Iniciativa conta com patrocínio do Programa de
fomento à cultura - Viva a Cultura!, da Prefeitura do Rio de Janeiro, através
da Secretaria Municipal de Cultura
Há quem diga que a evolução
tecnológica, os tablets e smartphones afastam os jovens da literatura e até
mesmo do exercício da escrita de textos literários. Diante de um dispositivo
móvel, o primeiro impulso é navegar por uma rede social ou algum site de vídeo/entretenimento
– atividades que nem de longe despertam na turma em idade escolar algum
estímulo de exploração para além daquele “quadrado virtual”.
Quando constatou esse abismo, Benita
Prieto, que é contadora de histórias, especialista em Literatura Infantil,
Juvenil e em Leitura, buscou ferramentas, estudou plataformas, aplicativos e
hoje está à frente do projeto “Leitura digital, Leitura sem fronteiras”,
iniciativa que conta com patrocínio do Programa de fomento à cultura - Viva a
Cultura! da Prefeitura do Rio de Janeiro / Secretaria Municipal de Cultura e
percorrerá as bibliotecas comunitárias do Lajão do Tabajaras,
Atelier das Palavras do Meninas e Mulheres do Morro da Mangueira, Biblioteca
Wagner Vinício de Rio das Pedras e as Bibliotecas Parque da Rocinha,
Manguinhos e Estadual, no período de 31 de março a 28 de abril,
incentivando o prazer da leitura em meios digitais.
![]() |
Benita Prieto e as crianças do projeto: prazer pela leitura |
“A oficina estimula as múltiplas
possibilidades de leitura e escrita de textos literários em dispositivos
digitais com o uso de e-readers e tablets. Partindo da experiência de cada um
com o mundo digital e com a leitura, vamos entender os novos suportes que a
evolução tecnológica nos apresenta e assim desconstruir mitos e medos” explica
Benita, idealizadora e coordenadora da ação.
O projeto “Leitura digital,
Leitura sem fronteiras” é voltado para crianças e jovens atendidos
pelas bibliotecas comunitárias, além de mediadores de leitura que trabalhem em
projetos sociais. Durante o projeto, os participantes terão a
oportunidade de vivenciar e aprender sobre literatura digital através de
atividades como: dinâmicas, diferenças entre os diversos equipamentos digitais
atuais, games literários e atividades de leitura e escrita usando os
equipamentos digitais, entre outras.
Sobre Benita Prieto
Uma artista da palavra que estudou
Engenharia Eletrônica, Teatro e fez especializações em Literatura Infantil e
Juvenil e em Leitura: Teoria e Práticas. Trabalha como Contadora de Histórias
do Grupo Morandubetá, desde 1991, com mais de 2000 apresentações por todo o
Brasil e vários países. Formou mais de 20 grupos de contadores de histórias e
agentes de leitura. Como Produtora Cultural criou feiras de livros, visitas
guiadas a espaços culturais, espetáculos de narração de histórias, eventos de
literatura, podendo destacar o Simpósio Internacional de Contadores de
Histórias promovido pelo SESC Rio, desde 2002. Também é escritora. Dedica-se a
promoção de leitura no meio digital desde 2011. Criadora do projeto Codex Clube
(www.codexclube.com). Ganhou fomento
da Prefeitura para as oficinas Leitura e Hiperleitura no mundo digital em 2015
e Leitura Digital, Leitura sem Fronteiras em 2016.