quarta-feira, 3 de abril de 2019

Livro “Mina de Amor” será lançado no Rio de Janeiro na próxima segunda-feira (8)


Depois dos recentes lançamentos em Belo Horizonte e São Paulo, o jornalista mineiro Paulo Marinho chega à Cidade Maravilhosa para sessão de autógrafos na Livraria Argumento, no Leblon, a partir das 19h.

Este é o primeiro livro de Paulo Marinho, no qual ele conta a trajetória de seu pai, o médico José Antonino Marinho, tendo como pano de fundo Belo Horizonte e sua bela história. O livro Mina de Amor mistura a história de um homem com a trajetória da capital de Minas Gerais. A narrativa é contada, em sua maior parte, na antiga Belo Horizonte. Época das serenatas, do bonde como meio de transporte e das primeiras turmas de médicos formados no Estado.


José Antonino Marinho nasceu em Passagem de Mariana, em 14 de maio de 1923. De família pobre, Antonino se mudou para Belo Horizonte com os pais e os irmãos quando tinha um ano de idade. Começou a trabalhar cedo para ajudar nas despesas de casa e também para pagar os estudos. Antonino fez biscate, vendeu carvão, bilhetes de loteria, lavou chão e serviu café. O esforço foi recompensado, com o tão sonhado curso de Medicina e uma carreira de 30 anos como cirurgião geral.

“Meu pai construiu relações de confiança relevantes com professores, colegas de Medicina, pacientes, empresários, autoridades e personalidades públicas como Juscelino Kubitscheck, sempre pautadas em sua reputação de homem sério e profissional dedicado, competente”, conta Paulo Marinho. O livro traz passagens interessantes, curiosas, algumas recheadas de humor, vividas por Antonino e amigos.

De forma incansável, com muito estudo e trabalho, Antonino trilhou brilhante carreira como médico da Prefeitura de BH, do governo federal e até como sócio na gestão de hospitais. Atuou ainda como médico no América Futebol Clube, na Shell e presidiu a Beneficência da Prefeitura de “Beagá”.

Mina de Amor também narra um lindo romance. José viveu com a sua amada, Maria, por 74 anos. A história começou em 1943, quando José pediu à Maria para que esperasse ele se formar em Medicina e, então, se casarem. E ela esperou... Foram 12 anos entre namoro e noivado.

José Antonino e Paulo Marinho
Antonino e Maria construíram uma família com oito filhos e oito netos. Na vida, ele enfrentou duas duras perdas: a visão, que o impediu de prosseguir com a desejada carreira de médico-cirurgião e, há pouco tempo, se despediu de Maria. Homem forte, nem a cegueira e nem a morte da amada abalaram sua fé.

“É exemplo de determinação, resiliência, fé, otimismo, respeito e amor ao próximo. Enfim, trata-se de uma história linda, que pode emocionar, inspirar e servir de exemplo para as pessoas, aos mais jovens, aos jovens médicos. É uma honra poder contá-la”, afirma o jornalista.

O livro é uma organização e realização da Storia Comunicação, do jornalista e cineasta Artur Angeli. A edição de texto é do premiado escritor Luiz Antonio Aguiar. Revisão de texto de Lizandra Almeida. Projeto gráfico e diagramação são de Thiago Lyra. Ilustração de capa e aquarelas são da artista plástica Juliana Marinho. A exclusiva arte gravura talho-doce é do renomado artista João Bosco Renaud. A impressão da gravura foi feita pela RA Paper. A impressão do livro coube à Stilgraf. E a produção do audiobook é dos jornalistas Kamila Marinho, Carlos Maglio e Marco Antonio Calejo.

Sobre o autor
Paulo Marinho é natural de Belo Horizonte, graduado em Comunicação Social/Jornalismo, pós-graduado em Administração de Marketing e tem especialização pelo Programa Internacional de Comunicação Corporativa - Syracuse University/Aberje. Foi assessor de Comunicação Social da Fundação Ezequiel Dias (Funed) por dez anos e repórter do jornal Estado de Minas por sete anos, cobrindo as áreas de finanças, telecomunicações e infraestrutura. Marinho também trabalhou como repórter e redator em outras mídias impressas e em empresas de radiodifusão e televisão.

Foi superintendente de Comunicação Corporativa do Itaú Unibanco até agosto de 2017. Lá, foi responsável por assessoria de imprensa nacional e internacional, gestão da plataforma de reputação focada em riscos e oportunidades de reputação junto aos principais stakeholders,gerenciamento de crises, relações públicas, gestão de conteúdos, premiações e reconhecimentos. Ele também presidiu o Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje). E é membro do Comitê de Aconselhamento de Defesa do Consumidor da Samsung Brasil.

É autor do capítulo “Não basta entrar em campo”, no livro “Gestão de reputação – Riscos, crise e imagem corporativa”, da autora e organizadora Elisa Prado, editado pela Associação Brasileira de Comunicação (ABERJE) Editorial em 2017. Também é autor do capítulo “Gerenciando os riscos para evitar as crises”, no livro que comemora os 50 anos da ABERJE, intitulado “ABERJE: Ensaios e memórias”, editado em 2018.

“Em agosto de 2017, programei um período sabático inédito em minha vida. Só não sabia que seria o período mais rico, belo e iluminado do meu mandato na Terra. Aprimoramento pessoal e espiritual nunca antes vivido. Resultado: sou um homem nutrido e pleno de gratidão, amor, paz, luz, fé, honra. Por isso, escrevi o livro ‘Mina de Amor’, em homenagem aos 95 anos de vida de meu pai, José Antonino Marinho. Sinto-me orgulhoso e feliz por compartilhar esta linda história”, conta Paulo Marinho.
  
Talho Doce
A técnica utilizada na obra de arte que acompanha o livro Mina de Amor é uma das mais sofisticadas da gravura em metal. Trata-se do mais antigo processo da calcografia, cujos primeiros trabalhos surgem aproximadamente em 1430 na Alemanha. Por sua sofisticação e precisão, essa técnica ainda hoje é utilizada na produção de papéis-moedas e de segurança.

Todas as figuras são construídas exclusivamente por conjuntos de linhas paralelas que, mais ou menos densas, criam a ideia de perspectiva e tridimensionalidade. Obra do artista brasileiro, João Bosco Renaud, um dos seis artistas em todo o mundo que dominam essa técnica. Uma gravura original feita especialmente para homenagear o Dr. José Antonino Marinho.

QR Code
Além da fotografia de José Antonino Marinho em Talho Doce, o livro traz ainda um QR Code que encaminha o leitor para o audiobook “Mina de Amor”. O enredo, escrito por Paulo Marinho, é narrado pelos jornalistas Carlos Maglio, Kamila Marinho e Marco Antonio Calejo.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Jornalista e escritor Luís Pimentel vai lançar seu primeiro romance: "Danação"



Um pequeno trecho do livro Danação (Romance. Editora 7Letras):
Luís Pimentel
(...) O vento da noite negra é quente como brasa, e esquenta mais ainda o asfalto, empurra as pedras para o meu corpo, faz arder as feridas do meu rosto, o vento é sonho, lembranças, a brisa traz folhas secas da beira da estrada, traz um menino correndo atrás de uma bola, um cachorro correndo atrás de um menino, um galo correndo atrás de um cachorro, a poeira em volta das folhas, as pedras miúdas embaixo dos pés descalços, o quintal junto com os sonhos de infância, a chuva fina que o vento trouxe, lavando o suor e o sangue, os braços abertos na beira da rodagem, que nenhum carro esmague os meus dedos, os carros que passam e nem buzinam, um carro de boi no atoleiro, gemendo com suas rodas de madeira, os bois gemendo de fome e de sede, a mãe Para dentro menino.
(...)

sexta-feira, 22 de março de 2019

“Um cisne na noite”, terceiro livro de Regina Taccola, será lançado no próximo dia 27, em Ipanema



Regina Taccola, nascida e criada em Ipanema, é uma médica psicanalista aposentada e leitora voraz, que nos últimos anos vêm se dedicando à literatura e afiando seu estilo. Lembranças, relações, memórias que voltam numa rede de sentidos e significações. Autora de 'Uma Tarde Embalada pelo Mar' (Editora Frutos/2016) e 'Vida Louca' (Editora Chiado/2017), se prepara para lançar seu terceiro livro, Um cisne na noite (Editora Jaguatirica), com 31 contos em 82 páginas.

Um cisne na noite, que será lançado na próxima quarta-feira, dia 27, às 19h, na Livraria Travessa de Ipanema (Rua Visconde de Pirajá, 572), alcança a árvore de nossos sonhos, “bate forte no tronco, marradas que lembram trovões”, nos coloca em uma “fina lâmina de água que sobrou do mar recuado” e nos faz flutuar em palavras. Palavras essas que são como um brinco recém-encontrado, que, ao olhar de perto, nos dá a certeza de ser um diamante lapidado. A autora nos leva às miudezas do cotidiano, aos preconceitos, vivências e diferenças em suas 31 narrativas.

Há muito vento e escuta, como se o narrador fosse uma poesia que vem, nos toca e vai, numa musicalidade em verso. Especialista no cotidiano lírico e poético, suas palavras são “rasgo vermelho-sangue na junção do céu com o mar” como se a vida ganhasse a pincelada que nos surpreende e adiciona sopro sobre um mar revolto enquanto se “espraia espumas”. É leitura fundamental para aqueles dias onde procuramos esperança na escrita.

Sobre a autora:
Regina Taccola
Regina Taccola, médica e psicanalista carioca, escreveu seu primeiro conto aos sete anos, recém-alfabetizada. Deu-lhe o título de A morte de Tarzan e nele narrava o atropelamento e agonia de um cachorro tão ruivo quanto sua dona, moradora da vizinhança. Fez sucesso na família, comunidade onde era a única criança, e ganhou fama de “futura jornalista” e “escritora de renome”, exageros compreensíveis pela facilidade com que passara para o papel a tragédia presenciada na volta do colégio. Na adolescência, cometeu um romance sobre rituais de passagem. O título: Amanhã ontem será hoje. O livro foi esquecido no táxi por sua mãe, pouco antes de ser submetido à leitura crítica de um amigo literato. Ato falho. Continuou os estudos, passou para a universidade, fez formação em psicanálise e, durante anos de prática, vivenciou-se atravessando o abismo na corda bamba que separa o consciente do inconsciente, lá onde brotam não só insights, mas o próprio processo criativo. Do abismo fez ponte e, usando a vivência, voltou à ficção. Um cisne na noite é o resultado desse processo, e chega, dessa vez, pronto e à espera de ser curtido pelos leitores. São contos curtos como janelas entreabertas, que permitem a cada um continuar a navegar e criar a sua própria fantasia. Regina mora em Ipanema com seu segundo marido e Bob, o poodle ciumento que acredita ser ela sua propriedade.

quinta-feira, 21 de março de 2019

Luana Génot lança hoje (21) seu primeiro livro: "Sim à Igualdade Racial - raça e mercado de trabalho"


Sessão de autógrafos na Livraria Travessa do Leblon, às 19h, terá bate-papo sobre o tema com a jornalista Flávia Oliveira


É cada vez mais importante falar sobre desigualdade racial. O problema é uma realidade do mercado de trabalho brasileiro e a luta de Luana Génot fez com que ela buscasse meios de enfrentamento e combate a essas questões com atuações em empresas com o IDBR e em seu aprimoramento profissional, através do mestrado em Relações Étnico Raciais no CEFETRJ.

Flávia Oliveira
Como fruto de seu trabalho e de todos que apoiaram e apoiam a luta, ela lança hoje (21) seu primeiro livro, Sim à Igualdade Racial - raça e mercado de trabalho, pela editora Pallas. O livro contém depoimentos de dezesseis pessoas de diferentes perfis, incluindo da própria Luana e dos seus pais.

A sessão de autógrafos será a partir das 19h, na Livraria Travessa do Leblon, que fica na Avenida Afrânio de Melo Franco, número 290 - loja 205, no Leblon. A jornalista Flávia Oliveira Estará presente para conversar sobre o tema. 

"Eu acredito que cada um de nós tem um papel fundamental na mudança do cenário atual e me proponho, através deste livro, a ajudar as pessoas e empresas a olharem para o tema como oportunidade de mercado e transformação social", enfatiza a autora.

Sobre a autora:
Luana Génot é fundadora e diretora executiva do ID_BR – Instituto Identidades do Brasil, instituição sem fins lucrativos que desenvolve campanha Sim à Igualdade Racial, que em seus três pilares - empregabilidade, educação e eventos - tem como objetivo o aumento de lideranças negras no mundo corporativo. É mestra e pesquisadora em Relações Étnico-raciais CEFET-RJ; pós-graduada em Marketing e Comunicação no IED-Rio; e graduada em Publicidade pela PUC-Rio. Foi bolsista do Ciências Sem Fronteiras / CAPES, na University of Wisconsin – Madison, onde se especializou em pesquisa na área de raça, etnia e mídia. Também trabalhou na Burrell / Publicis Chicago na área de planejamento estratégico. Trabalhou no hub de marketing em multinacionais da área de beleza e entretenimento. Atua como palestrante e gestora de projetos sobre raça e etnia, equidade de gênero e empreendedorismo. Foi modelo publicitária e de passarela.

quarta-feira, 20 de março de 2019

Parabéns pelo Dia do Contador de Histórias

No dia 20 de março é comemorado o Dia do Contador de Histórias. A data foi criada em 1991, na Suécia, e tem como principal objetivo reunir os contadores e promover a prática em todo mundo. Através dos tempos, a arte de contar histórias marcou a história da humanidade. Sua importância não é somente em relação à construção da história, mas a construção de estímulos em relação à leitura e ao imaginário.
Criança ou adulto, quem não gosta de ouvir uma boa história? Quem já não atuou como um contador de histórias ao narrar um acontecimento numa roda de bate-papo? Se permitir a mágica de vivenciar um conto de fadas, na fase adulta, ou interagir como autor dessa construção com os pequeninos, é pura magia!! Como escreveu Kilder Alves, "contar história consiste na fórmula certa para atingir o público com temas suaves e reais e, pela sua magia e entretenimento, é sempre bem-vindo em todos os ambientes em que se estimula o ser criança".
Parabéns para todos os contadores de histórias!

sexta-feira, 15 de março de 2019

Em turnê por várias cidades do Brasil, Luisa Bérard recebe leitores e autografa seu primeiro livro


Autora alagoana inicia encontros pela cidade do Rio de Janeiro, no próximo dia 18 (segunda-feira), na Livraria da Travessa, no BarraShopping, às 18h

Luisa Bérard
O romance histórico Nas Montanhas do Marrocos, que ganhou visibilidade nacional com a Editora Novo Conceito, é sucesso nas redes sociais e conta a história de uma mulher à frente de seu tempo, que supera conflitos culturais e religiosos em busca de liberdade e amor. É uma obra intensa, dinâmica e surpreendente, com todos os ingredientes necessários para manter o telespectador preso na história do primeiro ao último episódio. Poderia, perfeitamente, virar série de TV. Mas, como é um livro, cumpre com maestria sua missão de segurar o leitor da primeira à última página.

Luisa Bérard é alagoana, vive em Recife e tem 43 anos. Trabalhou como advogada até descobrir seu talento para a literatura. Depois de uma conversa com sua irmã Teresa, durante as festas de fim de ano, tomou coragem e decidiu passar para o papel toda aquela história que já habitava sua mente há tempos. O livro, de forma independente, vendeu em torno de dois mil exemplares.

Nas Montanhas do Marrocos ganhou projeção nacional com seu relançamento, em novembro do ano passado, pela Editora Novo Conceito, uma das maiores editoras de romance de ficção do país, com mais de 380 títulos publicados. E, agora, a autora inicia uma turnê de autógrafos pelo país, para se aproximar ainda mais de seus leitores.

A programação da turnê é a seguinte:
Rio de Janeiro
Livraria da Travessa – 18 de março – 18h00
BarraShopping (Avenida das Américas, 4.666, nível Américas, loja 220. Tel.: (21) 2430-8100).

Curitiba
Livrarias Curitiba – 20 de março – 19h30
Shopping Palladium ( Av.Presidente Kennedy, 4121 loja 2047 – Portão) Tel.: (41)3330-6777

São Paulo
Livraria Cultura – 17 de abril  - 19h00
Conjunto Nacional ( Av. Paulista, 2073 – Bela Vista-  Tel.: (11) 3170-4033)



quarta-feira, 13 de março de 2019

Um dos maiores clássicos da literatura mundial, o livro "O pequeno príncipe" está à venda em toda a rede Paulinas de livrarias, no site (www.paulinas.com.br) e também pelo televendas (0800 70 100 81 ou WhatsApp: 11 94569-0240).


quarta-feira, 6 de março de 2019

Jornalista Aziz Ahmed revela em livro as “Memórias da Imprensa Escrita”


Obra impressa e no formato de e-book será lançada na próxima segunda-feira, com sessão de autógrafos no auditório da ABI

Quantas vezes a gente já ouviu alguém, mesmo jornalistas bem informados, afirmar que De Gaulle disse que “o Brasil não é um país sério”? Pois o ex-presidente francês jamais pronunciou esta frase. É fake news, como garante o jornalista a quem é atribuída a sua divulgação, um dos 26 veteranos profissionais ouvidos por Aziz Ahmed no livro Memórias da Imprensa Escrita, que será lançado no próximo dia 11 (segunda-feira), às 17 horas, no auditório da ABI - Associação Brasileira de Imprensa (Rua Araújo Porto Alegre, 71), Centro, Rio de Janeiro.

Segundo Aziz Ahmed, muitas das histórias que esses monstros sagrados do jornalismo contaram registram momentos históricos da profissão, desde os idos dos anos 50 do século passado. “Todos dirigiram redações e reúnem um acervo de experiências vividas nas redações que estão expostas no livro. São nomes que, para pelo menos duas gerações de jornalistas, dispensam apresentações”, enfatiza o autor.

O leitor vai ficar sabendo que Carlos Lacerda, antes de tornar-se um dos mais poderosos políticos brasileiros, queria ser autor de novelas; que a polícia acabou com uma festa oferecida ao presidente Kennedy no dia da sua posse, atendendo denúncia de um cidadão anônimo, incomodado com o barulho. E mais: que, por uma ordem do governo militar, 1 milhão e 200 mil exemplares de um suplemento produzido pelo Jornal do Commercio do Rio, para serem encartados nos jornais dos Diários Associados, foram jogados no lixo; vai saber, pela percepção de um famoso colunista, que o dinheiro mudou de mãos e como o pragmatismo do dr. Roberto Marinho levou O Globo a vencer a soberba do dr. Nascimento Brito na disputa de mercado com o Jornal do Brasil. E ainda, pelo relato afetivo de seus principais colaboradores, vai conhecer como era o convívio com Samuel Wainer, Adolpho Bloch e Ibrahim Sued.
Gilson Campos, Aziz Ahmed, Nilo Dante e Cícero Sandroni. Em pé, Antônio Carneiro e Milton Coelho da Graça
Essas e outras histórias são contadas nas 316 páginas desse livro — uma realização do Ateliê de Cultura, e patrocínio da Delphos e da prefeitura do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Lei Municipal de Incentivo à Cultura (Lei do ISS) — que mergulha nos bastidores da imprensa desde a época dos anos dourados, atravessando os anos rebeldes e os de chumbo, até chegar a estes novos tempos de incerteza quanto ao futuro da mídia impressa.

Inspirado na própria experiência do autor e nas conversas com velhos companheiros, escrito em forma de notas de coluna, o livro oferece uma leitura leve e bem-humorada de casos que não foram registrados nos jornais. 

Uma novidade: a obra traz o passado à atualidade trazendo em cada capítulo QR codes, que transportam o leitor a um vídeo de cada entrevistado. Tal ferramenta permitirá ao leitor, através do próprio livro, assistir ao último depoimento, com quase três horas de duração, gravado pelo jornalista Ricardo Boechat – falecido no mês passado, em acidente com um helicóptero.


Aziz Ahmed e Ricardo Boechat
Pensando na inclusão, a obra também está sendo lançada no formato e-book.
— O livro tem uma relevância que transcendeu a proposta original – disse o autor do prefácio, jornalista Domingos Meirelles, presidente da ABI, instituição que dá apoio cultural à obra, que será incorporada ao acervo do Centro de Memória da instituição. E destaca Meirelles:

— Tornou-se uma obra de leitura obrigatória. Ele reproduz o cotidiano das antigas redações. Revela, com delicadeza de sentimentos, o ambiente romântico de um dos momentos mais faiscantes da imprensa contemporânea. Fala sobre desejos e fantasias que perpassaram as vidas de gerações inteiras de profissionais. Acho que o grande mérito do livro está justamente em ter conseguido capturar esse clima do qual tanto nos orgulhávamos e que parece haver se perdido para sempre.

Ahmed ouviu jornalistas que fizeram ou que ainda fazem a história da profissão. Pela ordem alfabética: Aluizio Maranhão, Anna Ramalho, Aristóteles Drummond, Arnaldo Niskier, Bruno Thys, Cícero Sandroni, Fernando Carlos de Andrade, Fuad Atala, Gilson Campos, Henrique Caban, Jarbas Domingos, J.B. Serra e Gurgel, Jomar Pereira da Silva, José Silveira, Luiz Edgar de Andrade, Milton Coelho da Graça, Miranda Jordão, Nelson Lemos, Nilo Dante, Nilson Lage, Paulo Jerônimo, Pery Cotta, Pinheiro Junior, Ricardo Boechat, Telmo Wamber e Walter Fontoura.

O respeito à longevidade já é consagrado na própria capa de Memórias da Imprensa Escrita, ilustrada pelo desenhista Marcelo Monteiro, que, desde 1962 até hoje, estampa diariamente seu talento nas páginas do jornal O Globo.

Sobre o autor
Nascido em 26 de setembro de 1938, Aziz Ahmed é carioca de Vila Isabel. Começou a carreira jornalística em 1961, no Correio da Manhã, foi chefe de reportagem de O Globo e da Ultima Hora, onde também foi editor e diretor da sucursal em Brasília. Dirigiu o Jornal do Commercio de 1979 até 2013, e lá também tinha uma coluna diária. Foi colunista no jornal O Povo do Rio e editor-chefe do jornal comunitário A Voz de Rio das Pedras. Foi professor do curso de Jornalismo da UniverCidade (1997-2014), chefe da Comunicação Social da prefeitura do Rio, vice-presidente do Conselho de Contribuintes do Município e secretário-geral da Junta Comercial do Estado do Rio. Em 1994, lançou livro “O Calvário de Sônia Angel”, que escreveu a partir da narrativa do professor João Luiz de Moraes, pai dessa cara-pintada dos anos rebeldes, morta, aos 27 anos, nos porões da ditadura.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Coleção “Família do Carnaval” será relançada amanhã (16), no Baródromo, na Lapa


Quatro livros com as histórias ‘de bar’ que formaram as maiores escolas do Rio de Janeiro. Assim é definida a “Família do Carnaval” (editora Nova Terra), coleção que será relançada neste sábado, dia 16, durante a Feijoada da Rádio Arquibancada, no Baródromo (Rua do Lavradio, 163), na Lapa. São quatro livros que apresentam a história das escolas de samba do Rio de Janeiro, reunidas a partir dos seus estilos numa espécie de família. Vários autores com ligação direta com as agremiações retratadas assinam as obras.



O último livro lançado – “As Matriarcas da Avenida: quatro grandes escolas que revolucionaram o maior show da Terra” – conta em 40 crônicas as histórias das escolas que serviram de base para a atual configuração do carnaval carioca: Acadêmicos do Salgueiro, Estação Primeira de Mangueira, Portela, Salgueiro e Império Serrano. Aqui, Fábio Fabato, curador da coleção, assina os capítulos da Mangueira.

A obra fechou a “Família”, iniciada com “As Três Irmãs: como um trio de penetras arrombou a festa”, a carnavalização da ascensão de Beija-Flor de Nilópolis, Imperatriz Leopoldinense e Mocidade Independente de Padre Miguel no cenário das grandes escolas. O segundo livro, As Titias da Folia – O brilho maduro de escolas de samba de alta idade, vencedor do Prêmio Edison Carneiro de melhor livro de não ficção sobre carnaval, trouxe as memórias de Unidos da Tijuca, Vila Isabel, Viradouro e Estácio.

No terceiro, As Primas Sapecas – Alegria, crítica e irreverência na avenida, as homenageadas foram Caprichosos de Pilares, União da Ilha e São Clemente, agremiações que, sem muito dinheiro, utilizaram as armas da simplicidade, originalidade e ousadia em seus desfiles.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

domingo, 10 de fevereiro de 2019

O carnaval de rua pede passagem com o lançamento do livro da jornalista Rita Fernandes


Foliã e pesquisadora, a autora analisa o movimento cultural que culminou com a criação dos blocos Simpatia é Quase Amor, Barbas e Suvaco do Cristo. “Meu bloco na rua: a retomada do Carnaval” mostra como a revitalização dos blocos se deu no mesmo contexto da redemocratização do país, com movimentos sociais como Diretas Já

Desde a infância em Minas Gerais, Rita Fernandes tem uma relação apaixonada com o Carnaval. Um encantamento que levou a jornalista a adotar o Rio de Janeiro e entrar para a história do Carnaval carioca. Fundadora do bloco Imprensa Que Eu Gamo e há mais de uma década à frente da Sebastiana, primeira associação independente de blocos de rua da cidade do Rio, Rita lança o livro Meu bloco na rua: a retomada do Carnaval, resultado de sua dissertação de mestrado no CPDOC da Fundação Getúlio Vargas.

A sessão de autógrafos acontece no próximo dia 17 (domingo), a partir das 15h, na Livraria Folha Seca, à Rua do Ouvidor, 37, no Centro, Rio de Janeiro, com direito a roda de samba. O livro tem o selo da Editora Civilização Brasileira, do Grupo Editorial Record.


Rita Fernandes analisa a ocupação das ruas pelos blocos no contexto da redemocratização do país, quando foram criados, por exemplo, o Simpatia É Quase Amor, o Barbas e o Suvaco do Cristo. A autora se debruça sobre a trajetória das três agremiações e mostra como havia uma mesma rede de atores nos movimentos políticos da época, nas emergentes associações de moradores e nas rodas de samba da década de 1980. Eram pessoas que tinham em comum a política, o samba, o botequim e a praia – o Posto 9, em Ipanema, seu lugar de encontro – e que queriam novamente ocupar a rua com um carnaval livre e espontâneo.

Em seis capítulos, com linguagem leve e precisa, Rita Fernandes traça um panorama histórico-geográfico da evolução do Carnaval no Rio, dos entrudos até o início do processo de retomada, em 1985. E para explicar o porquê do termo retomada, a autora lança um olhar sobre as razões do declínio do carnaval de rua nas décadas de 70 e 80, como a repressão que retirava das ruas os movimentos sociais críticos ao sistema, a desvalorização do samba nas gravadoras e casas noturnas e a oficialização dos blocos em um circuito único.

Evidenciando o movimento cultural que surge no contexto da redemocratização do país, a autora relembra o sentimento de alegria ligado aos movimentos de abertura política, como a anistia e o movimento Diretas Já: “O povo brasileiro se sente de novo à vontade para ir às ruas, esse lugar de encontros que tanto caracteriza a vida urbana, especialmente no Rio de Janeiro. Assim se observa uma rede de afeto e relacionamento entre grupos sociais que se encontram no samba, nos botequins e na praia, elos de ligação entre os blocos e a cidade”, escreve.

Essa efervescência, explica Rita no livro, coincide com a fundação dos blocos Simpatia É Quase Amor, Barbas e Suvaco do Cristo, responsáveis pela criação de um novo movimento carnavalesco na cidade, criando um modelo que alcançou seu auge no século XXI, com mais de 500 blocos registrados e mais de 600 desfiles autorizados.

“Espero ter conseguido montar um mosaico de referências sobre a retomada do carnaval de rua no Rio, tendo como cenário a história desses três blocos. E contribuir para lançar luz sobre esse período marcante da nossa história, considerando a importância dessa manifestação cultural no processo de formação da própria cidade”, destaca a autora.

Rita Fernandes é jornalista e professora na Univeritas, com mestrado em Bens Culturais pelo CPDOC/FGV e especialização em Marketing pelo IAG – Escola de Negócios da PUC-Rio. É fundadora e presidente da Sebastiana – Associação de Blocos de Rua do Rio. Pesquisadora e consultora da GloboNews sobre carnaval, o qual estuda as fronteiras com o jornalismo, a história e a antropologia urbana. Escreve artigos e reportagens sobre a festa de rua do Rio de Janeiro e a cultura popular carioca, para veículos diversos. É idealizadora do projeto CasaBloco, que promove diálogos entre os carnavais do Brasil. Este é seu primeiro livro pela Civilização Brasileira.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

OS ESTIGMAS MÍSTICOS E A PSICANÁLISE: Estudo busca entender a cultura e seus "sintomas"


Um novo livro de Ario Borges Nunes Junior chega às livrarias, sob o selo das edições Fons Sapientiae. Trata-se de Os estigmas místicos e a psicanálise: um diálogo. Uma obra, que segundo o prefaciador – Luiz Felipe Pondé, filósofo e professor –, mostra como a psicanálise e a teologia mística podem dialogar de forma rica e elegante. Os estigmas, popularmente conhecidos como chagas, são fenômenos do universo religioso que se vinculam estreitamente a outros campos da experiência humana. Descritos em diferentes fontes hagiográficas (biografias de santos) e fundamentados pela teologia, eles se inscreveram, também, na literatura e na arte como fatos espetaculares.


A partir do século XIX, foram assimilados ao discurso científico, associando-se aos sintomas de disfunções orgânicas ou mentais. Nesse contexto, a entrada em cena da psicanálise possibilitou a produção de hipóteses acerca da sua incidência, a partir do protagonista e de alguns aspectos psicodinâmicos que caracterizam o seu mundo interno. No campo hagiográfico da estigmatização, as de São Francisco, surgidas dois anos antes de sua morte em 1226, no século XIII, foram as primeiras a despertarem o real interesse, na tradição eclesiástica. Os estigmas levantaram inúmeras questões e dúvidas que abriram a possibilidade para algum consenso entre diferentes campos da existência humana.

Um estigma representa a marca do sofrimento de Cristo pela humanidade. O sangramento contínuo que uma ferida como essa implica, e a dor evidente, são as provas físicas da dor de Cristo (de Deus, portanto) pelo mundo. Um místico que sofre na carne um estigma é um eleito, descendente teológico d´Aquele que deu a vida pelo mundo. Não pode haver herança mais nobre do que essa. A pessoa torna-se alguém, como dizem os teólogos russos, da “raça de Deus”.

O psicanalista Jacques Lacan, no momento mais maduro da sua obra, se encantou com as místicas medievais da região conhecida como “renano-flamenga”, na França. Nesta região (Holanda, Bélgica, norte da França e oeste da Alemanha), próxima ao rio Reno, floresceu entre os séculos XIII e XV uma rica cultura mística plena de narrativas de relação direta entre Deus e homens e Deus e mulheres (essas, principalmente, as conhecidas “beguinas”). “Este estudo vem se somar a outros em que a psicanálise, na tradição inaugurada pelo próprio Freud, busca entender a cultura e seus “sintomas”.

O autor, entretanto, de forma muito feliz, não cai num reducionismo “psicologizante”, tão comum em casos semelhantes. A dignidade da construção identitária, via a inscrição da linhagem nobre de Cristo na carne do “paciente místico”, é analisada na sua consistência conceitual e vivencial, tal como vista pela teologia. E neste sentido, Ario Borges Nunes Junior dá uma bela demonstração de como psicanálise e teologia mística podem dialogar de forma rica e elegante”, diz o professor Luiz Felipe Pondé.

Sobre o autor
Ario Borges Nunes Junior é psicanalista, nasceu em São Paulo, em 1961. Cursou o ensino médio no Colégio São Luís, na mesma cidade. É doutor em Psicologia Social, pela Universidade de São Paulo (2001), e doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense (2013). Publicou Êxtase e clausura: sujeito místico, psicanálise e estética (Annablume, São Paulo, 2005) e Relíquia: o destino do corpo na tradição cristã (Paulus, São Paulo, 2013). Fenômeno míticos: caracterização e estudos de caso (Ecclesiae, 2015), Relíquia: Transcendência do corpo (Museu de Arte Sacra de São Paulo, 2017) e Arquitetura de uma Monja – Biografia de Irmã Teresa do Menino Jesus e da Santa Face (Fons Sapientiae, 2018). Atualmente, faz estágio de Pós-doutorado no departamento de Ciências da Religião da PUC-SP e dedica o seu tempo de trabalho à clínica psicanalítica.

Amigos e famosos prestigiam lançamento do primeiro livro infantil de Pepita Rodriguez


A atriz Pepita Rodriguez lançou, neste domingo (3), o seu primeiro livro infantil, em concorrida sessão de autógrafos na Livraria da Travessa, no Shopping Leblon. A obra As aventuras de Pepitinha é inspirada em contos que mesclam ficção e realidade e que foram escritos por Pepita ao longo da vida.


O livro narra a trajetória de uma menina, filha de imigrantes espanhóis, que aos seis anos chega ao Brasil na linda cidade de Penápolis, interior de São Paulo, e sonha em ser uma atriz. Pelo caminho, ela passa por diversas aventuras e lições de vida. “As aventuras de Pepitinha” já começou com grande sucesso: todos os exemplares disponíveis na livraria foram vendidos.

No lançamento, amigos como o designer Carlos Alcantarino, a artista plástica Claudia Ganon, o pianista Miguel Proença, a empresária Bernadete Simonelli, Mauro Madalena e Thyna Mendes marcaram presença. Também estiveram presentes seus filhos Dado Dolabella e Gilberto Di Pierro, e netos.

Veja abaixo alguns momentos do evento registrados por Ari Kaye.