sábado, 21 de maio de 2016

Italianidade no interior paulista (1880-1950): importante referência no campo dos estudos migratórios


Escrito por Oswaldo Truzzi, o livro “Italianidade no interior paulista – Percursos e descaminhos de uma identidade étnica (1880-1950)”, com o selo da Editora UNESP, chega ao público como importante referência no campo dos estudos migratórios. Resultado de longa pesquisa, investiga não apenas a chegada de imigrantes italianos às lavouras cafeeiras, mas também o processo de constituição do sentimento de “italianidade” que se completou em terras brasileiras. 

Quando uma obra que aborda um tema bastante estudado e comentado, como é o caso da imigração italiana, provoca o leitor e produz novas indagações, o campo todo se revitaliza e o horizonte de entendimento é ampliado. Tal efeito se verifica na obra de Oswaldo Truzzi, que direciona suas pesquisas para as sutilezas desse processo.

Como afirma Angelo Trento no prefácio, o autor "propõe um tema até agora pouco questionado no Brasil pela historiografia imigratória e se interroga sobre os caminhos pelos quais os italianos [...] primeiro constroem e depois assimilam, em um período de setenta anos, uma identidade étnica própria, e sobre como isso incide sobre os descendentes e, até mesmo, sobre a sociedade que os acolheu".


Truzzi começa por deslocar seu foco da capital para o interior, destino da maior parte dos italianos que aqui aportaram, atraídos pelos incentivos oferecidos pela economia cafeeira. Cabe lembrar que, no começo do século XX, não apenas a maior parte dos italianos estava domiciliada fora da capital, mas, principalmente, que algumas cidades tinham porcentagens altíssimas de italianos em sua população: em 1902, por exemplo, cerca de metade da população de Ribeirão Preto era formada por imigrantes italianos. 

Outro aspecto importante é a diversidade da procedência dos italianos que aqui chegaram. Mesmo que os primeiros imigrantes fossem predominantemente do Vêneto – uma população mais católica que republicana, diferentemente daqueles que rumaram para a Argentina –, logo vieram contingentes expressivos oriundos de regiões do sul da Itália. Junto a essa heterogeneidade, soma-se o fato de o processo de unificação italiano ser então recente. Com isso, a identidade italiana dessas pessoas é construída fora da Itália, em solo brasileiro. Nesse processo, forma-se uma ética do trabalho própria, até então ausente por aqui, e que vai influenciar toda a sociedade brasileira com a perspectiva de que o trabalho é algo a ser valorizado. 

É na formação desse sentimento de italianidade que Truzzi amarra a sua narrativa, analisando as relações entre imigrantes e negros e salientando as variadas formas de como esse fenômeno se concretizou, principalmente as diferenças entre as inserções rural e urbana dessas famílias. Segue com os abalos sofridos por essa italianitá all’estero, especialmente diante da emergência do fascismo na Europa e pela política varguista durante a II Guerra Mundial. E chega à década de 1990, quando os descendentes desses oriundi buscam resgatar essa identidade. Para completar,Italianidade no interior paulista traz ainda um vasto material iconográfico para consulta e faz uma revisão crítica da bibliografia existente sobre o tema.

Sobre autor - Oswaldo Truzzi, professor titular da Universidade Federal de São Carlos e pesquisador do CNPq, dedica-se principalmente ao tema da sociologia e história social das migrações. Pela Editora Unesp, publicou Patrícios – sírios e libaneses em São PauloAtlas da imigração internacional em São Paulo (1850-1950), Roteiro de fontes sobre a imigração em São Paulo (1850-1950) e Repertório da legislação brasileira e paulista referente à imigração, estes últimos em coautoria.

Livro "As Terras de Atlas" leva a uma viagem intrigante ao continente perdido de Atlântida


Fruto de uma extensa pesquisa, a obra de aventura que será lançada em junho retrata a civilização e os dias finais do lendário continente 

“Imagine um lugar distante. Imagine um mundo diferente.” É com estes convites que o escritor Bernardo Lynch de Gregorio inicia o livro As Terras de Atlas, que tem como tema central Atlântida e será lançado no dia 4 de junho pela Editora Baraúna. A narrativa fantástica transporta o leitor para a lendária Posêida, uma das cidades do continente, onde está a personagem Witrin, e se passa no último ano de sua existência, apresentando a civilização mágica, cruel e altamente avançada, além dos eventos trágicos e surpreendentes que culminaram na sua submersão.
Num mergulho literário intenso e eletrizante, conhece-se o mundo dominado pelos atlantes, onde vigoravam a satisfação dos desejos e dos sentidos, a falta de moral, a inconsciência, feitiços, encantamentos, engenharia genética, escravização, prazer e morte. A imagem dessa civilização, que teria existido até cerca de 12.000 anos atrás, é apresentada como uma possível origem das narrativas de culturas de todo o mundo que contam o mito do dilúvio. Dentre as lendas ressalta-se a Atlântida de Platão, parte da pesquisa de 10 anos do autor para conceber a obra.

O objetivo é atrair a atenção de interessados em mitologia e fantasia, mas também de jovens, já que o continente foi cenário e inspiração para jogos de tabuleiro como “Survive: A Fuga de Atlântida” e de vídeogames como “Tomb Raider” (que depois se transformou em filme) e “Indiana Jones and the Fate of Atlantis”.

A formação diversificada de Bernardo converte-se em sua escrita precisa, culta e multifacetada. Médico psiquiatra, psicoterapeuta junguiano e homeopata com especialidade em antroposofia, ele também tem formação em Filosofia pela Universidade de São Paulo e em ilustração e técnicas artísticas pela Escola Panamericana de Arte. Depois de estudar Mitologia, Teatro e Filosofia no Brasil e no exterior, hoje orienta grupos de estudo, tendo sido assessor sobre o tema para obras no teatro, cinema e TV. Além disso, é diretor de teatro e estudioso de temas esotéricos ligados a Antroposofia, Teosofia e Taoismo, sem contar as tradições milenares como Astrologia, Cabala e Tarô.

A MISERICÓRDIA SUSTENTA A VIDA A IGREJA: Mensagens, discurso e homilias do papa Francisco


O papa Francisco mostra, nesta obra, que o conceito, a palavra e as atitudes de misericórdia marcam e identificam o seu pontificado, dando a ele uma característica que jamais será esquecida  

Não há como negar que Francisco seja o papa que, na história recente da Igreja, é o mais carismático. Desde o conclave que o levou ao trono de Pedro, em março de 2013 o número de visitantes ao Vaticano triplicou. Eleito pela revista Time homem do ano e candidato ao prêmio Nobel, o papa Francisco desde o início de seu pontificado já marcou a história da Igreja, neste início do terceiro milênio, provocando uma verdadeira comoção que vai desde sua base até aos membros da alta cúpula do catolicismo. 

Segundo especialistas e estudiosos, no futuro, não será possível falar de Francisco, sem ligar seu nome à MISERICÓRDIA. O conceito, a palavra e as atitudes de misericórdia é a marca registrada do seu papado, assim sendo, ele traz características que jamais serão esquecidas. 
A misericórdia sustenta a vida da igreja – Mensagens, discursos e homilias do papa Francisco é o mais recente livro que a Edições Fons Sapientiae, leva às livrarias neste Ano Santo da Misericórdia. Esta coletânea traduzida e organizada pelo monge beneditino D. Hugo Cavalcante é um verdadeiro roteiro que o leitor possa viver plenamente a misericórdia de maneira profunda e comprometida. A obra traz o texto de apresentação assinado pelo Pe. Júlio Lancellotti da Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo. 

“’A Misericórdia de Deus renova o mundo’ esta é a convicção que Francisco apresenta, ‘Um coração aberto aos miseráveis’, aos frágeis e pequenos, um mundo orientado política e economicamente aos descartáveis. ‘Escutar clamores dos pobres’ é imperativo para seguir Jesus, para sermos servidores e não funcionários e burocratas”, diz Pe. Júlio Lancellotti na apresentação. 
A obra apresenta, mesmo que resumidamente, em suas 168 páginas, quarenta e quatro textos essenciais em que o papa Francisco exorta os católicos a praticarem a misericórdia e, segundo o Pe. Lancellotti “é um belo presente neste ano Jubilar. Poderá ser um livro sempre à mão, complemento na catequese e guia para agentes de pastoral e para a formação”.

Funarte lança livro Teatro Duse: o primeiro teatro-laboratório do Brasil


Obra de Diego Molina mergulha no legado de Paschoal Carlos Magno, um dos maiores animadores culturais do país no século XX



Um palco pequeno, plateia de 100 lugares, sem bilheteria: um teatro em Santa Teresa, bairro boêmio carioca. Assim era, nos anos 1950, o Teatro Duse. O primeiro teatro-laboratório do Brasil é fruto da ousadia do escritor, diplomata, crítico, diretor, animador cultural e, acima de tudo, incentivador das artes e da cultura Paschoal Carlos Magno (1906-1980). Foi sobre esse projeto revelador de atores, autores, diretores e cenógrafos das artes cênicas que se debruçou o dramaturgo, diretor teatral, ator e professor Diego Molina para escrever Teatro Duse: o primeiro teatro-laboratório do Brasil, editado pela Fundação Nacional de Artes - Funarte, lançado no último dia 17, na Livraria da Travessa de Botafogo, no Rio.
Entre atuar, dirigir e lecionar, Diego Molina cursou mestrado na UniRio e mergulhou no legado de Paschoal Carlos Magno: um acervo inédito com mais de 25 mil documentos. Foram anos de trabalho - entre pesquisa, entrevistas, redação e revisão. O livro é resultado de uma dissertação de mestrado defendida no Centro de Letras e Artes da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (CLA Unirio) em agosto de 2009, sob a orientação da Professora DraTania Brandão. Anos depois da conclusão da obra, para a sua publicação, o autor fez algumas pequenas modificações no texto - sobretudo atualizando as informações da pesquisa e tirando um pouco do academicismo do texto, para permitir uma leitura mais leve e prazerosa.

A obra parte do acervo pessoal de Paschoal Carlos Magno (Centro de documentação da Funarte), com foco principal no Teatro Duse, criado pelo fundador para ser um espaço de atuação e experimentação teatral - com destaque para a sua Escola de Arte Dramática. Diego Molina analisou também os espetáculos que compunham o Festival do Autor Novo e o diálogo sobre a questão da dramaturgia nacional da década de 50. O livro é fruto da admiração do autor por Magno: "Ele não é muito conhecido hoje em dia. Morreu em 1980 e, de 1930 até sua morte, foi um dos principais nomes da cultura brasileira".

O autor entrevistou personalidades ligadas às artes cênicas, como a saudosa crítica teatral Bárbara Heliodora; e talentos revelados no Teatro Duse, como os atores Othon Bastos, Agildo Ribeiro e Maria Pompeu. Aliás, foram muitos artistas que surgiram ou passaram pelo Teatro Duse, a exemplo dos autores Antonio Callado, Rachel de Queiroz, Hermilo Borba Filho, Francisco Pereira da Silva e Aldo Cavet - que participaram doFestival do Autor - e dos atores Glauce Rocha, Tereza Raquel, Sebastião Vasconcelos, Consuelo Leandro e Joel Barcelos.

Construído na própria residência de Paschoal, o Teatro Duse foi batizado com esse nome em homenagem à reconhecida atriz italiana Eleonora Duse, admirada pelo agitador cultural. O autor de teatro e roteirista Bosco Brasil, que assina o prefácio do livro explica a relação de Magno com a atriz: "Ouso chamar a própria Eleonora Duse em meu auxílio. Seu nome e de Paschoal Carlos Magno estarão inquebrantavelmente ligados para sempre em nossas mentes". O dramaturgo lembra que os dois nunca se conheceram; e que Paschoal nem sequer viu a artista no palco. Mas explica que a veneração do incitador das artes pela atriz era fervorosa; e herdada pelo pai dele, um sensível italiano.

Sobre o autor
Dramaturgo, roteirista, diretor, ator, professor e cenógrafo, Diego Molina é formado em Direção Teatral e Mestre em Teatro pela UniRio. Entre seus principais trabalhos como autor: Pequenos poderesOs Trabalhadores do mar (adaptação da obra de Victor Hugo), O Espião que nós amamos (com Bosco Brasil); Woody Allen não se encontraNinguém mais vai ser bonzinhoA menina do kung fuFabulamente; além de diversos esquetes escritos também para o coletivo Clube da Cena e para o site Drama Diário. É o criador do livro Cena impressa. Ganhou o Prêmio Shell 2012 na categoria especial, com a Cia. Alfândega 88, pela ocupação e revitalização do Teatro Serrador, no Rio de Janeiro.

Diego Molina foi indicado ao Prêmio Faz Diferença 2010 pelo trabalho em favor da inclusão, com o grupo Os Inclusos e Os Sisos. Dirigiu e/ou assinou a cenografia de espetáculos como: Radiofonias Brasileiras, musical de Bosco Brasil (direção); War, de Renata Mizrahi (direção e cenografia); Bette Davis e a máquina de Coca-Cola, de Jô Bilac e Renata Mizrahi (direção e cenário); Joaquim e as estrelas, de Renata Mizrahi (direção); Os Trabalhadores do mar (direção e cenário indicados ao Prêmio Questão de Crítica 2013); e Sarau das putas (cenário), direção de Ivan Sugahara.

Deu aulas de dramaturgia na Sociedade Brasileira de Autores - SBAT, na PUC-Rio, na Biblioteca Parque Estadual, no Teatro Serrador e em diversas unidades do SESC. Foi colaborador de Bosco Brasil em diversos projetos de televisão e cinema, com destaque para o longa-metragem Floresta profunda, e os especiais de fim de ano da Record Noite de arrepiar eCasamento blindado. Atualmente, é autor roteirista do programa Zorra, da TV Globo, e jurado do Prêmio Zilka Salaberry de teatro infantil. Publicará, no segundo semestre, o segundo volume da coleção Cena Impressa - Teatro em parceria.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Salão Internacional do Livro de Turim premia brasileira


 Escritora Paula Valéria Andrade foi premiada em 1º lugar, na categoria infanto-juvenil

A escritora brasileira Paula Valéria Andrade recebeu o 1° lugar de Literatura infanto-juvenil para o texto A Beija-flor Dodô & Gil Girassol, no Concurso Internacional Literário Amor & Amore, da Associação Cultural Internacional Mandala (A.C.I.M.A), de Turim, Itália.

A cerimônia oficial de premiação (com entrega dos certificados), na Itália, foi realizada no último dia 14, no estande A.C.I.MA., no Salão Internacional do Livro de Turim. No Brasil, a cerimônia acontecerá na Casa das Rosas, em data que será confirmada.



Sobre Paula Valéria Andrade

Paula publicou o "Iris Digital" (poesia) na Editora Escrituras, e está em seis antologias internacionais, entre contos e poesia: EUA (Miami, San Francisco e Nova Iorque), Uruguai & Argentina, Chile; México, Itália e Portugal.

No Brasil, foi selecionada para a antologia do Mario Prata - "Anjos de Prata" -, em 2006, na categoria poesia. A antologia "Brava Gente Brasileira em Terras Estrangeiras" ganhou o prêmio de melhor antologia de 2005 da UBENY (União Brasileira de Escritores de Nova Iorque). Em 1989, Paula ganhou o prêmio Jabuti de Melhor Produção Editorial com "Muzzy", o livro de pano-brinquedo da Editora Apel, desenvolvido para a BBC de Londres.

Também foi premiada em 2003 com o troféu "Amigo", no Concurso "Jogos Florais, Palavras e Música", em Portugal, com o poema "Mirar Miro", na categoria poesia lírica. E em 2006, foi convidada do consulado para representar o Brasil como poeta, no evento "Tributo a Allen Ginsberg", no LITQUAKE Literature Festival, em San Francisco - Califórnia.

Paula tem o total de 14 livros publicados, entre poesias, antologias e livros infantis de pano, e inclusive um livro didático sobre arte e tecnologia - "A Arte em Todos os Sentidos", para o ensino médio, da Editora do Brasil; em 2000, a publicação foi adotado pelo MEC.

Paula também é designer e diretora de arte e trabalha há mais de 20 anos com cenografia e figurinos para TV, cinema e teatro, nos EUA (Califórnia) e no Brasil, com prêmios como APCA, Mambembe e Apetesp. Desde 1998, é colunista em websites e escreve sobre arte, teatro e literatura.

Resultado do Concurso Internazionale:

Autobiografia emociona ao retratar sofrimento de escritor autista “preso em si”


Diagnosticado com incapacidade de comunicação, Federico de Rosa descobriu que conseguiria expressar-se por meio do computador

  

“Por que logo eu? Por que nasci autista e não posso ser como você?”



Lançado por Paulinas Editora, o livro autobiográfico O que eu nunca disse antes, escrito por Federico de Rosa, um rapaz autista com profundas dificuldades de comunicação, impressiona pela profundidade e lucidez.



Federico descobriu que conseguiria expressar-se por meio do computador aos oito anos de idade; aos 20, não só concluiu o Liceu Científico (equivalente ao Ensino Médio brasileiro), mas também tem amigos e frequenta a paróquia de seu bairro. Ele nasceu em uma típica família italiana, numerosa e feliz. Era um bebê lindo, loiro e de olhos azuis. Com um ano de idade, porém, os pais perceberam que ele começou a fechar-se em si mesmo, sem demonstrar interesse pelo que acontecia ao seu redor e sem reagir às tentativas de interação. Crescia incapaz de compreender o mundo, de responder às pessoas, de estabelecer relacionamentos.



O autismo foi diagnosticado bem cedo, e sua família o acompanhou de perto desde o começo, com o apoio de terapeutas, educadores preparados e muito amor – o que, segundo ele, sempre foi o mais importante para o seu desenvolvimento. Seu objetivo, ao publicar o livro, é ajudar as pessoas autistas que sofrem por não conseguirem ser compreendidas e construir uma ponte que as ligue à “sociedade neurotípica” (como nomeia os “não autistas”), demonstrando que o fato de estarem “presas” dentro do autismo não as torna loucas, burras ou perdidas em outro mundo. Ao contrário, têm medos, esperanças e muitas frustrações por não conseguirem fazer tudo o que os outros fazem.



A primeira parte do livro apresenta o seu relato, desde as primeiras memórias de infância até os dias de hoje, os percalços e os momentos de superação, bem como as pessoas que se tornaram importantes ao longo de sua vida. A seguir, seu pai conta como foi a passagem da ausência total de comunicação para a descoberta de que o computador poderia ajudá-los, o que constituiu uma verdadeira libertação, a abertura de um canal entre Federico, sua família, a escola e o mundo. Para demonstrar a evolução dessa comunicação, cada vez mais ampla, profunda e complexa, o livro traz em ordem cronológica alguns exemplos de seus textos. Ao final, Federico expõe suas ideias acerca da fé e de seu relacionamento com Deus.



Uma obra muito interessante para quem quer saber o que existe “do outro lado”, dentro do coração e da mente do autista, especialmente em casos como o dele, em que a comunicação é tão difícil. Pode ser de muita ajuda, especialmente para os familiares e para as pessoas que mais convivem com autistas, como educadores e colegas de escola. 



Sobre o autor:

Federico de Rosa nasceu em Roma, onde vive com sua família. Ainda nos primeiros anos de vida, isolado em si mesmo, foi diagnosticado com uma forma grave de autismo. Graças ao esforço de seus familiares, professores e terapeutas, aprendeu a escrever em seu computador e, aos poucos, conseguiu superar muitas de suas dificuldades. Concluiu o Liceu Científico, que equivale ao Ensino Médio no Brasil, fez amigos e sonha em ter uma namorada. Neste livro, ele conta sua história.



Sobre Paulinas:

Paulinas Editora é parte integrante do projeto apostólico da Pia Sociedade Filhas de São Paulo, instituição religiosa católica fundada pelo padre Tiago Alberione, com a colaboração de irmã Tecla Merlo, na Itália, em 1915, com o objetivo de evangelizar na cultura da comunicação. Referência de qualidade, ética e respeito pela diversidade cultural e religiosa, Paulinas Editora está presente no Brasil desde 1931 e, ao longo de sua trajetória, vem sendo reconhecida por sua atuação com inúmeras premiações, com destaque para sete Prêmios Jabuti – o mais importante prêmio literário do país, conferido pela Câmara Brasileira do Livro. Diversas obras também receberam a menção “Altamente recomendável” ou indicações ao “Acervo básico”, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), entre outras distinções conferidas por associações literárias nacionais e do exterior.

Chico Bento, 7 anos, de Mauricio de Sousa, ganha releitura em livro infantil


Clássica história do autor, publicada pela primeira vez em 1982, é lançada pela Companhia das Letrinhas, agora com arte da ilustradora Rosinha


A parceria entre a Mauricio de Sousa Produções e a Companhia das Letrinhas está ganhando seu terceiro “filhote”, na Coleção Turma da Mônica. Trata-se da clássica história Chico Bento, 7 anos, que fez sucesso desde a sua primeira publicação, em 1982, e ganha uma releitura nos traços estilizados da ilustradora Rosinha.


Todo mundo faz aniversário, não tem como evitar. Alguns preferem festejar com vários amigos, outros não querem nem pensar sobre isso. O tempo vai passando e, às vezes, as pessoas nem percebem que estão crescendo: as brincadeiras mudam, outros pensamentos vão aparecendo, a imaginação se transforma. É o que Chico Bento vai aprender.

Na Coleção Turma da Mônica, histórias em quadrinhos clássicas, escritas e desenhadas pelo próprio Mauricio de Sousa, são vertidas em prosa e lançadas em formato de livros infantis, com traços e cores de grandes ilustradores brasileiros. Já foram publicados Mônica é Daltônica? e Turma da Mônica em Os Azuis, com artes de Odilon Moraes e Elisabeth Teixeira, respectivamente.

Chico Bento, 7 anos chega ao mercado em capa cartonada, papel offset, com 48 páginas e no formato 21,5 x 31,5 cm, no valor de R$ 34,90.

Sobre a Mauricio de Sousa Produções

A Mauricio de Sousa Produções (MSP) é a maior empresa de produção de histórias em quadrinhos do Brasil com mais de 50 anos de história e responsável por uma das marcas mais admiradas do país, a Tuma da Mônica. Na área editorial, a empresa possui um dos maiores estúdios do setor no mundo e alcançou o número de 300 títulos até hoje, com mais de 80% do mercado de histórias em quadrinhos.

A companhia é responsável pela criação de 400 personagens, que já venderam mais 1 bilhão de revistas, responsáveis pela alfabetização informal de milhões de brasileiros. A MSP investe em tradição com inovação e produz hoje conteúdos em todas as plataformas com a mais alta tecnologia alinhando educação, cultura e entretenimento. No licenciamento, a MSP trabalha com média de 150 empresas que utilizam seus personagens em mais de 3 mil itens.

Alpinista Rodrigo Raineri lança livro de fotos “Imagens do Teto do Mundo”


Obra reúne fotos das paisagens dos picos e montanhas escaladas por Raineri ao longo de sua carreira



Os mais de 27 anos de experiência na escalada em rocha, gelo e altas montanhas renderam ao alpinista Rodrigo Raineri muitas histórias para contar. Após o sucesso do livro “No Teto do Mundo”, lançado em 2011 e que já vendeu mais de 18 mil exemplares, Raineri lança agora a obra “Imagens do Teto do Mundo”, que traz uma apurada seleção de fotos, registradas por ele e por alguns fotógrafos parceiros de expedição em lugares ímpares e de difícil acesso explorados pelo alpinista entre 1988 e 2013.

Entre as fotografias, destacam-se imagens do Monte Everest (de onde é possível observar a curvatura do planeta Terra), do Aconcágua (Argentina), do Kilimanjaro (Tanzânia), Ojos del Salado (Chile), Mont Blanc (França) e de belíssimas paisagens impossíveis de serem vistas por aqueles que não se aventuram no mundo no alpinismo.



“A ideia é compartilhar um pouco do que nós alpinistas vemos em lugares remotos e apresentar a nossa filosofia de vida, guiada pela superação de limites e pela busca do autoconhecimento”, comenta Raineri, que já está se preparando para a última etapa do Projeto Sete Cumes (desafio que consiste em alcançar o topo da montanha mais alta de cada um dos sete continentes), quando escalará o monte Elbrus na Rússia liderando uma expedição, tornando-se o primeiro brasileiro a ser guia nos Sete Cumes.

  

O livro “Imagens do Teto do Mundo”, lançado pela editora CMR - Estúdio Criativo LTDA ME, está disponível para venda através do e-mail contato@grade6.com.br ou telefone (19) 98178-4933. Em breve o livro também estará disponível em algumas das principais redes de livrarias do país.



Tocha Olímpica: antes de embarcar para a Rússia, Raineri vai participar do evento Olímpico na cidade de Campinas. No dia 20 de julho a tocha olímpica passará pela cidade e o alpinista é um dos atletas escolhidos para conduzi-la ao longo do trajeto determinado para a cidade.




Sobre Rodrigo Raineri

Nascido em Ibitinga –SP, e formado em Engenharia da Computação pela UNICAMP, o alpinista, empresário, palestrante e escritor Rodrigo Raineri possui mais de 27 anos de experiência em rocha, gelo e alta montanha. Consagrado como o único brasileiro a chegar ao cume do Everest (maior montanha do mundo, com 8.848m pertencente à China e Nepal) por três vezes, Raineri já realizou dezenas de projetos e expedições de montanhismo, dentre os quais destacam-se também a escalada no Mont Blanc (França), escalada do Monte Aconcágua (na Argentina), incluindo a temida Face Sul e  também em pleno Inverno e a chegada ao cume do Kilimanjaro (Tanzânia).

História da energia elétrica é retratada em livro


Publicação apresenta os fatos históricos fundamentais para o desenvolvimento da energia elétrica no Brasil e discute sua importância para a transformação das cidades e do comportamento humano



A energia elétrica é um elemento essencial para o desenvolvimento de qualquer sociedade. Obtida a partir de diversas maneiras e de diferentes fontes, a eletricidade é produzida e transportada até chegar aos consumidores do mundo inteiro por meio de sistemas elétricos complexos.


Se, atualmente, temos o domínio dessas técnicas e tecnologias e conhecemos diversas maneiras de se produzir e de conduzir a energia elétrica, devemos isso a séculos de pesquisas e de experimentos, a inúmeras discussões e a erros e acertos de gênios da física. Boa parte dessa trajetória é contada no livro A história da energia no Brasil, publicação recém-lançada pela Editora Ouro Preto, que traz à tona alguns apontamentos históricos a respeito dos primeiros passos para o desenvolvimento da indústria da energia elétrica no país e no mundo.

Historicamente, a engenharia elétrica teria nascido com a ciência do eletromagnetismo, tendo seu princípio com Tales de Mileto, na Grécia, ainda antes de Cristo, mas foi o físico inglês William Gilbert o primeiro a usar o termo "eletricidade", por volta de 1600. Os anos seguintes foram tomados por pesquisas que ajudaram a desenvolver esta ciência, até que, no ano de 1866, o físico alemão Werner Von Siemens criou um dínamo de corrente elétrica de alta tensão a preços praticáveis. Teria início ali o uso do motor elétrico em grande escala e um importante passo para o desenvolvimento da indústria da energia elétrica como um todo.


As páginas da nova publicação contam essa história e, mais do que registrar os fatos que dizem respeito à evolução da eletricidade aplicada, o livro relata a transformação da sociedade, dos seus hábitos e costumes a partir da chegada da energia elétrica, que deu um novo impulso industrial. Movimentar máquinas, iluminar ruas e residências, mobilizar bondes e trens são algumas das principais funções assumidas pela eletricidade e que contribuíram para a transformação da vida das pessoas, encurtando distâncias e revolucionando a comunicação.

O Brasil, privilegiado por contar com elevada oferta de recursos renováveis, a princípio, direcionou grandes investimentos em usinas hidrelétricas, as quais, apesar de trazerem como consequência severos impactos socioambientais (assim como ocorre em todas as formas de geração, em maior ou menor grau), foram e ainda são fundamentais para o abastecimento do país, representando a hidroeletricidade cerca de 75% da matriz elétrica nacional. Nos últimos anos, as fontes eólica e solar vêm ganhando cada vez mais espaço, tendo em vista a necessidade de se investir em fontes mais limpas de geração de energia e de técnicas mais sustentáveis de geração, com o menor impacto socioambiental possível.

Toda essa evolução histórica, assim como informações sobre marcos importantes, como a primeira usina hidrelétrica do país, a construção das grandes hidrelétricas, o início do ensino da engenharia, a transformação social com o advento da eletricidade, novas fontes energéticas e outros conceitos são abordados pelo livro A história da energia no Brasil.

Com autoria da jornalista Flávia Lima e dos professores Ana Rita Soares da Silva e Sérgio Augusto Lopes, a publicação foi produzida por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Leme Engenharia. Impresso em papel couchê, com 160 páginas amplamente ilustradas e capa dura, o livro conta com prefácio do ex-ministro e ex-presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Djalma Bastos de Morais.

O livro pode ser adquirido pelo valor promocional de R$ 60,00. Mais informações pelo e-mail legraphar@gmail.com.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

domingo, 8 de maio de 2016

Memórias visitadas: seis décadas de histórias contadas por Fernando Pedreira


Jornalista lança livro aos 90 anos, no qual fala sobre política, infância, amigos e amores


Aos 90 anos recém-completados – no último dia 3 de março-, o jornalista Fernando Pedreira lança seu mais novo livro, relembrando suas histórias vividas no Brasil e no exterior e a história do Brasil. "Fernando Pedreira – Entre a lagoa e o mar – Reminiscências" traz em suas mais de 400 páginas memórias acerca da juventude, da política, dos amigos, do jornalismo, da família, entre outros temas. Sem se importar com uma cronologia, as histórias vêm e vão como se ele estivesse conversando com o leitor.  Editada pela Bem-Te-Vi, a obra chega às livrarias em abril por R$ 74,00.


Jornalista e escritor, esse é o décimo primeiro livro de Pedreira. Sua construção se deu através de um longo processo que começou em 2000, quando a editora Vivi Nabuco sugeriu ao amigo que colocasse no papel algumas de suas lembranças. Cuidadosamente, as memórias foram ganhando corpo, a partir de 2006, e chegam ao público na época em que celebra seu aniversário.



Pedreira passou, entre outros, pelos jornais O Estado de S. Paulo e Jornal do Brasil. Morou no Rio de Janeiro, em Brasília, em Belo Horizonte, em São Paulo, em Nova York e em Paris. Em cada uma dessas cidades, e outras tantas por onde passou, viveu histórias saborosas e conheceu centenas de pessoas que fizeram parte de sua história particular e da história brasileira.


A apresentação de "Entre o mar e a Lagoa" traz uma carta do ex-presidente, professor e sociólogo Fernando Henrique Cardoso, amigo desde os tempos da juventude e de quem foi embaixador na Unesco, em Paris. Muitos encontros e desencontros estão ali em mais de 60 anos de amizade. FHC chegou a receber as primeiras cem páginas do livro ainda em 2006 e, em sua opinião, "há seções fascinantes no livro e, para minha surpresa, as mais fascinantes são as que se referem a seus sentimentos, quase sempre escondidos na vida diária".


Além do carioca Fernando Henrique, outro personagem presente nas páginas é o mineiro Roberto Gusmão, amigos desde a época em que jovens integraram a União Nacional dos Estudantes. Gusmão chegou a se tornar, por breve tempo, Ministro da Indústria e Comércio do governo de Tancredo Neves. Pedreira relembra algumas das histórias comuns aos dois como uma viagem à Europa, na época em que se "levava três dias e duas noites para se chegar a Paris pela Air France", além de outras feitas a serviço da política estudantil.


Política e políticos, aliás, são tema e presença constante nas páginas de "Entre o mar e a Lagoa", como foi em toda a sua vida. Por isso também estão lá histórias e reflexões sobre as ações de ex-presidentes como Juscelino Kubitschek, João Goulart, Getúlio Vargas, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Lula e dos militares. Análises dos períodos vividos com intensidade, seja como observador - atitude inerente ao seu ofício de jornalista -, como personagem deles ou ainda pelo convívio com alguns desses protagonistas.


Pedreira ressalta: "Fui comentarista político a maior parte da minha vida e o livro é um livro político. Somos todos políticos. Quem não gostar disso é melhor não ler". Em exemplo disso é que quando era diretor de redação do O Estado de S. Paulo, Pedreira, junto com Ricardo Kostcho, dirigiu a investigação de uma matéria sobre privilégios de funcionários do Governo. A série de matérias, publicadas em 1976, comprovou a existência de 'superfuncionários' com privilégios e vantagens e cunhou a palavra 'mordomia', que usada até hoje.


Os amores também estão lá. A mãe amorosa, as namoradas passageiras e as mulheres definitivas. "O episódio mais difícil de escrever foi o mais romântico. Sou um romântico, embora encabulado", define-se Pedreira. Os amigos que já se foram também se fazem presentes nas páginas. O saudoso Millôr Fernandes, amigo querido que na realidade se chamava Milton, e com quem partilhou muitas histórias e muitas viagens; o jornalista Evandro Carlos de Andrade;o empresário e editor Fernando Gasparian; o cunhado Flávio Rangel; o jornalista e comentarista de futebol João Saldanha, e tantos outros.