O jornalista Romildo Guerrante acaba de anunciar, através de seu perfil no Facebook, que sua mais recente obra literária está quase pronta e deve chegar às livrarias no início de maio. Ninguém melhor do que o próprio autor para apresentar sua obra e, por isso, tomei a liberdade de transcrever aqui o texto escrito pelo Romildo no Facebook. Boa sorte e sucesso, meu amigo!
Por Romildo Guerrante
"Está
saindo da gráfica na próxima semana meu segundo livro, “Pandemia – O medo e o riso na quarentena”. São algumas das crônicas
postadas no blog Quarentena News ao
longo de dois anos de angústia da população brasileira, espremida entre o medo
de um vírus do qual pouco se sabia e um governo que ignorava a tragédia diária.
Gente que, no comando do país, fazia pouco da sucessão de mortes nos hospitais,
ridicularizava os que temiam o contágio e montava troças com a única saída
possível, as vacinas. Piadas de mau gosto que nos custaram milhares de vidas.
A falta de
seriedade no trato da questão chegou a um tal ponto – quando o próprio
presidente da República sugeriu que as vacinas poderiam transformar as pessoas
em jacarés – que passei a lidar com um cenário de absurdos, quando não me
restava nada mais que encarar uma farsa trágica, registrada em textos que
apelidei de “Fakefiction”.
Na
introdução do livro, garante o editor do Quarentena
News, Jorge Antonio Barros, que o humor revelado numa coluna que deveria tratar
apenas de observações da cidade do Rio de Janeiro o surpreendeu com a
“Fakefiction”, que considera “um dos mais inovadores gêneros da crônica
jornalística”. Jorginho, velho companheiro do JB, afirma que me aproprio da
linguagem jornalística para contar histórias que têm tudo para ser verdade, “mas
não passam de engraçadas invenciones, de fazer inveja a Orson Welles”.
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| Romildo Guerrante |
O cronista
Carlos Eduardo Novaes, que me honrou com a apresentação do livro, sugere que
leitores desavisados possam perguntar onde está o riso do título do livro num
país com mais de 600 mil óbitos. “O riso, meu caro, está do outro lado do muro,
de onde são disparadas asneiras e sandices pelos adeptos da gripezinha. É
possível levar a sério a declaração de que quem tomar a vacina corre o risco de
virar jacaré? Romildo tem uma fabulosa fábula a respeito. E como reagir diante
da afirmação de que o vírus é comunista, produzido em laboratório pelos
chineses? Se nada disso – e muito mais – justificar o título, fica a certeza de
que o riso continua sendo “o melhor remédio” (depois da vacina!!!). Romildo,
com sua sabedoria milenar, sabe da importância do humor e está de braço dado
com ele em seus brilhantes textos”.
A capa, da mesma forma que a de meu primeiro livro, “Passageiro da memória”, é de Aliedo Kammar, companheiro de muitos anos no JB que contribuiu comigo em muitas publicações. Aliedo nos deixou precocemente há poucos dias."

























