Do momento em que Luiz
Inácio Lula da Silva chegou à Superintendência Regional da Polícia Federal em
Curitiba (PR) para cumprir sua pena, o agente da PF Jorge Chastalo Filho (@jorge_chastalofilho),
responsável pela segurança da carceragem, anotou tudo em um diário. As visitas,
as refeições, as conversas, as leituras, as reflexões sobre o Brasil e a
democracia, os momentos de solidão. “Exponho a sua personalidade e o seu
carisma, além de seu conhecimento e capacidade de interpretar os acontecimentos
à sua volta.”, escreveu Chastalo.
Com prefácio assinado pelo jornalista Juca Kfouri (@j_kfouri), a obra de 592
páginas reflete o intenso convívio de Lula com Chastalo, que ficou conhecido
como “Rodrigo Hilbert da Federal”, entre abril de 2018 e novembro de 2019.
Um dos episódios
registrados no diário envolve a entrada de uma refeição diferente na
carceragem. No trecho, Chastalo conta que autorizou a entrega de um almoço
solicitado por um assessor e levou a comida até a cela. “Enquanto almoça, ele
me diz: ‘Chastalo, um dia o país ainda vai ver quem é realmente o bandido nesta
história’”, escreveu o agente.




