sábado, 7 de setembro de 2019

Bienal Internacional do Livro do Rio: uma ótima opção de lazer no fim de semana


Visitar a Bienal Internacional do Livro do Rio, no Riocentro, é uma ótima opção cultural para este fim de semana (o evento termina amanhã). O público lota os corredores, na tentativa de aproveitar as promoções das editoras, espalhadas por dezenas de estandes.


Tive a alegria de reencontrar, hoje, meus amigos Artur Rodrigues e Cevolela, da Litteris Editora. Eles aproveitam a Bienal deste ano para lançar o selo Courier Brasil, com 18 novos títulos.

Hélio Araújo, Artur Rodrigues e Cevolela
Fica a dica: visite a Bienal, mas, tenha paciência pois o trânsito está terrível no entorno do Riocentro (levei 2h30 do Catete até lá). Encontre personagens das histórias, autores, participe dos debates e palestras e curta intensamente este maravilhoso mundo da leitura.










































 










sexta-feira, 6 de setembro de 2019

BIENAL DO LIVRO 2019 - A era das transformações: de Monteiro Lobato à escola brasileira


Por Claudio Sassaki *
Nada escapa ao poder inexorável do tempo. Um dos temas debatidos na Bienal Internacional do Livro de 2019, no Rio de Janeiro, foi o viés racista na obra do autor do Sítio do Pica-Pau Amarelo. Na mesa Relendo Monteiro Lobato,os autores Pedro Bandeira e Marisa Lajoto levaram para o Café Literário as questões que fizeram com que o escritor de uma das mais consagradas obras da literatura infantil passasse a ser relido à luz das concepções ideológicas contemporâneas. Ambos abordaram, ainda, as principais características da produção literária lobatiana: curiosidades da vida do escritor e a importância que ele teve para a formação de novos leitores no Brasil. No bate-papo, os autores – Bandeira assumiu o desafio de atualizar a obra de Lobato para o século XXI e Marisa é autora de uma biografia em primeira pessoa, a partir das cartas que ele escreveu –, afirmaram que embora adepto de pensamentos racistas, esse traço não estava presente nas publicações do escritor; não era um aspecto unívoco da obra dele.
Alinhado às demandas atuais, parte da missão de Pedro Bandeira consistiu em eliminar as expressões racistas, atualizando os textos para jovens e crianças contemporâneas. Os xingamentos que Emília proferia contra Tia Anastácia não têm mais espaço nas novas edições da Editora Moderna, tampouco na sociedade brasileira. Mas, a linguagem, a genialidade e o humor de Lobato serão preservados. A movimentação editorial ocorre no momento em que a obra passou ao domínio público, ou seja, os direitos autorais não pertencem mais exclusivamente aos descendentes, 70 anos após a morte do escritor.
Como pai de quatro filhos e mestre em Educação pela Universidade de Stanford, tenho acompanhado a polêmica em torno dessas novas edições e do conteúdo da obra original. Em 2010, por exemplo, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) manteve a obra Caçadas de Pedrinho no Programa Nacional Biblioteca da Escola, desde que houvesse a advertência de condicionar o livro, no contexto de educação escolar, a professores com a devida compreensão dos processos históricos que geram o racismo no Brasil. Cabe ressaltar que a edição com uma adaptação crítica – similar à proposta de Pedro Bandeira – não é exatamente uma novidade na literatura. O quadrinho “Tintim no Congo” foi objeto de debates públicos na Europa e hoje conta com edições revisadas que eliminaram os resquícios do colonialismo belga; antes, o conteúdo era repleto de estereótipos e preconceitos contra os africanos.
Monteiro Lobato e Hegé (Georges Prosper Remi) nasceram, respectivamente, em 1882 e 1907. São resultado de uma escola e de um modelo de educação pertencente a um mundo muito diferente. E é esse ponto que quero abordar. Da mesma forma como muitas pessoas (educadores, pais e autores) resistem à revisão de obras literárias – feita com respeito e profissionalismo, ressalto –, se opõem à atualização da forma como educamos nossas crianças e da própria escola, que também tem sofrido o peso do tempo. Se nós, pais, já não somos os mesmos... imagine os nossos filhos!
Como especialista em educação e empreendedor da Geekie, tenho rodado o mundo, palestrando sobre o tema com um olhar muito voltado para a escola brasileira e as referências educacionais no exterior. Na edição de 2018 do Fórum Econômico Mundial para América Latina, cujo tema transversal foi a Quarta Revolução Industrial – um momento no qual o mundo está interconectado, mas a organização geopolítica e os problemas globais não correspondem à forma como estamos organizados – a minha colaboração foi levar o olhar da tecnologia e da inovação, dentro de um contexto educacional real e prático. Quando se pensa que a escola atua com o desafio de preparar o aluno para as competências do século XXI – mas, que ainda perpetua um modelo de trabalho baseado nas habilidades necessárias na época da revolução industrial – percebe-se que a proposta educacional adotada por grande parte das escolas está distante de um modelo de trabalho e de vida em sociedade com pensamento crítico, autonomia e visão de futuro.
No cerne do desafio de preparar os jovens para o mercado de trabalho do futuro está a necessidade de questionar um sistema educacional no qual as habilidades que ele se propõe a desenvolver – basicamente, memorização e preparação para um exame vestibular – não têm nada a ver com as habilidades e competências que o mercado de trabalho exige (criatividade, pensamento crítico, trabalho em equipe e comunicação). Ou seja, o oposto do que o modelo tradicional executa ao manter o aluno sentado em uma carteira, em postura passiva, copiando textos e estudando sozinho para a prova.
Essa falta de sintonia entre a escola e educar para o futuro está custando caro; nossos filhos estão abandonando a sala de aula. No Brasil, de acordo com a PNAD, 50% dos jovens brasileiros não conseguem concluir o Ensino Médio até os 19 anos. A necessidade de trabalhar, que pode vir à mente como principal fator da evasão escolar, não é o primeiro motivo: 40% dos jovens que abandonaram os estudos apontam o desinteresse – de acordo com a pesquisa da Fundação Getulio Vargas.
O problema do acesso universal à uma educação de qualidade não é só social, mas também é uma questão de competitividade! Se o país não garantir que todas as pessoas que passam pelo sistema educacional tenham capacidade de desenvolver plenamente o próprio potencial, corremos o risco de deixar vários “Stephen Hawking” pelo caminho. Se o Brasil quiser ser um país competitivo, precisamos que todas as crianças tenham uma educação de qualidade. Temos que mudar, no mínimo, o Ensino Médio para aproximar essas duas pontas; para que o dia a dia desse aluno na escola seja conectado com o que ele vai ser demandado no mercado de trabalho. O primeiro passo da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é direcionar o ensino para habilidades e competências, mas para que isso aconteça há um longo caminho. E esse caminho tem muito a ver com levar inovação, tecnologia, empreendedorismo e noção de cooperação para dentro da sala de aula. 
Hoje, a escola muitas vezes ainda está distante de ser um ambiente de colaboração; o estudante por vezes está sozinho, o pai tem que contratar professor particular para esclarecer dúvidas adicionais. O professor também está em uma jornada solitária, dando aulas em várias escolas e sem tempo de estabelecer vínculos; o coordenador vive uma rotina sobrecarregada e de cobranças. Ou seja, cada um está imerso no próprio cotidiano, sendo que a escola deveria ser por essência um lugar de colaboração e de corresponsabilidade em prol de um objetivo maior – o desenvolvimento das pessoas. Um lugar de encontro para alunos, pais, professores e coordenadores; todos unidos em uma comunidade escolar de fato.  
Óbvio que esse desafio de criar uma “nova edição crítica da escola” passa por toda a comunidade escolar. Mas, acredito que passa necessariamente pela coragem das famílias de exigir a transformação da escola; passa por não ter medo da mudança e de lançar um olhar crítico para esse modelo escolar que tem origem no século XII. E não se trata de jogar tudo fora, como se nada fosse bom ou passível de edição. Estou falando de, como nas novas edições de Monteiro Lobato, reconhecer a genialidade de conteúdos e transformar o que não dialoga com o mundo atual. Essa é uma decisão urgente, pessoal e intransferível. As famílias também precisam assumir o protagonismo na transformação da escola.
Voltando ao tema de literatura e questões raciais, o Café Literário da Bienal do Livro contará, nesse sábado (7 de setembro), às 11 horas, com a mesa Machado de Assis e a Literatura Negra. O encontro terá a participação da educadora Conceição Evaristo, mestre em Literatura Brasileira pela PUC-Rio e doutora em Leitura Comparada pela UFF; o escritor e defensor público do Distrito Federal José Almeida Júnior, autor de “O Homem que Odiava Machado de Assis; e Eduardo Assis de Andrade, doutor em Letras – Teoria da Literatura e Literatura Comparada – pela USP. Os especialistas discutirão o resgate da negritude do escritor e a importância dessa questão em sua produção literária. A Bienal Internacional do Livro acontece até domingo, 8 de setembro, no Riocentro.
* Claudio Sassaki é mestre em Educação pela Stanford University e cofundador da Geekie, empresa referência em educação com apoio de inovação no Brasil e no mundo.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019



Frente Parlamentar das Bibliotecas e da Promoção do Livro e da Leitura participa da Bienal


Deputado Waldeck Carneiro
A XIX BIENAL Internacional do Livro será realizada até o próximo domingo (8), no Riocentro, na Zona Oeste do Rio. Este ano, o evento terá a participação da Frente Parlamentar das Bibliotecas e da Promoção do Livro e da Leitura da ALERJ, presidida pelo deputado estadual Waldeck Carneiro, que foi reinstalada em junho deste ano em solenidade na Biblioteca Parque, no Centro.

Nesta sexta-feira, às 19h, haverá uma Mesa de Debate, na Casa da Literatura, com o tema “Frente Parlamentar das Bibliotecas”, com participação de Waldeck; Malvina Tânia Tuttman (Presidente do Conselho Estadual de Educação/RJ) e Lenini Lemos (Presidente da UNDIME-RJ), com mediação de Elizângela Lima (Vice-Presidente do Conselho Estadual de Educação).


A Casa da Literatura é um espaço público da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (SECEC), sob a gestão da Superintendência de Leitura e Conhecimento, para o desenvolvimento de atividades no evento. “Precisamos discutir a democratização do acesso ao livro e à leitura. Em Niterói, como Secretário de Educação, fui responsável pela implementação de inúmeras Bibliotecas Populares Públicas e do Salão da Leitura daquela cidade. Como deputado, tenho procurado ampliar e qualificar esta rede de equipamentos”, afirma Waldeck Carneiro, que é professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e já havia promovido este debate na Festa Internacional Literária de Paraty (FLIP).

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Pepita Rodriguez lança seu primeiro livro infantil


"As Aventuras de Pepitinha" reúne contos que misturam realidade e ficção

Depois de anos de sucesso na TV e no teatro, Pepita Rodriguez se dedica a outro tipo de arte: a literatura infantil. Ela acaba de lançar o livro As aventuras de Pepitinha. A obra retrata a trajetória de uma menina, filha de imigrantes espanhóis, que aos seis anos chega ao Brasil na linda cidade de Penápolis, interior de São Paulo e sonha em ser uma atriz. Pelo caminho, ela passa por diversas aventuras e lições de vida.

Com ilustrações da Russa Ekaterina Delgova, As aventuras de Pepitinha é inspirado em contos que a própria Pepita escreveu ao longo da vida. "Como sempre gostei muito de escrever, tinha guardado alguns contos que levei para o livro", revela. As histórias mesclam fatos reais com a imaginação da autora.

O pai de Pepita foi também uma grande fonte de inspiração. "Meu pai era o melhor contador de histórias que conheci. Ele sempre contava uma para eu dormir e elas ficaram na minha cabeça até hoje. Muitas delas estão no livro", acrescenta Pepita.

A história de Pepita Rodriguez com os livros é antiga. Em 1993, ela lançou o seu primeiro livro, Tempo de Colher, sucesso absoluto em vendas no Brasil e na América Latina (Tiempo de Cosechar) e best seller da Editora Record. Depois, escreveu Segundo Tempo (1994) e A Arte de Cozinhar entre Amigos (2007), em que narra situações vividas por ela e por amigos famosos e dá receitas de pratos apreciados por eles.

A publicação voltada para o público infantil é a primeira e a atriz já tem planos para o futuro. "Pretendo escrever outros livros infantis. Gosto muito desse universo e agora, sendo avó, me sinto ainda mais inspirada", revela a autora, que ainda tem o sonho de transformar a obra em desenho animado. 

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

EDIOURO faz balanço dos primeiros dias da Bienal do Livro Rio


Destaque nos primeiros dias do evento, dupla do canal Kids Fun autografou 600 livros no Palco Maracanã

A Ediouro Publicações, que em 2019 está comemorando os seus 80 anos de história, fez sucesso no primeiro fim de semana da Bienal do Rio com seu estande colorido e cheio de atrações, no qual quase 700 títulos estão à venda. 

No sábado (31/8), Leo Dias esteve no local e recebeu o público para uma sessão de autógrafos de “Furacão Anitta” (Agir). Já Susana Naspolini, que lançou recentemente “Eu escolho ser feliz” (Agir), fez a alegria dos leitores que visitaram o estande neste domingo (01/9).

Autores da Ediouro também marcaram presença em outros espaços do Riocentro. Valentina Pontes, de “Hello, meninas e meninos!”, encontrou os fãs para fotos na Praça Copacabana, no sábado. Hoje (01/9), Gabriella Saraivah, a jovem autora de “Como amar a vida, as pessoas e a si mesmo” (Agir), apresentou seu pocket show no Auditório Madureira e depois assinou seu livro na Praça Copacabana. Além disso, Leo Dias e Tande se encontraram na Arena #SemFiltro para participar de um debate sobre biografias.

Mas o grande destaque do fim de semana ficou para a dupla Rafaella Baltar e Luiz Phellipe, do canal de YouTube Kids Fun. Adorados por crianças e adolescentes, eles lotaram no sábado o Palco Maracanã, onde realizaram sessão de autógrafos e fotos. 600 senhas foram distribuídas para o encontro, que marcou o lançamento de “O animado mundo Kids Fun” (Pixel).

MAIS VENDIDOS
Os cinco títulos mais procurados no estande da Ediouro nos três primeiros dias de Bienal foram “Luccas Neto - Os aventureiros” (Pixel), “O mundo segundo Felipe Neto” (Pixel), “O animado mundo Kids Fun” (Pixel), “Vem comigo!” (de Juliana Baltar | Pixel) e “Eu escolho ser feliz” (Agir).