quinta-feira, 3 de outubro de 2024

“A Cadeira Mágica Amiga” é o novo lançamento da jornalista, professora e escritora Cidda Alves Schmidl

 

Sessão de autógrafos acontece neste sábado (5), na UNIFACHA, em Botafogo

 

Imagine ter alguém com quem conversar e obter todas as respostas às suas dúvidas. Foi com essa ideia que o livro “A Cadeira Mágica Amiga” nasceu. Um belo dia, a autora Cidda Alves Schmidl se questionou sobre a importância de ter alguém de confiança para conversar e, ainda, ter as perguntas respondidas de uma maneira leal e descontraída.

 


O lançamento vai acontecer no próximo sábado, dia 5, às 10h, na Sala da Biblioteca da UNIFACHA, à Rua Muniz Barreto, 51, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

 

“A Cadeira Mágica Amiga” é um diálogo entre uma menina, Belinha, e uma cadeira. As conversas geram reflexões sobre amizade, autoconfiança e as relações interpessoais. Essa obra infantil inspira e faz refletir sobre os acontecimentos do cotidiano de uma criança, auxiliando-a no seu desenvolvimento pessoal, além do reconhecimento dos nossos sentimentos.


 


Belinha está descobrindo o mundo e tem muitos questionamentos. É a fase da autodescoberta em que ela se defronta com novos acontecimentos. A cadeira mágica se torna uma amiga e leva Belinha a acreditar em si mesmo e a ter uma nova visão da vida.

 

Sinopse

“A Cadeira Mágica Amiga” conta a envolvente história de Belinha, uma menina curiosa e inteligente, que descobre uma cadeira mágica com a qual pode conversar. Juntas, elas exploram temas profundos como autoconhecimento e relações interpessoais. Através de diálogos divertidos e reflexivos, Belinha é incentivada a refletir sobre aspectos importantes da vida cotidiana, como família, amizade e autoconfiança.


Cidda Alves Schmidl 

 

Sobre a autora

Mestra em Ciências da Comunicação pela Universidade Fernando Pessoa (Portugal), Cidda Alves Schmidl é jornalista, professora e escritora. Pós-Graduada em Docência do Ensino Superior, Comunicação Empresarial e Marketing. Começou a trabalhar com educação aos 16 anos, no interior do Ceará, onde nasceu. Depois, partiu para o Rio de Janeiro com uma mochila nas costas em busca de descobrir o mundo. Enfrentou muitos desafios, mas conseguiu concluir o ensino superior. “O meu propósito é avançar cada vez na escala do conhecimento e contribuir com o crescimento pessoal e profissional de outras pessoas”, enfatiza.

 

Serviço

Lançamento do Livro Infantil “A Cadeira Mágica Amiga”.

Data: 05/10/24, às 10h (Sábado).

Local: UNIFACHA (Faculdade e Universidade) - Sala da Biblioteca

Rua Muniz Barreto, 51 - Botafogo, Rio de Janeiro.

Autora: Cidda Alves Schmidl

Literando Editora

Ilustrador: D`AUMON

Dimensões: 20x20cm

Páginas: 44

Valor: R$42,00

terça-feira, 24 de setembro de 2024

Jornalista e professor Marcelo Kischinhevsky lança, nesta quarta-feira (25), o livro "Cultura do podcast: reconfigurações do rádio expandido"

 

Como os podcasts são produzidos? Que representações sociais e narrativas difundem? Como são ouvidos? Que laços constroem com suas audiências e em que medida são restringidos (ou não) por órgãos regulatórios? Para responder estas perguntas, o jornalista e professor Marcelo Kischinhevsky (ex-Jornal do Brasil, O Dia e O Globo) lança, nesta quarta-feira (25), o livro Cultura do podcast: reconfigurações do rádio expandido, com o selo da Editora Mauad X, que investiga o circuito de cultura do podcasting a partir de cinco instâncias: produção, representação, consumo, identidade e regulação.



O autor traça uma história desta prática radiofônica batizada há exatos 20 anos, identificando os principais atores – produtoras, redes de podcasts, grupos tradicionais de mídia e grandes plataformas digitais –, a partir de entrevistas com 16 profissionais de podcasting dos mais diversos perfis, de microempresas a grandes companhias.

 

O livro apresenta ainda as principais tendências do mercado, entre elas destacam-se o crescente investimento em jornalismo narrativo, a articulação com mídias sociais e aplicativos de mensagens instantâneas em estratégias de engajamento e fidelização de ouvintes, os mitos sobre a produção de podcasts em vídeo, a montagem de shows em casas de espetáculos e os desafios trazidos pela opacidade dos algoritmos das plataformas e pelas incertezas sobre métricas de audiência.

 

Marcelo Kischinhevsky

Diretor do Núcleo de Rádio e TV, responsável pela implantação da Rádio UFRJ, Kischinhevsky é professor dos cursos de Jornalismo e de Radialismo da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ).

 

A sessão de autógrafos será realizada nesta quarta-feira, dia 25, na Janela Livraria, à Rua Maria Quitéria 171, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro, das 19 às 21h.


 

SERVIÇO

Título: "Cultura do podcast: Reconfigurações do rádio expandido"

Autor: Marcelo Kischinhevsky

Editora: Mauad X

Preço de capa: R$ 66

Site: https://mauad.com.br/cultura-do-podcast-reconfiguracoes-do-radio-expandido

Lançamento: Janela Livraria, Rua Maria Quitéria 171 Jardim Botânico Rio de Janeiro. Quarta-feira 25 de setembro de 2024, às 19h.

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Lipe Portinho lança seu primeiro livro de ficção: “Pepe McClay & O Balé Delirante”

 

Livro tem trilha sonora original acessível por QR Code impresso em cada capítulo

 

O músico e escritor Lipe Portinho acaba de lançar seu primeiro livro de ficção, Pepe McClay & O Balé Delirante, em movimentada noite de autógrafos na Livraria da Travessa Ipanema. Dono de uma cultura plural, Lipe reuniu a vivência de músico clássico – foi reconhecido pelo prêmio americano "Marvin Hamlisch International Music Awards", como um dos cinco melhores compositores clássicos em 2020 -, com a de músico pop brega – foi um dos fundadores do icônico grupo “Os Copacabanas” que lotou shows na década de 90. Misturou esta incongruência com o período em que foi maestro do balé “Ana Botafogo in Concert”, com seus muitos anos de análise.


 

Dessa junção nasceu o livro “Pepe McClay & O Balé Delirante”, uma combinação de suspense e realismo fantástico que aborda a psicose humana, desejo, culpa e identidade, através do mundo das Artes.  Como bom músico que é, Lipe Portinho criou algo inédito: uma trilha original para o livro, que pode ser acessada por QR Codes impressos nas páginas iniciais de cada capítulo.

 

“O artista talvez seja o sujeito mais próximo de uma realidade psicótica pela abstração de seu ofício e, por essa analogia, o músico seria o mais louco deles por lidar com a mais abstrata de todas as artes. Com essa capacidade de abstração, inventei personagens não humanos, fantoches, para contar uma história de assassinato com final revelador”, explica Lipe sobre sua motivação para o tema, ressaltando, “que a psicose não é para ser glamourizada nem tampouco varrida para baixo do tapete.”

 

Lançada pela editora Livros Ilimitados, a obra “Pepe McClay & O Balé Delirante” narra a história de um boneco de manipulação (Pepe) que, atormentado pela morte enigmática de seu pai, George, sai a procura do assassino com a ajuda dos amigos Javier, o neurótico, Pâmela, uma backing vocal sedutora, Reginaldo Rosso, um cantor brega cheio de traumas, e Dra. Ginastera, a analítica detetive. Juntos, os bonecos moradores de Hespérides, passeiam pelos inferninhos de Copa Elísios, vagam pela Depressão Geológica de ID e descem às entranhas do reino subterrâneo de Subaio, um lugar aparentemente sem volta. Entre revelações que abalam as fundações da mente do protagonista e confrontos com demônios externos e internos, Pepe tenta lidar com o maior dos mistérios: a realidade.


Lipe Portinho

 

Lipe Portinho é autor dos livros de não ficção "Por Que Não Apareceu Outro Tom" e "Brazilian Bass Grooves", além de produtor de documentários como “JAZZ”, do canal Arte 1, arranjador e compositor de trilhas sonoras para o cinema, incluindo "A Deus", vencedor do Festival de Cinema de Buenos Aires.

sexta-feira, 23 de agosto de 2024

Jornalista Giane Gatti lança livro que facilita a vida de quem quer ser mais sustentável

 

Com informações relevantes, reflexões, histórias pessoais, dicas práticas e uma boa dose de humor, o livro MUDE OU MUDE-SE PARA MARTE - um empurrãozinho para uma vida com hábitos mais sustentáveis, da jornalista Giane Gatti, é ao mesmo tempo um guia para melhorarmos o mundo cotidianamente e um alerta de que o tempo está ficando curto para agirmos.

A mensagem é que dá sim para ter mais hábitos sustentáveis de uma maneira leve, sem complicação. Mas tudo começa entendendo nosso impacto negativo diário, ao verificarmos nossa maneira de viver e de consumir, e assim, fazer mudanças de uma forma simples e gradativa.

Giane Gatti afirma que “na correria da vida, entramos no modo piloto automático. Precisamos fazer escolhas mais conscientes ao nos reconectarmos com a nossa essência e com a natureza, da qual fazemos parte e somos dependentes de tudo para viver (sol, sombra, oxigênio, água, matérias-primas etc).”

Um dos capítulos de destaque é A revolução começa pela boca, que trata da alimentação, “porque é importante estar ciente de todo o processo: de onde vem o alimento que compro, como é produzido, como ele chega até mim (emissão de gases de efeito estufa no transporte e na fabricação), que tipo de embalagens têm, se elas serão recicladas”, explica a autora.

Giane Gatti aborda as três grandes crises que a humanidade já enfrenta: mudanças climáticas, perda de biodiversidade e a poluição. Além do problema do resíduo plástico, que já é considerado a quarta crise.


Giane Gatti 

Prefácio é de Bianca Ramoneda e ‘orelha’ de Cris Pàz (Cris Guerra)

O prefácio é de autoria da escritora, atriz e jornalista Bianca Ramoneda, que, durante muitos anos, esteve à frente dos programas Starte e Ofício em Cena na Globonews. Segundo Bianca, "Giane Gatti une em sua escrita três características primorosas e muito difíceis de se estruturarem em harmonia: uma quantidade robusta de informações e pesquisas sobre o tema; uma linguagem simples tratando de assuntos complexos e o coração aberto, exposto em sua fragilidade e grandeza."

Já a orelha do livro é da escritora e palestrante Cris Pàz (que antes assinava como Cris Guerra). Ela afirma que “Hugo Werneck, um dos primeiros ecologistas do Brasil, costumava dizer que ‘o homem só sabe ir, não sabe voltar’. Este livro é o mapa de como chegamos até aqui. E é com ele que vamos fazer o caminho de volta.”

Giane Gatti ainda dá dicas práticas e, de maneira divertida, cria cinco perfis e respectivas ações sustentáveis para o leitor avaliar em que nível ele se encontra.

No livro há dados como:

- “Na vida moderna, tocamos mais plástico do que em nossos entes queridos"; “cerca de 40% dos produtos plásticos se tornam lixo com menos de um mês”, segundo o Atlas do Plástico;

- “A produção de soja no Brasil ocupa uma área maior do que a Alemanha” e “a presença do agrotóxico malationa no feijão do Brasil é 400x maior do que a permitida na União Europeia (UE), e a quantidade de glifosato na água potável é 5 mil vezes maior aqui do que na EU”, de acordo com a Dra. Larissa Bombardi da USP;

- as bactérias correspondem a 13% da biomassa total do planeta, as plantas 82% e os seres humanos apenas 0,01%, segundo estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Sobre a autora: 
Giane Gatti é jornalista desde 1994. Trabalhou na Globonews, site G1, Globo.com, Rede Manchete e SBT. É palestrante e produtora de conteúdo em sustentabilidade e colunista da revista Plurale. Como produtora em projetos culturais de impacto socioambiental realizou a mostra Inspira Terra, do cineasta e fotógrafo francês Yann Arthus-Bertrand e as etapas brasileiras do projeto mundial Beyond Walls, do artista francês Saype. Pratica meditação Raja Yoga da Brahma Kumaris desde 2010 e esteve duas vezes na Índia aprimorando seus estudos.

Mude ou mude-se para Marte – um empurrãozinho para uma vida com hábitos mais sustentáveis
168 páginas
1ª edição, 2024
ISBN 978-65-980024-5-9
Editora Mireveja – selo Redemunho

Venda online no site:
https://www.editoramireveja.com/product-page/mude


Serviço:
Lançamento do livro Mude ou mude-se para Marte – um empurrãozinho para uma vida com hábitos mais sustentáveis de Giane Gatti
Data: 05 de setembro
Horário: Das 17h às 20h
Local: Magna Cozinha - rua Dona Mariana 81, em Botafogo.

sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Trajetória de sucesso e solidão de um ex-camisa 10 da Seleção Brasileira de futebol

 

Em autobiografia, Paulo Silas Pereira revela intimidades e os bastidores da carreira no futebol até a consagração mundial

Paulo Silas do Prado Pereira, ou simplesmente Silas, como os fãs de futebol o conhecem, foi um dos grandes nomes do São Paulo Futebol Clube nos anos 1980 e, durante a Copa de 1990, herdou a camisa 10 da Seleção Brasileira que pertenceu a Zico. Com brilhantismo dentro e fora dos campos, Paulo Silas precisou se esforçar para provar o próprio valor e enfrentar muitos altos e baixos ao longo da carreira. Os bastidores dessa jornada de superação são contados na autobiografia Além do Sucesso: um em um milhão, publicada pela Editora Vida.


 

No livro, o profissional que pensou diversas vezes em desistir, mas amarrou as chuteiras e decidiu jogar até o fim em todas as partidas da vida, relata os momentos em que a fé e a coragem venceram o cansaço, a tristeza e a solidão. Os leitores também poderão conhecer detalhes da origem humilde em Campinas, os graves problemas de saúde na infância e a perda precoce da mãe, até a consagração mundial como referência no esporte.

 

Das fases de glória às dores emocionais, Silas relembra, ainda, as vezes em que teve que esperar como reserva dos times, as grandes disputas internacionais, quando venceu o prêmio Bola de Ouro da Adidas no Mundial Sub-20, e os 15 anos em que viveu em solo europeu para jogar em Portugal e Itália. Ainda, ele compartilha um dos dias mais dolorosos da própria carreira: quando soube que o pai morrera vítima de um AVC – enquanto Silas jogava fora do Brasil. 

 

A distância da família e dos amigos do Brasil tornavam as coisas mais difíceis [...] se em campo tudo transcorria muito bem, fora dele enfrentávamos as dificuldades de qualquer imigrante, em busca de nos sentirmos menos solitários e acolhidos numa terra estranha. Em Lisboa, encontramos uma Igreja do Nazareno, e por lá adotamos a rotina de congregar. Foi muito importante viver em um país de língua portuguesa e com uma comunidade cristã que já era nossa conhecida. Para mim, estar em uma igreja funciona como um braseiro que mantém a chama acesa dentro de nós cristãos — é onde você conversa, percebe as necessidades das pessoas, e elas percebem as suas.

(Além do sucesso: um em um milhão, p. 103)

 

Entre os desafios dessa trajetória, o autor destaca como a fé cristã o ajudou a superar todas as adversidades da carreira. O atleta também oferece reflexões sobre a importância de cuidar do corpo, da mente e do espírito, a fim de incentivar as pessoas a buscarem seus sonhos com o coração aberto para receber os planos de Deus. Dividido em três partes, o livro é uma retrospectiva sincera sobre como o meio-campista transcendeu as fronteiras dos gramados para se tornar um exemplo de perseverança, valores familiares e dedicação missionária.

 

Mais do que uma visão inspiradora sobre o que significa vencer, Além do Sucesso: um em um milhão revela os segredos de um pai, marido e membro ativo da comunidade cristã sobre como deixar um legado positivo pelos caminhos trilhados e alcançar um sentido mais profundo de realização e propósito.


Silas

Sobre o autor

Paulo Silas do Padro Pereira, ou simplesmente Silas, foi um dos grandes nomes do São Paulo Futebol Clube nos anos 1980. Durante a Copa de 1990, herdou a camisa 10 da Seleção Brasileira que pertenceu a Zico. Filho de Geny e Alberto, cresceu em uma família numerosa, de nove irmãos, entre eles Eli Carlos, jogador, técnico, dirigente, comentarista esportivo e grande inspiração de Silas e Paulo Pereira – irmão gêmeo e ex-jogador do FC do Porto, Benfica e Genova. 

Acompanhe o autor nas redes sociais: @silascoach

 

Sobre a editora

A Editora Vida oferece títulos nas áreas infantil, jovem, relacionamentos, espiritualidade, vida cristã, ficção, acadêmicos e bíblias. Com enfoque contemporâneo e respeito a obras clássicas, promove o crescimento espiritual do leitor. Com mais de 60 anos de destaque na publicação e venda de literatura cristã, também se firma como relevante distribuidora de Bíblias, em diversas versões, edições especiais e traduções inéditas.

segunda-feira, 29 de julho de 2024

Futebol feminino: livro resgata história de time pioneiro proibido de jogar no Brasil

 

Obra revisita as origens do Primavera Atlético Clube, forçado a fechar sob decreto do Governo Vargas, que baniu a presença de mulheres em campo por quase 40 anos

 

Em 1940, o futebol feminino se tornou uma verdadeira febre, que atraía torcedores e estava prestes a ganhar todo o país. Infelizmente, esse cenário próspero, que pode até soar fictício, recebeu um duro golpe com a decisão do Governo Vargas de proibir a participação de mulheres em esportes “incompatíveis com as condições de sua natureza".

 



Escrita pelo museólogo e pesquisador Auriel de Almeida e publicada pela Hanoi Editora, a obra Evas do Gramado resgata a trajetória do Primavera Atlético Clube, sediado no Rio de Janeiro, de sua fundadora Carlota Alves de Rezende e das craques Nicéa, Sally e Aída. Hoje praticamente desconhecidas, elas foram as responsáveis por comandar o time que se tornou o maior representante feminino da capital carioca, na época também capital nacional, antes do banimento.

 

Os impactos dessa proibição, que durou quase 40 anos e só foi derrubada em 1979, reverberam no esporte até hoje. Apesar da excelência das mulheres no futebol – a artilheira Marta, por exemplo, é recordista em títulos de melhor jogadora do mundo, e isso inclui os homens –, os investimentos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na seleção feminina seguem escassos, com queda de 40% em 2022, enquanto a masculina recebeu 45% a mais de apoio.

 

Os relatos de Evas do Gramado, no entanto, comprovam que o futebol feminino faz parte da tradição esportiva do país. Por meio de uma pesquisa documental minuciosa, o livro reconta a trajetória do clube de forma envolvente, desde seu surgimento e inúmeras partidas de sucesso, até a perseguição policial baseada em acusações infundadas e o encerramento forçado da equipe.

 

“Um pesadelo sem fim. Assim podia ser definido os dias que se seguiram à prisão de Carlota Alves de Rezende, com a ridícula acusação de lenocínio. O Primavera Atlético Clube havia sido fechado pela polícia e os demais clubes, com medo, evitavam a marcação de partidas. Era evidente que esta era só uma forma de constranger a prática de futebol feminino”.  (Evas do Gramado, p. 85)

 

O livro também aborda outras equipes femininas de sucesso da época, como o Sport Club Brasileiro, Cassino Realengo, Opposição e Independente. Empregando diálogos e descrições que transportam o leitor para dentro da história, o autor evidencia a importância de conhecer a fundo os triunfos e percalços dessas mulheres.

 

Ao ressaltar o legado das jogadoras no futebol e relembrar o potencial sufocado pelo Estado e pela falta de investimento das instituições reguladoras, Auriel de Almeida oferece aos leitores uma oportunidade única de se familiarizar com um fragmento menosprezado, porém crucial, da memória brasileira. Evas do Gramado, além de documentar um afronte às liberdades, se destaca como uma ode às pioneiras que abriram caminho para as gerações futuras de esportistas.

 

Auriel de Almeida


Sobre o autor

Nascido em Niterói, Auriel de Almeida é museólogo e designer, já tendo trabalhado no jornal Lance! Apaixonado pelos campeonatos antigos, seus clubes, escudos e uniformes, dedica-se à pesquisa desde os tempos de universitário, e tomou-se colaborador da RSSSF Brasil em 2008. Em 2011, deu início à carreira de escritor, tendo outros três livros publicados: “Passos do Campeão”, “Jogos Memoráveis do Botafogo” e “Camisas do Futebol Carioca”. Desde 2017, é coordenador editorial na Hanoi Editora.

 

Sobre a editora

Ideias fundamentais encontram elos que as sustentam através dos tempos. A Hanoi Editora, fundada em 2017, tem como missão fortalecer esses elos que promovem o encontro entre autores, livros e leitores. Com abordagem fundamentada no respeito, transparência e senso de pertencimento, oferece suporte a autores, sejam novos ou reconhecidos. Tem como visão proporcionar títulos de alto valor nas áreas de filosofia, artes, espiritualidade e desenvolvimento pessoal, promovendo a reflexão ativa em um mundo em constante transformação, impulsionando a humanidade a atingir seu potencial máximo.

sexta-feira, 12 de julho de 2024

“Guia para um jornalismo com perspectiva de gênero”, de Duda Moro, em pré-venda

 

“Quem me conhece sabe que era meu sonho publicar um livro. Por isso, tenho o prazer em anunciar a pré-venda da minha primeira publicação: Guia para um jornalismo com perspectiva de gênero”.

A declaração é da jornalista Eduarda Moro, mais conhecida como Duda Moro, ao anunciar, através de seu perfil nas redes sociais, a pré-venda de seu guia, que oferece práticas para promover um jornalismo com perspectiva de gênero, combatendo discursos machistas na imprensa. Desde o agendamento até a edição final, aborda seleção de pautas, linguagem, escolha de fontes e cultura organizacional.



A obra é o resultado do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Jornalismo da autora, na Ufes - Universidade Federal do Espírito Santo, com a orientação do professor José Antonio Martinuzzo, e publicado pela Editora Pedregulho. Reúne orientações que consideram novas mídias e o feminismo contemporâneo, propondo pilares organizacionais para reduzir a desigualdade de gênero.

Segundo Duda Moro, “o Guia para um jornalismo com perspectiva de gênero vai ajudar o profissional de comunicação a se tornar mais consciente e engajado na luta pela igualdade de gênero, seja uma mulher ou um aliado”.

Os capítulos discutem problemas na imprensa atual e oferecem intervenções para incorporar critérios de gênero no jornalismo, incluindo fontes úteis, leis brasileiras e um glossário de termos feministas. A obra enfatiza a necessidade de uma mudança profunda na cultura jornalística, destacando a urgência de proteger a integridade das mulheres e acabar com a dominação masculina na mídia.

No Guia o leitor encontra:

- Conceitos básicos sobre gênero e diversidade

- Dicas para identificar e evitar linguagem sexista

- Estratégias para cobrir temas de gênero de forma ética e responsável

- Exemplos de boas práticas no jornalismo com perspectiva de gênero

- Aplicação do conceito de gênero na cultura de organizações de comunicação

- Glossário de termos feministas

- Fontes úteis

- Leis brasileiras que abordam a questão de gênero

O link para a compra na pré-venda: https://lnkd.in/dsKKBKQN.



Duda Moro (Reprodução)

Sobre a autora

Duda Moro, uma capixaba de 24 anos com o espírito de uma senhora de 84, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Ela foi uma das 10 focas do 25º Curso de Residência em Jornalismo na Rede Gazeta. Após um ano trabalhando com criação de conteúdo de marca, Duda explorou outros ares, como marketing e assessoria de imprensa e, em 2024, também iniciou uma pós-graduação em Revisão de Textos, com foco em editorial e materiais didáticos. Na vida pessoal, ela adora assistir a reality shows de competição, especialmente os de moda e decoração, e é viciada em doramas. Duda é uma ávida leitora e escritora por hobby, com muitas histórias escondidas em rascunhos em seu computador.

Um novo olhar sobre as mulheres da Bíblia: escritores trazem uma analogia atual de histórias milenares

 

Como seriam as mulheres bíblicas nos dias atuais? Os escritores Silvio Colin e Maria Joana Rodrigues Colin (in memorian) são os autores do livro “Mulheres da Bíblia, contos imorais”, com histórias atuais, acontecidas em uma sociedade moderna, inseridas na cultura dos dias de hoje, submetidas às leis e práticas contemporâneas. Intriga, incesto, estupro, misoginia, assédio moral ou sexual têm como roteiro ou inspiração uma narrativa bíblica. Cada capítulo traz um conto de uma personagem da Bíblia: Susana, Tamara, Eva, Rute, Judite, Salomé, Madalena, Agra e Bete.





O livro trata de narrativas bíblicas, as quais apenas os leitores muito atentos do Livro Sagrado têm acesso.  A escolha das personagens fala das principais perplexidades diante das histórias bíblicas e também das leituras ingênuas e, muitas vezes, propositalmente equivocadas, divulgadas pelas religiões.


“São contos imorais, como imoral é a nossa sociedade. É um engano pensar que, por ser um livro sagrado, a Bíblia fale apenas do que é santo. Fala também do profano, de incestos, adultérios, misoginia, crueldade, mentiras, tramas diabólicas. E foi destas narrativas que tiramos nossa inspiração”, explica Silvio.

 

O termo moral de forma objetiva refere-se a definição do que é certo ou errado. Quando se fala de moral, o tabu do sexo vai na frente. Prostituição, adultério, nudez são imorais. O livro mostra que, para além das questões sexuais, muitas coisas são imorais, como soberba, perversidades, corrupções e mentiras.

 

“Na leitura da Bíblia, no aspecto moral, as mulheres sempre parecem mais culpadas que os homens. Apresentamos a vocês, mulheres com suas forças e debilidades, amores e desamores, sanidade e loucura. Repetindo Vinícius de Morais, a vida está nelas, o mundo está nelas e a loucura reside neste mundo”, conclui.

Sobre os autores

 

Silvio Colin - Arquiteto, formado na Faculdade de Arquitetura  da UFRJ, doutor em Teoria e História da Arquitetura. Tem diversos trabalhos publicados sobre arquitetura. Ingressou na ficção em 2022, com o livro "Contos e memórias de um tardio aprendiz".


 

Maria Joana Rodrigues Colin (1941 - 2020) - Formada em Administração de Empresas pela Universidade Gama Filho, graduada e licenciada em Letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), pós-graduada em Literatura Brasileira. Colaborou em diversas antologias.