
Mindlin, para quem “os livros podem ajudar a salvar o país das garras da violência”, era o maior colecionador de livros do Brasil e possuia uma das maiores bibliotecas particulares do país com mais de 38 mil títulos reunidos desde que Mindlin tinha 13 anos. Parte de sua coleção foi doada pelo intelectual ainda em vida para a Universidade de São Paulo (USP). Mindlin era membro da Academia Brasileira de Letras desde 2006, onde ocupava a cadeira de número 26.
Personalidade atuante em diversos meios como o cultural, da educação, na economia, da política, da ciência e empresarial, José Mindlin publicou "Uma vida entre livros - reencontros com o tempo e memórias esparsas de uma biblioteca", lançou um CD de poesia e, em 2006, foi eleito a personalidade do ano no Prêmio Faz Diferença, concedido pelo jornal O Globo.
Para encerrar esta nota de uma forma mais otimista, reproduzo uma frase da jornalista Miriam Leitão, publicada hoje em seu blog, sobre a morte de Mindin:
“O consolo no momento em que o Brasil perde o gigante dos livros é saber que ele se encontrará com sua Guita e juntos falarão os poemas de Petrarca, ou lembrarão as histórias de 22, ou pensarão juntos em como tornar o Brasil, um dia, um país de leitores.”