quinta-feira, 27 de julho de 2017

A obra do escritor carioca Lima Barreto está em discussão na 15ª Flip, que acontece até o dia 30, em Paraty


Esta edição da Festa Literária Internacional de Paraty resgata a trajetória de um homem que se estabeleceu como escritor no Rio de Janeiro, capital da Primeira República e da cultura literária do país. Em um meio marcado pela divisão de classes e pela influência das belas letras europeias, era difícil para um autor brasileiro com as suas origens afirmar seu valor. Foram necessárias várias gerações para que se consolidasse o nome do criador de uma das obras mais plurais e inovadoras da literatura brasileira, que permite tanto o apreço do leitor quanto reflexões nos campos da literatura, da história e das ciências sociais.


Sobre o autor
Afonso Henriques de Lima Barreto nasce no Rio de Janeiro em 13 de maio de 1881. Perde a mãe, Amália Augusta, escrava liberta e professora, quando tinha seis anos, ficando sob os cuidados do pai, o tipógrafo João Henrique, que, poucos anos depois, é diagnosticado como neurastênico, o que o levaria a ficar recolhido pelo resto da vida. A doença do pai o obriga a deixar a Politécnica para sustentar a família como Amanuense do Ministério da Guerra.
 
Inicia sua colaboração regular para a imprensa em 1905, no Correio da Manhã. O jornal, extinto em 1974, serviu de inspiração para a criação de Recordações do Escrivão Isaías Caminha, publicado em 1909. Pelas críticas à imprensa no livro, Lima Barreto é retirado do quadro de colaboradores do Correio da Manhã e tem proibida qualquer citação ao seu nome nas páginas do diário, mesmo trinta anos depois de sua morte. Passa a colaborar, sob pseudônimo, para revistas como a Fon-Fon e Revista da Época, fazendo uma crítica social e política do Rio de Janeiro e o Brasil.

Em 1911, escreve e publica Triste fim de Policarpo Quaresma em folhetim do Jornal do Commércio. O livro seria editado em livro quatro anos depois. Lima, devido ao alcoolismo, é internado pela primeira vez no hospício em agosto de 1914, repetindo a tragédia pessoal de seu pai. A primeira internação serve, contudo, de inspiração para sua obra a posteriori.

Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá, livro que dialoga com o gênero biográfico, é publicado em 1919. No dia 25 de dezembro deste ano, o autor é internado pela segunda vez. Lima Barreto morre, aos 41 anos, em 1º de novembro de 1922, Dia de Todos os Santos. No dia 3 de novembro, morre seu pai. Clara dos Anjos, livro que foi escrito e reescrito durante quase toda a vida de Lima, é publicado em livro no mesmo ano de sua morte.


A obra de Lima Barreto passa por um resgate e uma refundação a partir da biografia publicada por Francisco de Assis Barbosa, A vida de Lima Barreto, e da recuperação de seus escritos, feita a partir do acervo pessoal catalogado pelo próprio autor.

Lima Barreto torna-se objeto de estudo de intelectuais de referência em diversas áreas da inteligência brasileira, como Antonio Candido, Nicolau Sevcenko, Osman Lins, Alfredo Bosi, Antonio Arnoni Prado, Beatriz Resende e Lilia Schwarcz.


“Por muito tempo Lima Barreto ficou na ‘aba’ de literatura social, e sua obra e trajetória possibilitaram muitos debates sobre a sociedade brasileira. O que eu gostaria, mesmo, é que a Flip contribuísse para revelar o grande autor que ele é. Para além das questões importantíssimas sobre o país que ajuda a levantar, tem uma expressão literária inventiva e interessante, à frente de sua época em termos formais, capaz de inspirar toda uma linhagem da literatura em língua portuguesa”, afirma Joselia Aguiar, curadora da Flip 2017.


“O Lima é o autor de um território. O universo literário dele é determinado pela criação da Avenida Central, do Rio de Janeiro, que estabelece os diferentes graus de distância dos subúrbios com a Zona Sul e o Centro da Cidade”, afirma Mauro Munhoz, diretor-geral da Flip. “O olhar do Lima sobre a variedade de personagens brasileiros – seja nos subúrbios, seja nas regiões centrais – é determinado pela experiência do território onde viveu por quase toda a vida. Desse modo, sendo um grande autor, ele fez valer a máxima ‘Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia’, do Tolstói.”

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Começa hoje (26) a 15ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip)


A cidade de Paraty, no estado do Rio de Janeiro, sedia, a partir de hoje (26), a 15ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). A abertura será às 19h15, no Auditório da Matriz, com a mesa literária Lima Barreto: Triste Visionário. Com direção de cena de Felipe Hirsch, o ator e escritor Lázaro Ramos e a historiadora e antropóloga Lilia Schwarcz debaterão a vida e a obra do escritor carioca Afonso Henriques de Lima Barreto, homenageado deste ano pela Flip.

Lima Barreto, o homenageado da 15ª Flip
O show de abertura, às 21h30, no Auditório da Praça,  estará a cargo do pianista André Mehmari, que vai executar a Suíte Policarpo, criada para o evento, inspirada no mundo de Policarpo Quaresma, personagem de Lima Barreto.

Na avaliação da secretária de Cultura de Paraty, Cristina Maseda, a Flip é “extremamente importante. São 15 anos que a cidade tem a festa literária. Nota-se um impacto impressionante na vida cultural, no reconhecimento de Paraty como um destino de cultura, como uma cidade onde a cultura tem um lugar preponderante diante dos outros setores”, disse.


Segundo a secretária, a área cultural dos paratienses cresceu muito com a Flip, tornando o município conhecido. Cristina lembrou que, além da Flip, Paraty é sede do Paraty em Foco, festival de fotografia; do Mimo, festival de música; do Encontro de Ceramistas, sem falar na Festa do Divino, que é patrimônio cultural do Brasil. “Colocam Paraty em uma posição de destaque entre as cidades com até 50 mil habitantes do Brasil”, argumenta.

O grande legado da Flip, da Flipinha, que é voltada para o público infanto-juvenil, e da Flipzona, que incentiva a leitura e a produção cultural por meio de novas mídias, é o forte impacto no índice de leitura da população, afirmou Cristina.

Todas as escolas municipais contam hoje com acervos de literatura infantil e juvenil de alta qualidade. “As crianças leem mais, há hora de leitura nas escolas, a literatura hoje na cidade tem um destaque importante”. Antes da Flip, a secretária informou que “não havia sequer um livro infantil na cidade. Daí a Flip ter uma importância enorme”, contou.

Programação
Na quinta-feira (27), a programação da Flip começa às 10h, com a mesa literária Zé Kleber, no auditório da Praça, Território da Flipinha, com o tema Aldeia. Participarão o diretor do Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília, Álvaro Tukano, símbolo da resistência indígena no Amazonas nas últimas quatro décadas; a ativista Ivanildes Kerexu Pereira da Silva, uma das lideranças da Aldeia Guarani Mbya Itaxi; e a quilombola Laura Maria dos Santos.


O programa oficial ocorrerá no Auditório da Matriz, a partir das 12h, com a mesa Arqueologia de um Autor, da qual participam os escritores Beatriz Resende, Edimilson de Almeida Pereira e Felipe Botelho Corrêa. Depois, haverá às 15h a mesa Pontos de Fuga, com Carol Rodrigues; a escritora de Luanda, África, Djaimilia Pereira de Almeida, além de Natalia Borges Polesso. A mesa será precedida pela série de intervenções poéticas e performáticas intitulada Fruto Estranho, a cargo da poeta paranaense Josely Vianna Baptista (em vídeo).

Às 17h15, a mesa Fuks&Fux reunirá os autores Jacques Fux e Julián Fuks, do Brasil. Às 19h15, após a série Fruto Estranho, com apresentação da atriz Grace Passô, haverá a mesa Odi et Amo, com o tradutor e escritor português Frederico Lourenço e o poeta brasileiro Guilherme Gontijo Flores. Encerrando a programação do dia 27, será realizada às 21h30 a mesa Em Nome da Mãe, da qual participarão as escritoras Noemi Jaffe, do Brasil, e Scholastique Mukasong, natural de Ruanda, África.

Na sexta-feira (28), o ator e escritor Lázaro Ramos e a autora portuguesa Joana Gorjão Henriques debaterão a questão racial às 10h, no Auditório da Praça, dentro do Território Flip/Flipinha. No Auditório da Matriz, acontece a programação oficial, a partir das 12h, com a mesa Moderno Antes dos Modernistas.

Lázaro Ramos

Participarão Antonio Arnoni Prado, pioneiro no estudo de Lima Barreto, e a escritora e jornalista Luciana Hidalgo. Às 15h, será a vez da mesa literária Subúrbio, com Beatriz Resende e Luiz Antonio Simas, após a apresentação da poeta Prisca Agustoni, suíça de nascimento, mas moradora no Brasil. A Festa Literária Internacional de Paraty será encerrada no domingo, dia 30.

Flipinha/Flipzona
Haverá eventos também voltados para o público infantil, como encontros com os autores, na Praça da Matriz na Central, na chamada Flipinha.  As árvores da praça, como ocorreu em anos anteriores, serão transformadas em pés de livros. Nelas, ocorrerão atividades de leitura, conduzidas por adolescentes de Paraty que passaram pelo programa de Formação de Mediadores de Leitura. O local será ainda ponto de partida de vários cortejos literários.

Na Flipzona, que é um espaço para diálogos, serão exibidos filmes e documentários seguidos de debates, mesas literárias e rodas de conversa.

O programa Flipinha/Flipzona prevê no dia 26 duas sessões de cinema na Casa da Cultura, com os filmes Kiriku, os Homens e as Mulheres, a animação francesa, Jonas e o Circo sem Lona, documentário do Brasil, além de roda de conversa sobre Leitura: um Direito Humano.

No dia seguinte (27), estão programadas sessões de cinema a partir das 10h, na Casa de Cultura, com os documentários brasileiros Waapa, Meninos e Reis, Disque Quilombola, Curtas do Território do Brincar. Às 11h30, haverá o primeiro Cortejo Literário, com Julián Fuks, na Central Flipinha. Às 13h, tem roda de conversa Pacto pela Leitura, na Casa da Cultura, e novo Corte Literário na Central Flipinha, às 14h30, com Ovídio Poli Jr. Às 15h30, sessão do filme A família Dionti, na Casa da Cultura, seguida de debate.

Na sexta-feira (28), o programa será aberto às 10h, na Casa da Cultura, com filme Minidocs Paraty. No mesmo local, os escritores Evanilton Gonçalves, Geovani Martins e Paloma Amorim debatem Prosa: a literatura que o Brasil faz e você desconhece, às 11h15. Segue-se Cortejo Literário, às 11h30, com Flávio de Araújo, partindo da Central Flipinha. No mesmo local, haverá uma meditação guiada, às 13h30, seguida de novo Cortejo Literário com a autora Djaimilia Pereira de Almeida, às 14h30.

Outra mesa literária ocorre na Casa da Cultura sobre literatura em todas as plataformas. Da série Páginas Anônimas, o debate vai abranger a seguir Música: a literatura que o Brasil faz e você desconhece, às 17h. Mais tarde, às 19h, haverá pocket show com Ana Frango Elétrico, Blackyva e Matheus Torreão.

No sábado (29), a programação da Flipinha terá início às 10h, na Casa da Cultura, para debater Poesia: a literatura que o Brasil faz e você desconhece, com mediação da jornalista Bianca Ramoneda. Na Central Flipinha, às 11h30, está programado Cortejo Literário, com Noemi Jaffe. A Regata INP Flipinha sairá às 12h, da Praia do Pontal. No mesmo horário, será realizada mesa literária com o tema Assista a esse livro. Entre os participantes, a escritora e atriz Fernanda Torres.

Fernanda Torres
A programação continua às 13h30, na Central Flipinha, com meditação guiada e Cortejo Literário às 14h30, com Paloma Amado. Às15h, haverá sessão de cinema na Casa da Cultura, com Minidocs Paraty. A premiação da Regata INP Paraty está prevista para as 16h, na Praia do Pontal. Outro evento é a mesa literária Corpo: Artigo Indefinido, na Casa da Cultura, às 16h15.

No domingo (30), o programa da Flipinha destaca dois cortejos literários na Central Flipinha. O primeiro com Jacques Fux, às 11h30, e o segundo com Prisca Agustoni, às 13h30.


Fonte: Agência Brasil – Texto da repórter Alana Granda

“Milagres”, de Rodrigo Alvarez, apresenta histórias inéditas e exclusivas dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida


Publicada pela Globo Livros, a obra é resultado de intensa pesquisa de acontecimentos extraordinários atribuídos à santa

Em comemoração aos 300 anos da aparição da imagem de Nossa Senhora Aparecida nas águas do Rio Paraíba do Sul, na região do Vale do Paraíba, a Globo Livros lança Milagres, o livro mais completo sobre as histórias sobrenaturais relacionadas à Padroeira do Brasil. Autor dos best-sellers AparecidaMaria e Humano Demais, Rodrigo Alvarez teve a oportunidade de vasculhar o arquivo inédito da Sala das Promessas no Santuário de Aparecida para revelar aos leitores episódios verídicos e surpreendentes com precisão jornalística e fidelidade aos fatos.

Com sua equipe de pesquisa e apoio de padres e funcionários do Santuário, o escritor analisou mais de 4 mil relatos, revirou documentos e realizou entrevistas minuciosas com dezenas de brasileiros para contar as 32 histórias apresentadas na obra, que resumem o poder da santa, o maior símbolo da fé católica brasileira. Milagres é um livro reportagem com conteúdo exclusivo, que apresenta um mergulho na alma brasileira e narra, de maneira detalhada e instigante, os 300 anos de histórias sobre Nossa Senhora Aparecida.

Além de relatos atuais, como as sagas de Lourenço, que escapou da morte algumas vezes, e Lourival, um homem paraplégico que voltou a andar no caminho para Aparecida, o autor apresenta milagres históricos, alguns totalmente inéditos e outros em versões completas, como o “milagre dos monstros”, do qual, segundo a lenda, se originou a imagem de Aparecida, e o “milagre do escravo”, uma fábula de redenção transmitida de maneiras distintas ao longo dos anos. As fotos apresentadas no livro também são inéditas e reveladoras e estavam guardadas por muitos anos dentro de caixas no Santuário.


Sobre o autor

Rodrigo Alvarez é autor de seis livros, entre eles, os best-sellers Humano DemaisMaria e Aparecida. Nasceu no Rio de Janeiro e passou os últimos doze anos como correspondente da TV Globo, entre Nova York, São Francisco, Jerusalém e Berlim, na Alemanha, para onde se mudou em 2016.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

O pai é um grande espelho na formação de leitores dentro de casa


De acordo com pesquisas do Instituto Pró-Livro (IPL), o pai é um dos principais influenciadores da leitura entre os brasileiros

“Ainda acabo fazendo livros, onde nossas crianças possam morar”; “Para crianças, um livro é todo um mundo”. Estas são algumas das célebres frases de Monteiro Lobato que refletem a intensidade da paixão do autor pela leitura e a importância de se despertar tal paixão desde cedo.  Às portas para as comemorações do Dia dos Pais uma boa pergunta a fazer é: Qual o papel dos pais no hábito de leitura dos filhos? Eles não precisam ser um autor de renome para ascender tal paixão na vida das pessoas, especialmente na dos filhos. Mas, seu papel é preponderante. 

A quarta edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, encomendada pelo Instituto Pró-Livro ao Ibope Inteligência e considerada o maior e mais completo estudo sobre o comportamento do leitor* brasileiro, aponta que 33% dos leitores respondentes sofreram a influência de alguém para começar a gostar de ler. Destes 33%, 4% dos entrevistados alegaram que o pai ou o responsável do sexo masculino foram seus influenciadores.

  Retratos da Leitura no Brasil – IPL – Base: Amostra (5.012) – Pessoas que influenciaram no gosto pela leitura.

 Se o hábito de leitura dos pais tem forte influência na construção do hábito de leitura dos filhos, a figura da mãe neste processo de ler por prazer é também muito importante. Somada à figura de outros parentes ou responsáveis, pode-se perceber a influência da família na formação de leitores. A pesquisa aponta ainda que, em relação ao hábito de leitura do pai, 17% dos entrevistados totais leem com frequência, 24% leem às vezes e 53% nunca leem.

Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil – IPL – Base: Amostra (5.012) – Percepção sobre o hábito de leitura dos pais, por perfil.

Os resultados de 2015 também demonstram, como em 2011, a relação entre a maior escolaridade dos pais de leitores quando comparada à escolaridade dos pais de não leitores. Nesta última pesquisa, apenas 12% das mães e 11% dos pais dos leitores são analfabetos. Já em relação aos não leitores, 28% das mães e 25% dos pais são analfabetos.

Entre os entrevistados, 78% deles alegam ter livros em casa. Ao longo das edições da pesquisa, é possível verificar um aumento na média de livros presentes nos domicílios. Em 2007, a média de livros em casa era de 25%, aumentando para 34%, em 2011, e 40%, em 2015. Por outro lado, também houve a intensificação da proporção de lares onde não há nenhum livro. Em 2007, 6% dos lares não possuíam livros. Em 2011, este número aumentou para 11% e, em 2015, para 22%.

 Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil – IPL – Base: Amostra 2007 (5.012)/2011 (5.012)/2015 (5.012) – Presença de livros em casa.

De acordo com o estudo, ter um influenciador de leitura dentro de casa faz bastante diferença para criar novos leitores, crianças que crescerão com o hábito de ler. Os índices que se referem aos pais ainda são baixos, há muito a se melhorar. As políticas de fomento à leitura que o IPL promove têm como intuito proporcionar momentos literários e de estreitamento das relações entre os pais e filhos.  Então, que tal aproveitar o Dia dos Pais e presentear com um livro? 

Sobre o Instituto Pró-Livro: O Instituto Pró-Livro (IPL), foi criado no final de 2006 pelas entidades do livro – Abrelivros, CBL e SNEL, com o objetivo principal de fomento à leitura e à difusão do livro. Iniciou suas atividades em 2007. Atualmente é mantido pelas entidades fundadoras e por contribuições voluntárias de editoras.


As entidades do livro, representando a cadeia produtiva, fundaram o Instituto Pró-Livro assumindo o compromisso de responsabilidade social junto a representantes do governo e sociedade civil, para a promoção de ações de fomento à leitura, orientado pela missão de transformar o Brasil em um país de leitores. O IPL realiza periodicamente a pesquisa Retratos da Leitura do Brasil, maior e mais completo estudo sobre o comportamento do leitor brasileiro, para avaliar impactos, orientar políticas públicas do livro e da leitura, promover a reflexão e estudos sobre os hábitos de leitura do brasileiro e, desta forma, melhorar os indicadores de leitura e o acesso ao livro. www.prolivro.org.br .

quinta-feira, 20 de julho de 2017

"Algo Infiel", de Rodrigo Tadeu Gonçalves e Guilherme Gontijo Flores, terá lançamento na Flip 2017


Depois de Paraty, obra será lançada em Curitiba, São Paulo e Florianópolis

O maior festival literário do país terá um lançamento paranaense na edição deste ano. Os professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Guilherme Gontijo Flores e Rodrigo Tadeu Gonçalves apresentam durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip 2017) o livro Algo Infiel: corpo performance tradução, escrito a quatro mãos.

A obra traz uma complexa rede de ensaios com vozes e temas diferentes que se entrelaçam numa constelação maior, intercalada com as fotos do curitibano Rafael Dabul.
  
"Trabalhamos há um bom tempo na UFPR, demos uma disciplina juntos chamada Literatura e Música e, ao longo do semestre, percebemos que precisávamos registrar nossos insights de um jeito menos acadêmico, mais palatável e agradável, pois o curso estava sendo muito divertido e os alunos estavam respondendo bem", diz Rodrigo. "Então sentamos juntos algumas vezes e escrevemos. Outros textos foram escritos individualmente, e depois relidos pelo outro e alterados, revisados, aumentados. Alguns são totalmente individuais. E outros sequer são nossos, e só indicamos a autoria nas notas ao final do livro. Preferimos não indicar o que é de cada um e deixar uma espécie de pandemônio de vozes no livro".

Esta é a primeira parceria de Rodrigo com Guilherme -- vencedor do Prêmio Jabuti 2014 na categoria Tradução, com A Anatomia da Melancolia, de Robert Burton, e finalista no mesmo ano do Prêmio Portugal de Literatura na categoria poesia, com Brasa Enganosa.

A edição estava praticamente pronta quando os autores sentiram que faltava algo. Foi quando houve o contato com Rafael Dabul. "Debatemos a proposta, pensamos num conceito, em várias referências visuais, convidamos os modelos e o resto foi com ele. No final, as imagens ficaram belamente integradas ao conteúdo", conta Rodrigo.

As imagens - Como o livro aborda vários temas dentro da tradução e performance, Dabul propôs um ensaio fotográfico que mostrasse o corpo como um lugar de embate, como os autores colocam em alguns dos ensaios. "O corpo é um elemento em comum aos vários ensaios do livro. Queríamos fugir da relação imagem/texto ser de uma como ilustração da outra", conta Dabul.

Os modelos escolhidos para os ensaios foram o ator Ranieri Gonzalez — que é citado em um dos ensaios do livro — e a atriz Leonarda Glück, do grupo Selvática, de Curitiba.

Sinopse - O que acontece quando se passa a considerar o texto como firmemente ancorado em seu momento, não de escrita, mas de realização? E quando consideramos a gravação de uma canção de Nina Simone como objeto de leitura, de análise e, por que não, de tradução? Como falar da palavra enunciada como magia, como efetivo criador de realidade?

Em Algo infiel, é ancorando a letra na voz, o som no corpo, o poema na sua realização como ato pleno, que Guilherme Gontijo Flores e Rodrigo Tadeu Gonçalves produzem uma sucessão de ensaios que individualmente já configuram uma contribuição originalíssima, cuja interconexão — entre si e também com as fotos de Rafael Dabul — cria sentidos ainda mais profundos. O resultado é uma espécie de constelação ensaística que tenta repensar o lugar da tradução, do tradutor e do texto traduzido num mundo agora de feitos e feitiços, de sentidos e sentidos, de criadores, criações e criaturas.

Sobre os autores
Guilherme Gontijo Flores (Brasília, 1984) é poeta, tradutor e professor na UFPR. Publicou os livros de pomas brasa enganosa (2013), Tróiades (2014-5), e l'azur Blasé (2016). Como tradutor, publicou, dentre outros, A anatomia da melancolia de Robert Burton (2011-13, 4 vols.), Elegias de Sexto Propércio (2014) e Safo: fragmentos completos (2017). É coeditor da antologia Por que calar nossos amores? Poesia homoerótica romana (2017), além de cofundador e coeditor da revista e blog escamandro. É membro fundador do grupo de performance tradutória Pecora Loca.


Rodrigo Tadeu Gonçalves (Jaú, 1981) é professor na UFPR, com estágio pós-doutoral no Centre Léon Robin em Paris. Atualmente é vice-diretor da Editora UFPR e Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq. Publicou em 2015 o livro Performative Plautus: Sophistics, Metatherater and Translation e organizou a obra A Comédia e seus duplos: o Anfitrião de Plauto, publicada em 2017. Como tradutor, publicou um Pequeno Príncipe (2015) e participou da tradução coletiva do Paraíso Reconquistado de John Milton (2014). Trabalha atualmente em uma tradução integral hexamétrica do De Rerum Natura de Lucrécio. É membro fundador do grupo de performance tradutória Pecora Loca.

Rafael Dabul (Curitiba, 1977) é fotógrafo graduado em Comunicação Social — Publicidade e Propaganda pela PUCPR, pós-graduado em Comunicação e Cultura: Interfaces pela Universidade Positivo e mestre em artes pela Academy of Art University de São Francisco, Estados Unidos. Atua na área de fotografia comercial e editorial e participa de projetos culturais com artistas plásticos de Curitiba. Integra o time da zelig.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Rodrigo Alvarez lança “Milagres”, livro sobre as graças de Nossa Senhora Aparecida


Na próxima terça-feira (25), o correspondente da TV Globo em Berlim, Rodrigo Alvarez, estará no Rio de Janeiro para o lançamento do livro Milagres. A sessão de autógrafos vai acontecer a partir das 19h na Livraria da Travessa do Shopping Leblon.


Em comemoração aos 300 anos da aparição da imagem de Nossa Senhora Aparecida nas águas do Rio Paraíba do Sul, o livro traz conteúdo exclusivo sobre as graças alcançadas por intervenção da padroeira do Brasil. Autor dos best-sellers Aparecida, Maria e Humano Demais, Rodrigo Alvarez foi o único jornalista que teve acesso ao arquivo da Sala das Promessas no Santuário de Aparecida para revelar aos leitores histórias verídicas e surpreendentes.


Primeiro beijo de Mônica e Cebola nos quadrinhos


Cena icônica está no segundo volume da coleção “Turma da Mônica Jovem – Primeira Série”

As fortes emoções do início do romance mais surpreendente dos quadrinhos brasileiros estão de volta na edição deste mês da coleção Turma da Mônica Jovem – Primeira Série. O encadernado reúne o conteúdo originalmente publicado nas edições 3, 4 e 5 da revista em quadrinhos que vem revolucionando o segmento na última década. Este segundo volume traz a história em que aconteceu o primeiro beijo romântico entre a Mônica e o Cebola, na conclusão de uma incrível aventura cheia de fantasia e ficção científica.

Na época, as edições esgotaram rapidamente e bateram recordes de vendas, uma verdadeira febre. Agora, quem ainda não leu tem uma nova chance de começar, e a atual geração de fãs pode completar sua coleção além de conhecer os detalhes que sustentam todo o desenrolar da série ao longo de mais de 100 edições. A publicação de 380 páginas já está nas bancas, livrarias, comic shops e também na loja.panini.com.br com preço sugerido de R$17,90.

Além do icônico beijo, Turma da Mônica Jovem – Primeira Série vol. 2 traz as histórias que concluem a saga As quatro dimensões mágicas e também as que mostram os primeiros vislumbres da vida cotidiana dos adolescentes no bairro do Limoeiro. Na parte final da saga nos moldes das narrativas de super-heróis, com batalhas travadas em mundos mágicos e naves espaciais, Mônica, Cebola, Cascão e Magali lutam para impedir que a rainha Yuka volte a este plano de existência. Depois dessa emocionante aventura, a galera vive o dia a dia no bairro onde cresceram e o leitor se familiariza com a nova dinâmica dos consagrados personagens em sua fase adolescente.

Sobre a coleção Turma da Mônica Jovem – Primeira Série
A primeira série de histórias em quadrinhos publicadas na revista Turma da Mônica Jovem pela PANINI entre 2008 e 2016 foi compilada nesta coleção de 44 encadernados com periodicidade mensal que reúne todo o conteúdo publicado originalmente nas edições 1 a 100. Para acomodar a sequência da série e, ao mesmo tempo, manter, em um único exemplar, histórias que na época foram lançadas em duas ou três partes, o conteúdo de cada volume irá unir duas ou três edições originais da revista. Com exceção dos volumes 1 e 2 da coleção, que trazem extras excepcionais, a publicação poderá trazer 252 ou 372 páginas no total, com preços de R$ 13,90 e R$ 17,90.


A coleção Turma da Mônica Jovem – Primeira Série pode ser encontrada em bancas, livrarias, comic shops e loja.panini.com.br, e o leitor também conta com a comodidade de receber os exemplares em casa por meio de assinatura, disponível no portal http://www.assinepanini.com.br

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Flipinha e FlipZona anunciam programação para os dias da Flip


Que cidade queremos construir? Como criar narrativas comuns em territórios brutalmente segregados? Como as ações da Flip podem colaborar para chegarmos a uma resposta? Essas perguntas pautam as ações da Flip no território de Paraty e estarão presentes no programa educativo durante os dias da Festa Literária, entre 26 e 30 de julho, em Paraty.

Flipinha
Nesta 15ª edição, a Praça da Matriz recebe a Central Flipinha, espaço de encontro de diferentes gerações com os autores da Flip, além de ponto de partida dos Cortejos Literários, novidade desta edição. As árvores, como nos anos anteriores, serão habitadas por Pés de livro, com atividades de mediação de leitura conduzidas por jovens paratienses que passaram pelo nosso programa de Formação de Mediadores de Leitura.

No Auditório da Praça, as mesas do Território Flip | Flipinha discutem a vivência local a partir das sabedorias ancestrais, as identidades e relações de cor nos países lusófonos e o olhar para o mundo por meio da literatura.

FlipZona
A Casa da Cultura é o espaço para diálogos e conexões entre outras formas de educar e criar no mundo contemporâneo. Exibição de filmes e minidocumentários seguidos de debates, mesas literárias sobre novas formas de linguagem e rodas de conversa destacando a leitura como um direito humano.

Programa Flipinha e FlipZona

26, quarta-feira 

10h | sessão de cinema | Casa da Cultura
Kiriku, os Homens e as Mulheres
Anim.,França, 2012, 82 min.
Exibição de filme seguida de debate

13h | roda de conversa | Casa da Cultura
Leitura: um direito humano
mediação:Bernadete Passos

15h30 | sessão de cinema | Casa da Cultura
Jonas e o Circo sem lona
Doc.,Brasil, 2016, 82 min.
Exibição de filme seguida de debate



27, quinta-feira 

10h | Território Flip / Flipinha | Auditório da Praça
Mesa Zé Kleber - Aldeia
Álvaro Tukano
Ivanildes Kerexu Pereira da Silva
Laura Mariados Santos

10h | sessão de cinema | Casa da Cultura
Waapa
Doc.,Brasil, 2017, 22 min.
Meninos e Reis
Doc.,Brasil, 2015, 16 min.
Disque Quilombola
Doc.,Brasil, 2012, 13 min.
Curtas do Território do Brincar
Doc.,Brasil, 2012, 12 min. Exibição de filmes seguida de debate

11h30 | Central Flipinha 
Cortejo literário
Julián Fuks

13h | roda de conversa | Casa da Cultura
Pacto pela leitura 
mediação: Pilar Lacerda

14h30 | Central Flipinha
Cortejo literário
Ovídio Poli Jr.

15h30 | sessão de cinema | Casa da Cultura
A família Dionti
Fic., Brasile Ingl., 2015, 96 min. 
Exibição de filme seguida de debate

28, sexta-feira

10h | Território Flip / Flipinha | Auditório da Praça
A pele que habito
Joana Gorjão Henriques
Lázaro Ramos

10h | sessão de cinema | Casa da Cultura
Minidocs Paraty
mediação:Rodrigo Fonseca
comentários:Lucas Paraizo

11h15 | páginas anônimas | Casa da Cultura
Prosa: a literatura que o Brasil faz e você desconhece
Evanilton Gonçalves
Geovani Martins
Paloma Amorim
mediação:Antonio Prata

11h30 | Central Flipinha
Cortejo literário
Flávio de Araújo

13h30 | Central Flipinha
Meditação guiada
Arte de viver

14h30 | Central Flipinha
Cortejo literário
Djaimilia Pereira de Almeida

15h | mesa literária | Casa da Cultura
Literatura em todas as plataformas
Anderson França
Cássio Aguiar
Cris Salles
mediação:Cauê Fabiano

17h | páginas anônimas | Casa da Cultura
Música: a literatura que o Brasil faz e você desconhece
Ana Frango Elétrico
Blackyva
Matheus Torreão
mediação: Rodrigo Fonseca

19h | Casa da Cultura 
Pocket show
Ana Frango Elétrico
Blackyva
Matheus Torreão

  
29, sábado

10h | Território Flip / Flipinha | Auditório da Praça
Ler o mundo
Edimilson de Almeida Pereira
Prisca Agustoni

10h | páginas anônimas | Casa da Cultura
Poesia: a literatura que o Brasil faz e você desconhece
Caio Carmacho
João Pedro Fagerlande
Maria Isabel Lorio
mediação:Bianca Ramoneda

11h30 | Central Flipinha
Cortejo literário
Noemi Jaffe

12h | Praia do Pontal 
Regata INP Flipinha

12h | mesa literária | Casa da Cultura
Assista a esse livro
Fernanda Torres
Jorge Furtado
Maria Camargo
mediação:Edney Silvestre

13h30 | Central Flipinha
Meditação guiada
Arte de viver

14h30 | Central Flipinha 
Cortejo literário
Paloma Amado

15h | sessão de cinema | Casa da Cultura
Minidocs Paraty

16h | Praia do Pontal 
Premiação da Regata INP Flipinha

16h15 | mesa literária | Casa da Cultura
Corpo: artigo indefinido
Beatriz Resende
Gabriela Moura
Jaqueline Gomes de Jesus 
mediação: Bianca Ramoneda

30, domingo

10h | Território Flip / Flipinha | Auditório da Praça
Todas as idades
Ana Miranda
Maria Valéria Rezende

11h30 | Central Flipinha
Cortejo literário
Jacques Fux

13h30 | Central Flipinha
Cortejo literário
Prisca Agustoni

Flip 2017
A 15ª edição da Flip, com curadoria de Joselia Aguiar, vai homenagear Lima Barreto.

Patronos 2017
O Programa de Patronos é um plano de mecenato voltado a pessoas físicas que apoiam a realização da Festa Literária Internacional de Paraty.

Além de contribuir para a viabilização dos 5 dias de evento, o patrono fomenta as ações educativas de permanência promovidas pela Flip no território.

Os benefícios incluem ingressos para a Programação Principal da Flip, convites para o coquetel de boas-vindas com a participação dos autores, e encontros com a curadora e com o diretor-executivo da Casa Azul, entre outras atividades.

Mais informações pelo e-mail patronos@casaazul.org.br.

Quem faz a Flip
A Casa Azul é uma organização da sociedade civil de interesse público e sem fins lucrativos que desenvolve projetos nas áreas de arquitetura, urbanismo, educação e cultura. Há mais de vinte anos, desenvolve ações capazes de potencializar transformações no território, a exemplo da Flip. Em Paraty, onde a associação se originou, esse processo levou à realização de ações de permanência, como a Biblioteca Casa Azul e o Museu do Território de Paraty, que seguem em funcionamento durante todo o ano.

Patrocínio

A programação da Flip é realizada por meio da lei de incentivo à cultura do Ministério da Cultura do Governo Federal e conta com o Patrocínio Oficial do Itaú e do BNDES e Apoio da EDP e de outras empresas e organizações em vias de captação.