quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura apresentam o lançamento do livro infantil “Oceano Limpo, Planeta Feliz”

 

A escritora Ana Brites lança nesta quinta-feira (dia 1º), às 9h30, na Biblioteca Parque Estadual (Av. Pres. Vargas, 1261), no Centro do Rio de Janeiro, seu segundo livro infantil: “Oceano Limpo, Planeta Feliz – Uma aventura para proteger o nosso planeta. O evento é gratuito e inclui apresentações teatrais para o público infantil.




Com ilustrações de Ná Gabrich, a obra apresenta os personagens Anna Victoria, Joana e Tom, três amigos que descobrem como pequenas atitudes podem gerar grandes transformações. Em meio a praias, ondas e animais marinhos, eles enfrentam o desafio do lixo urbano que ameaça chegar ao mar e comprometer a vida marinha. A narrativa destaca soluções práticas e acessíveis, como reduzir o uso de plástico, evitar desperdícios e descartar corretamente o lixo.

Assim como em seu primeiro livro infantil, “Mergulho Mágico – Guardiões dos Oceanos”, Ana Brites provoca nos leitores o desejo de se tornarem “Guardiões dos Oceanos”, reforçando a importância da consciência ambiental desde a infância. “Oceano Limpo, Planeta Feliz” combina aventura, conhecimento e esperança, despertando nas crianças o amor pela natureza e o compromisso de cuidar do planeta azul.

O lançamento marca mais um passo da autora na literatura infantil voltada à sustentabilidade, reforçando uma mensagem clara e potente: “Proteger o oceano é cuidar da vida”, afirma Ana Brites. A escritora destaca ainda que “ações simples podem resultar em mudanças significativas”.


Ana Brites

Sobre Ana Brites

Carioca, escritora e produtora cultural, possui mais de 30 anos de experiência na criação de projetos que unem arte, cultura e educação. Apaixonada pelo mar e pela natureza, acredita no poder das histórias para transformar o mundo e despertar a consciência sobre a importância de cuidar do planeta. Em seu trabalho, utiliza o conceito de edutainment — educação através do entretenimento — para inspirar crianças e adultos a mudarem hábitos e atitudes, tornando-se verdadeiros guardiões dos oceanos e da vida.

Patrocínio

Grupo TRANSEGUR, BCF Administrador, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura

Realização

NR Produções

Serviço

Data: 1/10, quinta-feira, às 9h30

Evento: Lançamento do livro infantil “Oceano Limpo, Planeta Feliz”, de Ana Brites

Atividades:

Distribuição gratuita do livro (faixa etária: 4 a 12 anos)

Espetáculo teatral

Intérprete de Libras presente

Local: Biblioteca Parque Estadual

Endereço: Av. Pres. Vargas, 1261 – Centro, Rio de Janeiro

Telefone: 21 2216-8501

Classificação indicativa: Livre

Entrada: Franca

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Escritor e compositor, Lipe Portinho lança seu terceiro livro, seguido de show, no Acaso Cultural

 

Sessão de autógrafos e música acontecerão na quinta-feira (1º), em Botafogo

 

O compositor e escritor Lipe Portinho lança seu terceiro livro, “Antes de Gaspar – uma história para um herói judeu”, na próxima quinta-feira, 1º de outubro, às 18h30, no Acaso Cultural, em Botafogo, seguido do show “Great American Songbook”, standards de jazz, no teatro do Acaso, com a cantora e saxofonista estoniana Pille-Rite Rei.

 

Em “Antes de Gaspar”, Lipe aborda o personagem histórico Gaspar da Gama, um navegante judeu que que foi peça-chave na expansão marítima de Portugal e teria sido o primeiro europeu a aportar no Brasil vindo nas caravelas de Pedro Álvares Cabral.  



Entre fatos documentados e imaginação literária, o autor recria os caminhos possíveis deste judeu, de provável origem polonesa, que falava vários idiomas e viveu entre Europa, Oriente e América do Sul. Sua trajetória se cruza com grandes forças políticas, rotas marítimas em expansão e figuras que moldariam o rumo da História, como Vasco da Gama, de quem recebeu o sobrenome católico.

 

O tema do livro surgiu quando o compositor estava escrevendo uma ópera e percebeu que havia pouca informação sobre a vida do personagem histórico antes da captura por navegantes portugueses. “Comecei a pesquisar e imaginar como aquela figura fascinante teria surgido. Tudo era muito nebuloso e achei que era uma história que merecia ser contada”, explica Lipe.


Lipe Portinho

Esse é o terceiro livro do autor, que lançou anteriormente: “Pepe McClay & O Balé Delirante” e "Por Que Não Apareceu Outro Tom". Como compositor, em 2021, foi o único brasileiro indicado ao Marvin Hamlisch International Music Awards, concorrendo na categoria de compositor emergente de música clássica em que se consagrou como um dos cinco melhores compositores clássicos do mundo. Em 2024, venceu o Festival de Cinema de Buenos Aires com a trilha de "A Deus".  

 

SHOW MUSICAL

Após a sessão de autógrafos de “Antes de Gaspar – uma história para um herói judeu”, Lipe sobe ao palco do Teatro do Acaso para se apresentar ao lado da cantora e saxofonista estoniana Pille-Rite Rei. Premiada na Europa e com forte conexão com a música brasileira, a artista apresenta repertório de standards do jazz, temas autorais e uma bossa nova em estoniano ao lado de Ana Azevedo (piano), Renato Endrigo (bateria) e Lipe Portinho (contrabaixo).


Sede da Acaso Cultural, em Botafogo
 

Nascida na ilha de Saaremaa, na Estônia, Pille-Rite despontou precocemente na cena musical: conquistou o terceiro lugar em uma competição nacional de canto aos 16 anos e, logo aos 17, o prêmio de “Melhor Jovem Saxofonista” de seu país. Graduou-se na Suécia e fixou residência em Copenhague, na Dinamarca, onde impulsionou sua carreira autoral. Em 2016, venceu o conceituado prêmio “New Jazz Nome do Ano” (DPA/National Danish Radio Big Band), ocasião em que sua composição autoral “decatylen” foi interpretada pela Big Band da Rádio Nacional Dinamarquesa.

 

Sua ponte com o Brasil se estabeleceu em 2018, durante um intercâmbio acadêmico entre a Academia de Música de Malmö e a UFRJ, no Rio de Janeiro. A imersão gerou apresentações e a gravação do álbum “Brazilian Adventures”, marcando o início de uma relação fértil com a música brasileira. Sua sonoridade funde as melodias folclóricas bálticas, a atmosfera minimalista escandinava e o rigor clássico do jazz norte-americano.

 

Ficha Técnica LIVRO

Título: Antes de Gaspar – uma história para um herói judeu

ISBN – 9786501047355

Páginas: 277 páginas

Preço: R$ 70,00

Gênero: Ficção histórica

Editora: Uiclap

 

Ficha Técnica SHOW

“Great American Songbook” – Standards de Jazz

Músicos: Pille-Rite Rei: voz e saxofone - Ana Azevedo: piano - Lipe Portinho: contrabaixo - Renato Endrigo: bateria

Local: Acaso Cultural – Rua Vicente de Souza, 16 - Botafogo

Data: 01 OUTUBRO – Quinta-feira

Horário: 20h

Ingressos: Térreo R$ 120 (inteira) – R$ 60 (meia). Mezzanino R$ 110 (inteira) – R$ 55 (meia)

Vendas online: https://bileto.sympla.com.br/event/126808

Classificação indicativa: Livre

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Semana de Arte do Rio celebra “Júlia Lopes de Almeida: Um Fenômeno Literário na Cena Carioca”

 

Exposição itinerante celebra a trajetória da escritora carioca e abolicionista

A cronista, teatróloga e abolicionista Júlia Lopes de Almeida (1862–1934), considerada a maior romancista brasileira de sua época e uma das fundadoras da Academia Brasileira de Letras, será homenageada em exposição no Rio de Janeiro. Parte da programação da Semana de Arte do Rio, a mostra terá abertura oficial nesta quinta-feira (24), às 10h, no Real Gabinete Português de Leitura, com curadoria de Beth Araújo e mesas-redondas na programação. O período de visitação pública se estende até 8/10. Entrada franca.


Júlia Lopes de Almeida
 

Logo após, a exposição segue para duas bibliotecas municipais. Em 13 de outubro ocupa a Biblioteca Municipal José de Alencar (Santa Teresa), e, no dia 30 do mesmo mês, a Biblioteca Municipal Marques Rebelo (Tijuca). Esse roteiro conecta tradição e território, aproximando o público da obra de Júlia em espaços que dialogam com a vida cultural carioca.

 

O projeto que garante inclusão com intérprete de Libras, reúne fotografias, publicações e objetos pessoais, destacando a importância da autora no cenário literário e na imprensa brasileira da última década do século XIX ao início do século XX. O acervo, preservado por seus netos Cláudio e Fernanda Lopes de Almeida, aponta não apenas sua dimensão artística, mas também sua atuação social como defensora da República, do abolicionismo e dos direitos das mulheres.


 


A exposição é organizada em três partes complementares — Família Almeida, Cena Carioca e Feminismo e Luta Social. O evento será acompanhado de nove atividades paralelas, entre elas mesas de conversa com pesquisadoras, performances poéticas, leituras dramatizadas e a oficina Bibliobolsas, voltada para adolescentes e adultos.

 

Arte e cultura em diálogo com a memória e os espaços da cidade


A primeira edição da Semana de Arte do Rio reúne, até o próximo dia 27 (domingo), festivais de diferentes linguagens artísticas, além de exposições, intervenções urbanas e atividades culturais realizadas em equipamentos públicos e privados da região central da cidade. A programação integra tanto projetos já consolidados na cena cultural carioca quanto festivais mais recentes, refletindo a diversidade e a produção artística contemporânea.
 



Concebida como uma plataforma continuada de integração de políticas culturais, a Semana de Arte do Rio articula cultura, turismo, desenvolvimento econômico e urbanismo em uma estratégia compartilhada da Prefeitura para fortalecer o ecossistema cultural da cidade.

 

Durante 12 dias, espaços culturais, museus, centros culturais, teatros, galerias e equipamentos públicos da região central receberão uma programação integrada que valoriza o patrimônio material e imaterial da cidade, estimula a circulação de artistas e públicos e fortalece a economia da cultura.


 

Programação

Real Gabinete Português de Leitura (Centro, RJ)

24/9, quinta-feira

10h – Abertura oficial e boas-vindas

10h30 – Visitação aberta para convidados e autoridades

11h – Performance artística de abertura

12h – Mesa de Conversa I: Anna Faedrich, Gilberto Araújo, Gabrielle Mondego

13h – Intervalo de almoço / recepção social

14h – Visitação aberta

15h – Mesa Especial: João do Rio & Júlia Lopes – Giovanna Dealtry, Anna Faedrich e João Carlos Rodrigues (a confirmar)

16h – Cerimônia de premiação

17h – Encerramento 

25/9 a 8/10 – Exposição aberta ao público


 

Biblioteca Municipal José de Alencar (Santa Teresa, RJ)

13/10, terça-feira

10h – Inauguração 10h30 – Leitura dramatizada de trechos das obras de Júlia Lopes de Almeida

14/10 a 28/10

Visitação pública

21/10 – Ação Educativa Especial: BiblioBolsas – atividade pedagógica e interativa voltada para formação de leitores

 

Biblioteca Municipal Marques Rebelo (Tijuca, RJ)

30/10/2026, sexta-feira

14h – Abertura da exposição Leitura dramatizada de trechos das obras de Júlia Lopes de Almeida

31/10 a 11/11/2026 – Visitação pública

6/11/2026 – Ação Educativa Especial BiblioBolsas – atividade pedagógica e interativa voltada para formação de leitores

terça-feira, 21 de julho de 2026

Poeta Tanussi Cardoso celebra 80 anos com lançamento de “Absurdo Coração”, no próximo dia 29, no Centro Cultural da Justiça Federal

 

Na obra, ele versa sobre temas que vão da inexorabilidade do tempo à perenidade da existência e das relações humanas

 

“Viver é caminhar morte adentro”

 (Tanussi Cardoso)


O tempo é inexorável. Tanussi Cardoso sabe bem disso. O poeta, que completou 80 anos no início deste ano, dedicou-se nos últimos anos a refletir sobre esta instância e suas inevitáveis consequências, muitas delas relacionadas a perdas, físicas e afetivas. Natural que desse balanço saíssem poemas. E eles estão reunidos agora em “Absurdo coração” (Patuá Editora), nova coletânea do escritor, autor de 16 títulos (três deles editados no exterior), e com a qual ele celebra suas oito décadas de vida.



A edição é aberta com textos de dois importantes poetas: Adriano Spínola e Ricardo Alfaya, que assinam, respectivamente, prefácio e apresentação. Já a orelha coube à poeta Suzana Vargas, que destaca, entre outros aspectos, o rigor do material ali reunido. “Tanussi coloca diante de nós questões existenciais que se transmutam em questões políticas e sociais, sem cair no panfletário, na pura denúncia, no puro espasmo ideológico”, aponta ela na edição, que será lançada no próximo dia 29, às 17h30, no Centro Cultural da Justiça Federal (Av. Rio Branco, 241), Cinelândia, no Centro do Rio.

A coletânea é dividida em duas partes: “Dentes cravados no tempo” e “O tempo que nos habita”. Na primeira delas, o poeta expõe sua percepção sobre temas relacionados à finitude e aos infortúnios da existência. “Meus mortos costumam vir à noitinha/ Eu espero// Preparo o chá com ervas e torradas (...) Talvez, as irmãs apareçam/ com suas gargalhadas rompendo o ar”, escreve ele em “Reunião”, um dos muitos poemas no qual o espectro da Morte faz-se presente. O mesmo se dá em “Luto”, quando traz novamente o tema à baila: “O pior da morte é saber/ que palavras não ditas/ não mais serão ditas”.

A relação do poeta com a passagem do tempo forja-se em outros dos textos desta primeira seção. É o caso de “A travessia do tempo”, através do qual a dimensão e a pungência do tempo são elaboradas através de um bem-construído jogo de perguntas e respostas: “O tempo tem tempo? Existe? / É sobressalto? Sobre saltos?// Ou é Ulisses a navegar sobre chuvas e tempestades?/ Ou, Sísifo, a carregar no ombro a Pedra da Eternidade?”...  Tais questionamentos desdobram-se em “Os dias”, segunda das “Cinco considerações sobre o tempo”: “Sinto-me correndo atrás dos ponteiros do relógio/ Sempre atrasado. E longe// O coração é um silêncio sem nada dentro”.

Poeta Tanussi Cardoso

A relação do poeta com a própria escrita norteia também outras de suas falas na obra. Um exemplo está em “Lendo o poema”, quando amplia sua reflexão ao chamar à conversa o próprio leitor em versos como “Não perguntes ao poeta/ O que quer dizer isso?/ Antes, pergunta a ti mesmo/O que senti com isso?”.

Já na segunda parte da coletânea, predomina a lírica que, como Spínola avalia em seu prefácio, está “voltada para a subjetividade e as vicissitudes do eu”. A existência e suas dialéticas inspiram poemas como “Luz nas sombras”, no qual a escuridão é abordada sob diferentes óticas: “Tateia o chão/ com sua bengala/ o jovem cego/ sorridente e livre// E eu, triste, que a tudo enxergo/sei mais da escuridão/ e seus limites”.

Episódios factuais como o trágico acidente ambiental causado pelo rompimento de uma barragem em Minas Gerais leva o poeta a questionar o valor da existência em “A vida que nada vale”: “A lama não é só a lama: é a metáfora de um país” (...) “A água parada/ O rio morto/ O povo morto”.

Já o amor aparece em diferentes textos em vertentes que vão da celebração pelo seu surgimento (“É dado ao amor acreditar em primaveras”) ao pesar por sua descontinuidade. Os encontros proporcionados pela vida, profundos ou voláteis, não escapam ao olhar do poeta, que trata da questão de forma sucinta e contundente em “Gratidão”. “Algumas pessoas me mataram/ Outras me deram o ar/ Mas, mesmo as que me enterraram/me ensinaram o dom de renascer/ nessa lida/ Agradeço a faca e a flor de cada um/Devo-lhes a vida”, reconhece ele.

 “Aos 80 nada importa além/ do ato de se estar vivo”, pondera o autor em “Aniversário ou a vida ao alcance das mãos”. “Absurdo coração” é, antes de tudo, um libelo ao ato de viver e à vida em si. Tanussi Cardoso chega aos 80 anos como um dos mais singulares nomes da cena poética brasileira. E absurdo é duvidar disso.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Elenilce Bottari lança o livro “Luar: o Último Repórter dos Anos de Chumbo”, na sede da ABI

 

A sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), na Rua Araújo Porto Alegre, 71/9º andar, no Centro do Rio de Janeiro, vai receber, no próximo dia 14 (quinta-feira), a partir das 18h, o lançamento do livro “Luar: o Último Repórter dos Anos de Chumbo”, escrito pela jornalista Elenilce Bottari. A obra conta a trajetória do repórter Luarlindo Ernesto Silva, com passagem por “O Globo”, “Jornal do Brasil” e “O Dia”, que revelou que o mafioso Tommaso Buscetta , da Cosa Nostra, vivia no Brasil. Luarlindo, hoje com 82 anos, continua na ativa.


 

As histórias do legendário repórter Luarlindo Ernesto Silva (ou simplesmente “Luar”, para os amigos) são contadas até hoje como lendas em redações, e se confundem com a própria crônica policial. Ele esteve em casos históricos que já viraram filmes, como no assalto ao trem pagador, na morte do detetive Le Cocq, na caçada ao temido Cara de Cavalo, nas fugas cinematográficas de Lúcio Flávio. Ganhou três prêmios Esso, cobriu a Bomba do Riocentro e foi o primeiro jornalista a encontrar Tommaso Buscetta escondido em solo brasileiro — uma descoberta que ajudaria a desmontar parte da máfia italiana nos Estados Unidos.

 

Luarlindo Ernesto


Nascido em 13 de agosto de 1943, Luarlindo integra a seleta galeria dos profissionais que, a partir da década de 1960, fizeram história no jornalismo brasileiro, logrando sobreviver em seu ofício, apesar do ambiente asfixiante criado pela Ditadura Militar implantada em 1964, que impedia o exercício do jornalismo investigativo. Este é um livro imprescindível para profissionais e estudantes de jornalismo, e para quem quiser conhecer as entranhas de um país marcado por injustiças sociais e atentados contra as liberdades individuais e coletivas, em especial as de imprensa e pensamento.

 

“Oxalá a extraordinária história do menino pobre, que teve de se inventar e reinventar muitas vezes, driblando adversidades e adversários, até se tornar o inesquecível “Luar: o último repórter dos anos de chumbo”, contribua para a memória do jornalismo brasileiro e a valorização do “fato” jornalístico na era da “fake news” e da “pós-verdade”. “ (Nicodemos Sena) – editor)

 

Com texto fluente e elegantemente escrito, a jornalista Elenilce Bottari presenteia a Coleção José do Patrocínio, com a qual a Editora Letra Selvagem homenageia grandes nomes do jornalismo brasileiro.

 

Elenilce Bottari


Sobre a autora:

Elenilce Bottari é jornalista formada em Comunicação Social pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso, RJ) em 1985. Atuou como repórter no jornal O Globo e na Infoglobo, além de trabalhar na Rádio Tupi (1984-1986).  É conhecida por suas reportagens investigativas, como a exposição sobre torturas na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, durante a investigação do caso Amarildo. Sua trajetória destaca dedicação ao jornalismo de denúncia e à cobertura de temas sociais e políticos no Rio de Janeiro, refletindo compromisso com a imprensa independente e ética.

 

SERVIÇO:

Lançamento do livro “Luar: o Último Repórter dos Anos de Chumbo”

Data: 14 de maio de 2026.

Horário: a partir das 18h00.

Local: sede da Associação Brasileira de Imprensa/ABI

Endereço: Rua Araújo Porto Alegre, 71 - 9º andar - Centro, Rio de Janeiro-RJ.

Preço de capa do livro: R$ 90 (vendido no local do evento)


quinta-feira, 7 de maio de 2026

“Dias comuns, tempos de crônicas”, organizado pela professora Maria Aparecida Silva Ribeiro, será lançado nesta sexta-feira (7), no Centro do Rio

 

A coletânea “Dias comuns, tempos de crônicas”, organizada pela professora de Literatura Maria Aparecida Silva Ribeiro, será lançada nesta sexta-feira (7), a partir das 17h, na Livraria da Travessa, localizada na Avenida Graça Aranha, 296, no Centro do Rio.

A obra reúne os textos produzidos em uma primeira experiência acadêmica de realização conjunta de projeto de extensão, ensino e pesquisa, entre o Departamento de Letras Vernáculas da Universidade Federal de Sergipe e seu Centro de Educação Superior de Educação a Distância (CESAD).



Em oficina realizada entre os meses de janeiro e fevereiro de 2026, os encontros reuniram mais de 140 cursistas inscritos (pertencentes à comunidade acadêmica da UFS, dos cursos de licenciatura em Letras nas modalidades presencial e EAD, bem como público extramuros). A ação promoveu discussões entre estudantes e profissionais de diferentes áreas e resultou nas mais de setenta crônicas aqui organizadas.

Vinculados a projetos de pesquisa e de iniciação científica, coordenados pela organizadora deste volume, os encontros em sistema híbrido (presencial e remoto) pautaram tópicos sobre a leitura e a escrita literárias como meios de empoderamento e de transformação social. Foram momentos marcados por reflexão, trocas produtivas e, principalmente, pelo exercício do que Antônio Candido chamou, em 1988, por ocasião da edição da Constituição Cidadã no Brasil, de “direito à literatura”.

As crônicas que se dão a ler em “Dias comuns, tempos de crônicas: oficina de escrita criativa no contexto da Extensão Universitária, Licenciatura e Pós-Graduação em Letras”, atestam, portanto, o desejo de expressão de pessoas que, independentemente de sua origem e formação, têm o que contar e encontraram nesse gênero, a meio caminho entre o jornalístico e o literário, o formato ideal para a transmissão de suas ideias e registros de memórias.

Um dos textos do livro é do jornalista e professor Genilson Araújo, bastante conhecido por seu trabalho diário como repórter aéreo da TV Globo.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Reputação e competitividade empresarial: o que o novo livro da Caliber revela sobre a força que move marcas, mercados e estratégias


Sete anos de Brasil nos ensinaram muito sobre o que faz uma empresa ser admirada — ou esquecida. Para marcar essa data, a Caliber está lançando seu primeiro livro: "Gestão da reputação e competitividade empresarial - A força da confiança que move marcas, mercados e estratégias".

 

Em um ambiente de negócios marcado por volatilidade e hiperexposição, reputação deixou de ser pauta exclusiva de comunicação para se tornar fator crítico de valor econômico. Ela influencia custo de capital, acesso a mercados, atração de talentos e resiliência em crises. Este livro parte exatamente dessa premissa.



Entre os 32 coautores estão especialistas em comunicação (entre as quais a jornalista Sônia Araripe, editora da Plurale), lideranças de organizações como ABA, Aberje, Abracom, CEBDS, IBGC e Instituto Ethos, além de professores e pesquisadores da ESPM, FGV, USP, Fundação Dom Cabral e Faculdade Cásper Líbero. Somam-se executivos de empresas como Petrobras, Itaúsa, Alpargatas/Havaianas, Grupo Votorantim, Tetra Pak e Copersucar.

 

A obra cobre quatro grandes eixos temáticos:

Cultura e estratégia corporativa: Propósito, valores e aderência da reputação à estratégia do negócio;

ESG e criação de valor: Governança, sustentabilidade, diversidade, equidade e perenidade organizacional;

Dados e gestão de riscos: Indicadores, metas, tomada de decisão e estratégias para crises reputacionais;

Relacionamento com stakeholders: Investidores, imprensa, colaboradores, comunidades, influenciadores e órgãos públicos.


O livro é organizado por Dario Menezes, diretor executivo da Caliber no Brasil, e Marcia Cavallieri, consultora com mais de 30 anos de experiência. O prefácio é de Shahar Silberhatz, fundador e CEO da Caliber.

 

Um destaque importante: toda a participação da Caliber nas vendas será destinada ao GRAAC — Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer.

 



Livro terá eventos de lançamento em São Paulo e no Rio de Janeiro

 

"Gestão da reputação e competitividade empresarial - A força da confiança que move marcas, mercados e estratégias" vai ganhar eventos de lançamento em São Paulo e no Rio de Janeiro, agora em maio.

 

São Paulo

Dia: 11/ 05 - Horário: 18h30

Local: Livraria da Vila - Avenida Paulista 1.063

 

Rio de Janeiro

Dia: 27/ 05 - Horário: 18h30

Local: Livraria da Travessa - Rua Visconde de Pirajá 572


"Luarlindo, o Santo Sádico", de Luis Alves Lomanth, será lançado nesta terça-feira (5), em Botafogo (RJ)




Santo ou sádico? Herói ou anti-herói? Luarlindo é um milionário excêntrico, cercado por aparências, provérbios e pecados. Reverenciado por uns e temido por outros, ele se confessa diariamente a uma imagem sacra escondida em sua mansão. Mas por trás dos rituais, há memórias explosivas, amores anônimos e cicatrizes da infância.


Ao receber cartas apaixonadas de uma donzela desconhecida, Luarlindo aciona seus fiéis, o mordomo Bravo e o carteiro Jackson Milédium, para descobrir o paradeiro da mulher. Mal sabe ele que a lealdade é um véu fino... e que Jackson, o “filho ideal”, guarda ambições obscuras. A trama mergulha de cabeça em dilemas morais, figuras grotescas e reviravoltas dignas de um thriller policial. Quando a sombra da traição invade seu jardim secreto, Luarlindo revela a missão que nenhum humano ousaria carregar: colher rosas eternas em nome dos anjos.


Quem protege esse homem tão peculiar? Por que parece invencível? E, afinal... quem será julgado no final?


quinta-feira, 23 de abril de 2026

Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor é comemorado hoje, 23 de abril

 

Comemora-se hoje, 23 de abril, o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, instituído pela UNESCO em 1995 para promover a leitura, a publicação e a propriedade intelectual. A data homenageia o falecimento de grandes escritores, como Miguel de Cervantes, William Shakespeare e Inca Garcilaso de la Vega. A data é uma oportunidade mundial para celebrar o prazer da leitura e reconhecer o impacto social e cultural dos livros.

sexta-feira, 13 de março de 2026

"O sol da liberdade", romance histórico do jornalista Rodolfo Campos e Silva, será lançado no Rio de Janeiro na próxima semana

 

Sessão de autógrafos vai acontecer na Livraria da Travessa, em Botafogo

 

Na turbulenta década de 1920, quando o Brasil fervilha entre revoltas militares e disputas pelo poder, o cadete Hélio Bonatti é acusado injustamente de um assassinato e inicia uma jornada de fuga, sobrevivência e busca pela verdade.

 


Determinada a provar sua inocência, a jovem jornalista Ester de Queiroz segue seu rastro pelo sertão e pelas cidades em ebulição, cruzando o caminho da Coluna Prestes e do cangaço.


Entre marchas, emboscadas, lealdades frágeis e dilemas morais, os dois percorrem trajetórias que se atraem e se afastam, sempre marcadas pela dúvida e pelo afeto.


Romance histórico de fôlego, “O sol da liberdade”, com o selo da Editora Giostri, foi escrito pelo jornalista e escritor Rodolfo Campos e Silva, que combina rigor documental e emoção literária para narrar uma história de culpa, coragem, amor e justiça em meio ao Brasil que aprendia, dolorosamente, a se reconhecer.

 

Jornalista Rodolfo Campos e Silva

O lançamento vai acontecer no próximo dia 18 (quarta-feira), às 19h, na Livraria Travessa de Botafogo, situada na Rua Voluntários da Pátria, 97, Zona Sul do Rio de Janeiro.

quarta-feira, 11 de março de 2026

Criado por Bruno Black, “Clube das Palavras”, na Comunidade do Fumacê, completa dois anos de transformação palavruda!

 

Projeto literário da Zona Oeste do Rio lança livros, ocupa escolas e consolida coletivo de autores periféricos

 

Na Zona Oeste do Rio de Janeiro, no bairro de Realengo, uma sala de estar se transformou em polo de formação literária e produção cultural periférica. Idealizado pelo poeta Bruno Black, o Clube das Palavras celebra, neste ano de 2026, dois anos de atuação contínua, consolidando-se como uma iniciativa independente de relevância social, educacional e cultural.


Bruno Black, idealizador do "Clube da Palavra"

Criado dentro da residência do idealizador, na Comunidade do Fumacê, o projeto nasceu com o objetivo de democratizar o acesso à literatura e fortalecer a produção autoral periférica. Desde então, tornou-se espaço regular de formação, escuta e criação coletiva.

 

Os “Palavrudos”: identidade coletiva e protagonismo autoral

Os autores formados e participantes do Clube das Palavras são chamados de Palavrudos — nome que simboliza pertencimento, força criativa e identidade literária periférica.


 


Mais do que alunos ou participantes, os Palavrudos são escritores em formação e em atuação, que compartilham textos, desenvolvem originais e ocupam espaços culturais dentro e fora da comunidade.

 

A construção dessa identidade coletiva fortalece o senso de movimento cultural e consolida o projeto como incubadora de novos autores da Zona Oeste carioca.

 

Números e conquistas que consolidam o impacto

Em dois anos de existência, o Clube das Palavras já realizou:

- Encontros literários

- Oficinas e rodas de leitura

- Centenas de participantes atendidos diretamente

- Autores incentivados (Palavrudos)

- Lançamentos literários realizados

 

Entre os marcos está o lançamento de um livro vinculado ao projeto, obra patrocinada pela Editora Conejo, ampliando a circulação da literatura produzida na periferia e fortalecendo a profissionalização do coletivo.


 

O projeto também acompanhou e incentivou o lançamento do livro infantil do autor Marcos Lopes, reafirmando sua missão de formar não apenas leitores, mas novos escritores.

 

Literatura que ocupa escolas e territórios culturais

O Clube das Palavras expandiu sua atuação para além da comunidade e realizou lançamentos e atividades literárias em escolas públicas da região, como o CIEP Thomas Jefferson.

 

Também promoveu lançamento na Arena Chacrinha, em Pedra de Guaratiba, durante o sarau da Lenita H., ampliando sua circulação em espaços culturais da cidade.

 

Presença em eventos de projeção nacional.

O Clube das Palavras já marcou presença em eventos de grande relevância cultural e econômica, como a Bienal do Livro do Rio de Janeiro e a Expo Favela Innovation.

 

A participação nesses espaços posiciona o projeto no cenário nacional da literatura e do empreendedorismo periférico, demonstrando que iniciativas comunitárias podem dialogar com grandes plataformas culturais do país.


 


Autogestão e sustentabilidade cultural

O Clube das Palavras opera sem patrocínio fixo ou financiamento contínuo. Sua manutenção ocorre por meio de:

- Venda de livros independentes

- Contribuições voluntárias

- Apoio comunitário

- Trabalho direto do idealizador

O modelo de autogestão fortalece a autonomia cultural periférica e comprova a viabilidade de iniciativas literárias estruturadas fora dos grandes centros editoriais.

 


Impacto periférico com diálogo nacional

Ao completar dois anos, o Clube das Palavras consolida-se como:

Espaço de formação literária comunitária

Incubadora de novos autores (Palavrudos)

Plataforma de publicação independente

Referência cultural na Zona Oeste do Rio

 

O projeto reafirma que a periferia não apenas consome cultura — ela produz, organiza, publica, ocupa escolas, arenas culturais e grandes eventos nacionais.


 

Serviço

Projeto: Clube das Palavras

Idealização: Bruno Black

Local: Comunidade do Fumacê – Realengo – Zona Oeste do Rio de Janeiro

Fundação: 2024

Tempo de atuação: 2 anos (2024–2026)

Nosso Instagram: @Clubedaspalavrasdobrunoblack