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O jornalista Renato Homem |
Com um olhar crítico, Marcinho VP
aborda o seu dia a dia no cárcere, aponta a falência da execução penal no
Brasil e recorda episódios marcantes da crônica policial carioca. “O cárcere
impõe restrições ao ir e vir, mas jamais será capaz de impedir o preso de
pensar”, salienta o autor, que atualmente se encontra preso na penitenciária
federal de Catanduvas (PR). Sua narrativa é um relato pungente, que seguramente
irá despertar a atenção dos amantes das boas histórias.
Após os lançamentos na quadra
da Mangueira, em outubro de 2017, e na Livraria da Travessa, no Centro, no
último dia 26 de janeiro, o livro já pode ser adquirido no ambiente virtual. A obra está disponível para venda online
e ganhou um site próprio (https://www.marcinhovp.com.br/ ), onde
o leitor poderá conhecer um pouco mais sobre a construção do livro e sobre a história de vida do
autor.
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Lançamento na Livraria da Travessa, no Centro |
O autor
O nome de batismo é
Marcio Santos Nepomuceno, 41 anos, casado, pai de seis filhos e nascido no
subúrbio carioca de Marechal Hermes. Quis o destino que os caminhos pelos quais
percorreu ainda na juventude o fizessem ser conhecido pelo apelido de
"Marcinho VP", interno da Penitenciária Federal de Catanduvas (PR)
desde outubro passado. De todos os adjetivos que recebera, Marcio é, acima de
tudo, um ser humano resiliente, inquieto, um crítico por natureza.
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Marcinho VP |
Preso desde agosto de
1996, quando sequer tinha completado a maioridade penal, decidiu que sua luta
não se resumiria à busca pela liberdade. Banido do seu estado de origem a
partir de janeiro de 2007, o seu testemunho provoca o debate sobre os reflexos
do isolamento, do preconceito e das injustiças, sobretudo, entre os jovens,
negros e flagelados, justamente os que mais necessitam da presença de um Estado
forte e autônomo.
A obra revela-se um
testemunho vigoroso feito por alguém que há 21 anos enxerga o mundo exterior
por entre as grades das celas úmidas do cárcere. Como bem define o autor,
"O Direito Penal do Inimigo" não se trata de uma obra de autopromoção
ou de apologia ao crime, mas um grito por justiça e contra as desigualdades
sociais.

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Lançamento na quadra da Mangueira |
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Uma das centenas de cartas enviadas por Marcinho VP |
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Renato Homem autografa a obra na quadra da Mangueira |