Espaço democrático para incentivar o prazeroso hábito da leitura. Resenhas, lançamentos de livros, atividades de bibliotecas, debates e entrevistas com autores, além de concursos literários, sorteios e outras promoções. Participe!
Projeto do estádio é
apresentado no livro Arenas do Brasil.
Obra com 292 páginas traz o histórico da modernização e da construção dos 12
estádios para o Mundial de 2014, em artigos, entrevistas, desenhos técnicos e
dezenas de fotos. Lançamento será nesta quinta, 3 de julho, em São Paulo.
Reunir em uma única obra o
histórico da modernização e da construção dos 12 estádios para o Mundial de
2014, desde a concepção dos projetos. Esta é a proposta do livro Arenas do Brasil - Arquitetura e engenharia nos
estádios brasileiros para a Copa de 2014, que será lançado
pela Editora Mandarim na próxima quinta-feira (3/7), às 20h, no Instituto Tomie
Ohtake, na Rua Coropés, 88, Pinheiros, em São Paulo.
Em 292 páginas, o livro documenta
as ideias, as histórias e os problemas por trás do desafio de erguer as 12
modernas arenas que são hoje palcos dos movimentados jogos da Copa no Brasil. A
edição inclui textos, memoriais descritivos, desenhos técnicos, dezenas de
imagens, além de entrevistas com arquitetos e engenheiros responsáveis por
projetar e gerenciar as obras desses equipamentos esportivos.
Arenas do Brasil
dedica ainda uma seção à história dos estádios desde a primeira Copa do Mundo,
no Uruguai, em 1930, até os dias atuais; e outra seção às primeiras ideias para
os novos estádios nas 17 cidades candidatas a sediar a Copa de 2014 no Brasil.
O livro tem o patrocínio das
empresas Akzo Nobel, Acelor Mittal, Atlas, GCP Arquitetos, Odebrecht, Otis, e
apoio da GettyImages, Mendes Júnior, Minas Arena, Construcap, Egesa e HAP. Tem
também apoio institucional do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia
(Sinaenco) e da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA).
Principais conteúdos
- Estádios da Copa, de 1930 a 2010: uma visão
dos estádios nas 19 Copas do Mundo de Futebol já realizadas. O estádio
Centenário, em Montevidéu (Uruguai), o San Siro, em Milão (Itália), a arena
Rasunda (Suécia), o Maracanã de 1950, o Estádio Azteca (México), palco da
vitória brasileira em 1970, e a série de novos estádios construídos a partir de
1998, para a Copa da França, já em sintonia com as exigências do futebol
contemporâneo.
- Primeiras ideias em 17
cidades-candidatas: neste capítulo, são apresentadas as propostas dos
estádios das 17 capitais brasileiras candidatas entre 2007 e 2009 a sediar jogos da Copa
2014: Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Campo Grande, Belo Horizonte, Cuiabá,
Brasília, Rio de Janeiro, Salvador, Manaus, Belém, Rio Branco, Natal, Recife,
Fortaleza, Florianópolis e Goiânia.
- Os projetos definitivos em 12
cidades-sede: um capítulo para cada novo estádio, com entrevistas com
arquitetos/engenheiros, memoriais descritivos, desenhos e plantas, cobertura,
paisagismo, controle e segurança, entre outras áreas, de forma a dar um
panorama técnico-conceitual do estado-da-arte no projeto contemporâneo de
modernas arenas multiuso.
SERVIÇO
Livro Arenas do Brasil -Arquitetura e engenharia brasileiras
nos 12 estádios para a Copa de 2014 Lançamento: dia 3 de julho de 2014, a partir das 20 horas Local: Instituto Tomie Ohtake - Rua Coropés, 88 - Pinheiros Metrô Faria Lima / Estacionamento no local Preço especial de lançamento: R$ 99,00 Informações: Editora
Mandarim, tel. 11 3362-2585
Biblioteca
Estação Leitura, do MetrôRio, promoverá duas vezes por mês o intercâmbio de
títulos variados e para todas as idades
Para
fomentar o gosto pela leitura e, de quebra, ter uma atitude sustentável, a Biblioteca Estação Leitura, localizada
na Estação Central do Metrôdo Rio de Janeiro, propõe uma fórmula
simples: o Troca-Troca de Livros. Um carrinho com diversos títulos estará à
disposição do público a partir desta quarta-feira (4/6) e ficará “estacionado”
na biblioteca sempre nas duas primeiras quartas-feiras de cada mês.
A Biblioteca Estação Leitura fica na estação Central do MetrôRio
Utilizando
o próprio livro como moeda, os usuários podem trocar até dois livros por vez,
sempre do mesmo estilo (poesia, biografia etc.) e categoria (infantil, juvenil
ou adulto) dos que estarão dispostos no carrinho.
Para
que todos possam usufruir do serviço, alguns tipos de livros não serão aceitos:
didáticos, técnicos ou desatualizados. É importante também que os livros
estejam em bom estado de conservação.
Serviço
Troca-Troca
de Livros na Biblioteca Estação Leitura
Estação
Central do MetrôRio
Toda
primeira e segunda quartas-feiras do mês, das 11h às 18h
Acontece
hoje (2/6) o lançamento do livro Indefensável
— O Goleiro Bruno e a História da Morte de Eliza Samudio (Record;
265 páginas), que revela a trama que levou ao assassinato da jovem Eliza
Samudio, mãe de Bruninho, filho do ex-goleiro Bruno. Em reportagem alentada, os jornalistas Leslie Leitão, Paulo
Carvalho e Paula Sarapu reconstroem a vida do jogador, mostram os bastidores do
clube (CR Flamengo), reconstituem o histórico
julgamento que levou à cadeia os mandantes Bruno e Macarrão e o assassino Bola.
É
impressionante a miséria humana que brota das páginas, com histórias de
traição, pobreza, riqueza, desperdício, fama, arrogância e deslumbre. Uma
história que chocou o Brasil. Num trecho, o assombro com o motivo torpe do
crime e cuja motivação até hoje é difícil de compreender: A pensão que Eliza
receberia custaria R$ 3.500 ao goleiro que ganhava, só de salário formal,
R$120.000 à época, e que era cotado para defender o Brasil na Copa que está
prestes a começar.
Serão mais de 170
lançamentos de livros de autores como Ziraldo, Ana Maria Machado, Thalita
Rebouças e Laurentino Gomes
Contadores de histórias estão entre as atividades do Salão FNLIJ
Um dos mais importantes eventos
literários do país e um dos únicos focados no público infanto-juvenil,começa hoje (28/5) a 16 ª
edição do Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, que tem o objetivo de
promover o livro e a leitura como agentes formadores da criança e do jovem. O
evento, que vai até o dia 8 de junho, acontece no Centro de Convenções
SulAmérica, no Rio de Janeiro e este ano vai homenagear a Argentina.
O Salão FNLIJ tem atração para todas as idades
O Salão contará com o 16º
Seminário FNLJ Bartolomeu Campos de Queirós, além de encontros com escritores,
lançamentos de títulos, leituras de livros, performances de ilustradores,
exposições e palestras com autores e especialistas para o público adulto.
Patrocinado pela Petrobras desde 2001, e com apoio da Prefeitura do Rio, por
meio das Secretarias Municipais de Educação e de Cultura, do Instituto C&A
e da UNIMED, o Salão FNLIJ terá ainda quatro bibliotecas específicas para cada
público, além do Espaço de Leitura e do Espaço do Ilustrador.
As crianças se encantam com as novidades literárias
O 16º Seminário FNLIJ Bartolomeu
Campos de Queirós, que acontece entre os dias 2 e 4 de junho, terá A Fantasia como tema geral. Apoiado pelo
Instituto C&A, o encontro tem por objetivo refletir com profissionais e
interessados das áreas de educação e cultura a necessidade e a importânciada leitura de livros de qualidade. O primeiro
dia será dedicado à Literatura na Argentina. Já no dia 3, ocorre o XI Encontro
de Autores Indígenas, com o tema “Literatura indígena, a bola da vez” e o
terceiro dia, 4 de junho, propõe uma reflexão sobre a literatura por meio do
tema “14º Congresso do IBBY Rio 1974 – O livro como instrumento na formação e
no desenvolvimento da criança e do jovem: 40 anos depois como está a LIJ
brasileira?”.
Público lotou o Theatro
Pedro II e aplaudiu de pé a orquestra regida por João Carlos Martins, com a
participação especial do jovem tenor Jean William. Ao todo, mais de 200 autores
e 100 artistas passaram pela Feira nos dez dias. O público estimado pela
organização foi de foi de 450 mil pessoas.
Com o Theatro Pedro II lotado aplaudindo de pé o
espetáculo emocionante da Orquestra Bachiana, regida pelo maestro João Carlos
Martins, terminou na noite deste domingo, dia 25, a 14ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto. Mais de 200 autores
e 100 artistas passaram pela Feira nos dez dias. O público estimado pela
direção da Fundação Feira do Livro neste ano foi de 450 mil pessoas.
O presidente da Fundação, Edgard de Castro, afirmou
que a Feira temática foi um enorme sucesso e que a queda de público em relação
a edições anteriores já era esperada porque neste ano os grandes shows foram
tirados da programação e o evento priorizou sua vocação literária.
"Durante dez dias, Ribeirão foi um fórum de discussão das questões da
cidadania que tanto afetam o país", disse Castro.
Cerimônia premiou 21 escritores em concurso Literário Darcy Ribeiro durante a Feira
O filósofo César Nunes, programador temático da Feira
deste ano, também ressaltou o sucesso do evento. Segundo ele, a Feira de 2014
ficará para a história da cidadania e da afirmação da sociedade civil
brasileira. "Cabe a nós testemunhar que esse momento não se mede somente
pelos grandiosos números de pessoas presentes, de livros comercializados, de atividades
artísticas e culturais, de palestras, de salões de ideias, de mesas de debates,
de conferências e de eventos circenses, teatrais, musicais e corais. Mede-se,
sim, pelo inestimável passo que demos na direção de um país melhor, democrático
e participativo, superando suas dominações históricas." Ele revelou que a
Feira de 2015 vai discutir a cultura brasileira.
Fernando Morais
Na manhã de domingo, o palco do Pedro II foi do
jornalista e escritor Fernando Morais. O conceituado biógrafo prepara um
trabalho sobre o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, que deve ser lançado
em 2015. "O livro está quase pronto, mas não pretendo lançá-lo em ano
eleitoral". O livro contará a vida de Lula, entre a saída da prisão, no
início da década de 1980, até o último dia na Presidência, em 2011.
No Salão de Ideias, Morais revelou que o livro sobre
Lula é o último que escreverá. Segundo ele, o desgaste recente sobre a
publicação de biografias é um dos motivos para sua aposentadoria. Respondendo a questões do público, o autor defendeu
veementemente a revolução cubana e os governos de Lula e Dilma Rousseff e falou
sobre as manifestações antiCopa deste ano. "O Brasil vai ter Copa. O que
não vai ter é segundo turno."
Orquestra
"Jamais a palavra esperança desapareceu da
minha vida. Há 10 anos me disseram que eu nunca mais poderia tocar
profissionalmente, mas aqui estou eu, eu toco, pois quero tocar o coração das
pessoas através da música." A frase do maestro e pianista João Carlos
Martins foi uma das que encantaram a plateia, que vibrou e aplaudiu de pé cada
peça tocada no último evento da Feira do Livro.
"Mudei todo meu repertório hoje à tarde.
Isso aqui não é um concerto comum, isso aqui é um encerramento e o que é
melhor, de uma Feira de livros, de cultura e fechar com música é uma honra pra
mim", disse o maestro que tocou Mozart, Beethoven, tangos e uma homenagem
especial para Ribeirão Preto, "Trem das Onze".
Martins, que regeu e tocou piano, trouxe também dois
convidados especiais: o também maestro Serguei Eleazar de Carvalho e o jovem
tenor Jean William, natural de Barrinha, município próximo a Ribeirão Preto,
que emocionou a plateia com sua potência vocal e interpretação.
No final do concerto, o público continuou de pé,
insistindo em um um bis. Martins voltou então sozinho, tocou o Hino Nacional e
foi ovacionado.
As crianças prestigiaram a 14ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto
A Feira
A Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto é
realizada pela Fundação Feira do Livro, entidade sem fins lucrativos presidida
pelo empresário e cineasta Edgard Castro, com apoio total da Prefeitura de
Ribeirão Preto. Nesta edição, realizada de 16 a 25 de maio, o evento promoveu encontro com
escritores, conferências, apresentações de música, teatro e dança, oficinas e
várias outras atividades culturais, todas gratuitas.
Praça Benedito Calixto será o palco
de evento sobre o criador da Graúna, que completaria 70 anos em 2014
O Autor na
Praça, evento de difusão literária que promove encontros entre autores e
público, recebe no próximo dia 31 (sábado) as comemorações paulistas dos 70
anos do cartunista Henfil, que estão sendo celebrados pelo Instituto Henfil Educação e Sustentabilidade desde fevereiro com
uma série de eventos, relançamentos e projetos de recuperação de sua obra.
A partir das 11h, na Associação Amigos da Praça (na
Praça Benedito Calixto, 112), o público poderá conferir uma exposição de 22
banners com tirinhas e charges do cartunista Henfil. Às 14h, no espaço Plínio Marcos, na própria Praça
Benedito Calixto, será realizada uma roda de conversa sobre a vida e a obra de
Henfil, com a presença da jornalista Rose Nogueira, que foi diretora dele
quando o cartunista fazia esquetes para o quadro TV Homem nos anos 80, além de
Ivan Consenza, filho do Henfil, e Mateus Prado, idealizador do projeto de
relançamento da Coleção Fradim.
Henrique de Sousa Filho, o Henfil, foi um dos
maiores quadrinistas brasileiros. Ele, que foi também escritor e jornalista, se
destacou principalmente na produção de tirinhas, cartoons e charges com
temáticas políticas e sociais, especialmente na edição das revistas dos
“Fradins”, mostrando que era possível contar boas histórias com traços simples,
transformando as mazelas da sociedade em piadas críticas e libertárias.
As revistas da Coleção Fradimestarão disponível
para venda durante o evento. São 31 revistas que foram relançadas este ano como
parte da comemoração dos 70 anos do cartunista. Todas foram publicadas
originalmente pelo Henfil ao longo da década de 1970, com coletâneas de
historinhas dos fradins Cumprido e Baixim e da Graúna junto com a Turma da
Caatinga.
O evento conta com apoio do Sindicato dos
Jornalistas, que também terá uma programação comemorativa de 70 anos do Henfil
no dia 02, com uma exposição e realização de mesas redondas sobre o trabalho do
Henfil.
A
abertura oficial da 14ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto ocorre hoje (15/5)
à noite, em cerimônia que contará com a pré-estreia do mais novo espetáculo da
Companhia de Dança Deborah Colker, Belle. A África do Sul é o país homenageado
deste ano.
De
amanhã e até o próximo dia 25, o evento, que é o segundo maior do gênero no
Brasil, irá oferecer 600 atrações gratuitas, divididas por 14 espaços da
cidade. Participam da programação 98 autores nacionais, seis internacionais,
113 locais e regionais, além de 45 personalidades de expressão nacional. Entre os homenageados, Ana Maria Machado, Mário Quintana, Darcy Ribeiro, Ely Vieitz Lisboa e José Carlos Ferreira.
A
pauta desta 14ª edição está centrada em uma série de debates sobre os novos
direitos civis no Brasil. As condições da criança, da mulher, do idoso, do
negro, do índio, da pessoa deficiente, do homossexual e da juventude serão tema
de várias conferências ao longo dos dez dias de atividades. "Vamos falar
sobre nós, sobre todos, sobre o país. Cada dia será dedicado ao debate sobre o
livro e a leitura ante as condições de diferentes sujeitos sociais e seus
direitos civis", explica o presidente da Fundação Feira do Livro,
organizadora do evento, Edgard de Castro.
"Maracanazo
- A História Secreta" será lançado no Rio na segunda-feira
*por André Luiz Cardoso
Muitos
brasileiros ficam arrepiados só em pensar no jogo final da Copa de 50,
no Brasil. Em pleno Maracanã, a seleção canarinho perdeu para o Uruguai
por 2 a 1, tendo a vantagem do empate e de ainda ter saído na frente do
marcador, para surpresa e desespero dos mais de 200 mil torcedores
presentes ao estádio e que protagonizam um silêncio, jamais presenciado
no até então maior estádio do mundo.Tristeza de um país, alegria dos
uruguaios, que se tornaram bicampeões mundiais (1930 e 1950), em três
Copas até então realizadas.
Foi
pensando em reviver a história da Copa de 1950, e contextualizá-la com o
momento atual, com o retorno da Copa do Mundo ao Brasil após 64 anos,
que o jornalista uruguaio Atílio Garrido, um dos mais influentes
profissionais da mídia esportiva daquele país, lança o livro "Maracanazo
- A História Secreta" (Editora Ilimitados), na próxima segunda-feira, dia
12, às 19 horas, na Livraria da Travessa, em Ipanema. De forma
imparcial, o autor vai além do relato esportivo. Ele cria um documento
histórico informativo, crítico e emocionante deste que foi um dos
maiores fatos do futebol mundial e que teve profundas consequências nas
histórias do Brasil e do Uruguai, em seus âmbitos cultural, social,
político e, obviamente, esportivo.
Atílio
Garrido situa o leitor em todo o contexto em que a Copa de 1950
ocorreu, chegando ao ápice no fatídico dia 16 de julho, data da final
entre Brasil e Uruguai. O autor se transforma em um guia para o leitor
numa viagem através do tempo, num mergulho nas sociedades brasileira e
dos demais países sul-americanos da época. Enriquecido por relatos de
jogadores, dirigentes e jornalistas; o autor aborda assuntos como o
desafio da construção do Maracanã, a euforia da torcida brasileira,
detalhes sobre as preparações das equipes, pontos de vista dos campeões
uruguaios e dos brasileiros derrotados, e tudo sobre o antes, o durante e
o pós da triste final da primeira Copa do Mundo disputada no Brasil. O
livro, que custa entorno de R$ 60, deu origem ao filme "Maracanã",
documentário lançado em março e que atraiu milhares de espectadores ao
Estádio Centenário, em Montevidéu, e às salas de cinema no Uruguai e de
vários outros países.
O Dia Mundial do Livro e do
Direito de Autor (também chamado de Dia Mundial do Livro) é um evento
comemorado todos os anos no dia 23 de abril, e organizado pela UNESCO (Organização
das Nações Unidas Para a Educação, a Ciência e a
Cultura) para promover a o prazer da leitura, a publicação de livros e a
proteção dos direitos autorais. O dia foi criado na XXVIII Conferência Geral da
UNESCO que ocorreu entre 25 de outubro e 16 de novembro de 1952.
A data de 23 de abril foi
escolhida porque nesta data do ano de 1616 morreram Miguel de Cervantes,
William Shakespeare e Garcilaso de la Vega. Para além disto, nesta data, em
outros anos, também nasceram ou morreram outros escritores importantes como
Maurice Druon, Vladimir Nabokov, Josep Pla e Manuel Mejía Vallejo.
Por causa disso, passamos a
comemorar no mundo todo o Dia do Livro. E como livro não nasce em árvores,
também se resolveu estender a comemoração ao direito daquele que escreve o
livro: o autor! O autor é o poeta, o romancista, o cientista, o filósofo, o
professor. É quem cria o conhecimento e também quem transmite este
conhecimento.
Ninguém nasce gostando de ler. Ler é uma coisa que a
gente aprende devagar e que leva com a gente para a vida toda. O livro é uma
forma universal de transmissão de conhecimento. Por isto ele une culturas tão
diferentes, países tão distantes entre si.
O direito desses criadores é garantido por lei. Quem
cria o livro tem direito a ter sua obra protegida e a receber por aquilo que
criou.
Todos os anos são
organizados uma série de eventos ao redor do mundo para celebrar o dia.
Morreu na tarde desta quinta-feira (17), na Cidade do
México, o escritor colombiano Gabriel García Márquez. Ganhador do Prêmio Nobel
de Literatura de 1982, o escritor e jornalista morreu em casa, aos 87 anos,
rodeado de parentes e amigos.
Gabriel García Márquez morreru na Cidade do México
Nascido em Aracataca, na Colômbia, no dia 7 de março
de 1927, García Márquez, que era também jornalista, vivia atualmente no México.
Entre seus livros mais conhecidos, destacam-se Cem Anos de Solidão e O Amor
nos Tempos do Cólera.
“Mil anos de solidão e tristeza pela morte do maior
colombiano de todos os tempos!", escreveu o presidente da Colômbia, Juan
Manuel Santos, em sua conta pessoal no Twitter. Na mensagem, Santos manifestou
solidariedade e prestou condolências à família de García Márquez.
Seu primeiro livro, La Horajasca, foi publicado em
1955 e apresenta pela primeira vez o povoado fictício de Macondo, onde mais
tarde seria ambientada a história de Cem Anos de Solidão. Publicado em 1967, o
livro é considerado o mais importante da carreira de García Márquez e também a
segunda obra mais relevante de toda a literatura hispânica, ficando atrás
apenas de Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes. Cem Anos de Solidão
já vendeu cerca de 30 milhões de exemplares em 35 idiomas.
Em 1982, García Márquez foi escolhido o vencedor do
Nobel de Literatura “pelos seus romances e contos, em que o fantástico e o real
se combinam num mundo densamente composto pela imaginação, refletindo a vida e
os conflitos de um continente”, segundo o comitê. Foi o segundo
latino-americano a receber o prêmio, tendo sido o chileno Pablo Neruda o
primeiro.
Depois do Nobel, García Márquez publicou livros como O
Amor nos Tempos do Cólera, Notícia de um sequestro e sua autobiografia, Viver
para Contar, de 2002. Seu último livro, Memórias de minhas putas tristes, foi
escrito e lançado em 2004. Em abril de 2009, o escritor anunciou que iria se
aposentar e não publicaria mais nenhum livro. A notícia foi confirmada em 2012,
quando seu irmão anunciou que Gabo sofria de demência, havia perdido a memória
e não voltaria a escrever.
Vida pessoal
Os pais de García Márquez chamavam-se Gabriel Eligio
García e Luisa Santiaga Márquez e tiveram, além dele, dez filhos. Quando seus
pais se mudaram para Barranquilla, em 1929, o escritor permaneceu em Aracataca
e passou a morar com os avós, Doña Tranquilina Iguarán e o coronel Nicolás
Ricardo Márquez Mejía, que teriam inspirado personagens de Cem Anos de Solidão.
Em 1958, após retornar da Europa, casou-se com
Mercedes Bacha, um amor de infância, com quem teve dois filhos: Gonzalo e o
cineasta Rodrigo.
García Márquez teve câncer duas vezes: em 2002, anunciou que a doença tinha
atingido seu sistema linfático e, em 2014, a família informou que pulmão, gânglios e
fígado estavam comprometidos. Por causa de sua idade avançada, o escritor não
passou por novo tratamento, recebendo apenas cuidados paliativos.
Em seus últimos anos, as aparições públicas de Gabriel García Márquez
diminuíram bastante. A última foi no seu aniversário, quando saiu de casa para
receber os parabéns de jornalistas e alguns leitores.
Presidente Dilma: personagens de
García Márquez ficarão na memória de milhões de leitores
A presidenta Dilma Rousseff disse que recebeu com
tristeza a notícia da morte do escritor colombiano Gabriel García Márquez,
“dono de um texto encantador”, segundo ela. O escritor morreu hoje (17), aos 87
anos, na Cidade do México. Para Dilma, os personagens singulares de García
Márquez continuarão “no coração e na memória de seus milhões de leitores”.
Presidente Dilma
“Dono de um texto encantador, Gabo [como o escritor
era conhecido] conduzia o leitor pelas suas Macondos imaginárias como quem
apresenta um mundo novo a uma criança”, disse a presidenta, em referência ao
vilarejo onde se passa uma de suas principais obras, Cem Anos de Solidão.
“Seus personagens singulares e sua América Latina
exuberante permanecerão marcados no coração e na memória de seus milhões de
leitores”, afirmou Dilma em nota de pesar e na sua conta pessoal no Twitter.
Ex-presidente Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também
lamentou a morte do mais famoso autor colombiano. “Gabriel García Márquez foi
um extraordinário escritor, um exímio jornalista, um grande militante das
causas democráticas populares e um símbolo para todos nós da América Latina e
do mundo”, disse.
Para Lula, o escritor retratou com “grande talento” a
realidade e a magia do povo latino-americano. “Ele, que foi o primeiro
colombiano a receber o Prêmio Nobel de Literatura, representou a América Latina
em suas obras e por onde passou”, disse o ex-presidente.
Morte é lamentada na 2ª
Bienal Brasil do Livro e da Leitura
Vieira foi preciso ao dizer que a notícia era muito
triste "para a gente". Cada um dos debatedores tinha uma ligação com
o escritor. "O primeiro livro que eu li do começo ao fim foi Cem Anos de Solidão. O primeiro livro
que eu li numa sentada. E reli agora, depois de 30 anos, também numa sentada. Um
livro que você não cansa, que pode ler de cinco em cinco anos e cada vez
descobre mais alguma coisa", disse o também poeta Nicholas Behr.
O livro, um dos títulos mais conhecidos do autor, ao
lado de O Amor nos Tempos do Cólera,
também é admirado pelo poeta Ademir Assunção, vencedor do prêmio Jabuti de
Poesia no ano passado. "Tenho certeza que a maioria dos leitores de 50,
60 anos se encantaram e se admiraram com Cem
Anos de Solidão. Para quem costuma ler, gosta de ler, o livro
encantou, assustou e pasmou grande parte dos leitores".
Assunção explica: "O livro surgiu numa
literatura com uma voz muito diferente, tanto na literatura brasileira quanto
na latino-americana", diz e acrescenta. "Para mim, o que me encanta
[na obra] é como a realidade se desdobra em muitas realidades".
A morte do escritor foi uma surpresa para o poeta
Wilson Pereira. "Sou leitor assíduo, já li quase todos os livros dele,
sabia que ele estava adoentado, mas esperava que ele fosse viver um bom tempo
ainda. O mundo perde um dos seus grandes escritores da modernidade, da
atualidade".
Na plateia, a jornalista e escritora Theresa Hildar
lamenta não ter conhecido García Márquez, não ter falado com o escritor. Ela
conta que eles já estiveram no mesmo ambiente, em Nova York. Ela estava no
Michael's Pub para escutar o cineasta norte-americano Woody Allen tocar. García
Márquez também estava lá, em uma mesa próxima. "Eu tava tão louca para
ver Woody Allen, que não vi o Gabriel García Márquez".
Para provar a história, Theresa guarda uma foto com o
cineasta, na qual aparece também o escritor. "Eu não dormi a noite
inteira, eu perdi a oportunidade de conhecer um ídolo. Nunca ia pensar que
teria dois ídolos numa noite só. Eu ficava alimentando, um dia vou visitar a
casa dele, agora não tem mais jeito. Agora é só história".
A 56a edição do
Prêmio Jabuti está com inscrições abertas até 30 de junho. Este ano, o prêmio
que tem nova curadora, também estará de casa nova
A Câmara
Brasileira do Livro (CBL) abriu as inscrições para o Prêmio Jabuti 2014, a
maior condecoração literária do país. Editores, autores,
ilustradores, tradutores, capistas e designers têm até o dia 30
de junho para inscrever seus livros, em 27 categorias.
Serão aceitas
obras inéditas, editadas no Brasil, entre 1º de janeiro a 31 de dezembro de
2013, inscritas no ISBN e que apresentam ficha catalográfica. Até mesmo as
antologias deverão ser compostas por textos integralmente inéditos para
concorrer. Os interessados em se inscrever devemacessarwww.premiojabuti.com.br. O site
também disponibiliza o regulamento completo da premiação.
Novidades
O Prêmio
Jabuti 2014 está repleto de novidades. A escritora e professora Marisa Lajolo é
a nova curadora e o Conselho Curador, instituído em 2012, segue com Antonio
Carlos de Moraes Sartini, Frederico Barbosa, Luis Carlos de Menezes e Márcia
Lígia Guidin.
A cerimônia de
entrega do Jabuti também estará de casa nova. Depois de oito anos sendo
realizada na Sala São Paulo, o Jabuti chegará as mãos dos vencedores no
Auditório Ibirapuera, em 18 de novembro de 2014.
E, por fim,
uma nova categoria, a de número 27, foi criada: Tradução de Obra Literária
Inglês-Português terá uma premiação especial, concedida pela British Council.
Esta premiação será composta por viagem a um festival literário no Reino Unido
em 2015, com todas as despesas de transporte, estadia e alimentação incluídas,
além da oportunidade de conhecer autores e tradutores britânicos e de ter
acesso a fontes de pesquisa de seu interesse que estejam disponíveis durante o
período da visita.
Karine Pansa, presidente da CBL
Para a presidente da CBL, Karine Pansa, estas
novidades enaltecem o caráter do Jabuti, que em mais de meio século de
existência, renova-se permanentemente, cumprindo sua missão principal de
promover o livro, conferir visibilidade à produção editorial brasileira,
reconhecer talentos e revelar novos escritores.
A premiação
Os laureados
em todas as categorias que compõem o prêmio receberão o troféu Jabuti e o valor
de R$ 3,5 mil. Os vencedores do Livro do Ano – Ficção e Livro do Ano – não
Ficção serão contemplados, individualmente, com o prêmio de R$ 35 mil, além da
estatueta dourada.
Um júri
composto por especialistas, indicado pelo Conselho Curador do Prêmio, escolherá
os vencedores. Este conselho ficará responsável pelo acompanhamento
e pelo julgamento de todas as etapas do prêmio, bem como pelo julgamento dos
casos não contemplados pelo Regulamento.
A
Editora Mackenzie participa pela primeira vez da Feira Internacional do Livro,
que acontece entre os dias 24 de abril e 12 de maio, em Buenos Aires. Neste
ano, a cidade homenageada é São Paulo e os organizadores da Feira convidaram a
Editora Mackenzie, da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), a produzir um
livro sobre a cidade, em parceria com a Editora Eduvim, da Universidade
Nacional de Villa María (UNVM), Córdoba.
Desse
convite surgiu assim o livro Narrar San Pablo: Una ciudad a través de
sus libros, organizado por Helena Bonito Pereira, professora da UPM, para
ser comercializado na Feira e também distribuído a personalidades de destaque
no mundo editorial argentino e brasileiro.
A obra
pretende aproximar os povos por meio de narrativas, contos, fragmentos de
novelas e crônicas produzidas por escritores brasileiros que representam as
últimas décadas do ciclo passado, ainda em atividade, e em destaque na nossa
literatura.
Profesora Helena Bonito
O
livro foi organizado em sequência cronológica e dividido em três partes: a
primeira traz os escritores que participam do cenário brasileiro há mais tempo,
como Lygia Fagundes Telles, Audálio Dantas, Ignacio de Loyola Brandão, Bernardo
Kucinski e Anna Maria Martins. Na segunda estão os autores vinculados direta ou
indiretamente à chamada “geração dos anos noventa” Luiz Rufatto, Luiz Brás,
Elvira Vigna, Renato Modernell e Joaquim Maria Botelho; e na terceira parte
está a nova geração, composta por jovens escritores como José Luiz Passos,
Andrea del Fuego, Ricardo Lísias, Cristhiano Aguiar e Caio Tozzi, todos
nascidos depois de 1970.
Indicado
para todos os públicos, a obra reúne textos tradicionais e textos
contemporâneos, retratando São Paulo em diferentes momentos, desde um período
tranquilo até a vida agitada na metrópole de hoje.
A
organizadora, Helena Bonito Pereira, fará no dia 27 de abril, às 14h30, uma
palestra sobre o livro “Narrar San Pablo”, no estande San Pablo, una ciudad
increible, organizado pela Biblioteca Mário de Andrade.
A
Editora Mackenzie, hoje com quase 15 anos de mercado, publicou mais de 100
títulos nas áreas de Administração, Educação, Engenharia, Filosofia,
Psicologia, Teologia, entre outras, contribuindo para o desenvolvimento da
educação brasileira.
Serviço
Evento:
40ª Feria Internacional del libro de Buenos Aires
Data:
De 24 de abril a 12 de maio
Local:
H. Yrigoyen 1628 5.° Piso, Buenos Aires, Argentina