O Brasil
comemora hoje, 7 de janeiro, o Dia do Leitor. Essa comemoração surgiu a partir
do aniversário do jornal cearense ‘O Povo’, que foi fundado em 7 de janeiro de
1928 pelo poeta e jornalista brasileiro Demócrito Rocha. Dentista,
funcionário dos Correios e telégrafos, intelectual, deputado federal e
jornalista combativo, fundou, em 1929, o órgão literário ‘Maracajá’, tido
na terra de Alencar como a “revista literária que o paladino e trincheira do
movimento modernista no Ceará”.

Quando
Demócrito Rocha fundou o jornal diário ‘O Povo’, que se transformaria numa
espécie de cartão de visita do Ceará, o ‘Maracajá’ passou a circular como um
dos seus suplementos. Por um lado, ‘O Povo’ combatia os “desregramentos
políticos da época”, e por outro, o ‘Maracajá’ abrigava a produção dos poetas e
intelectuais da terra, onde o próprio Demócrito publicou a maioria de seus
poemas, curiosamente sempre assinados com o pseudônimo de Antônio Garrido.
Demócrito Rocha pertenceu à Academia Cearense de Letras e morreu em
Fortaleza no dia 29 de novembro de 1943.
Devemos
comemorar a data como forma de estímulo e incentivo à leitura, já que nosso
país ainda registra cerca de 14 milhões de analfabetos. O povo brasileiro não
chega a ler dois livros em média ao ano, enquanto o norteamericano lê 10 no
mesmo período. No Brasil, há uma biblioteca para cada 33 mil habitantes,
enquanto no país vizinho Argentina existe uma biblioteca para cada 17 mil
habitantes.
Vamos
torcer para que o Dia do Leitor possa multiplicar cada vez mais o número de
leitores no Brasil e, dessa forma, reduzir o analfabetismo.