sexta-feira, 31 de dezembro de 2021
quinta-feira, 23 de dezembro de 2021
Sérgio Pugliese lança seu primeiro livro pela Approach Editora: "A Pelada Como Ela É"
Sessão de autógrafos reuniu centenas de peladeiros no
Pizza Park, na Cobal do Humaitá
Sergio
Pugliese é jornalista, fundador e apresentador do notório Museu da Pelada, transmitido
na TV Max e no Youtube. Com mestrado em chutes de trivela, doutorado em
resenhas e pós-graduação em gols no ângulo, Pugliese foi o autor da coluna A “Pelada
Como Ela É”, no jornal O Globo, por mais de quatro anos. Agora, o jornalista estreia
no universo literário com a obra A Pelada Como Ela É - Histórias verídicas sobre a relação de amor entre o homem e a bola, que
reúne as 50 melhores crônicas (das mais de 200 que foram
escritas) ao longo desses anos.
O boleiro
profissional se reconhecerá em algumas das crônicas que o jornalista compilou
na obra. “Todo mundo já fez alguma loucura para jogar pelada, antecipou um voo,
mentiu para o chefe, avançou sinais de trânsito, pegou acostamento, deixou o
filho com algum amigo-babá, na beira do campo, enfim, deu um jeito. Essa paixão
ensandecida pela bola causa constantes crises conjugais e já resultou até em fuga
de presídio”, aponta Sergio. O livro traz textos divertidos, hilários,
trágicos, dramáticos, épicos, mas, acima de tudo, verídicos - por mais incrível
que possa parecer.
O sucesso
do trabalho do jornalista foi tão grande que a ideia inicial da coluna era
contar histórias de pessoas anônimas, como os que trocaram o nascimento do
filho ou a lua de mel pelo jogo. Mas logo, figuras públicas começaram a
telefonar, querendo também lembrar momentos inesquecíveis com o futebol, como
Júnior, Zagallo e até João Ubaldo Ribeiro, que ganhou uma página e chamada na
primeira página na época.
“Foi uma experiência espetacular, tive a chance de dividir
o caderno da Copa com três feras, Marcelo Adnet, Bruno Mazzeo e Pedro Bial
durante três meses. Depois segui por quatro anos e meio contando uma história
por semana”, conta Pugliese. De todas as crônicas, o autor recomenda como
principal “A Fuga”, que narra a história de um jovem que fugiu da cadeia na
noite de sábado para o campo de pelada onde jogou bola a vida toda. Dormiu ali
mesmo e foi o primeiro da lista de domingo.
De acordo com Sergio, o Museu da Pelada é um
desdobramento da coluna A Pelada Como Ela É. “Quis ampliar o projeto e
considero a decisão acertada porque hoje, além das crônicas, salvamos acervos
pessoais, doamos material esportivo para escolinhas carentes, organizamos
eventos, lançamos livros e muito mais. A ideia do livro é valorizar esse
patrimônio, o berço dos craques, além de reforçar um de nossos pensamentos, que
é: da pelada viestes à pelada voltarás!”, destaca.
Sobre o autor
Sergio Pugliese é sócio-diretor da Approach Comunicação e coordenador da parceria com a Planel Filmes. Foi colunista de O Globo na Pelada Como Ela É e fundou o Museu da Pelada, programa televisivo que resgata jogadores antigos, em 2017. Atuou por quinze anos nas redações de O Globo, O Dia e no Jornal do Brasil, nas editorias de economia, esportes, política e carnaval.
O livro tem 164 páginas e tem o selo da Approach Editora. Está disponível na Amazon, no Mercado Livre e no site da editora também, além das livrarias Argumento e Travessa. O lançamento aconteceu no último dia 20, na Pizzaria Pizza Park, na Cobal do Humaitá, e reuniu centenas de peladeiros, famosos e desconhecidos. Não faltaram os sorrisos, as gargalhadas, as surpresas e, claro, as resenhas típicas dos peladeiros.
Literatura queer ao melhor estilo romance de banca
Premiado
roteirista Saulo Sisnando estabelece narrativa LBGT que vai além de uma jornada
de descoberta da sexualidade dos protagonistas
Apesar da literatura gay
existir há tempos, a cena literária LGBTQIA+ nunca esteve tão vibrante. Porém,
na maioria dos livros com a temática, as dores e as delícias da experiência
homossexual passam por uma jornada de descoberta da sexualidade. Mas, o
escritor, roteirista premiado e dramaturgo Saulo Sisnando, em Terra de Paixões,
quebra o padrão. Leva a representatividade a outro patamar: evidencia, de fato,
a paixão dos protagonistas gays.
Outra diferença da trama é
o público para qual foi escrita. No lugar de conversar com adolescentes ou
jovens adultos, o enredo é voltado para pessoas maduras de 35 anos ou mais que
estão acostumadas a consumir obras de romancistas como Nara Roberts, Barbara
Cartland, Janet Dailey e Danielle Steel.
A trama se assemelha as
novelas com paixão tórridas, em que os protagonistas encontram no amor a
salvação. Enrico é estilista com futuro promissor no mundo da moda e Bernardo é
um cowboy que vive em uma fazenda isolada. Por causa de um acidente de carro,
passam a morar juntos em uma cidade histórica no interior de Minas Gerais.
“Quis escrever um livro
‘rasgadamente’ romântico inspirado no universo dos livros de banca. De leitura
rápida, com uma trama rocambolesca e divertida, mas que também dialoga com um
público que não vejo abraçado pelas atuais obras LGBT”, analisa o autor, que é
conhecido no Norte do Brasil por escrever diversas peças teatrais.
Dramaturgo Saulo Sisnando |
Terra de Paixões é o
primeiro volume de uma coletânea de dez livros voltados ao público gay,
intitulada Infinita Coleção. A série passará pelos clichês clássicos das
histórias românticas, mas sempre voltado para os que amam um casal de novela,
mas nunca se sentiu representado.
Sinopse:
Dois homens comuns, duas
vidas completamente distintas, uma única e avassaladora paixão. Enrico é um
rapaz da cidade com um futuro promissor no mundo da moda. Bernardo é um jovem
cowboy aprisionado a uma promessa da adolescência. Quis o destino, entretanto,
que um trágico acidente conectasse a vida destes dois seres sozinhos. Inspirado
no universo dos livros de banca, o premiado escritor Saulo Sisnando nos
presenteia com uma história apaixonada e rasgadamente romântica, cheia de
intrigas, perseguições, paixões à primeira vista, amores proibidos e beijos ao
pôr-do-sol. Neste universo açucarado e novelesco, tudo é possível e qualquer
reviravolta será permitida desde que o autor termine essa história com um belo
'...e viveram felizes para sempre'.
Sobre o autor:
Escritor premiado de
diversas peças de teatro, Saulo Sisnando constrói histórias engraçadas e
românticas com total protagonismo gay. Atualmente, mora em Belém do Pará com
seus milhares de cachorros. Fã de livros de banca, Terra de Paixões é o seu
primeiro romance para a Infinita Coleção.
“Amor, Otário Amor”: crônicas de Léo Luz sobre relacionamentos na era da internet
Prefaciado
por Luis Fernando Verissimo, Hélio de la Penã e Fred Elboni, livro do escritor
e roteirista Léo Luz reúne 48 textos sobre o amor nos tempos modernos
Amor, Otário Amor é um panorama
bem-humorado e um tanto pessimista dos casais aparentemente felizes nas redes
sociais, mas que mal se falam na vida real. A coletânea de 48 crônicas do
roteirista e escritor Léo Luz são um retrato do quanto a
vida a dois no mundo 2.0 pode ser engraçada e até mesmo trágica.
Prefaciado por Luis Fernando Verissimo, Hélio de la Penã e Fred Elboni, a obra do roteirista da terceira temporada do “Vai que Cola” e colaborador de roteiro do filme “Até que a Sorte Nos Separe 3” traz evidências autobiográficas. Léo Luz transforma as experiências e fracassos amorosos em poesia, ao exemplo de “Nada de casalzinho”, “Namore um cara que escreve” e “O amor nunca é silêncio”.
“Por
fim, namorar um cara que escreve é namorar
um
cara descolado, que sabe que “namore um cara que escreve”
não é
a forma correta, e sim “namore um cara que escreva”,
mesmo
assim ele acha que do primeiro jeito fica muito
mais
bonitinho e descolado.”
Léo escreve
sobre quase tudo que envolve o mundo dos apaixonados: ciúme, loucuras de amor,
traição, saudade... E são os diálogos ágeis que permitem o leitor a quase
palpar as sensações experimentadas pelos personagens, como se fizesse parte da
cena. “Desnudo
o idiota apaixonado interior de todos nós”, confirma.
O roteirista e escritor Léo Luz |
Especialista em falar sobre amor, ou os próprios fracassos amorosos, Léo Luz também é autor de “Cartas para Anna”. A obra reúne cartas, bilhetes e e-mails que o roteirista escreveu para a ex-namorada durante e após o fim do relacionamento. Intensos, explosivos, sem censura e com uma pitada de sofrimento, os textos narram a história do casal.
Sobre o autor:
Léo Luz é carioca. Roteirista de projetos como “Até que a
Sorte nos Separe”, “Vai que cola” e “Parafernalha”, é autor de “Amor, otário
amor, livro prefaciado por Luis Fernando Verissimo e “Cartas para Anna”.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2021
Desembargador Gustavo Grandinetti lança “Romances no Trem da História”
Acaba de chegar às livrarias e ao
e-commerce a obra Romances no Trem da
História, de autoria do desembargador e professor de Direito da Uerj,
Gustavo Grandinetti. Como o título da publicação sugere, trata-se de um romance
histórico, que percorre três épocas em quatro países diferentes. A obra envolve
duas personagens principais, com seus encontros e desencontros amorosos, alegrias,
sonhos, tristezas e frustrações políticas durante alguns dos principais
acontecimentos políticos dos anos 60, 70 e 80.
O autor conta que começou a escrever
o livro em 1987, ainda numa máquina datilográfica, mas, devido ao atual cenário
político, resolveu finalizar sua obra em 2020. Grandinetti também é o
responsável pela arte da capa, reprodução de uma pintura em óleo de sua própria
autoria.
Gustavo Grandinetti |
“Depois de quase trinta anos de
gaveta, comecei a digitá-lo e me animei a terminá-lo em 2020. Trata-se de uma
obra de ficção, com base em alguns fatos históricos e personagens reais. É
conveniente avisar aos leitores quais são esses personagens. No capítulo 1, são
eles Fidel Castro e Nicolás Guillén. O primeiro é sobejamente conhecido. Seus
discursos, no romance, foram extraídos de falas verdadeiras, de amplo
conhecimento público, especialmente do seu discurso na ONU em 26/09/1960. A
frase em que Fidel se refere especificamente ao Brasil foi pronunciada em um
congresso mundial de mulheres, em Havana, em 1988, respondendo a uma pergunta
de uma brasileira. Já Nicolás Guillén foi um poeta cubano, muito festejado e
querido em seu país. O retrato à óleo que Cândido Portinari pintara e lhe dera
de presente é realidade. Eu mesmo tive a emoção e o privilégio de vê-lo
pendurado na sala do poeta Guillén, em 1988, quando fui a Havana tirar a foto
para trazê-la a João Portinari, filho do pintor, que estava catalogando a obra
do pai para o Projeto Portinari (nem se sonhava com internet e com foto
digital). Para aquela visita, eu havia me informado sobre o Nicolás para poder
conversar com ele, mas não foi possível porque estava acometido de uma
grave doença. No entanto, tive o privilégio de ir a sua casa, onde conversei
com uma filha dele e, finalmente, tirei a foto (que, no entanto, ficou muito
ruim, para desgosto do meu amigo João Portinari). As poesias que aparecem no
capítulo, atribuídas ao poeta, são mesmo de sua autoria. Já a conversa com ele
é uma ficção, inspirada em suas ideias e nas referências e deferências que o
povo cubano lhe fazia. A poesia que ele fez para Candido Portinari foi musicada
e cantada por Mercedes Sosa. Tudo o que se passou no centro de treinamento em
Cuba é ficção, bem como os personagens retratados’’, diz o escritor.
Grandinetti faz um resumo do capítulo
2. “OS líderes revoltosos Agostinho Neto e Daniel Chipenda são personagens
reais. Seus discursos são verdadeiros. Muitos dos diálogos a eles atribuídos
foram extraídos de seus discursos, também de conhecimento público. Já Pompílio
da Hora foi inspirado em um personagem real, Pompílio da Cruz. Muito das falas
e do temperamento do personagem coincide com o lado público da pessoa real de
Pompílio da Cruz, inclusive a obstinação de manter o Império português com as
suas colônias, bem como a de concorrer para a Presidência da República de
Portugal. Sua família, no entanto, é criação ficcional. Os acontecimentos
narrados no romance coincidem, o mais possível, com os fatos históricos
documentados. Para isso, me vali muito do livro Angola: os vivos e os mortos do
próprio Pompílio da Cruz, publicado pela Editora Intervenção em 1976. Dele
extraí as manifestações públicas do personagem Pompílio da Hora’’, comenta o
autor.
No capítulo 3, ele aborda os
personagens que conduziram a Revolução dos Cravos. “São reais: os militares que
iniciaram o movimento, especialmente Salgueiro Maia, o presidente deposto
Marcello Caetano, os sucessivos governantes que assumiram o governo para logo a
seguir serem derrubados, até o golpe de Ramalho Eanes. Todos foram personagens
reais daquele período conturbado e maravilhoso da História de Portugal. Os
acontecimentos históricos narrados no romance tentaram obedecer, o máximo possível,
os fatos históricos documentados. Para descrevê-los, utilizei diversas fontes,
mas, especialmente, o livro História do Povo na Revolução Portuguesa – 1974–75
por Raquel Varela da Bertrand Editora, edição de 2014.
O escritor conta ainda que no capítulo 4 muitos dos personagens do romance são as pessoas públicas que participaram do processo político brasileiro e que conduziram o Brasil para a redemocratização. “A fala de Tancredo Neves, no livro, é o discurso que ele proferiu quando venceu a eleição indireta para a Presidência da República. Os acontecimentos que levaram a essa trajetória também foram narrados de maneira fiel aos fatos históricos documentados. Dentre as fontes pesquisadas, vale citar a coleção de Elio Gaspari, A Ditadura, da Editora Intrínseca, de 2016. Tirando esses personagens e esses fatos históricos tudo o mais é ficção. Não é ficção, contudo, o anseio, muito concreto, real e verdadeiro, por um país melhor e mais tolerante’’, finaliza Gustavo Grandinetti.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2021
Conheça o novo livro da escritora Isa Colli: ‘Tulipa Glória e sua amiga Vitória’
Fábula infantil fala da superação de uma doença tão dolorosa, que é o câncer
A jornalista e escritora Isa Colli está lançando seu mais novo livro, Tulipa Glória e sua amiga Vitória, em parceria com o Instituto Ronald McDonald. A obra, uma publicação da Editora Colli Books, conta a história de amizade entre uma sementinha e uma menina que está em tratamento contra a leucemia. É uma fábula encantadora que fala de amor, solidariedade e superação de uma doença tão dolorosa, que é o câncer.
A personagem Vitória é uma menina carinhosa com os pais, mas que carrega um ar tristonho justamente por estar enfrentando um problema de saúde. A tulipa Glória é uma semente sonhadora, que é levada pelo vento para o jardim onde mora Vitória. O destino às aproxima e as lágrimas de Vitória dão a força que Glória precisa para sobreviver. A partir dali nasce uma relação de cumplicidade entre as duas. De forma lúdica, o livro pretende ensinar aos pequenos como superar problemas difíceis, como as doenças.
“Meu desejo é que essa leitura possa fazer a diferença na vida das pessoas. Espero que ele desperte os sentimentos de solidariedade e compaixão com a dor do próximo; que os leitores percebam a importância da prevenção das doenças, inspirando-se a ser agente motivador junto aos que estão passando por alguma situação de doença na família. Que o livro possa, de forma leve, transmitir força aos leitores, dando a todos esperança de que dias melhores virão”, comenta Isa Colli.
A escritora Isa Colli |
O superintendente institucional do Instituto Ronald, Chico Neves, comemora a parceria. “Estamos dando um grande passo com esse livro. O tema do diagnóstico precoce é uma das linhas de atuação do Instituto Ronald McDonald. O livro é uma maneira de abordar esse assunto com a educação, na linguagem das crianças. É uma ideia pioneira no Brasil que pretendemos levar para várias escolas do ensino fundamental do país. Podemos fazer a diferença na vida de muitas crianças ”, diz.
A esposa de Chico e presidente voluntária da Casa Ronald McDonald, Sonia Neves, conta que eles tiveram um filho com leucemia e sabe o quanto é difícil. “Até porque há tempos atrás, na época em que ele adoeceu, a medicina não estava tão avançada como hoje está. As esperanças de lá eram menores que agora. E esse livro fala justamente disso: da superação, da força. Acho que ele vai ser importante não só para as escolas, mas dentro das casas também. Que as mães possam ler esse livro e ter esperança de que elas podem conseguir a vitória”, diz Sonia.
Sinopse
Essa é a história de amizade entre a sementinha Glória e a menina Vitória. Glória vivia em um lindo jardim florido, até ser transportada pelo vento para um jardim menor, que ficava no quintal de uma casa. A terra era tão seca que a sementinha não conseguia se desenvolver. Ela foi, então, ajudada pelas lágrimas da garotinha Vitória, que molharam o chão, permitindo que Glória tivesse forças para brotar. Mas, por que Vitória chorava? Qual o motivo da sua tristeza?
Para quem quiser adquirir Tulipa Glória e sua amiga Vitória, o livro estará disponível para compra no pré-venda no e-mail: vendas@collibooks.com, sendo disponibilizado a partir de 05/01/2022.
Alfredo Galhões, músico e gastrônomo, estreia na ficção com romance que tem a Lapa como cenário
Lançamento acontece na próxima sexta-feira, dia 17, na
Livraria Blooks, em Botafogo
Entre a agulha e a navalha é o
título do primeiro romance de Alfredo Galhões, carioca que atuou durante anos
como músico e arranjador de artistas da MPB. E após uma bem-sucedida incursão
no mundo da gastronomia, quando esteve à frente de cozinhas de vários
restaurantes brasileiros até abrir seu próprio restaurante em Portugal, fechado
por causa da pandemia, Galhões se lança como escritor neste livro que nos
transporta ao Rio de Janeiro da década de 1960.
Com prefácio de Nei Lopes e
editado pela renomada editora Chiado Books, o livro será lançado
na Livraria Blooks (Praia de Botafogo, 316 - Lojas D e E), em Botafogo, no dia
17 de dezembro, às 19h.
O cenário é a Lapa,
bairro boêmio do Rio de Janeiro, na década de 1960. Neste romance repleto de
humor, os tipos que trabalham e comandam as noites de jogatina e luxúria se
mostram por inteiro. Num triângulo amoroso bem atípico, a costureira, o
porteiro do edifício e o dono das calçadas da Lapa se entrelaçam. A disputa
pelos pontos de carteado e prostituição é acirrada e ocorre em meio à
turbulência das três paixões que se revelam.
A narrativa flui, em boa
parte, através do linguajar dos malandros da época. A Lapa é desnudada. Seus
pontos turísticos e ruas principais são vistos por outro prisma. Serão o palco
para cenas muito dramáticas: de lutas pelo poder, assédios e conquistas. Os
bares e casas noturnas abrem as portas para os que desejam escolher um dos dois
caminhos da diversão: um trilha em busca do prazer e vaidade; o outro, tão
contrastante, vai ao encontro do desejo de apreciar a beleza histórica e a
alegria contagiante da Lapa.
E qual foi a inspiração
para ter a Lapa carioca como cenário? Muito do que escreveu, escutou dos
antigos, dos mais velhos que fizeram as suas rondas pelas calçadas da Lapa.
“Algumas histórias foram mesmo sussurradas pelos soturnos aproveitadores da
noite, malandros que para muitos se encontravam em decadência, perdidos e inúteis
num hiato temporal. Por esta razão os personagens carregam a malemolência da
boemia da década de 1960, as gírias, o modo de encarar a vida e almejam se
equilibrar entre a pureza das paixões e o submundo vil que os entorpecem",
diz Galhões.
Sobre o autor
O carioca Alfredo Galhões estreia como escritor.
Tecladista e produtor musical, já acompanhou e trabalhou com diversos artistas
da música popular brasileira. Apaixonado pelo samba, estilo que mais lhe rendeu
conquistas e alegrias, integrou por mais de 20 anos a banda do cantor carioca
Zeca Pagodinho.
Além de músico, Alfredo
é formado em Gastronomia pela UNISUAM no Rio de Janeiro, tendo se especializado
em panificação artesanal e cozinha mediterrânea na Itália, França e Espanha. O
autor também fez pós-graduação em Gestão de Segurança de Alimentos pelo SENAC –
Rio, onde lecionou por quatro anos. Desde 2017 reside em Portugal, atuando como
gastrônomo, músico e produtor do artista português Nuno Bastos.
Serviço
Lançamento “Entre a Agulha e a Navalha”
Autor: Alfredo Galhões
Local: Livraria Blooks (Praia de Botafogo, 316 - Lojas D e E)
Data: 17 de dezembro
Horário: 19h
Valor médio do livro : R$35,00