domingo, 16 de novembro de 2014

Dia do Cordelista: obras da Editora FTD resgatam literatura de cordel



Livros apresentam o tema aos jovens e mostram a riqueza da cultura popular

Na próxima quarta-feira (19/11) será comemorado o Dia do Cordelista, data que homenageia o nascimento de Leandro Gomes de Barros, pioneiro no gênero no Brasil e um dos autores populares mais lidos até hoje.  Mesmo com o acesso à informação ampliado,  é possível que muitos jovens não conheçam a literatura de cordel. Por isso, a Editora FTD destaca quatro obras que podem ajudar a descobrir este universo de rimas, mitos e lendas.

Desafios de cordel, de César Obeid, que pesquisa o tema desde 1996, apresenta um panorama da literatura de cordel e do repente de viola, duas autênticas manifestações da cultura popular brasileira. São apresentados, com muito humor, os ciclos do reconto, jornalístico, biográfico e diversos desafios, inspirados nas famosas pelejas entre cantadores repentistas. Os poemas são enriquecidos por belas ilustrações feitas em técnica mista, incluindo a xilogravura, técnica de ilustração típica das capas dos folhetos tradicionais.
 
Já o livro História de combates, amores e aventuras do valoroso cavaleiro Palmeirim de Inglaterra, dos autores José Santos e Marco Haurélio, utiliza-se do gênero para contar  a história do cavaleiro andante Palmeirim de Inglaterra e seu irmão Floriano do Deserto, filhos da princesa Flérida e de Dom Duardos, herdeiro do trono inglês. A aventura começa quando Dom Duardos fica prisioneiro do gigante Dramusiando. Os dois irmãos vivem longe da mãe e só se reencontram depois de adultos. Seguindo caminhos diferentes, viajam à procura de Dom Duardos, sem saber que são irmãos.

Outra dica é a obra de Sylvia Orthof Cordel adolescente, ó xente!, que apresenta Doralice, uma garota de 13 anos que vive de contar histórias nas páginas de seus cordéis, que expõe nas feiras do Nordeste. Ela conta a desventura de Bertulina, uma garota que conheceu um cangaceiro que tinha olhos de lonjura e estrelas faiscantes nos dentes do seu sorriso, por quem se apaixonou perdidamente.

Os três livros fazem parte da Série Quero Mais e são indicados para estudantes a partir do 6º ano do Ensino Fundamental.

Cordel em Quadrinhos – A história do navegador João de Calais e de sua amada Constança, de Arievaldo Viana, traz um tradicional conto europeu adaptado para a literatura de cordel em quadrinhos. Em uma viagem em que pretendia afugentar piratas dos mares, o navegador João de Calais salva um homem da condenação por dívidas e resgata duas donzelas – Constança e Isabel – que estavam sendo leiloadas. Esses atos de nobreza acabam por selar seu destino.

O texto original, que é um dos mais populares no Brasil, tem mais de 500 anos de existência e é atribuído a Angélica Poisón, a Madame de Gómez (escritora francesa, casada com um espanhol). O folheto com essa história era declamado nas feiras e nos alpendres sertanejos pelos cegos rabequeiros, folheteiros e cantadores. Coesa e direta, sua narrativa é de fácil compreensão para leitores de todas as idades.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Morre o poeta Manoel de Barros, aos 97 anos


Morreu nesta quinta-feira (13/11), aos 97 anos, o poeta Manoel de Barros, aos 97 anos, que estava internado há duas semanas na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do hospital Proncor, em Campo Grande, Cuiabá, após ter se submetido a uma cirurgia no intestino. Segundo boletim assinado pela médica Carmelita Vilela, o falecimento ocorreu às 8h05, horário de Mato Grosso do Sul, após uma falência múltipla de órgãos.

Manoel de Barros
Considerado um dos maiores autores da língua portuguesa, Manoel Wenceslau Leite de Barros nasceu em Cuiabá, em 19 de dezembro de 1916, no Beco da Marinha, beira do Rio Cuiabá, na capital do Mato Grosso. Filho de João Venceslau Barros e Alice Pompeu Leite de Barros, foi levado pela família para uma fazenda recém-adquirida no Pantanal da Nhecolândia, em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, onde fincaria suas raízes. Saiu ainda jovem, passou por vários estados e países até retornar em definitivo para o Pantanal.

Manoel de Barros escreveu aproximadamente 35 livros publicados no Brasil, Portugal, Espanha e França. Em toda sua obra, chegou a apresentar características do Modernismo brasileiro, Vanguardismo europeu e Oralidade brasileira. O filólogo Antonio Houaiss o compara a São Francisco de Assis, "na sua humildade diante das coisas". Ainda segundo Houaiss, a poesia de Manoel de Barros, sob a aparência surrealista, é de uma enorme racionalidade: "suas visões, oníricas num primeiro instante, logo se revelam muito reais". Manoel foi definido por muitos como "o Guimarães Rosa da poesia". "Desde Guimarães Rosa a nossa língua não se submete a tamanha instabilidade semântica", disse o poeta Geraldo Carneiro sobre ele.

O escritor recebeu pelo menos 13 prêmios importantes, entre eles dois Jabutis (1989, na categoria Poesia, com o livro O guardador de águas, e 2002, na categoria livro de ficção, com O fazedor de amanhecer).

Foto: Reprodução

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Poeme-se participa da Festa Literária das Periferias, na Mangueira



Pelo terceiro ano seguido, a Poeme-se, pioneira em moda poética no Brasil, será a única grife de roupas a expor a sua coleção na Festa Literária das Periferias (FLUPP). Nessa edição do encontro, que acontece de hoje (12) até o próximo domingo (16), na Mangueira, Zona Norte do Rio de Janeiro, o homenageado será o escritor, poeta e ativista Abdias Nascimento.

Para Gledson Vinicius, idealizador da marca, a iniciativa é mais do que merecida pela sua importância na história recente do país. “Abdias é um ícone da cultura nacional. Figuras como ele merecem ser celebradas sempre”.


Sobre a FLUPP, ele classifica como uma das ações literárias mais importantes da cidade, já que festeja a literatura da periferia, na periferia e os seus personagens. “Não se fala só da literatura periférica no evento, mas ela é, sem dúvida, a grande estrela. Nossa expectativa é encantar novos leitores com essa ideia de vestir poesia”.

Poeme-se: o encontro da moda com a literatura (Foto: Hélio Araújo)
A Poeme-se vai participar do encontro com a escada poética e distribuirá pílulas de poesia a quem visitar seu stand. “Esse é o nosso modo de colocar a poesia em movimento”, ressalta.

Segundo Ecio Salles, um dos idealizadores e organizadores da FLUPP, a presença da grife só engrandece o evento. “Sou um grande admirador da Poeme-se. Ela faz com que a moda e a literatura se encontrem de uma forma harmônica, transformando camisetas em poesias para vestir. Estamos muito felizes com essa parceria”.

Serviço:
Festa Literária das Periferias (FLUPP)
De 12 a 16 de novembro.
Endereço: Escola de Artes Técnicas - Rua Visconde de Niterói, 1364, Mangueira.
Horário: das 8 às 22 horas (o horário varia de acordo com a programação do evento)




sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Chega ao mercado editorial o livro ‘O menino que não queria tomar banho’, de Simone Magno e Cisko Diz



Já está disponível nas livrarias a obra O menino que não queria tomar banho (Oficina Raquel), da jornalista Simone Magno e do ilustrador Cisko Diz, lançado durante a programação oficial da 14ª Primavera dos Livros, realizada na semana passada nos jardins do Museu da República, no Catete, Zona Sul do Rio de Janeiro.

O livro conta, de forma poética e bem-humorada, a história de um garoto que  é facilmente encontrado em qualquer região, em qualquer lugar do mundo: o que não gosta de tomar banho e faz tudo para evitá-lo. Ele prefere ficar cansado e sujinho a ter que abandonar as brincadeiras. Com o tempo, no entanto, o menino aprende a importância da higiene, da mudança e do crescimento.

A jornalista Simone Magno e do ilustrador Cisko Diz
Este é o segundo livro infantil da dupla Simone e Cisko. O primeiro, A menina que não gostava de meias, teve a primeira edição esgotada e já está na primeira reimpressão. Simone Magno, além dos dois infantis, é autora de Avelã pirata (KBR), de poesia, e A lua depois do gravador (Grua), de contos, e tem poemas e contos publicados em antologias. Também é comentarista de livros na rádio CBN. Cisko Diz é ilustrador, com trabalhos em quadrinhos, cenografia e storyboard para cinema e televisão.

Abaixo, registros da sessão de autógrafos nos jardins do Museu da República. As fotos foram gentilmente cedidas por Simone Magno.

 


  


















domingo, 2 de novembro de 2014

Papai Noel encanta crianças e adultos na Primavera dos Livros



Uma ação da Escola de Papai Noel do Brasil para divulgar o livro “Histórias do Papai Noel - Aquelas que só o Bom Velhinho conhece”, escrito pelo jornalista Hélio Araújo, levou um Papai Noel de verdade, na manhã deste domingo (2/11), à Primavera dos Livros, maior feira editorial independente do país, promovida pela Liga Brasileira de Editoras (Libre) e realizada nos jardins do Museu da República, no Catete, Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro.

Papai Noel passeou pelas alamedas dos estantes das editoras
Apesar do forte calor, o ‘Bom Velhinho’, interpretado por Enock Pinheiro, surgiu com sua tradicional roupa vermelha e branca, gorro, cajado e saco de presentes. Ele passou pelas alamedas e encantou o público que visitava os estandes das editoras. Ao chegar à Tenda Azul, foi recepcionado por dezenas de crianças, que o aguardavam ansiosamente ao som de inúmeras canções de Natal, interpretadas pelo professor de música Gedivan Albuquerque.

O 'Bom Velhinho' foi cercado pelas crianças
Sentado em uma cadeira no centro da tenda, o Papai Noel ouviu o produtor cultural Limachem Cherem, fundador e diretor da Escola de Papai Noel do Brasil, contar algumas das histórias encontradas no livro escrito pelo jornalista Hélio Araújo, resultado de depoimentos obtidos com vários alunos da Escola de Papai Noel do Brasil, que este ano completa seu 21º aniversário de fundação. “O livro é todo baseado em fatos reais, vividos pelos Papais Noéis ao longo dos anos. São relatos simples, emocionantes, tristes, alegres, engraçados e inusitados, que agradam não só às crianças, mas também aos adultos”, disse Hélio Araújo.

Hélio Araújo ao lado do Papai Noel
Entre os relatos estão, por exemplo, a do assaltante que entrou no carro em que estava o Papai Noel para fugir da polícia; a do ‘Bom Velhinho’ que foi contratado para entregar um presente na noite de Natal e se surpreendeu ao chegar ao endereço, um famoso motel da cidade; a do Papai Noel que chegou a um apartamento e, ao invés de crianças, encontrou diversos travestis; e a do menino que derrubou o Papai Noel, o trono e a árvore de Natal em um shopping.

O livro, que tem o selo da Litteris Editora, traz ainda informações sobre o surgimento do Natal e seus símbolos, as tradições e comemorações mundo afora, a história de São Nicolau e a evolução da roupa do Papai Noel. Há também uma homenagem à Escola de Papai Noel do Brasil, instituição de ensino com uma longa história de sucesso, tendo formado cerca de 500 ‘Bons Velhinhos’ desde a sua fundação.

A Tenda Azul foi tomada pelas crianças que queriam ver o Papai Noel
Enquanto o Papai Noel era constantemente abraçado pelas crianças, que trataram logo de fazer pedidos de presentes para o Natal, Limachem Cherem fez algumas perguntas, que deveriam ser respondidas pelo público infantil, sem a ajuda dos adultos, sobre temas alusivos ao Natal. Quem acertasse a resposta ganhava um livro autografado. A ação mexeu ainda mais com a criançada, que tentava a todo custo descobrir, por exemplo, qual o nome da rena que lidera o grupo que puxa o trenó na noite de Natal. O encontro do ‘Bom Velhinho’ com as crianças na Primavera dos Livros foi encerrado com novas canções natalinas, como ‘Noite Feliz’, ‘Jingle Bells’ e ‘Sapatinho de Natal’.  
 



 



 





 

Hélio Araújo ao lado do Papai Noel
Limachem Cherem e o Papai Noel
Hélio Araújo com Artur, um dos que ganharam o livro
  



Isabella acertou a resposta e recebeu seu livro das mãos de Hélio Araújo