domingo, 15 de julho de 2018

Globo Livros lança edição comemorativa de “Os monólogos da vagina” com novos textos


Vinte anos depois do lançamento, obra de Eve Ensler tem nova edição com prefácio e quinze monólogos inéditos

Publicado em 140 países, Os monólogos da vagina marcou toda uma geração com a visão hilariante e reveladora de Eve Ensler a respeito do que até então era considerada uma zona proibida, “aquela-que-não-devia-ser-nomeada”, um mistério até mesmo para as próprias mulheres. Adaptada a partir da premiada peça teatral off-Broadway que se tornou sucesso absoluto em todo o mundo, tendo inclusive diversas montagens no Brasil, esta obra revolucionária reúne uma série de histórias luxuriosas, emocionantes, singelas e, sobretudo, humanas, que transformaram o ponto de interrogação que costumava pairar sobre a anatomia feminina em um permanente sinal de vitória.

Vinte anos depois do seu lançamento, Eve Ensler mostra, em um prefácio inédito, por que o seu texto continua mais atual – e necessário – do que nunca. Mesclando gargalhadas e lágrimas, a autora transporta seu público para um universo que ainda hoje muitos hesitam em desbravar, garantindo que qualquer um que leia Os monólogos da vagina jamais volte a olhar para o corpo de uma mulher da mesma maneira.

Sobre a autora:

Eve Ensler nasceu em Nova York, é atriz, ativista pelos direitos das mulheres e dramaturga. Vencedora de diversos prêmios por seus livros e peças de teatro, incluindo o prestigiado Tony, é fundadora do V-Day, um movimento global pelo fim da violência contra mulheres e meninas.

Pedagoga lança livro sobre a paixão pelo futebol na infância


"Bolas do mundo" mergulha a criança no fantástico mundo do esporte
 
O futebol é o esporte mais presente no cotidiano do brasileiro e, para aproveitar o clima da Copa do Mundo da Rússia, a editora Ciranda Cultural apresenta seu mais recente lançamento, Bolas do mundo. Produzido pela experiente pedagoga Elisabete da Cruz, o livro propõe uma reflexão poética sobre a bola de futebol, e todo o contexto que envolve a criança no universo da modalidade.

Discutir o que podemos enxergar além do futebol é a proposta principal da obra – conta a autora – O quanto o esporte pode nos conectar, o quanto ele possui uma linguagem universal sem distinção de idade, sexo ou classe social. 

Além da deliciosa narrativa, a história se respalda pedagogicamente em diferentes possibilidades, sendo um elemento disparador para se discutir as preferências esportivas, a conectividade com crianças de outros lugares do mundo, e também a inclusão da prática esportiva e do esporte como coletivo.

O texto possui uma linguagem atemporal, e é possível explorar o conteúdo dele em diferentes momentos – explica Elisabete. O livro pode trazer os conceitos de união, da proximidade das culturas, das diferenças que são quebradas em prol de um objetivo maior, do espírito de equipe e do respeito ao próximo.

"Bolas do mundo" também apresenta o futebol como competição saudável e vibrante, capaz de proporcionar um espetáculo de habilidades e da não violência. O livro nos permite ampliar um campeonato para o que existe além de um resultado e pode trazer uma experiência enriquecedora para diferentes idades quando trabalhado com o olhar do respeito ao sonho de cada um, finaliza a autora.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Ministro da Cultura anuncia investimentos de quase R$ 9 milhões nas áreas de literatura, bibliotecas e museus


O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, lançou, na última terça-feira (3), o Programa Leitura Gera Futuro (#leituragerafuturo), que prevê investimento de R$ 6 milhões em três editais, voltados para a criação de bibliotecas digitais, a realização de feiras literárias e a publicação de livros com temática relacionada aos 200 anos da Independência do Brasil. No mesmo evento, o ministro e o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), Marcelo Araujo, lançaram a 4ª edição do Prêmio de Modernização de Museus, que vai garantir R$ 2,8 milhões em prêmios para iniciativas de modernização e preservação do patrimônio museológico brasileiro. 
  

No total, serão quase R$ 9 milhões investidos em setores até então carentes de recursos. Os editais serão publicados no Diário Oficial da União até sexta-feira (6) e ficarão disponíveis para consulta no portal do Ministério da Cultura (MinC) – www.minc.gov.br. Desde 2015, o Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do MinC não lançava editais. 

"Estamos cumprindo um compromisso assumido e retomando uma agenda que é fundamental para a formação de cidadãos críticos e conscientes de seu papel na sociedade. Um dos diferenciais do programa #leituragerafuturo é que queremos fomentar a criação de  bibliotecas digitais, espaços contemporâneos de estímulo à leitura e acesso a livros por meios digitais", ressaltou o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.

Ministro Sérgio Sá Leitão
Ele também destacou a importância do Prêmio de Modernização de Museus. "É uma forma de valorizar iniciativas modelo de preservação de nossos acervos museológicos. Nas edições anteriores, os valores dos prêmios variavam de R$ 10 mil a R$ 50 mil. A 4ª edição passa a oferecer premiação de R$ 100 mil, o que faz desse prêmio um dos maiores da área de museus em todo o território nacional", afirmou. De acordo com o presidente do Ibram, Marcelo Araujo, o edital "representa a retomada de uma iniciativa importantíssima que responde à Política Nacional de Museus e oferece uma oportunidade de consolidação para as instituições museológicas brasileiras".

Livro, leitura e bibliotecas

Em sintonia com as novas tecnologias, o edital Bibliotecas Digitais destinará R$ 2 milhões (R$ 100 mil por convênio) para fomentar a criação do conceito de biblioteca digital em vinte bibliotecas públicas estaduais ou municipais do país. O edital prevê a aquisição de leitores de livros digitais (e-readers) e de licenças e direitos para acesso digital a conteúdos e livros, além de ações de modernização e adequação da estrutura, tornando os espaços mais atrativos. 

Em outra frente, o MinC vai aportar R$ 3 milhões para 17 ações literárias no país, como feiras, jornadas e bienais, entre outros. Três projetos receberão R$ 400 mil cada; quatro, R$ 200 mil cada; e dez, R$ 100 mil cada. Podem concorrer entidades privadas sem fins lucrativos. Um dos pré-requisitos para inscrição do projeto é que o evento já tenha sido realizado pelo menos uma vez. Receberão pontuação extra feiras que sejam acessíveis para pessoas com deficiência e as que promovam intercâmbio literário com outros países.

Outro edital lançado pelo ministro nesta terça-feira garante R$ 1 milhão em prêmios para obras literárias com temática relacionada aos 200 anos da Independência do Brasil, comemorados em 2022. Serão premiadas 25 obras no valor de R$ 40 mil cada. Podem concorrer pessoas físicas brasileiras ou naturalizadas, com obras inéditas. 

Sergio Molina lança “Musica de Montagem - A Composição de Música Popular no Pós 1967”


Na obra, o autor trata sobre a construção das sonoridades na música pop desde os Beatles

O pop é Trilha sonora de momentos importantes em todo o mundo. Por causa dele as barreiras culturais se abriram para novas experiências desde Beatles, Michael Jackson e os novos sucessos de boy e girl bands ao redor do planeta. Desta forma, entender como ocorre a construção de sonoridades da música popular torna-se imprescindível para profissionais e amantes da música. Com essa proposta, Sérgio Molina, coordenador do curso de Música da Faculdade Santa Marcelina, lança o livro Musica de Montagem - A Composição de Música Popular no Pós 1967.

Com uma linguagem objetiva e direta, a obra possibilita ao leitor, seja ele especialista ou leigo no tema, uma verdadeira viagem pelo mundo das sonoridades. O autor também aborda a gravação de importantes músicas que marcaram época, desde o samba amaxixado “Pelo Telefone”, no Brasil, e do jazz “Livery Stable Blues”, nos EUA, de 1917, até sucessos mais recentes de Gilberto Gil, Sting e Björk.

No livro, Molina explica como o álbum “Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band” do quarteto inglês, com o uso da tecnologia, transforma radicalmente a composição na década de 1960, dividindo a história da criação de canções no ocidente. Além do destaque aos Beatles, o autor destrincha o álbum “Minas” (1975), de Milton Nascimento. Em suas páginas, o livro apresenta argumentos sobre a intensa influência dessas mudanças na maneira de compor desde então, uma vez que uma das características da arte contemporânea é a criação por meio de fusões, sobreposições, cortes e colagens.

Sergio Molina (Foto: Mirna Modolo
Outro ponto abordado é um estudo aprofundado das referências rítmicas da música africana que estão por trás do swing de toda a música popular. O texto, vencedor do “Prêmio Tese-Destaque USP – 2015”e do “Prêmio Funarte de Produção Crítica em Música – 2016”, conta com prefácio de Zuza Homem de Mello e uma apresentação de Arrigo Barnabé. Publicado pela É Realizações Editora, o livro pode ser encontrado nas principais livrarias do País, com o preço sugerido de aproximadamente R$ 39,00.

Sobre o autor
Graduado em Composição, mestre em Musicologia e doutor em Música pela USP, Sergio Molina coordena a pós-graduação em Canção Popular na Faculdade Santa Marcelina. O curso tem por objetivo abranger os olhares para o estudo acadêmico da canção popular, que é trilha sonora do mundo inteiro.

Recode apoia encontros para mobilização de gestores de bibliotecas públicas em sete estados brasileiros


Voltados ao fortalecimento de políticas públicas de incentivo à leitura e transformação social por meio de bibliotecas, encontros terão início nesta sexta-feira, por Alagoas. 

A Recode, organização social voltada ao empoderamento digital, é uma das realizadoras do I Encontro Regional de Gestores de Bibliotecas Públicas, que acontece em Maceió, nesta sexta-feira, dia 6, reunindo 40 gestores públicos e coordenadores estaduais de bibliotecas de Alagoas, Pernambuco, Sergipe e Bahia. A iniciativa busca fomentar políticas públicas que ampliem o acesso aos livros e à leitura e a valorização da biblioteca pública como equipamento cultural. Os encontros irão percorrer as cinco regiões do país, passando por sete estados brasileiros.

Durante o evento, a consultora da Recode e secretária-executiva do Plano Nacional do Livro e Leitura, Renata Costa, e a analista de projetos da Recode, Ilca Bandeira, promoverão uma oficina que terá como intuito fortalecer a construção dos planos municipais e estaduais de Livro e Leitura, conforme previsto pelo projeto de lei 7752/2017, que cria a Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE).

Renata Costa, consultora da Recode e secretária-executiva do PNLL (Divulgação)
“É preciso sensibilizar os municípios e estados sobre possibilidades de garantir orçamentos mínimos para as ações previstas nesses planos”, explica Renata Costa. Por isso, uma das metas a serem alcançadas é a produção conjunta de um documento que contenha diretrizes focadas na garantia da sustentabilidade das bibliotecas.

Para Ilca Bandeira, “nosso objetivo também será mobilizar os gestores e os coordenadores de bibliotecas dessas regiões, contribuindo para a construção de políticas públicas locais que viabilizem a renovação desses espaços de leitura e os tornem mais próximos da população”, complementa.

O Encontro Regional de Gestores de Bibliotecas Públicas é realizado em parceria com o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) e as coordenadorias dos Sistemas Estaduais de Bibliotecas Públicas de Alagoas, Santa Catarina, Acre, Amapá, Minas Gerais, Ceará e Mato Grosso do Sul, onde acontecerão os encontros.

Sobre a Recode
A Recode é uma organização social voltada ao empoderamento digital, que busca formar jovens autônomos, conscientes e conectados a partir do uso da tecnologia. Com mais de 20 anos de atuação em tecnologia, formação de redes e cidadania, a organização atua em parceria com bibliotecas, escolas públicas e instituições comunitárias visando formar uma grande rede que promova uma nova consciência e gere oportunidades aos jovens brasileiros em situação de vulnerabilidade social. A organização faz parte de uma rede presente em 7 países e já impactou até hoje mais de 1,7 milhão de vidas.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Ministério da Cultura lança hoje (3) programa #leituragerafuturo


Serão anunciados editais para a criação de bibliotecas digitais, a realização de eventos literários e a publicação de livros sobre os 200 anos da Independência  

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, lança hoje (3), às 14h, na Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, o programa #leituragerafuturo, através do qual serão anunciados investimentos históricos no setor, com o objetivo de estimular a leitura e a literatura no país.

Ministro Sérgio Sá Leitão anuncia programa de incentivo à leitura
Durante o evento será lançado edital de apoio à criação de bibliotecas digitais em espaços públicos ou comunitários, que deverão contar com e-readers e serviços de streaming de livros. Também serão anunciados editais de estímulo à realização de eventos literários e à publicação de livros sobre os 200 anos da Independência do Brasil. 


sexta-feira, 29 de junho de 2018

Através de testemunhas e da literatura, ditadura volta a falar em evento no CCBB, com os escritores Carola Saavedra e Julián Fuks


A visita à memória da ditadura começou há 10 anos, na forma de livros com depoimentos e documentários. De cinco anos para cá, com o boom da ficção autobiográfica, a literatura apresenta uma profusão de obras escritas pelos que viveram na juventude aquele período da história brasileira e por aqueles que ainda eram novos, vivenciaram a opressão sem saber direito o que estava acontecendo. Parece que escrevem para entender.

Julián Fuks
Os escritores Julián Fuks e Carola Saavedra são brasileiros de origem argentina e chilena, respectivamente, que vieram para o Brasil na infância. Eles têm publicado de forma ficcional livros que revolvem o passado recente da ditadura e, no caso de Carola, a opressão sofrida por mulheres brasileiras desde sempre.

Carola Saavedra
Julián, prêmio Oceanos ganhou bolsa para dar continuidade a seu "A resistência" (2016). Carola Saavedra lançou este mês o livro "Com armas sonolentas: um romance de formação", que trata de exílio e da violência histórica contra a mulher brasileira, assim como tratou diretamente da ditadura em "O inventário das coisas ausentes".

Eles participam, no próximo dia 4/7 (quarta-feira), às 18h30, do debate “Reescrever o não escrito: memórias e ausências (Chile, Argentina e Brasil)”, que terá Vera Follain de Figueiredo como mediadora e discutirá o que a literatura diaspórica conta sobre o Brasil e a América Latina. Em obras autobiográficas ou não, a escrita confronta o exílio e a violência política.

Museu do Amanhã recebe jornalista correspondente de guerra para lançamento do livro ‘Diário de Myriam’


Na próxima terça-feira (3), Philippe Lobjois participará de debate sobre obra que aprofunda rotina de uma menina de 13 anos durante a guerra da Síria. Evento é gratuito
O jornalista e correspondente de guerra francês Philippe Lobjois estará no Museu do Amanhã na próxima terça (3/7), às 19h30, para um debate e lançamento do livro O Diário de Myriam, do qual é coautor ao lado da síria Myriam Rawick. A obra se aprofunda no dia a dia da Myriam, uma menina de 13 anos, durante a guerra da Síria e foi escrita no período de novembro de 2011 e dezembro de 2016.


O tema dos refugiados no Brasil e no mundo está entre os assuntos de maior atenção para o Museu do Amanhã, que trata a questão da Convivência como eixo programático ao lado de Sustentabilidade. Para o Museu do Amanhã, tão importante quanto cuidar do planeta é discutir como queremos conviver uns com os outros, e desde a sua inauguração em dezembro de 2015, o Museu vem dedicando importante destaque ao tema.


Em 2016, a instituição promoveu o seminário Vozes do Refúgio: dados globais, olhares locais, recebendo especialistas da área e refugiados de diferentes regiões. Em 2017, o assunto foi destaque, mais uma vez, na palestra Na Rota dos Refugiados. Na ocasião, foram abordadas a situação dos campos de refugiados da Europa e Oriente Médio e a forma com que pessoas nesta situação vêm sendo recebidos no Brasil.

A programação foi seguida pela segunda edição do seminário Vozes do Refúgio, realizada em junho, em parceria com a Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR); e da abertura da exposição Vidas Deslocadas. A mostra, que ficou em cartaz de junho a setembro de 2017, apresentou, por meio de cenografia, textos e fotos, algumas das causas do refúgio ambiental e o drama de indivíduos que vivem o problema em diversas partes do mundo.

A vista do jornalista ao Brasil é um convite da DarkSide® Books, do Fli Araxá e do Sempre Um Papo.

Sobre o livro
"Meu nome é Myriam, eu tenho 13 anos. Cresci em Jabal Saydé, o bairro de Alepo onde nasci. Um bairro que não existe mais". O Diário de Myriam é um registro comovente e verdadeiro sobre a guerra civil Síria. Escrito em colaboração com o jornalista francês Philippe Lobjois, que trabalhou ao lado de Myriam para enriquecer as memórias que ela coletou em seu diário, o livro descortina o cotidiano de uma comunidade de minoria cristã que sofre com o conflito através dos olhos de uma menina.

Sobre Myriam Rawick
Myriam Rawick começou a escrever em seu diário aos oito anos de idade. Seus registros sobre a Guerra da Síria compreendem o período entre novembro de 2011 e dezembro de 2016. Refugiada em sua própria cidade, Myriam viu seu lar ser devastado e conta como Alepo, uma das cidades mais antigas do mundo, foi destruída num piscar de olhos. Desde o fim das hostilidades em sua cidade natal, Myriam voltou para lá apenas uma vez. Ainda assim, algumas coisas continuam iguais: ela segue escrevendo sobre sua vida em seu diário.

Sobre Philippe Lobjois:
Philippe Lobjois é um repórter de guerra francês e autor de diversos livros. Estudou ciências políticas em Paris e já cobriu o Conflito Karen, a Guerra do Kosovo e a Guerra do Afeganistão. Quando a Guerra da Síria eclodiu, ele decidiu ir até a cidade de Alepo, onde descobriu a história de Myriam. Após um mês vendo de perto o caos provocado pela guerra, ele conseguiu localizá-la e, juntos, trabalharam para revelar sua história ao mundo.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Editora do Brasil abre canais de comunicação entre autor e educadores no 'Bate-papo com os Autores'


“Lives” aproximam professores e educadores dos escritores, ajudam a tirar dúvidas e ampliam o envolvimento com o próprio conteúdo da obra

A Editora do Brasil volta hoje (28), às 18h, com a série de bate-papos ao vivo com os seus autores sobre literatura, educação, desafios, carreira, entre outros temas. A iniciativa faz parte das comemorações dos 75 anos da Editora do Brasil, que há mais de meio século compromete-se em promover uma educação dinâmica com conteúdos atuais e de qualidade.


O “Bate-papo com os Autores” pode ser acompanhado pelo Facebook da Editora do Brasil (www.facebook.com/editoradobrasil). ‘As “lives” são perfeitas para tirar dúvidas, discutir temas e ampliar o assunto abordado nas obras”, diz Helena Poças Leitão, gerente de Marketing e Inteligência de Mercado da Editora do Brasil. “Também dão um sentimento de colaboração e aprofundamento do conteúdo da própria obra”.

Entre as próximas atrações, encontram-se o bate-papo com a autora Maria Helena Webster, que será realizado hoje, dia 28. Ela falará sobre o livro Práticas comentadas para inspirar. Organizado em dez capítulos, seguidos de uma reflexão importante sobre a prática pedagógica na Educação Infantil, a obra traz comentários a respeito de práticas reais apoiando-se nos cinco campos de experiência apontados na Base Nacional Comum Curricular. Essas práticas servem de embasamento para que cada professor, diante de sua turma, na escola em que trabalha, pense, reflita e reinvente experiências para as crianças.

Já no dia 5 de julho, Wellington Santos, um dos autores do livro de História da Coleção Akaplô, que une conteúdo curricular a recursos interdisciplinares, para que alunos e professores possam imergir nas múltiplas formas de aprendizado e ensino, falará sobre a religião no ensino de História.

E no dia 7 de julho, a autora Márcia Hipólide falará sobre O que fazer com a História do Brasil a partir da BNCC? Todas as lives poderão ser acessadas e revistas por meio do site http://www.pnld2019.com.br/videos/papo-com-os-autores.



Livro ‘Arquitetura no Divã’ ajuda arquitetos a interpretarem as demandas de seus clientes


A partir de uma série de histórias e reflexões, a autora Shirlei Zonis, que é arquiteta e tem formação em teoria psicanalítica, analisa motivações subliminares, indícios e situações recorrentes na relação profissional com os clientes de projetos arquitetônicos.

A Editora Olhares lança, no próximo dia 5 de julho, às 18h30, o livro Arquitetura no Divã, de Shirlei Zonis, na Livraria da Travessa do Leblon (Av. Afrânio de Melo Franco, 290 - loja 205 A), Rio de Janeiro.  A publicação ajuda arquitetos a interpretar as demandas de seus clientes a partir de uma série de histórias e reflexões. Aqueles que vão habitar ou usufruir dos espaços projetados – os clientes – haviam sido um assunto pouquíssimo explorado na formação acadêmica, mas com a prática ela passou a perceber como uma melhor compreensão dessa ‘variável’ poderia ajudar bastante na atividade como arquiteta e ampliar sua satisfação profissional.

“Hoje, se me perguntarem o que me atrai mais num projeto, responderia sem pestanejar: o cliente.  Quando entro no seu universo e compartilho de suas demandas e seus desejos, me sinto tremendamente privilegiada por poder contribuir para externá-los no projeto de um novo lar (mesmo que se trate apenas de uma reforma) e por ter, no convívio com ele, a percepção das viagens que a arquitetura produz mudando o lugar, sem sair do lugar”, diz Shirlei Zonis.

A rotina profissional como arquiteta de interiores e a troca de ideias com colegas foram o gatilho da curiosidade da autora sobre as questões da subjetividade na arquitetura. Shirlei passou a estudar teoria psicanalítica e procurar algumas “pontes” entre a intuição de arquiteta e a percepção mais embasada do que afligia seus clientes, entre os desejos subliminares de quem a procura e a capacidade de perceber e atender suas demandas. “Essa nova perspectiva suavizou demais meus conflitos e me permitiu desenvolver algo fundamental na lida com os clientes: a empatia”, comenta a arquiteta.

Arquitetura no Divã é o desdobramento dessa investigação multidisciplinar. Sem a pretensão de estabelecer regras ou criar métodos, o livro abre o debate sobre como entender melhor o que desejam os clientes para os espaços que planejam, percebendo “sintomas e pequenos sinais”, para o que a anamnese é um momento fundamental. Simbolicamente, a autora sugere introduzir uma nova ordenada na configuração espacial usualmente descrita em três dimensões, que poderia ser entendida como a quarta dimensão do espaço, a dimensão humana.

O livro se concentra em casos de reformas domésticas e os analisa tendo como base o pensamento psicanalítico, listando, ao final, breves explicações sobre seus principais conceitos. Na apresentação, a autora introduz as bases da transposição feita em seus estudos para o universo arquitetônico: “‘O desejo se manifesta a partir da demanda’, segundo Lacan, e ‘é de ordem mítica’, segundo Freud, mas o objeto do desejo é buscado mesmo na realidade, de forma concreta. Então, como seguir seus sinais? Deve a arquitetura simplesmente se aproximar do objeto do desejo de quem a solicita ou ir além, tocando mais fundo e atendendo a solicitação para a qual está realmente sendo convocada? Como nos mantermos como ouvintes neutros, mesmo observando os sinais que se apresentam? [...] Mais que instrumento para a realização de um desejo ou objeto de consumo a ser devorado, o arquiteto pode tornar-se interlocutor de um diálogo em que projeções vêm à tona e realizações extravasam a barreira de supereus por anos construídos”.

No posfácio, que escreve em forma de carta à autora, Gustavo Rocha-Peixoto, professor titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, reforça: "Estamos num Mundo em quatro dimensões em que a casa se converte de moradia do corpo em objeto de desejo. Você viu na tarefa do arquiteto-terapeuta, distinguir o que há de objeto de consumo e o verdadeiro objeto de desejo – no sentido de um desejo profundo de compreensão da narração imaginária da história pessoal do “cliente”. É isso, Shirlei, sua quarta dimensão é imaginária. Não quero dizer que não exista, mas que existe no campo da imaginação. E imaginar é fazer imagens; delinear figuras mentais."

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Venda de ingressos para a Flip 2018 começa no próximo dia 26



A 16ª edição da Flip - Festa Literária Internacional de Paraty, que acontece de 25 a 29 de julho, em Paraty, abre no próximo dia 26 (terça-feria), a partir das 11h, as vendas de ingressos das mesas literárias do Programa Principal, que acontecem no Auditório da Matriz, localizado no entorno da Praça da Matriz.



Os ingressos estarão à venda pelo site da Tickets for Fun (http://premier.ticketsforfun.com.br/) e pontos de venda autorizados (http://premier.ticketsforfun.com.br/shows/show.aspx?sh=pdv) até o dia 24 de julho, ou até que estejam esgotados. Após essa data, serão vendidos apenas em Paraty, na bilheteria oficial localizada na Praça da Matriz, no Centro Histórico, no dia 25 de julho, das 10h às 21h, entre os dias 26 e 28, das 9h às 21h, e no dia 29, das 9h às 16h.

Os ingressos custam R$ 55 (inteira) e R$ 27,50 (meia-entrada) por mesa. Têm direito a meia-entrada idosos (com idade igual ou superior a 60 anos), estudantes, professores, jovens de até 29 anos pertencentes a famílias de baixa renda e pessoas portadoras de necessidades especiais

Hilda Hilst é a homenageada 
A mesa De Malassombro/Zé Kleber, que ocorre no Auditório da Matriz, e as mesas da Central Flipinha, na Praça da Matriz, são gratuitas. Todas as mesas do Programa Principal serão transmitidas ao vivo no telão, no Auditório da Praça, que tem acesso livre. Os eventos da Flip+ e da FlipZona  acontecem gratuitamente na Casa da Cultura e outros pontos da cidade. A programação das casas parceiras é inteiramente gratuita e de responsabilidade de seus organizadores.

A 16ª Flip 2018 tem curadoria de Joselia Aguiar e Hilda Hilst como Autora Homenageada. A programação da Flip é realizada por meio da lei de incentivo à cultura do Ministério da Cultura do Governo Federal e conta com patrocínio oficial do Itaú, co-patrocínio do BNDES e da EDP e apoio da Três Corações, por meio da Leide Incentivo da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

“Jornadas de Junho - 5 anos depois”, de Tiana Maciel Ellwanger, tem lançamento hoje à noite, no Rio de Janeiro



Passados exatos cinco anos das manifestações de rua que chacoalharam o Brasil, em 2013, um dos movimentos mais originais, complexos e incompreendidos de nossa História ganha novo olhar e interpretações com o lançamento do livro Jornadas de Junho - 5 anos depois, que tem o selo da Autografia Editora.


Didática, densa e recheada de episódios curiosos, a pesquisa da jornalista Tiana Maciel Ellwanger traz uma série de reflexões originais sobre o que foram os protestos, suas representações, memórias, e como eles mudariam para sempre os rumos do País.

Tiana Maciel Ellwanger
O lançamento de Jornadas de Junho - 5 anos depois acontece hoje (20/6), das 18 às 22h, no Espaço Oito e Meio (Travessa dos Tamoios, 32-C ), no Flamengo, Zona Sul do Rio de Janeiro.

Tiana Maciel Ellwanger é jornalista e Mestre em Comunicação Social. Atuou durante anos na imprensa carioca e hoje trabalha com Comunicação Institucional. Aventurou-se na literatura e publicou contos com outros autores. Suas pesquisas mais recentes são sobre protestos, memória, democracia e coberturas da mídia corporativa e ativista.


terça-feira, 19 de junho de 2018

OCUPAÇÃO POÉTICA homenageia e emociona o jornalista, poeta e escritor Tanussi Cardoso



Amigos interpretaram diversos poemas de "Desintegração", primeiro livro do homenageado, lançado há 40 anos


A emoção tomou conta do Teatro Cândido Mendes, em Ipanema, na noite desta segunda-feira (18), na homenagem da OCUPAÇÃO POÉTICA ao jornalista, poeta e escritor Tanussi Cardoso, que comemora os 40 anos do lançamento de seu primeiro livro, Desintegração. “Foi uma noite repleta de energia positiva e do fluido mágico da poesia. Fiquei muito comovido, com os nervos trêmulos, por encontrar o teatro lotado, com a presença de tantos amigos e familiares queridos”, lembrou o homenageado.

Vários amigos, poetas e escritores interpretaram poemas da obra rara de Tanussi, entre os quais, Cairo Trindade, Carmen Moreno, Christovam de Chevalier, Eugenia Henriques, Igor Fagundes, Jorge Ventura, Mano Melo, Noélia Ribeiro e Paulo Sabino, organizador do OCUPAÇÃO POÉTICA. A plateia que lotou o teatro ora se mostrava concentrada, ora rindo, alegres ora cantando, mas sempre aplaudindo os artistas que, de forma pessoal e criativa, se entregaram na interpretação dos poemas. “A noite foi perfeita, unindo amizade, amor e poesia”, concluiu Tanussi Cardoso, ainda emocionado com a bela homenagem literária.

Confira alguns momentos da festividade nas fotos de Marcelo Ribeiro: