Participação
brasileira proporciona encontros e iniciativas concretas para ampliar
intercâmbio cultural entre Brasil e Colômbia
A homenagem que o
Brasil recebeu na 25ª Feira Internacional do Livro de Bogotá (Filbo), realizada
entre 18 de abril e 1º de maio, marcou uma nova etapa de aprofundamento nas
relações culturais do país com a Colômbia. O presidente da Câmara Colombiana do
Livro, Enrique Gozález Villa, disse que a participação brasileira na Feira foi
a mais bem-sucedida de um país convidado no evento, desde que se criou o
sistema de homenagens a países, há 20 anos.

“O pavilhão
brasileiro foi o que mais visitantes recebeu, em comparação com os pavilhões de
outros países homenageados em anos anteriores”, afirmou Villa. Dos cerca de 500
mil visitantes da Feira, 300 mil foram ao pavilhão brasileiro. “Em geral, o
pavilhão do país convidado recebe menos da metade do total de visitantes da
Feira, mas o Brasil superou a marca dos 50%. Esta também foi a edição da Filbo
que mais visitantes recebeu e devemos isso em grande parte ao Brasil, cuja
participação teve muita repercussão na mídia e conseguiu atrair muito público”.
A curiosidade dos
colombianos em relação aos autores e aos artistas brasileiros presentes à
capital colombiana não apenas ampliou o conhecimento a respeito do país, como
proporcionou encontros entre editores, autores, agentes de literatura e
dirigentes de políticas de leitura, que se traduzem em iniciativas concretas,
no mercado e na esfera pública. Foram realizados 70 debates com 55 autores
brasileiros durante o evento, boa parte junto com autores colombianos e de
outros países da América Latina, tornando a Filbo um espaço vital para a
ampliação dos intercâmbios na região.
Além disso, em
diferentes espaços de Bogotá, o Brasil promoveu espetáculos musicais e de
dança, que contaram com audiência de 4.200 pessoas, e dois festivais de cinema
brasileiro, com público de mais de mil pessoas.
As ministras da
Cultura de ambos os países, Mariana Garcês Córdoba, da Colômbia, e Ana de
Hollanda, do Brasil, se reuniram durante a Filbo para discutir uma série de
medidas de cooperação cultural. Aproveitando a presença em Bogotá de dirigentes
de políticas de leitura, foram determinadas novas ações nessa área, como o
estímulo ao intercâmbio de autores e tradutores e a realização de festivais
literários de fronteira, em bibliotecas públicas dessas áreas. A Filbo terminou
nesta terça-feira, dia 1º, com a apresentação da carnavalesca Orquestra Voadora
e a palestra final de Fernando Morais, convidado pelos colombianos para
encerrar a programação literária. Na abertura, a responsável por abrir a
programação literária foi a escritora Nélida Piñon.
A seguir, dados da
festa brasileira na Filbo :
DEBATES: Dos 70
debates com autores brasileiros, 47 foram destinados ao público adulto. A
programação literária da Filbo foi aberta por Nélida Piñon e encerrada, na
terça-feira, 1º de maio, por Fernando Morais. Ao todo, incluindo os autores com
livros para criança, a comitiva brasileira contou com 55 autores.
PÚBLICO NO
PAVILHÃO: O público no pavilhão de três mil metros quadrados,
projetado por Daniela Thomas, Felipe Tassara e Álvaro Razuk, foi de cerca de
300.000 pessoas. As exposições sobre Clarice Lispector e Cora Coralina foram os
destaques da pavilhão. Milhares de visitantes aproveitaram o Espacio Brasil, da
EMBRATUR, que oferecia um jogo interativo sobre a Copa do Mundo e as
Olimpíadas, com o apoio do Instituto Brasil Colômbia (IBRACO) e do Comitê
Descubra Brasil. No espaço gastronômico, foram vendidos mais de dois mil pratos
típicos e e três mil caipirinhas.
LIVRARIA DO
PAVILHÃO: Administrada pelo Fondo de Cultura Económico, a
livraria vendeu 6.500 livros no evento. Os autores mais vendidos foram Clarice
Lispector, Guimarães Rosa e Jorge Amado.
CRIANÇAS: No
espaço infanto-juvenil, coordenado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e
Juvenil, houve 23 encontros de autores e ilustradores com crianças e adultos.
Cada apresentação teve público médio de até 100 pessoas. Ao todo, o espaço
infantil recebeu por dia uma média de 300 pessoas.
VIOLEIROS: As
apresentações diárias de violeiros contaram com um time de seis artistas
brasileiros, que se revezaram para tocar em diferentes dias no auditório do
pavilhão, sempre lotado (150 lugares). Fora do pavilhão, no espaço aberto da
Feira, houve cinco apresentações do grupo de capoeira Senzala.
GRAFITEIROS: Em
volta do pavilhão, o público vibrou com as performances de quatro grafiteiros –
dois brasileiros e dois colombianos – que pintaram um painel de seis metros de
altura, com temas comuns a Brasil e Colômbia, como a herança cultural africana
e a biodiversidade.
ATIVIDADES
PARALELAS: Houve duas mostras de cinema no Cine Colômbia, com
público de mais de mil pessoas. Além disso, durante a Filbo, aconteceram
apresentações de música e dança no Teatro CAFAM de Bellas Artes com público de
mais de 4.200 pessoas – o encerramento, no domingo, contou com quase 700
pessoas. Marcelo Jeneci, Pedro Luiz, Tulipa Ruiz, Fernanda Takai, Mariana
Aydar, Ana Cañas foram alguns dos cantores brasileiros que participaram da
extensa programação paralela.
Fotos: Divulgação/Juan Carlos Rocha/Infosurhoy.com