domingo, 3 de dezembro de 2023

Jornalista Maíra Donnici lança livro "Livro Duas mães e uma filha", uma jornada de autoaceitação e de luta pela liberdade de ser


Lançamento acontecerá no próximo dia 13, às 19h, na Livraria Janela, no 13º anda do Shopping da Gávea


Jornalista, documentarista, pós-graduada em Diversidade e Inclusão, ativista LGBT+, Maíra Donnici lança o livro Duas mães e uma filha, em que conta sua história de amor com a diretora de televisão Inês Vergara, o caminho para compreender e assumir sua sexualidade, as etapas do tratamento de fertilização para se tornarem mães – com escolhas e percalços –, e o enfrentamento de uma sociedade ávida por rótulos que mais aprisionam do que libertam as mulheres, independentemente da orientação sexual.

 

O encontro de duas mulheres que se apaixonam e decidem dar as mãos, escancarar uma relação homoafetiva pela primeira vez, formar uma família. O processo para engravidarem e suas implicações. A evolução de uma gestação com medos, julgamentos e uma intensa trajetória de desconstrução interna e de autoperdão por não cumprir o script.


Maíra Donnici 

Os desafios da gravidez, momento em que se cobra plenitude e amor incondicional das gestantes, enquanto o corpo muda e os desconfortos surgem. Para agravar, um paredão de achismos e questionamentos.

 

“Afinal, quem é a mãe?”, “E o pai?”, “O que vocês vão dizer para ela?”.

 

O puerpério e as barreiras comuns a mães de primeira viagem. Os meses iniciais de maternidade – e de dupla maternidade. Qual o papel de cada uma?

 

As batalhas por inclusão em lugares e instituições que não se mobilizam para abraçar identidades e formações diversas. O incômodo por ser diferente e não se encaixar.

 

Assim como muitas mulheres, Maíra foi uma grávida que não sentiu conexão com o bebê. Além disso, ela pelejou com um quadro de ansiedade. Nos relatos, momentos de fragilidade com a sabatina das pessoas à volta – ora por curiosidade, ora por preconceito, ora por ambos, segundo ela. Uma recém-mãe que se absolveu por não se sentir preenchida pela presença da sua filha Antonia logo no começo.

 

Durante mais de um ano, Maíra Donnici registrou na internet, sem meias palavras, sua intimidade, expôs anseios e vulnerabilidades e descreveu os caminhos que a tornaram mãe, junto com sua mulher Inês – que assina três textos sobre a experiência como mãe não gestante. Quando, finalmente, resolveu revisitar o período em que se dedicou ao blog e reler seus depoimentos, entendeu que era hora de organizar um livro.

 

A autora se tornou uma voz importante na internet sobre sexualidade fora da caixa (ela é uma mulher bissexual que vive um relacionamento lésbico), dupla maternidade e sobre a importância de mulheres serem legítimas com seus desejos e planos, sem levar em conta imposições sociais.

Duas mães e uma filha é um livro sobre coragem, entrega e parceria. Uma provocação sobre tradições e rituais que cumprimos sem pensar. Uma história de amor emocionante.

 

"Nós conseguimos. Impossível olhar o cenário e não chegar a essa confortante conclusão. Apesar dos medos, apesar dos nós, apesar dos preconceitos entranhados em nós mesmas, nós conseguimos: tivemos uma filha juntas, construímos a nossa família, estabelecemos lindamente o lugar de cada uma nessa dupla maternidade, em que pouco importam biologia, genética, tabus, opiniões alheias. Isso ficou para trás", pontua Maíra, no capítulo de introdução do livro.


 


Se perceber minorizada, estar do outro lado do balcão, doeu. Por outro lado, transformou a vida da autora, que passou a se dedicar a guiar pessoas e empresas no caminho para a Diversidade e Inclusão.

 

"Em qualquer ambiente que eu piso, sou uma mulher casada com outra mulher, com quem tenho uma filha. Lamento constatar que, em muitos lugares, o despreparo e a falta de vontade de incluir que existiam cinco anos atrás continuam. O preconceito

persiste, ora explícito, ora velado. A gente enfrenta. Seguimos vigilantes, contestando as normas, as instituições que não nos contemplam, usando nosso privilégio para incomodar e abrir frente".

 

Duas mães e uma filha tem ilustração de capa de Carlos Vergara e contracapa de Leilane Neubarth (jornalista), Malu Verçosa Mercury (jornalista, casada com a cantora Daniela Mercury, com quem tem três filhas), Liliane Rocha (especialista em Diversidade e Inclusão, CEO da Gestão Kairós) e Livia Garcia-Roza (escritora, indicada três vezes ao Prêmio Jabuti).

 

 

SOBRE A AUTORA

 

Maíra Donnici é formada em Jornalismo pela UFRJ, pós-graduada em Diversidade e Inclusão para Organizações pela HSM University, especializada em Economia para Jornalistas pela FGV-Rio e em ESG e Impacto Social e Corporativo pela PUC-SP.

 

Tem 20 anos de experiência em redações de grandes veículos de Comunicação, sendo 17 na Globo e na GloboNews.

 

Atuou na cobertura das eleições municipais, estaduais e presidenciais, além de grandes eventos como o Rock in Rio, a Jornada Mundial da Juventude e o Rio+ 20. Integrou a equipe que venceu o Emmy em 2011 na categoria Telejornalismo, pela cobertura da invasão das forças de segurança no Complexo do Alemão (“War on Drugs”).

 

Foi repórter e editora dos programas Mundo S/A e Conta Corrente, da GloboNews e editora dos principais telejornais e programas do canal.

 

Como documentarista, assina direção, roteiro, edição e produção do filme Meus 18 anos, sobre jovens que passam a vida em instituições de acolhimento (abrigos), até completarem a maioridade. Dirigiu e roteirizou o documentário Não é amor, nunca foi amor, sobre violência contra a mulher. Codirigiu o documentário Visita, presidente, sobre os 580 dias de Lula na prisão, filme que assina roteiro e edição. Todos foram veiculados pela GloboNews e agora estão no Globoplay.

 

Em 2023, fundou a Ser+Inclusiva (www.sermaisinclusiva.com), empresa de Comunicação com foco em Diversidade e Inclusão. É palestrante, autora do blog e do livro Duas Mães e uma Filha.

sábado, 2 de dezembro de 2023

“Velha Amiga”, novo romance de Fernando Malcher, tem como cenário Niterói e traz fatos reais

 

O livro “Velha Amiga”, selo jovem das Edições Candido, é o terceiro livro de Fernando Malcher e o seu primeiro romance. O lançamento acontece no próximo dia 10, na Livraria Blooks de Botafogo (Praia de Botafogo, 316), a partir das 17h. No evento haverá um bate-papo do autor com Emanuel Valente Malcher, vestibulando do Colégio Santo Agostinho, com mediação do editor Jean Candido, seguindo a sessão de autógrafos.



Em um texto direto e rápido de ler, conhecemos a trajetória de vida de Diana, cadela da raça Border Collie, entrelaçada com histórias de vida e dramas particulares de seis personagens. Ambientada na cidade de Niterói, a obra mostra de forma sensível o elo existente entre Diana e seus tutores e a sua singular capacidade de interpretar e interagir com os sentimentos daqueles com quem convive. Escrita em meio a pandemia em 2021, Velha Amiga é uma homenagem à cadela de nome Bo, que pertenceu à Beatriz Malcher, filha do autor. 

 

“O romance é uma homenagem à uma cadela de nome Bo que pertenceu à minha filha. Alguém poderia perguntar o porquê deste nome. Penso que minha filha deixou em aberto a resposta. Pode ser Bo, de bonita, como, de fato, ela era. Pode ser Bo, de boa, como suas atitudes demonstravam ao longo de toda a sua existência. Ou ainda, Bo de... Fica, como disse, em aberto às sugestões de cada um que com ela conviveu. O fato é que ela, para nós, teve uma passagem muito rápida por esta vida. Viveu apenas sete anos, nos deixando um vazio que tão cedo não será preenchido”, disse Fernando, que completa: “A escolha da protagonista do romance Velha Amiga de uma cadela de outra raça (Border Collie) - quando a Bo era da raça Golden Retriever -, teve como intuito preservar, ao máximo, a sua presença em nossas vidas”.

 

Segundo Fernando, inicialmente a obra seria um conto que comporia um livro apenas com este gênero literário. No entanto, sua filha o fez mudar de ideia. “A ideia do romance veio a partir de conversas com a minha filha Beatriz – doutora de Teoria Literária pela UFRJ, que também assina a orelha. Devido ao seu tamanho e tema, acabei aceitando a sugestão de Bia e converti o conto em um romance, onde pude trabalhar melhor os personagens e situações do texto”, explicou o autor.


Fernando Malcher

Niterói como cenário

Bairros conhecidos de Niterói e fatos do cotidiano da cidade fluminense, como a tragédia do Morro do Bumba, em 2010, são inseridos na história com muito carinho por parte do autor. Hoje morador do Rio de Janeiro, Fernando Malcher viveu em Niterói por 26 anos. “É a cidade onde passei por diversas experiências que marcaram definitivamente a minha vida pessoal. Vivências que, inevitavelmente, fazem parte das minhas   estórias, ainda que de forma sutil ou indireta”, disse.

 

Sinopse: 

O que se passa na cabeça de uma cadela Border Collie durante sua trajetória de vida, desde o nascimento até os seus instantes finais? É possível para ela interpretar e interagir com os sentimentos daqueles com quem convive? Como esta relação pode acontecer? 

 

Este é o cerne do romance Velha Amiga. O confronto da intuição e sensibilidade do animal, diante dos personagens e situações por ela vivenciadas, adquire uma dimensão que ultrapassa a barreira do entendimento. 

Nesta obra, o autor propõe que as respostas a tais questões se alcançam pela comunhão dos mais puros sentimentos que existem entre seres vivos de espécies diferentes. 


Fernando Malcher
 

Sobre o autor

Fernando Malcher, nascido em 1958, no Rio de Janeiro, viveu 26 anos em Niterói, cidade que inspira inúmeras passagens de Velha Amiga, seu primeiro romance. 

Engenheiro de formação, desde cedo manifesta sua sensibilidade artística através da composição de canções populares, peças musicais, crônicas e obras literárias.

É autor da coletânea de contos “Pontos de Contato” (Giostri Editora, 2021) e da Dramaturgia “A Herança”, publicada em outubro de 2021, pela Edições Candido. 

 

Serviço

Livro: Velha Amiga

Autor: Fernando Malcher

Edições Candido – Selo Jovem.

№ de páginas:   112

Preço: R$ 45,00

 

Lançamento:

Dia:10/12/23 (domingo)

Horário:17h 

Local: Livraria Blooks – Praia de Botafogo, 316

terça-feira, 24 de outubro de 2023

Ex-jogador de vôlei, Marcus Vinícius Freire lança, em São Paulo, dia 26, livro sobre importância das conexões

 

Sócio fundador de uma das principais startups de mídia do país e ex-diretor do Comitê Olímpico Brasileiro, ele traz das quadras as referências para construção de boas alianças

 

Ao lado de Felipe Neto e João Pedro Paes Leme, Marcus Vinícius Freire é hoje um dos sócios da Play9, uma mediatech especializada no desenvolvimento de narrativas e soluções para expansão de audiência e resultados de marcas e influenciadores, mas sua carreira está além do empreendedorismo.

 

Ele fez parte da "Geração de prata" do vôlei brasileiro e conquistou o segundo lugar nos Jogos Olímpicos de 1984 em Los Angeles. Além de jogador, Marcus Vinícius também foi diretor-executivo do Comitê Olímpico do Brasil (COB) por oito anos e tem uma experiência única na gestão de planejamento olímpico e esportivo no país.

 


Formado em Economia, com MBA em Seguros e em Marketing, se especializou em lideranças exponenciais e inovação. Agora, o ex-jogador de vôlei lança o livro "Não faça networking", em que mostra a importância das conexões saudáveis e verdadeiras para se ter uma carreira promissora, independente da área.

 

O evento de lançamento acontece em São Paulo, nesta quinta-feira (26), a partir das 19h, na Drummond Livraria, localizada no Conjunto Nacional. O autor estará disponível para sessão de autógrafos e fotos com o público.

 

Das quadras para a carreira empresarial!

A prática de esporte tem muito em comum com a gestão de grandes negócios e ambas ensinam lições importantes para a vida, como disciplina, foco e trabalho em equipe. Criar conexões e estar verdadeiramente atento aos que jogam junto é o que faz um time prosperar. Em Não faça networking, o renomado ex-jogador de vôlei, vice-campeão olímpico e empresário Marcus Vinicius Freire traz ao leitor dicas preciosas para o desenvolvimento de relações saudáveis e duradouras no âmbito profissional.

 

Na obra, o autor garante que é melhor “construir pontes” e estar cercado de pessoas do que viver sozinho e sem conexões verdadeiras. Os insights apresentados no livro são úteis para todos, do estudante ao gestor, tanto para fortalecer relacionamentos interpessoais quanto para melhorar a qualidade das interações no mundo dos negócios.


Marcus Vinícius Freire

 

A neurociência, como aponta o escritor, busca explicar as complexidades do cérebro humano e mostra a enorme capacidade de adaptação e de aprendizado presentes em cada um. Com prefácio escrito pelo jornalista e escritor João Pedro Paes Leme, também sócio-fundador da Play9, Não faça networking expõe reflexões sobre um mundo muito conectado tecnologicamente e, ao mesmo tempo, no qual o individualismo cresce exponencialmente e os laços humanos são cada vez mais efêmeros.

 

Estamos cada vez mais imediatistas, ansiosos.

Com pressa de obter algum benefício, acabamos construindo relações com gosto de fast-food.

Com mais calma, sem imediatismo, cuidando de todos os detalhes que um relacionamento demanda,

é possível se fartar em relações que se tornam verdadeiros banquetes, garantindo experiências que dinheiro nenhum paga (...).

Coisas que só as conexões bem construídas trazem.

(Não faça networking, p. 58)

 

Assim como alcançar maestria no esporte e adquirir experiência nos negócios requer investimento de tempo e interesse, os bons relacionamentos também, ensina Marcus Vinicius no livro. Ao longo da carreira, o empresário aprendeu a se cercar de pessoas boas, conectá-las e gerenciá-las para que cresçam e se desenvolvam. No livro, ele compartilha vivências e aprendizados para mostrar ao leitor atento como a colaboração e o respeito são alguns dos pilares fundamentais no processo de construção desses laços.

 

Sobre o autor:

Marcus Vinicius Freire é ex-jogador de vôlei da Seleção Brasileira e medalhista de prata em 1984. Foi diretor-executivo do Comitê Olímpico do Brasil (COB) por oito anos e tem uma experiência única na gestão de planejamento olímpico e esportivo no Brasil. É formado em Economia, com MBA em Seguros e em Marketing, e se especializou em lideranças exponenciais e inovação pela Singularity University, na Califórnia, EUA. É sócio-fundador da Play9, a maior empresa de networking de mídias digitais do Brasil. Foi também comentarista e colunista da TV Globo e Sportv por 13 anos e diretor-executivo do Fluminense entre 2017 e 2018. Em Não faça networking, o autor reúne as vivências e aprendizados na área de relacionamentos interpessoais até os dias de hoje.

 

Sobre a editora:

Transformar a vida das pessoas. Foi com esse conceito que o Citadel Grupo Editorial nasceu. Mudar, inovar e trazer mensagens que possam servir de inspiração para os leitores. A editora trabalha com escritores renomados como Napoleon Hill, Sharon Lechter, Clóvis de Barros Filho, entre outros. As obras propõem reflexões sobre atitudes que devem ser tomadas para quem quer ter uma vida bem-sucedida. Com essa ideia central, a Citadel busca aprimorar obras que tocam de alguma maneira o espírito do leitor.

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

Lançamento do Livro “Uma Cidade Arquitetada na Fé” acontece no Leme, às 19h, nesta terça-feira (24)


O livro “Uma Cidade Arquitetada na Fé” será lançado nesta terça-feira, dia 24, às 19h, em solenidade no Windsor Leme Hotel (Avenida Atlântica, 656, Leme). A obra é uma iniciativa do Santuário Arquidiocesano Cristo Redentor, através da empresa parceira Borriello Soluções e Sucesso em Projetos, que fez a proposta de produzir um livro contando a história da cidade pela ótica da arquitetura das igrejas católicas.

Corcovado: construção ícone do Rio

A elaboração do livro contou também com a parceria da Drum Brasil para realizar o projeto via Lei Municipal de Incentivo à Cultura da Prefeitura do Rio de Janeiro, com patrocínio da Rede Windsor de Hotéis, historicamente significativo patrocinador de projetos que valorizam o patrimônio material e imaterial do Rio Janeiro.

Em “Uma Cidade Arquitetada na Fé, o leitor fará uma viagem pela história da arquitetura da cidade do Rio de Janeiro, mostrando que história e fé dialogam interativamente. São 180 páginas recheadas de história, fotos primorosas e fatos históricos vinculados aos templos católicos. Para marcar o momento do lançamento, na mesma noite, a partir das 19 horas, dois dos principais monumentos católicos, Cristo Redentor e Basílica Santuário de Nossa Senhora da Penha, serão iluminados na cor azul.

Santuário de Nª. Sª da Penha

Por ter incentivo fiscal, o projeto também disponibilizou uma cota a ser distribuída gratuitamente pela Prefeitura para escolas e projetos sociais.

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

“Os grandes casos do Disque Denúncia”, novo livro de Mauro Ventura, chega às livrarias em novembro, pela Intrínseca


 Jornalista premiado reúne os casos mais emblemáticos dos 28 anos do Disque Denúncia em livro-reportagem que revela os bastidores do serviço

Experiente na cobertura da segurança pública no estado do Rio de Janeiro, Mauro Ventura acompanhou de perto o nascimento do Disque Denúncia, que desde sua criação, em 1995, recebeu quase 3 milhões de denúncias, que resultaram na prisão de mais de 20 mil bandidos e na apreensão de cerca de 42 mil armas e munições, além de 33 toneladas de entorpecentes. Após três anos de pesquisa minuciosa, o jornalista reúne as ocorrências mais emblemáticas dos 28 anos da política de segurança mais longeva do Rio no livro Os grandes casos do Disque Denúncia, que chega às livrarias em novembro pelo selo História Real, da Intrínseca.



A obra foi concebida junto com Zeca Borges, amigo de Mauro Ventura e coordenador do serviço desde o início das operações até sua morte, em dezembro de 2021. “Orientado por Zeca, eu estava tranquilo. Ele não só conhecia as histórias de cabeça e tinha todos os contatos necessários como era um grande contador de casos. Lidava com os assuntos mais fúnebres e com o que havia de pior no ser humano, mas nunca se deixava contaminar”, revela Ventura.

 

Com pleno acesso ao banco de dados e à equipe do Disque Denúncia, Ventura não apenas reconstitui os crimes como também a experiência de quem os vivenciou de perto: atendentes do DD, parentes das vítimas, policiais envolvidos nas investigações e promotores públicos.

 

“Eu sentia falta de um mergulho jornalístico mais profundo nos bastidores do serviço. Uma investigação que mostrasse o modus operandi de um trabalho marcado pelo sigilo, já que o anonimato não envolve somente os denunciantes — os próprios funcionários, por questões de segurança, escondem-se atrás de codinomes”, revela o autor, um dos “jornalistas-clientes” — profissionais da imprensa que recebiam informações em primeira mão.

 

O livro-reportagem é um relato dramático não só dos crimes e do impacto na vida das vítimas e suas famílias, mas também do cotidiano dos profissionais que trabalham no Disque Denúncia. A tensão, os lances heroicos, as vitórias e derrotas, além da dedicação da equipe do serviço ganham vida na narrativa de Mauro Ventura. Os bastidores de alguns dos casos mais representativos são revelados para o grande público: a maior apreensão de cocaína da história do Rio, a morte bárbara de uma criança de 6 anos, uma chacina de inocentes por policiais corruptos, sequestros midiáticos, tentativas de fuga de prisão cinematográficas. Crimes solucionados graças ao DD — e à população, que aprendeu a confiar no serviço que jamais comprometeu o anonimato de um denunciante.

 

Conforme Ventura percebeu, o DD é visto pela sociedade como um canal de desabafo que pode receber qualquer tipo de assunto, de má prestação de serviço a denúncias de crimes, de protestos por conta de solicitações não resolvidas a confidências sobre depressão, de reclamações de barulho a contravenções em geral. Há uma fidelidade a ele. É como se fosse a última chance de dar certo. Nas palavras do atual coordenador, Renato Almeida, o Disque Denúncia é o “fio de esperança para o cidadão”.


O jornalista e escritor Mauro Ventura

Sobre o autor

Mauro Ventura começou a carreira como jornalista em 1985. Trabalhou como repórter, repórter especial, editor e colunista em veículos como Isto É, Jornal do Brasil e O Globo, onde assinou, de 2007 a 2018, a coluna “Dois Cafés e a Conta”. Com a reportagem “Tribunal do Tráfico”, venceu os prêmios Esso e Embratel. É autor do livro “O espetáculo mais triste da terra – O incêndio do Gran Circo Norte-Americano”, vencedor do prêmio Jabuti, e da coletânea de crônicas “PorVentura”, além de coautor de “Diário de uma angústia – A força da escrita na superação da doença”. É editor do site Testemunha Ocular, do Instituto Moreira Salles, dedicado à difusão e preservação do fotojornalismo brasileiro.

quarta-feira, 18 de outubro de 2023

Sábado (21) é dia de correria e de lançamento na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, com contação de história

 

Jornalista e escritor Luis Pimentel apresenta seu novo livro: “O nome que o nome tem”

 


Quantos nomes podem se esconder (ou se mostrar) por trás de um nome?

 

Qual O nome que o nome tem?

 

Viagem lúdica contra os preconceitos, as limitações e as provocações que crianças e adultos sofrem por cultivarem traços ou hábitos que não são comuns à maioria – no caso do personagem da obra, um menino que gosta de cultivar seus cabelos longos.

 

“É menina”, dizem à margem,

porém Tom não se aborrece.

Quanto mais ouve bobagem,

mais o seu cabelo cresce.



 

O nome que o nome tem presta, ainda, homenagem aos grandes criadores da literatura infantil e juvenil, com referências a Ziraldo, Ruth Rocha, Bartolomeu Campos de Queiroz e Maria Clara Machado, entre outros.

 

Tem nome que é desenhado,

outros que parecem um som.

Feito esse nome: Ziraldo

ou as letras que escrevem TOM.

 

SERVIÇO:

Lançamento: Livro “O nome que o nome tem”

Editora: Myrrha

Autor: Luís Pimentel

Ilustrações: Amorim

Data: 21/10/2023 (sábado)

Local: Praça Nª Sª da Paz, em Ipanema

Horário: a partir das 10h

“Histórias sem Fim”: Acadêmicos do Salgueiro promove Festa Literária e Cultural para estudantes da Grande Tijuca

 

Evento conta com parceria da Secretaria Municipal de Educação e Secretaria Municipal de Saúde. Além das atividades culturais, também serão oferecidos exames e serviços como emissão de documentos. 

O GRES Acadêmicos do Salgueiro realiza, nos próximos dias 20 e 21 (sexta-feira e sábado), a partir das 9h, a Feira Literária e cultural “Histórias sem fim”. Em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, Secretaria Municipal de Saúde e também com a Secretaria Municipal de Assistência Social, a Academia do Samba vai realizar em sua quadra, na rua Silva Teles, 104, no Andaraí, um mutirão para prestação de serviços com inúmeras atividades relacionadas à saúde, educação, cultura, cidadania e lazer, aos estudantes e moradores da região da Grande Tijuca e adjacências. 

Ações como marcação de exames, distribuição de livros, contação de histórias, mesas redondas com escritores infantis e oficinas de música e artesanato fazem parte da programação. A Bateria Furiosinha, da escola mirim Aprendizes do Salgueiro, abre o evento com muito samba e descontração.

 


Essa é a primeira vez que o Acadêmicos do Salgueiro realiza um evento em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, que estima que cerca de dois mil estudantes da rede passem pela quadra da agremiação. Entre as atividades oferecidas, estão oficinas de instrumentos indígenas, máscaras africanas recicláveis, música popular antirracista, escrita criativa, capoeira e uma apresentação cênica do Pequeno Príncipe Preto. Além disso, haverá um debate sobre o combate à violência doméstica. O “Livres Para Estudar”, projeto de distribuição gratuita de absorventes nas escolas públicas municipais, também marcará presença no evento, que terá ainda um espaço dedicado aos Ginásios Educacionais Tecnológicos (GETs).

A feira também vai contar com mesas redondas sobre Carnaval, sobre a história do Acadêmicos do Salgueiro e sobre o enredo que a escola vai levar para a Avenida em 2024, Hutukara, que aborda a cultura e a luta do povo Yanomami. Personalidades como Haroldo Costa, Nei Lopes, Leonardo Bruno, Pedro Nobre estarão presentes nos debates literários. Os departamentos culturais da Portela e da Mocidade Independente de Padre Miguel também vão marcar presença.

“Nós agradecemos à Secretaria Municipal de Educação por essa parceria que proporciona essa oportunidade de acesso à cultura e informação às crianças da nossa Comunidade, do Morro do Salgueiro e, como escola de samba, nos colocamos à disposição para outros eventos que agreguem, dessa forma, à formação das nossas crianças”, destacou o presidente André Vaz, durante a apresentação do evento à Comunidade. 


Ação social:

Além da SME, a Feira Literária e cultural “Histórias sem fim” também conta com a parceria da Secretaria Municipal de Saúde, CRAS, SESC, SESI, FIRJAN e Fundação Leão XIII, que vão oferecer, entre outras atividades, inscrição e atualização do Cadastro Único, testes glicêmicos, exames de vista, aplicação de flúor e marcação de exames como mamografia e ultrassonografia de mama.

A Feira Literária e cultural “Histórias sem fim”, é uma iniciativa do Departamento Cultural do Acadêmicos do Salgueiro junto ao Centro Médico do Salgueiro, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Secretaria Municipal de Saúde. A quadra do Salgueiro fica na Rua Silva Teles, 104, Andaraí. A entrada é gratuita. Na sexta-feira, dia 20, o evento terá início a partir das 9h, com apresentação da Bateria Furiosinha.

SERVIÇO:

Evento: Feira Literária e cultural “Histórias sem fim”

Dia 20 de outubro (sexta-feira) - das 9h às 17h

Dia 21 de outubro (sábado) - das 9h às 15h

Local: Quadra do Acadêmico do Salgueiro - Rua Silva Teles, 104, Andaraí

Entrada Gratuita