segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Mestre Carlão Barreto mostra, em livro, seu amor pelo MMA.


Lançamento no Rio de Janeiro acontece na próxima sexta-feira, dia 15, em Ipanema

MMA, além de uma paixão é o título do livro do mestre Carlão Barreto, precursor e um dos primeiros campeões da modalidade de artes marciais mistas – o antigo Vale Tudo, que hoje é o esporte que mais cresce em popularidade no mundo – do qual se tornou ícone.

A obra, com o selo da BB Editora, será lançada no Rio de Janeiro em noite de autógrafos na próxima sexta-feira (15/12), a partir das 19 horas na Livraria da Travessa (Rua Visconde de Pirajá, 572), em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Além de mestre Carlão, estarão presentes os jornalistas Lauro Freitas Filho, que fez a consultoria de texto e colaborou na pesquisa, e Pedro Motta, que colaborou na parte de pesquisas e entrevistas.

Os bastidores do MMA, o esporte que mais cresce no mundo, os tempos iniciais, a profissionalização e o desenvolvimento dos atletas para a múltipla arte marcial são mostrados no livro por Carlão, que também retrata sua vida ligada ao esporte. “Consegui realizar meu sonho, que era o de transformar em livro a memória da minha vida. Isso não tem preço”, disse ele, que atualmente é professor de lutas e comentarista dos canais Combate/Sportv.

Carlão Barreto, Lauro Freitas Filho e Pedro Motta

sábado, 9 de dezembro de 2017

Elvira Lobato lança obra sobre emissoras de TV da Amazônia Legal: “Antenas da Floresta”


A jornalista Elvira Lobato acaba de lançar seu livro Antenas da floresta: as aventuras das TVs da Amazônia, com o selo da Editora Objetiva, em movimentada sessão de autógrafos na Livraria da Travessa, em Botafogo, no Rio de Janeiro, na noite do último dia 4. Antenas da floresta é uma história sobre repórteres, cinegrafistas e apresentadores que todos os dias fornecem a seu público notícias da Amazônia Legal.

Lobato foi ao interior dos estados do Maranhão, Mato Grosso, Tocantins e Pará, em 2015 e 2016, registrar o fenômeno das centenas de miniemissoras de TV da região, diferentes de retransmissoras do resto do país por terem permissão para produzir conteúdo próprio. “O livro tem muitas histórias de reportagens, de como os jornalistas trabalham no lugar. Eu tinha um banco de dados sobre os proprietários das TVs, mas meu objetivo era saber quem era quem ali”, conta a jornalista.

“O que constatei foi um uso explícito das TVs pelos políticos, principalmente em estados como o Maranhão. Todos os caciques têm televisão, e os jornalistas se aliam aos interesses dos patrões; isso é normal para eles. É um Brasil completamente diferente”, lembra ela.

Elvira Lobato exibe sua obra "Antenas da Floresta"
Segundo Elvira, os repórteres da região, fazem o “jornalismo possível”, aquele que podem exercer para não sofrerem represálias devido à pressão política local. Ao mesmo tempo, encontrou muitos profissionais com vontade de se qualificar e melhorar a cobertura. “O livro fala de jornalistas, mas não é só para jornalistas. Na história, eu convido o leitor a ir comigo, conhecer os jornalistas que conheci, ver como é seu trabalho. Se eu puder contribuir para que se desperte a atenção sobre esses profissionais, vou ficar muito feliz”, diz.

Abaixo, alguns momentos da sessão de autógrafos captados principalmente por Ana Lúcia Araújo e amigos de Elvira Lobato, que as publicou em sua página no Facebook:


  































Arlete Sousa conta a história de um gato diferente em "Calvin e a couve"


Se em uma roda de crianças alguém perguntar que tipo de alimento um gato gosta, certamente as respostas serão: peixe, frango, biscoito e comidinhas prontas vendidas nos pet shops. No livro Calvin a couve, o pequeno leitor será apresentado a um gato bem diferente, um gato que tem nome e sobrenome: Calvin Bartolomeu, que também é diferente por causa do seu gosto diferenciado (paladar exótico) para alimentos.

Calvin gosta de comidas pouco comuns para gatos. Brócolis, cenoura, morango, flor...  Mas flor não é comida! Mas, para esse gatinho, flor é comida, sim! Ele não pode ver uma flor: rosa, margarida, orquídea, tulipa... Para ele, todas elas podem fazer parte de seu cardápio.


Esqueceram a geladeira aberta, e não é que Calvin se apaixonou por um alimento que até então desconhecia? Era uma folha verde, cheirosa e bonita! Mesmo com o seu pratinho cheio de comida, Calvin queria a novidade. Uma folha de couve. Ele “precisava” da couve.

Mas que gatinho diferente! Você conhece algum gato que gosta de couve? E seus amiguinhos, conhecem algum gato que goste de couve ou de alguma comida diferente?

Calvin e a couve, de Arlete Sousa, ilustrado por Carol Plumari, 30 páginas, R$ 19,90, é indicado para crianças de 3 a 80 anos. É uma publicação da Editora Oitava Rima, uma editora relativamente nova no mercado, da qual a autora é a responsável pelo departamento editorial, que pretende, a partir de agora, voltar a publicar obras de autores nacionais, tanto para o público infantil como para adultos.

Sobre a autora
Arlete Sousa nasceu em São Paulo, em 1981. Desde criança, sempre foi apaixonada por livros e bichanos: leu muito e cuidou dos gatinhos que apareciam em seu quintal. Ela cresceu e suas paixões não mudaram: formou-se em Letras, trabalha editando livros e continua cuidando dos gatos abandonados. Calvin e a couve é o primeiro livro de sua autoria.
Arlete Sousa
Sobre a ilustradora
Carol Plumari nasceu em São Paulo, em 1988. Ela gostava de desenhar desde criança e, por isso, quando cresceu, fez faculdade de Artes Visuais. Hoje, trabalha ilustrando livros infantis. Talvez seja coincidência, mas a Carol também tem um bichinho que come couve — só que, no caso dela, é um cachorro chamado Nestor.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Livro da EdUFSCar aborda habilidades sociais e competência social


Obra mostra aos leitores como lidar melhor com os desafios interpessoais da vida cotidiana

"Este livro é uma introdução ao campo teórico-prático das habilidades sociais e da competência social, com conteúdo e tarefas de aprendizagem para lidar melhor com os desafios interpessoais de sua vida e, principalmente, para melhorar a qualidade das relações que mantemos com as demais pessoas". É assim que Zilda Aparecida Pereira Del Prette e Almir Del Prette definem o livro Habilidades sociais e competência social para uma vida melhor, do qual são organizadores. A obra é publicada pela Editora da Universidade Federal de São Carlos (EdUFSCar).

A concepção que permeia a obra é a de competência social, que não se restringe a uma dimensão instrumental de atender a interesses individualistas, mas também contempla uma dimensão ética de respeito aos direitos humanos interpessoais e de atenção às necessidades do outro e do grupo social, em relações que podem ser caracterizadas em termos do "ganha-ganha".


No prefácio, os organizadores destacam que um bom repertório de habilidades sociais orientado pelos pressupostos da competência social é uma conquista diária de cada um e um desafio a pais e educadores. Na proposta do livro, esse desenvolvimento deve articular a compreensão e o exercício de habilidades sociais em tarefas interpessoais, o que envolve também valores de convivência, a automonitoria, o autoconhecimento e o conhecimento do ambiente social.

Ao todo são sete capítulos: O campo das habilidades sociais, conceitos básicos e importância; Classes de habilidades sociais e processos de aprendizagem e ensino; Componentes não verbais e paralinguísticos da competência social; Habilidades sociais empáticas; Habilidades sociais de comunicação e feedback; Habilidades sociais assertivas; e Solução de problemas e conflitos interpessoais. Em cada capítulo são apresentadas tarefas de análise e de prática de habilidades sociais e competência social no contexto das interações sociais. 

O livro é destinado ao público em geral e escrito em linguagem acessível a quem queira melhorar suas habilidades para se relacionar melhor com as demais pessoas. Mais informações estão no site www.editora.ufscar.br.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Histórias de vidas transformadas estão no livro sobre os 20 anos do Instituto Marquês de Salamanca


ID Cultural revela a trajetória da instituição desde 1997, com texto de Beth Ritto e prefácio de Olavo Monteiro de Carvalho. Lançamento será no próximo dia 11, no Leblon
Histórias de vidas transformadas por meio da solidariedade e com foco em Educação, Saúde, Capacitação Profissional, Geração de Renda e Cidadania. Essa é a linha condutora do livro Trilhando o Futuro, da ID Cultural, que conta a história do Instituto Trilho desde sua criação, em 1997, quando foi batizado com o nome de Instituto Marquês de Salamanca.

A publicação, que será lançada no próximo dia 11, às 19h, na Livraria Argumento (Rua Dias Ferreira, 417), no Leblon, apresenta todo o percurso da instituição desenvolvida pelo empresário Olavo Egydio Monteiro de Carvalho e por sua filha Maria. O texto é da jornalista Beth Ritto e o prefácio do próprio Olavo.

A publicação traz depoimentos emocionantes de transformação de vidas, além de memórias da tradicional família Monteiro de Carvalho, assim como relatos impactantes de funcionários e pessoas assistidas nos dois núcleos do Instituto, em Santa Teresa e em Três Rios. Toda a história começou com crianças moradoras do bairro de Santa Teresa, próximo à casa da família.

“Muitas das histórias são contadas nessa obra, pela eficácia de nossas ações, pelo comprometimento da nossa equipe de profissionais e, certamente, pelo apoio de nossos mantenedores nessa imprescindível participação da sociedade civil no enfrentamento de grandes questões sociais. Conseguimos transformar vidas, de fato”, comenta afirma Olavo Monteiro de Carvalho.

Olavo Monteiro de Carvalho
O idealizador e fundador do Instituto revela também que, mesmo com o sucesso do trabalho, foi preciso avançar ainda mais. “Ao comemorarmos esse importante marco de 20 anos ininterruptos de trabalho, sentimos necessidade de realinhar nossa marca às nossas estratégias. Fundado com o nome de Instituto Marquês de Salamanca, uma homenagem ao meu tataravô, José de Salamanca y Mayol, inovador e grande empreendedor da Espanha de sua época, hoje temos o prazer de anunciar nosso novo nome: Instituto Trilho. E será por meio dele que correrão nossas ações em prol do desenvolvimento social das comunidades que atendemos”, conta Olavo.

Segundo Paula Baggio, que está, desde 2003, na gestão do Instituto, o objetivo sempre foi quebrar o ciclo vicioso da pobreza, violência e miséria e fazer com que as pessoas que passam pelo Trilho sejam protagonistas de suas próprias vidas. “Nesse livro e durante o dia a dia de trabalho, queremos que todos tenham capacidade de contar e recontar suas trajetórias de forma digna”, lembra Paula.


Sobre o Instituto Marquês de Salamanca

É uma ONG que há 20 anos desenvolve projetos nas áreas de educação, saúde, capacitação profissional, geração de renda e cidadania. Uma instituição que ajuda no desenvolvimento social e econômico de famílias com maior nível de risco das comunidades do bairro de Santa Tereza, no Rio de Janeiro e em Bemposta, Três Rios, interior do estado do Rio de Janeiro. A família é chamada a colaborar na educação do seu próprio filho e a participar de todos os projetos desenvolvidos pelo IMDS.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Lançamento de ‘Os bordados da vovó’ será no próximo sábado


A Hortelã art & livros e a Editora do Brasil convidam para o lançamento da obra infanto-juvenil Os bordados da vovóde Nye Ribeiro. Será no próximo sábado, dia 9, às 16h, na Hortelã art & livros (Caribe Center – loja 13 – Rua João Previtale, 2780 – Jd Alto da Colina – Valinhos – SP), quando a autora estará disponível para autógrafos.

Esse texto é um mergulho nas relações familiares, com uma bela mensagem de respeito à experiência e à sabedoria dos mais velhos. Afinal, as avós têm sempre grandes lições a ensinar para seus netos. A vovó de Manuela é exatamente assim. Uma verdadeira artista do bordado, vó Cecília vai mostrar formas diferentes de bordar e dar pontos, mostrando que domina muito essa arte tão antiga. Junto de seus ensinamentos, muito afeto e amor transbordam nesse relacionamento cheio de carinho e de lições de vida.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Livro apresenta a história da Igreja na arte


“A arte é a linguagem fundamental de todas as religiões, pois a arte é a linguagem universal dos homens.” Cláudio Pastro

Em O Cristo Pantocrator: da origem às igrejas no Brasil, na obra de Cláudio Pastro, a autora Wilma Steagall De Tommaso apresenta um estudo minucioso sobre a história da Igreja na arte: desde as origens da imagem cristã, passando pela arte das catacumbas até o século XXI. Além de apresentar a realidade sagrada ontológica dos ícones bizantinos, a autora traz um estudo das obras de Cláudio Pastro, um artista brasileiro contemporâneo.


Pastro, amplamente conhecido pelos seus inúmeros Pantocrators, é responsável por um tipo de arte muito pessoal e bem sedimentada na tradição iconográfica que valorizou o Cristo Pantocrator no Brasil e no mundo. Suas criações eram concebidas segundo a teologia, a estética e a estilística, próprias do Concílio Ecumênico Vaticano II.

O Pantocrator é o tipo iconográfico mais propagado e um dos mais significativos para a fé cristã, pois apresenta Jesus Cristo como Senhor Todo-Poderoso. Desde o princípio do cristianismo, fascina artistas e fiéis que o contemplam. Cristo é o Pantocrator porque é o Senhor de tudo, nele e por Ele tudo foi criado. Assim entenderam, desde a Igreja nascente, os teólogos que se tornaram os Pais da Igreja. Portanto, o Pantocrator é uma experiência profunda do Logos encarnado.

De fácil leitura e construído com rigor científico, precisão teológico-histórica e fluência descritiva, o livro está dividido em cinco capítulos. A primeira parte fala sobre a gênese da arte cristã: a origem das imagens e a imagem no judaísmo, na Grécia, no Império Romano e no Egito. Traz uma abordagem sobre os primeiros cristãos e a imagem, a arte das catacumbas, a época de Constantino, entre outros. No segundo capítulo, “A arte românica”, a autora discorre sobre Gregório Magno, sobre o renascimento carolíngio, sobre a figura do monstro etc.

No capítulo terceiro, “O Pantocrator”, faz-se um aprofundamento sobre a encarnação e representação de Deus, o Senhor do universo. A autora também mostra um estudo referente à passagem da arte imperial para a arte cristã e outros tópicos relacionados ao tema. A quarta parte fala sobre a contrarreforma católica em resposta ao Concílio Vaticano II. No último capítulo, Wilma explora a vida e obra de Cláudio Pastro. “Considerado o maior artista sacro do Brasil e um dos maiores do mundo, Pastro, em 1998, a convite de Dom Cipriano Calderón, da Pontifícia Comissão Pró-América Latina, realizou a obra Cristo Evangelizador, um Pantocrator em incisão sobre metal que foi o símbolo do Advento do Terceiro Milênio, um evento de proporção mundial, ocorrido no pontificado de João Paulo II. Hoje, a imagem está no Vaticano.”

Cláudio Pastro
Segundo a autora, o livro é destinado a todas as pessoas que gostam de arte e se encantam com o que é belo, e também àqueles que querem entender porque a Igreja permite imagens e qual é a história (da permissão) da imagem do Deus cristão na Igreja.

Wilma Steagall De Tommaso é doutora em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Membro-pesquisadora da Sociedade Brasileira de Teologia e Ciências da Religião (SOTER). Participa do Núcleo de Estudos em Mística e Santidade da PUC-SP (NEMES/PUC-SP), coordenado pelo Prof. Dr. Luiz Felipe Pondé. Professora convidada da PUC-SP/COGEAE. Professora do Museu de Arte Sacra de São Paulo. Palestrante e escritora especializada em Arte Sacra. Capítulos publicados em livros: “A arte mural nas catacumbas cristãs” e “Arte sacra no oriente: estilo bizantino”.

Hilda Hilst será a homenageada da Flip 2018



Festa Literária, que acontece de 25 a 29 de julho, abre também seu programa de patronos 2018

Após homenagear Lima Barreto, autor cuja obra dialoga com as questões sociais e políticas de seu tempo, a Flip homenageará em sua 16ª edição a escritora Hilda Hilst, que fez sua literatura em torno de temas como o amor, a morte, Deus, a finitude e a transcendência. Com curadoria de Joselia Aguiar, a Flip 2018 acontece de 25 a 29 de julho, em Paraty.

Hilda Hilst - J. L. Mora Fuentes - Sala de Memória Casa do Sol - Acervo Instituto Hilda Hilst
 De acordo com o diretor geral da Flip, o arquiteto Mauro Munhoz, "a escolha de Hilda Hilst como Autora Homenageada da Flip 2018 se deu pelo fato de sua obra extrapolar fronteiras. Assim como os outros poetas brasileiros, leu Drummond, Bandeira e Cabral, mas leu também Fernando Pessoa, o francês Saint-John Perse e o alemão Rainer Maria Rilke. O resultado é uma literatura inovadora do ponto de vista da linguagem que exerce, por exemplo, forte influência na cena da dramaturgia brasileira de hoje", explica.

Além disso, afirma ele, a criação pioneira de um espaço voltado à literatura e às artes, a Casa do Sol, inaugurada em 1996, se encontraria, sete anos depois, com a concepção da Flip. "A Casa do Sol, sua residência literária, habitada pelo seu oficio de escritora e que foi lugar de convívio com artistas de múltiplas áreas como Caio Fernando Abreu, guarda a memória de um fazer artístico cuja singularidade esta homenagem se propõe a revelar", disse Mauro Munhoz.

Joselia Aguiar estará de volta à Curadoria da Flip em 2018
"Será uma Flip intimista, com muita poesia e teatro, um pouco de irreverência e debates sobre criação artística, a arte e a natureza, a literatura e a filosofia. A pesquisa de repertório será a mesma, ou seja, vamos manter a preocupação em ter autores e autoras plurais, do mesmo modo que na Flip 2017", afirma Joselia Aguiar, que vê pontos em comum entre Lima Barreto e Hilda Hilst: "Ambos foram transgressores, cada um a seu modo e em seu tempo e se dedicaram à escrita de modo tal que ultrapassaram o limite do que era esperado de cada um: ele como autor negro de baixa renda, ela como mulher livre numa sociedade que não estava acostumada a isso", destaca a curadora.

Obra
A obra de Hilda Hilst reúne dezenas de títulos, entre os quais obras-primas como Cantares de perda e predileção (poesia), Rútilo nada (ficção) e A obscena senhora D (ficção). A sua curiosidade intelectual incluía, além da literatura, a física e a filosofia. Realizou na década de 1970 uma experiência literário-científica que chamou de Transcomunicação Instrumental, quando deixou gravadores ligados para registrar vozes de espíritos. Como marcas de sua personalidade, são apontadas a dedicação obsessiva à escrita, o cultivo da amizade, a irreverência e a curiosidade.

Recebeu prêmios como o Jabuti, o APCA, o Pen Clube São Paulo, o Cassiano Ricardo e está traduzida para o inglês, francês, espanhol, basco, alemão, italiano, norueguês e japonês. Grande parte de seus livros foi publicada pelo célebre editor artesanal Massao Ohno em volumes feitos com apuro estético, mas de reduzida circulação. Após sua morte, a Globo Livros relançou toda a sua obra sob os cuidados do crítico Alcir Pécora e, atualmente, tem em catálogo os títulos Pornô chic Fico besta quando me entendem, compilação de entrevistas com a autora.


A reunião de sua obra poética, Da poesia, foi publicada neste ano pela editora Companhia das Letras, que tem uma série de publicações sobre a autora previstas para 2018, como Da prosa; a adaptação para quadrinhos de A obscena senhora D., por Laura Lannes; uma coletânea ilustrada de suas poesias de amor e a edição de Amavisse para a Poesia de Bolso. Em 2019, a Companhia lançará uma trilogia erótica e, em 2020, a biografia da autora. Daniel Fuentes, o detentor dos direitos autorais, vem negociando com outras editoras para publicar o que falta de Hilda Hilst, como cartas e inéditos. Sua ideia é ter a obra completa disponível nas livrarias até julho de 2018.

Programa de patronos
A Flip abre seu Programa de Patronos 2018 às pessoas físicas interessadas em contribuir para a realização da Festa Literária por meio de um programa de mecenato. Os benefícios incluem ingressos para a Programação Principal da Flip, convites para o coquetel de boas-vindas com a participação dos autores, encontros da Flip ao longo do ano e abatimento no Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF).

Para mais informações acesse nosso site (flip.org.br/faca-parte/seja-patrono) ou envie e-mail para patronos@casaazul.org.br.