às vezes curiosos, às vezes engraçados, de períodos AC e DC, são reais e foram pinçados da memória de um dos autores. A ordem dos fatos não é cronológica, para demonstrar que são flashes, lembranças de momentos da história pessoal de um profissional de criação. Mesmo os estudos de caso, sob o ponto de vista dos negócios, são tratados de maneira leve e coloquial.

Publicidade AC/DC (Antes e Depois do Computador) traz ainda depoimentos, sob a forma de entrevistas, de nomes representativos de diversas áreas da publicidade. Eles contam como ocorreu, na vida profissional, a passagem do trabalho analógico para o digital, e o que isto significou, em termos de conteúdo, para cada função exercida em uma agência, além de algumas reflexões acadêmicas dos que hoje se dedicam ao magistério. Para quem está chegando ao mercado, há também exemplos de trabalhos da época e quadros explicativos das principais atividades nas empresas de comunicação.

Os três estilos de texto o testemunhal e estudo de casos, o jornalístico das entrevistas, o descritivo e ilustrado das atividades se alternam e complementam no decorrer da narrativa. O livro tem memória para os saudosistas, e História descontraída para as novas gerações.

A obra é costurada por peças e ilustrações de profissionais como José Luiz Benício, mestre das ilustrações, que assinou mais de 300 cartazes de filmes, e teve também uma vasta produção na publicidade, como no anúncio abaixo, da Levi’s.

Lançamento:
Dia 17 de dezembro, 4ª feira, às 19h
Blooks Livraria, Espaço Itaú de Cinema
(Praia de Botafogo, 316)
*Estacionamento gEpark Praia de Botafogo, 348
Preço sugerido: R$ 25,00

domingo, 14 de dezembro de 2014

AfroReggae lança livro em comemoração aos seus 21 anos


Capa do livro

O livro em comemoração aos 21 anos do Grupo Cultural AfroReggae será lançado na próxima terça-feira, dia 16, no Museu de Arte do Rio - MAR , na Praça Mauá, 5, Centro. O fotógrafo JR Duran presenteou a ONG fotografando pessoas que fizeram parte desta história nos últimos 21 anos. Os ensaios foram realizados na sede do AfroReggae, na Lapa, no Cantagalo, no Complexo do Alemão e em Vigário Geral.
  
"Sou movido a desafios, e é por isso que foi impossível resistir a um convite feito por José Junior. A possibilidade de fotografar frente a um grupo tão grande e consistente de pessoas que lutam, diariamente, por suas vidas e pela dos outros, foi aproveitada até o último click.", disse Duran sobre o projeto.

Uma das fotos de FR Duran

A obra também conta com textos dos jornalistas Mauro Ventura e Zuenir Ventura e do fundador da Thymus Branding, Ricardo Guimãraes. O evento de lançamento do livro será aberto ao público, no MAR, a partir das 19h. O livro, patrocinado pelo Santander, não será comercializado, e é dedicado a Don Emilio Botín, grande incentivador da trajetória do AfroReggae.



Serviço:
Lançamento do livro de 21 anos do AfroReggae
Local: Museu de Arte do Rio - MAR, Praça Mauá, 5, Centro-RJ.
Data: 16/12
Horário: das 19h às 22h


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

"Circo de Pulgas", novo livro de Manto Costa, terá noite de autógrafos nesta quinta-feira (11/12), na Livraria Folha Seca



Acontece amanhã (11/12), a partir das 19h, na livraria Folha Seca (Rua do Ouvidor, 37), no Centro do Rio de Janeiro, o lançamento de Circo de Pulgas, novo livro do jornalista e escritor Manto Costa (pseudônimo de Marco Antonio Costa).  A obra, que tem o selo da Pallas Editora, foi uma das selecionadas pelo edital da Lei de Apoio à Cultura Negra.

O livro traz contos onde personagens surgem e ressurgem em histórias díspares, se cruzando num  Rio de Janeiro caótico, com suas vielas, praias, becos e favelas. As tramas de Circo de Pulgas surgiram em momentos distintos, mas que, ao serem reunidas, formaram uma antologia que nos remete a um mosaico único, podendo-se incluir os primeiros contos escritos pelo jovem Manto Costa (‘Treze Copos’ e ‘O círculo’).

Conduzido por uma personagem que ora nos lembra as desventuras dos heróis desvalidos da Beat Generation para logo depois nos remeter aos narradores clássicos, a obra nos fala da desordem, das alegrias, dos amores e do caos da vida de uma população que vive à margem do Rio de Janeiro dos cartões postais.

Circo de Pulgas foi beneficiado pelo edital de Apoio à Cultura Negra da Biblioteca Nacional e teve incentivo do Ministério da Cultura, em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir). 

Reproduzo abaixo a excelente matéria feita pela jornalista Maria Luisa Barros, publicada no jornal O DIA no último sábado (6), que sintetiza com maestria o que é este novo trabalho do amigo Marco Antonio Costa, ou melhor, Manto Costa.

Nova literatura afro-brasileira reconta parte da História e tem Rio como reduto

Escritor Manto Costa reune em ‘Circo de Pulgas’ contos que se passam em lugares como Sambódromo, Lapa e Pedra do Sal

Maria Luisa Barros
 
Rio - Pelas mãos de escritores negros, personagens anônimos da cidade, que vivem à margem dos cartões-postais, se tornam os protagonistas de histórias de dores e amores colhidas nas ruas, bares e becos do Rio de Janeiro. Representante do novo movimento literário afro-brasileiro, o jornalista e escritor Manto Costa reuniu no livro ‘Circo de Pulgas’ 12 contos que se passam em cenários emblemáticos como o Sambódromo, a Lapa, a Pedra do Sal, no Morro da Conceição, e a Praça 11, berço do samba carioca. 

Considerado um dos bons ficcionistas brasileiros da atualidade, Manto passeia por lugares com forte presença negra e importantes na história da escravidão no Brasil para brindar o leitor com narrativas tocantes sobre figuras como: Velho Aruanda, Zé Ruela, Pente Fino, Zé Menino, Dona Menininha e Perninha, entre tantos outros. Em meio a batucadas, botecos e terreiros, a sensação é de já ter esbarrado com esses personagens por aí, sem, no entanto, se ater às suas vivências. O que Manto faz com maestria.
 
 

Manto Costa reúne no livro ‘Circo de Pulgas’ 12 contos que se passam em cenários como o Sambódromo, a Lapa e a Pedra do Sal - Foto:  Maíra Coelho / Agência O Dia


 Não à toa, a obra, cujo lançamento será na próxima quinta-feira na Livraria Folha Seca, foi a primeira de um pacote de cinco autores negros, todos com larga bagagem, como Joel Rufino, Conceição Evaristo, Carlos Nobre, Nei Lopes e Cuti, a receber recursos federais para chegar aos leitores.

Na literatura criada por eles, a trajetória da negritude é contada pelos próprios negros. “É o resgate da história brasileira contada pela elite branca. O próprio Zumbi, durante muitos anos era retratado nos livros escolares como um negro fujão. Hoje sabe-se que o Quilombo de Palmares foi a primeiro movimento de independência do Brasil”, diz Manto. 

‘Circo de Pulgas’ (Pallas Editora, R$ 24) foi beneficiado pelo edital de Apoio à Cultura Negra da Biblioteca Nacional e teve incentivo do Ministério da Cultura em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir). Quase metade da produção será distribuída às bibliotecas públicas do país. “A questão do negro sempre foi tratada de forma velada. Esse despertar está só começando. Não vejo conflitos com o que já foi escrito. É uma nova versão dos fatos que veio para somar”, diz o escritor.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Maior biblioteca infantojuvenil do mundo seleciona “As cores da escravidão” para seu catálogo, o White Ravens 2014



Obra de Ieda de Oliveira pela Editora FTD fala sobre inocência roubada e sonhos frustrados
                            
A obra As cores da escravidão, de Ieda de Oliveira, foi uma das quatro escolhidas para representar o Brasil no catálogo White Ravens 2014, publicação anual da Internationale Jugendbibliothek – IJB, maior biblioteca de literatura infantil e juvenil do mundo, situada em Munique, na Alemanha. O catálogo reúne livros selecionados da produção mundial. 


“Eu vivencio isso como um prêmio. Estar em um catálogo que comporta os melhores livros publicados no mundo em 2013 me deixa extremamente feliz. O fato de esse livro ter conseguido sensibilizar a FNLIJ e a biblioteca de Munique com esse assunto tão intenso dá uma visibilidade para o autor, para o texto e para a temática.”, diz Ieda.  

Lançada em 2013, a obra  conta a história do garoto Tonho, que vive o sonho de uma vida melhor. Embalado pelas histórias da avó, ele convence seu amigo João a seguirem um gato (homem que recruta trabalhadores, servindo de intermediário entre o empreiteiro e o peão) que apareceu na cidade. A realidade encontrada pelos meninos é dura e triste, em uma história sobre inocência roubada, sonhos frustrados, infância escravizada. Mas também, de esperança, compaixão, amizade e amor. A obra recebeu este ano o Prêmio Altamente Recomendável da  Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil na Categoria Jovem.

A autora conta que a inspiração e o processo criativo da obra são provenientes de documentos do Ministério Público. O personagem principal foi extraído de um depoimento de um jovem que foi aprisionando em uma fazenda como escravo. Como a obra une realidade e ficção, foram necessários de 2 a 3 anos de pesquisa.

Escritora, compositora e pesquisadora, Ieda de Oliveira  tem dois filhos, dois netos e mais de 25 obras de literatura infantil e juvenil. Graduada em Letras – Português e Literatura pela UFRJ, tem especialização em Literatura Infantil e Juvenil pela mesma universidade e mestrado em Literatura Brasileira pela PUC-RJ, doutorado em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela USP e Pós-doutorado em Análise do Discurso na Universidade de Paris 13.

 SERVIÇO:
Informações técnicas – As cores da escravidão
Autor: Ieda de Oliveira
Ilustrador: Rogério Borges
Páginas: 96
Temas abordados: Amizade, Família, Trabalho escravo, Trabalho infantil
Tema transversal: Ética
Recomendação: a partir do 8o ano
Preço sugerido: R$ 36,60

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Editoras brasileiras participam da Feira do Livro de Guadalajara



A Feira Internacional do Livro de Guadalajara-FIL 2014, que teve início no último sábado e acontece até o próximo domingo (7/12), é a maior entre as nações hispano-americanas. São cerca de dois mil expositores, de mais de 40 países, e o número de visitantes esperados ultrapassa 750 mil.
 
Cerimônia de inauguração da 28ª Feira Internacional do Livro de Guadalajara (Cortesía FIL Guadalajara/Bernardo De Niz)
A participação brasileira foi organizada pelo Projeto Setorial Brazilian Publishers (BP), uma parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). “O BP tem desempenhado um papel fundamental para o bom posicionamento das nossas editoras no cenário internacional, principalmente nas feiras”, afirma Karine Pansa, presidente da CBL. “Temos visto um interesse especial por nossas publicações científicas e acadêmicas, além de infantojuvenil e ficção”, destaca.

Karine Pansa, presidente da CBL
A influência e os resultados positivos do projeto Brazilian Publishers são notados também pelas principais editoras do mercado. “São fornecidas informações importantes e grande suporte para os associados. Temos essas experiências nas feiras internacionais das quais participamos: Bologna, Frankfurt e Guadalajara”, explica Ceciliany Alves Feitosa, diretora de Projetos Especiais, Paradidáticos e Literatura da Editora FTD.

A expectativa geral dos expositores é otimista já que a FIL oferece inúmeras oportunidades de negócios. “Nós participamos da Feira de Guadalajara desde 2001. Conseguimos boas parcerias nas edições anteriores”, afirma Áine Menassi, representante da Callis Editora.

Sobre a FIL

A Feira Internacional do Livro de Guadalajara – FIL já está em sua 28ª edição, tendo sido fundada pela Universidad de Guadalajara. É realizada no Centro de Exposições da cidade e sempre conta com um país homenageado. Este ano, o convidado de honra é a Argentina. O Brasil também já recebeu esta láurea em 2011.

As editoras brasileiras presentes este ano são: Callis, FTD, Moderna, Girassol Brasil, Global, Grupo GEN, DSOP, HUB Editorial, Todolivro, Imeph, Edições Loyola, Oficina de Textos, Susan Bach Books, Melhoramentos, Viajante do Tempo e Companhia das Letras.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Aventuras gastronômicas de grandes astros são reveladas na nova obra de Evânio Alves, que será lançada hoje



Após redirecionamento de carreira, através da metodologia do Coaching, escritor conquista sucesso e reconhecimento internacional

O escritor Evânio Alves lança hoje (27/11), às 19h, na Casa de Cultura Laura Alvim (Av. Vieira Souto, 176, Ipanema), no Rio de Janeiro, mais uma obra com as aventuras gastronômicas dos grandes astros. “Eles também na cozinha” é fruto de uma densa pesquisa sobre as biografias dos divos que fizeram história na música, cinema e teatro mundial.

O lançamento de “Eles também na cozinha” é aberto ao público e contará com a apresentação da pianista Paula Faour, além do quarteto de cordas Afinatto. Tudo muito sofisticado e com glamour, assim como os “divos” e divas das obras de Evânio Alves.



Mineiro do Vale do Jequitinhonha, Evânio teve sua vida profissional mudada após passar por um processo de Executive Coaching, que realizou com a empresa Dasein Executive Search. Após trabalhar suas habilidades e talentos, Evânio se tornou um case de sucesso, sendo reconhecido mundialmente por seu trabalho como escritor, visagista, artista plástico e pesquisador. A Dasein é a patrocinadora oficial do lançamento da nova obra de Evânio.

O escritor, pesquisador, artista plástico e visagista Evânio Alves se prepara para lançar mais um livro de sua autoria. Apaixonado pelas biografias de atrizes e cantoras renomadas mundialmente, o escritor, pesquisador, artista plástico e visagista já publicou as obras “As Divas no Brasil” em 2010, “As Divas na cozinha” em 2012, “Les Divas Européennes au Brésil” e “A Primeira Vez que Vi o Mar” em 2013.

A ideia para o novo livro, “Eles também na Cozinha”, surgiu dos inúmeros pedidos dos leitores das outras obras de Evânio Alves, que construiu, de forma divertida, um relato de receitas e aventuras gastronômicas de mais de 60 astros. Pavarotti, por exemplo, levava nas turnês não somente seus ingredientes preferidos e utensílios de cozinha, mas a própria estrutura da mesma. Já Paul Newman era quem cozinhava para as visitas da sua casa. Rock Hudson, por sua vez, adorava fazer churrasco, apesar de não ter muitas habilidades para fazê-lo.

“Este é um trabalho fruto de muita dedicação e pesquisa. Sou um apaixonado pelas grandes estrelas e, contar suas histórias mais inusitadas, é uma grande alegria para mim. Ainda mais as que nascem na cozinha, um lugar onde adoro estar. No livro, inclusive, escrevi uma receita de sopa que minha avó fazia”, destaca o escritor. 
 
Redirecionamento de carreira
Antes de se tornar um escritor de sucesso, reconhecido internacionalmente, o mineiro do Vale do Jequitinhonha, Evânio Alves, 38 anos, passou por um processo de coaching que mudou sua vida. Quando morava em Belo Horizonte, há aproximadamente 15 anos, Evânio trabalhava como cabeleireiro e maquiador em um pequeno salão próprio.

Insatisfeito com seu rumo profissional, Evânio procurou o serviço de Executive Coaching com a Dasein Executive Search, empresa especializada em serviços de executive search, assessment e coaching executivo, identificando, mapeando e desenvolvendo gestores para que possam ocupar posições estratégicas nas organizações.

“A Adriana Prates, presidente da Dasein e minha cliente, fez um trabalho fantástico comigo, que redirecionou toda a minha vida profissional.  Eu era inseguro e não planejava minhas ações estrategicamente. O processo de coaching redesenhou meus planos, me fazendo enxergar meus potenciais e interesses”, revela Evânio Alves.

De acordo com Adriana Prates, o Coaching executivo é um serviço que utiliza diversas técnicas e ferramentas para trabalhar as habilidades e competências da pessoa, fazendo-o a desenvolver a sua visão de futuro e propósito de vida.  “No caso do Evânio, identificamos um potencial enorme para as artes e cultura. Além da competência técnica, ele poderia oferecer um trabalho mais exclusivo e personalizado, para clientes altamente exigentes”, revela a presidente da Dasein Executive Search.

Após o processo, Evânio Alves montou um segundo salão de beleza na capital mineira e fez parcerias com grandes empresas. Em 2004 se mudou para o Rio de Janeiro, onde reside atualmente, alcançando plenamente seus objetivos profissionais e pessoais. Após trabalhar em um salão na Barra e depois no Flamengo, Evânio se capitalizou e montou o Estúdio Divas, em Ipanema, onde reúne cultura e beleza em um único espaço.

“Deixei de ser um cabeleireiro e hoje sou visagista. A beleza de uma pessoa deve ser trabalhada como um todo para alcançar a harmonia estética. Minha clientela é extremamente selecionada, me permitindo dedicar parte do meu tempo às pesquisas, leituras e escrita de minhas obras”, conta Evânio Alves.

Serviço:
Lançamento “Eles também na Cozinha”, de Evânio Alves
Data: 27 de novembro 
Horário: 19 horas
Local: Casa de Cultura Laura Alvim - Av. Vieira Souto, 176, Ipanema - Rio de Janeiro 


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Bibliotaxi é a maior rede física de troca de livros em táxis

Projeto cultural promovido pela Easy Taxi está presente em 100 cidades do Brasil além de Peru, Chile e Colômbia

O Bibliotaxi, projeto de disseminação da leitura promovido pela Easy Taxi, é a primeira rede social física de troca de livros dentro do táxi e já está disponível em todas as cidades do Brasil onde a Easy Taxi atua. A estratégia inovadora começou na Vila Madalena (bairro de São Paulo), criado pelo Instituto Mobilidade Verde. Na época existia apenas um táxi que disponibilizava os livros doados pelos moradores do bairro.

Para alavancar o projeto, há três anos, o jornalista Gilberto Dimenstein, morador do local, procurou a Easy Taxi. Com o alcance do aplicativo, hoje a iniciativa está em todas as cidades em que a Easy Taxi atua no Brasil e já chegou a países como Chile, Peru e Colômbia.

 
O
s títulos ficam disponíveis em um bolsão localizado no banco do táxi e todos os passageiros podem participar adquirindo ou doando um livro. O sucesso do programa chamou a atenção de grandes grupos editoriais. Em maio, por exemplo, a Easy Taxi recebeu, do Grupo Saraiva, 80 mil livros, e hoje, o projeto contabiliza mais de 100 mil títulos circulando em cerca de 8 mil carros Easy Taxi espalhados pelo Brasil. 

“Temos o objetivo de oferecer as melhores experiências na utilização do táxi como meio de transporte, por isso procuramos engajar ações que contribuam para o sucesso da experiência, pois assim acreditamos que a população se sentirá cada vez mais confortável e adepta desse modal”, afirma Camila Ferreira, CEO Brasil da Easy Taxi. 

Desde o lançamento do Bibliotaxi, cerca de 36 milhões de pessoas já tiveram a oportunidade de entrar na rede de compartilhamento do projeto, pegando ou doando um livro. 

Sobre a Easy Taxi
Fundada em junho de 2011, a Easy Taxi, pioneira no serviço móvel de chamada de táxi na América Latina, atua hoje em 33 países, 170 cidades, sendo 100 no Brasil e é considerado o maior aplicativo de serviços mobile do mundo. A multinacional emprega atualmente mais de 1300 funcionários e já registrou 15 milhões de downloads. Disponível para iOS, Android, Windows Phone e Blackberry, o app pode ser baixado gratuitamente pelo usuário e disponibiliza ferramenta para pagamento eletrônico, via cartão de crédito cadastrado no aplicativo.

A empresa recebeu investimentos que somam R$ 170 milhões, feitos pelo grupo alemão Rocket Internet, pelo Fundo Latin America Internet Holding (LIH), pela holding iMena e, mais recentemente, pelo Phenomen Ventures e Tengelmann. A Easy Taxi também oferece soluções exclusivas de uso corporativo, o Easy Taxi Empresas, e o Easy Taxi Pro, desenvolvido para estabelecimentos comerciais que precisam solicitar muitos táxis ao mesmo tempo.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Obra que exalta a cultura africana é relançada neste Dia Nacional da Consciência Negra



Em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra, festejado hoje, 20 de novembro, a editora Mar de Letras (selo Sapere) realizou o relançamento do livro “Outras Etiópias”. A obra, de 2012, é de autoria de Orlando Sperle Fraga Junior e Adílio Jorge Marques e visa atualizar os conhecimentos não só sobre a Etiópia, mas também, com a quebra de estereótipos, aprofundar a análise sobre a África.

Mitos bíblicos, a valorização da cultura negra e o movimento conhecido como Rastafarianismo são alguns temas abordados no livro, que traz à luz outro olhar sobre o país. Ao apresentar acontecimentos desconhecidos por muitos, como a vitória das forças etíopes sobre o exército do fascista Benito Mussolini na Segunda Guerra Mundial e a sua influência cultural no norte e no nordeste brasileiro, “Outras Etiópias” rompe os estigmas da fome e das guerras civis, ajudando a entender melhor a história e a cultura africana.

Perguntas como “Qual é o lugar da Etiópia nas narrativas da resistência negra nas Américas, incluindo o Brasil?” e “Quando esse espaço começou a se consolidar no imaginário da diáspora negra?” são respondidas na obra, que está à venda no site da editora: www.livrariamardeletras.com.br.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

“Breve História de um Pequeno Amor” e “1889” são os livros do ano do Prêmio Jabuti 2014


O Livro do Ano de Ficção é Breve História de um Pequeno Amor” (Editora FTD), de Marina Colasanti; e o de Não-Ficção é 1889”. (Globo Livros), do jornalista Laurentino Gomes. O anúncio foi feito na cerimônia de entrega do 56º Prêmio Jabuti, realizada na noite de terça-feira, 18 de novembro, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). Tania Rösing é a Amiga do Livro 2014. 

Karine Pansa, presidente da entidade, salientou que foram muitas as novidades em 2014, evidenciando a capacidade do prêmio de renovar-se e acompanhar as transformações do mercado editorial, sem jamais perder a credibilidade, fator que o mantém como o mais importante e reconhecido do setor editorial brasileiro. “As inovações enaltecem o caráter do Jabuti, que cumpre sua missão principal de promover o livro, reconhecer talentos e revelar novos autores”.

Este ano, o prêmio passou a contar com a curadoria da escritora e professora Marisa Lajolo, que “agregou todo seu conhecimento, experiência e visão sobre o livro no Brasil”, frisou Karine Pansa, agradecendo e homenageando José Luiz Goldfarb, curador entre 1991 e 2013: “Ele desempenhou papel importante para o desenvolvimento  do Jabuti e realizou um excelente trabalho ao longo desses 22 anos”.

A presidente da CBL enfatizou, ainda, que o Jabuti 2014 recebeu número maior de inscrições em relação ao ano passado, de Norte a Sul do Brasil, fortalecendo o seu caráter nacional. “Além disso, mostrou toda a sua diversidade, tanto no tocante às obras concorrentes, quanto à participação das editoras, que, independentemente, de seu porte, mostraram a qualidade da produção editorial do País”.

Karine Pansa

Karine também destacou a realização da cerimônia de entrega no Jabuti, a partir de 2014, no Auditório Ibirapuera, depois de oito anos na Sala São Paulo. Outra novidade de 2014 foi a categoria, a de número 27, criada especialmente para este ano: Tradução de Obra Literária Inglês-Português, com premiação concedida pelo British Council, que inclui viagem de uma semana ao Worlds Festival, em junho de 2015, com todas as despesas pagas.

Karine agradeceu os editores, autores, ilustradores, tradutores, capistas e designers que trabalharam para produzir livros e os inscreveram no prêmio. “É isso que o faz o mais importante do País na área editorial.” Também mencionou a atuação da Comissão do Jabuti, dos membros do Conselho Curador e os jurados, bem como os executivos e colaboradores da CBL. “O árduo trabalho de todos vocês foi decisivo para que chegássemos a esta cerimônia tão marcante para o livro brasileiro”!

Os três primeiros contemplados das 27 categorias do Jabuti 2014 podem ser conferidos no site do Prêmio: www.premiojabuti.com.br/resultado.
 
Vencedor pede um Brasil mais tolerante

Laurentino Gomes
O jornalista e escritor Laurentino Gomes, cuja obra 1889 (Globo Livros) foi o Livro do Ano de Não Ficção do Prêmio Jabuti 2014, disse que é importante estudar história para se entender como o Brasil chegou ao atual momento de democracia. “É preciso saber o que ocorreu no Estado Novo, de Getúlio Vargas, e no regime militar, ter consciência de que pessoas foram presas e torturadas e de tudo o que ocorreu. Tal conhecimento é relevante neste momento em que há muita intolerância no País e em que se veem pessoas jovens pregando golpe militar e manifestações em prol de medidas radicais e de exceção”.

Para Laurentino Gomes, é justamente quem não teve a oportunidade de refletir sobre o País e não conhece nossa jornada histórica que está pregando medidas radicais. “O Brasil vive um clima de intolerância muito grande. Por isso, é necessário conhecer a história. Somente assim poderemos construir um futuro de modo mais organizado e menos barulhento e intolerante”.

O prêmio de Livro do Ano de Não Ficção é o terceiro de Laurentino Gomes. Anteriormente, o havia conquistado com as obras 1808 e 1822.

Marina Colasanti, vencedora do Livro do Ano de Ficção, com Breve história de um pequeno amor (Editora FTD), salientou o fato de o prêmio ser concedido a uma obra para o público infantil. “Isso é importante, pois a literatura infantojuvenil é decisiva para se criar novas gerações de leitores”.

Laurentino Gomes e Marina Colasanti receberam, cada um, prêmio de R$ 35 mil pelo Livro do Ano, além de R$ 3,5 mil por terem sido os primeiros colocados em suas respectivas categorias.

Amiga do Livro 2014

A “Amiga do Livro 2014”, que também recebeu o prêmio na noite de terça-feira, é Tania Rösing, idealizadora da Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo, que estimula o trabalho de leitura feito pelas escolas e bibliotecas com a visita de escritores. Graduada em pedagogia e letras, é doutora em teoria literária e faz parte do Conselho Diretivo do Plano Nacional do Livro e da Leitura. O troféu “Amigo do Livro” é concedido anualmente pela CBL, a pessoas físicas ou jurídicas que realizam trabalho relevante em favor do estímulo à leitura.
 
Tânia Rösing
Em seu pronunciamento, dirigindo-se ao público e à ministra da Cultura interina, Ana Cristina Wanzeler, presente ao evento, Tania Rösing enfatizou a necessidade de estimular a leitura por parte dos professores das escolas de Educação Básica de todo o Brasil. Segundo ela, é fundamental que os professores leiam mais, para estimular seus alunos e multiplicar o hábito de leitura.