quarta-feira, 20 de março de 2019

Parabéns pelo Dia do Contador de Histórias

No dia 20 de março é comemorado o Dia do Contador de Histórias. A data foi criada em 1991, na Suécia, e tem como principal objetivo reunir os contadores e promover a prática em todo mundo. Através dos tempos, a arte de contar histórias marcou a história da humanidade. Sua importância não é somente em relação à construção da história, mas a construção de estímulos em relação à leitura e ao imaginário.
Criança ou adulto, quem não gosta de ouvir uma boa história? Quem já não atuou como um contador de histórias ao narrar um acontecimento numa roda de bate-papo? Se permitir a mágica de vivenciar um conto de fadas, na fase adulta, ou interagir como autor dessa construção com os pequeninos, é pura magia!! Como escreveu Kilder Alves, "contar história consiste na fórmula certa para atingir o público com temas suaves e reais e, pela sua magia e entretenimento, é sempre bem-vindo em todos os ambientes em que se estimula o ser criança".
Parabéns para todos os contadores de histórias!

sexta-feira, 15 de março de 2019

Em turnê por várias cidades do Brasil, Luisa Bérard recebe leitores e autografa seu primeiro livro


Autora alagoana inicia encontros pela cidade do Rio de Janeiro, no próximo dia 18 (segunda-feira), na Livraria da Travessa, no BarraShopping, às 18h

Luisa Bérard
O romance histórico Nas Montanhas do Marrocos, que ganhou visibilidade nacional com a Editora Novo Conceito, é sucesso nas redes sociais e conta a história de uma mulher à frente de seu tempo, que supera conflitos culturais e religiosos em busca de liberdade e amor. É uma obra intensa, dinâmica e surpreendente, com todos os ingredientes necessários para manter o telespectador preso na história do primeiro ao último episódio. Poderia, perfeitamente, virar série de TV. Mas, como é um livro, cumpre com maestria sua missão de segurar o leitor da primeira à última página.

Luisa Bérard é alagoana, vive em Recife e tem 43 anos. Trabalhou como advogada até descobrir seu talento para a literatura. Depois de uma conversa com sua irmã Teresa, durante as festas de fim de ano, tomou coragem e decidiu passar para o papel toda aquela história que já habitava sua mente há tempos. O livro, de forma independente, vendeu em torno de dois mil exemplares.

Nas Montanhas do Marrocos ganhou projeção nacional com seu relançamento, em novembro do ano passado, pela Editora Novo Conceito, uma das maiores editoras de romance de ficção do país, com mais de 380 títulos publicados. E, agora, a autora inicia uma turnê de autógrafos pelo país, para se aproximar ainda mais de seus leitores.

A programação da turnê é a seguinte:
Rio de Janeiro
Livraria da Travessa – 18 de março – 18h00
BarraShopping (Avenida das Américas, 4.666, nível Américas, loja 220. Tel.: (21) 2430-8100).

Curitiba
Livrarias Curitiba – 20 de março – 19h30
Shopping Palladium ( Av.Presidente Kennedy, 4121 loja 2047 – Portão) Tel.: (41)3330-6777

São Paulo
Livraria Cultura – 17 de abril  - 19h00
Conjunto Nacional ( Av. Paulista, 2073 – Bela Vista-  Tel.: (11) 3170-4033)



quarta-feira, 13 de março de 2019

Um dos maiores clássicos da literatura mundial, o livro "O pequeno príncipe" está à venda em toda a rede Paulinas de livrarias, no site (www.paulinas.com.br) e também pelo televendas (0800 70 100 81 ou WhatsApp: 11 94569-0240).


quarta-feira, 6 de março de 2019

Jornalista Aziz Ahmed revela em livro as “Memórias da Imprensa Escrita”


Obra impressa e no formato de e-book será lançada na próxima segunda-feira, com sessão de autógrafos no auditório da ABI

Quantas vezes a gente já ouviu alguém, mesmo jornalistas bem informados, afirmar que De Gaulle disse que “o Brasil não é um país sério”? Pois o ex-presidente francês jamais pronunciou esta frase. É fake news, como garante o jornalista a quem é atribuída a sua divulgação, um dos 26 veteranos profissionais ouvidos por Aziz Ahmed no livro Memórias da Imprensa Escrita, que será lançado no próximo dia 11 (segunda-feira), às 17 horas, no auditório da ABI - Associação Brasileira de Imprensa (Rua Araújo Porto Alegre, 71), Centro, Rio de Janeiro.

Segundo Aziz Ahmed, muitas das histórias que esses monstros sagrados do jornalismo contaram registram momentos históricos da profissão, desde os idos dos anos 50 do século passado. “Todos dirigiram redações e reúnem um acervo de experiências vividas nas redações que estão expostas no livro. São nomes que, para pelo menos duas gerações de jornalistas, dispensam apresentações”, enfatiza o autor.

O leitor vai ficar sabendo que Carlos Lacerda, antes de tornar-se um dos mais poderosos políticos brasileiros, queria ser autor de novelas; que a polícia acabou com uma festa oferecida ao presidente Kennedy no dia da sua posse, atendendo denúncia de um cidadão anônimo, incomodado com o barulho. E mais: que, por uma ordem do governo militar, 1 milhão e 200 mil exemplares de um suplemento produzido pelo Jornal do Commercio do Rio, para serem encartados nos jornais dos Diários Associados, foram jogados no lixo; vai saber, pela percepção de um famoso colunista, que o dinheiro mudou de mãos e como o pragmatismo do dr. Roberto Marinho levou O Globo a vencer a soberba do dr. Nascimento Brito na disputa de mercado com o Jornal do Brasil. E ainda, pelo relato afetivo de seus principais colaboradores, vai conhecer como era o convívio com Samuel Wainer, Adolpho Bloch e Ibrahim Sued.
Gilson Campos, Aziz Ahmed, Nilo Dante e Cícero Sandroni. Em pé, Antônio Carneiro e Milton Coelho da Graça
Essas e outras histórias são contadas nas 316 páginas desse livro — uma realização do Ateliê de Cultura, e patrocínio da Delphos e da prefeitura do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Lei Municipal de Incentivo à Cultura (Lei do ISS) — que mergulha nos bastidores da imprensa desde a época dos anos dourados, atravessando os anos rebeldes e os de chumbo, até chegar a estes novos tempos de incerteza quanto ao futuro da mídia impressa.

Inspirado na própria experiência do autor e nas conversas com velhos companheiros, escrito em forma de notas de coluna, o livro oferece uma leitura leve e bem-humorada de casos que não foram registrados nos jornais. 

Uma novidade: a obra traz o passado à atualidade trazendo em cada capítulo QR codes, que transportam o leitor a um vídeo de cada entrevistado. Tal ferramenta permitirá ao leitor, através do próprio livro, assistir ao último depoimento, com quase três horas de duração, gravado pelo jornalista Ricardo Boechat – falecido no mês passado, em acidente com um helicóptero.


Aziz Ahmed e Ricardo Boechat
Pensando na inclusão, a obra também está sendo lançada no formato e-book.
— O livro tem uma relevância que transcendeu a proposta original – disse o autor do prefácio, jornalista Domingos Meirelles, presidente da ABI, instituição que dá apoio cultural à obra, que será incorporada ao acervo do Centro de Memória da instituição. E destaca Meirelles:

— Tornou-se uma obra de leitura obrigatória. Ele reproduz o cotidiano das antigas redações. Revela, com delicadeza de sentimentos, o ambiente romântico de um dos momentos mais faiscantes da imprensa contemporânea. Fala sobre desejos e fantasias que perpassaram as vidas de gerações inteiras de profissionais. Acho que o grande mérito do livro está justamente em ter conseguido capturar esse clima do qual tanto nos orgulhávamos e que parece haver se perdido para sempre.

Ahmed ouviu jornalistas que fizeram ou que ainda fazem a história da profissão. Pela ordem alfabética: Aluizio Maranhão, Anna Ramalho, Aristóteles Drummond, Arnaldo Niskier, Bruno Thys, Cícero Sandroni, Fernando Carlos de Andrade, Fuad Atala, Gilson Campos, Henrique Caban, Jarbas Domingos, J.B. Serra e Gurgel, Jomar Pereira da Silva, José Silveira, Luiz Edgar de Andrade, Milton Coelho da Graça, Miranda Jordão, Nelson Lemos, Nilo Dante, Nilson Lage, Paulo Jerônimo, Pery Cotta, Pinheiro Junior, Ricardo Boechat, Telmo Wamber e Walter Fontoura.

O respeito à longevidade já é consagrado na própria capa de Memórias da Imprensa Escrita, ilustrada pelo desenhista Marcelo Monteiro, que, desde 1962 até hoje, estampa diariamente seu talento nas páginas do jornal O Globo.

Sobre o autor
Nascido em 26 de setembro de 1938, Aziz Ahmed é carioca de Vila Isabel. Começou a carreira jornalística em 1961, no Correio da Manhã, foi chefe de reportagem de O Globo e da Ultima Hora, onde também foi editor e diretor da sucursal em Brasília. Dirigiu o Jornal do Commercio de 1979 até 2013, e lá também tinha uma coluna diária. Foi colunista no jornal O Povo do Rio e editor-chefe do jornal comunitário A Voz de Rio das Pedras. Foi professor do curso de Jornalismo da UniverCidade (1997-2014), chefe da Comunicação Social da prefeitura do Rio, vice-presidente do Conselho de Contribuintes do Município e secretário-geral da Junta Comercial do Estado do Rio. Em 1994, lançou livro “O Calvário de Sônia Angel”, que escreveu a partir da narrativa do professor João Luiz de Moraes, pai dessa cara-pintada dos anos rebeldes, morta, aos 27 anos, nos porões da ditadura.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Coleção “Família do Carnaval” será relançada amanhã (16), no Baródromo, na Lapa


Quatro livros com as histórias ‘de bar’ que formaram as maiores escolas do Rio de Janeiro. Assim é definida a “Família do Carnaval” (editora Nova Terra), coleção que será relançada neste sábado, dia 16, durante a Feijoada da Rádio Arquibancada, no Baródromo (Rua do Lavradio, 163), na Lapa. São quatro livros que apresentam a história das escolas de samba do Rio de Janeiro, reunidas a partir dos seus estilos numa espécie de família. Vários autores com ligação direta com as agremiações retratadas assinam as obras.



O último livro lançado – “As Matriarcas da Avenida: quatro grandes escolas que revolucionaram o maior show da Terra” – conta em 40 crônicas as histórias das escolas que serviram de base para a atual configuração do carnaval carioca: Acadêmicos do Salgueiro, Estação Primeira de Mangueira, Portela, Salgueiro e Império Serrano. Aqui, Fábio Fabato, curador da coleção, assina os capítulos da Mangueira.

A obra fechou a “Família”, iniciada com “As Três Irmãs: como um trio de penetras arrombou a festa”, a carnavalização da ascensão de Beija-Flor de Nilópolis, Imperatriz Leopoldinense e Mocidade Independente de Padre Miguel no cenário das grandes escolas. O segundo livro, As Titias da Folia – O brilho maduro de escolas de samba de alta idade, vencedor do Prêmio Edison Carneiro de melhor livro de não ficção sobre carnaval, trouxe as memórias de Unidos da Tijuca, Vila Isabel, Viradouro e Estácio.

No terceiro, As Primas Sapecas – Alegria, crítica e irreverência na avenida, as homenageadas foram Caprichosos de Pilares, União da Ilha e São Clemente, agremiações que, sem muito dinheiro, utilizaram as armas da simplicidade, originalidade e ousadia em seus desfiles.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

domingo, 10 de fevereiro de 2019

O carnaval de rua pede passagem com o lançamento do livro da jornalista Rita Fernandes


Foliã e pesquisadora, a autora analisa o movimento cultural que culminou com a criação dos blocos Simpatia é Quase Amor, Barbas e Suvaco do Cristo. “Meu bloco na rua: a retomada do Carnaval” mostra como a revitalização dos blocos se deu no mesmo contexto da redemocratização do país, com movimentos sociais como Diretas Já

Desde a infância em Minas Gerais, Rita Fernandes tem uma relação apaixonada com o Carnaval. Um encantamento que levou a jornalista a adotar o Rio de Janeiro e entrar para a história do Carnaval carioca. Fundadora do bloco Imprensa Que Eu Gamo e há mais de uma década à frente da Sebastiana, primeira associação independente de blocos de rua da cidade do Rio, Rita lança o livro Meu bloco na rua: a retomada do Carnaval, resultado de sua dissertação de mestrado no CPDOC da Fundação Getúlio Vargas.

A sessão de autógrafos acontece no próximo dia 17 (domingo), a partir das 15h, na Livraria Folha Seca, à Rua do Ouvidor, 37, no Centro, Rio de Janeiro, com direito a roda de samba. O livro tem o selo da Editora Civilização Brasileira, do Grupo Editorial Record.


Rita Fernandes analisa a ocupação das ruas pelos blocos no contexto da redemocratização do país, quando foram criados, por exemplo, o Simpatia É Quase Amor, o Barbas e o Suvaco do Cristo. A autora se debruça sobre a trajetória das três agremiações e mostra como havia uma mesma rede de atores nos movimentos políticos da época, nas emergentes associações de moradores e nas rodas de samba da década de 1980. Eram pessoas que tinham em comum a política, o samba, o botequim e a praia – o Posto 9, em Ipanema, seu lugar de encontro – e que queriam novamente ocupar a rua com um carnaval livre e espontâneo.

Em seis capítulos, com linguagem leve e precisa, Rita Fernandes traça um panorama histórico-geográfico da evolução do Carnaval no Rio, dos entrudos até o início do processo de retomada, em 1985. E para explicar o porquê do termo retomada, a autora lança um olhar sobre as razões do declínio do carnaval de rua nas décadas de 70 e 80, como a repressão que retirava das ruas os movimentos sociais críticos ao sistema, a desvalorização do samba nas gravadoras e casas noturnas e a oficialização dos blocos em um circuito único.

Evidenciando o movimento cultural que surge no contexto da redemocratização do país, a autora relembra o sentimento de alegria ligado aos movimentos de abertura política, como a anistia e o movimento Diretas Já: “O povo brasileiro se sente de novo à vontade para ir às ruas, esse lugar de encontros que tanto caracteriza a vida urbana, especialmente no Rio de Janeiro. Assim se observa uma rede de afeto e relacionamento entre grupos sociais que se encontram no samba, nos botequins e na praia, elos de ligação entre os blocos e a cidade”, escreve.

Essa efervescência, explica Rita no livro, coincide com a fundação dos blocos Simpatia É Quase Amor, Barbas e Suvaco do Cristo, responsáveis pela criação de um novo movimento carnavalesco na cidade, criando um modelo que alcançou seu auge no século XXI, com mais de 500 blocos registrados e mais de 600 desfiles autorizados.

“Espero ter conseguido montar um mosaico de referências sobre a retomada do carnaval de rua no Rio, tendo como cenário a história desses três blocos. E contribuir para lançar luz sobre esse período marcante da nossa história, considerando a importância dessa manifestação cultural no processo de formação da própria cidade”, destaca a autora.

Rita Fernandes é jornalista e professora na Univeritas, com mestrado em Bens Culturais pelo CPDOC/FGV e especialização em Marketing pelo IAG – Escola de Negócios da PUC-Rio. É fundadora e presidente da Sebastiana – Associação de Blocos de Rua do Rio. Pesquisadora e consultora da GloboNews sobre carnaval, o qual estuda as fronteiras com o jornalismo, a história e a antropologia urbana. Escreve artigos e reportagens sobre a festa de rua do Rio de Janeiro e a cultura popular carioca, para veículos diversos. É idealizadora do projeto CasaBloco, que promove diálogos entre os carnavais do Brasil. Este é seu primeiro livro pela Civilização Brasileira.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

OS ESTIGMAS MÍSTICOS E A PSICANÁLISE: Estudo busca entender a cultura e seus "sintomas"


Um novo livro de Ario Borges Nunes Junior chega às livrarias, sob o selo das edições Fons Sapientiae. Trata-se de Os estigmas místicos e a psicanálise: um diálogo. Uma obra, que segundo o prefaciador – Luiz Felipe Pondé, filósofo e professor –, mostra como a psicanálise e a teologia mística podem dialogar de forma rica e elegante. Os estigmas, popularmente conhecidos como chagas, são fenômenos do universo religioso que se vinculam estreitamente a outros campos da experiência humana. Descritos em diferentes fontes hagiográficas (biografias de santos) e fundamentados pela teologia, eles se inscreveram, também, na literatura e na arte como fatos espetaculares.


A partir do século XIX, foram assimilados ao discurso científico, associando-se aos sintomas de disfunções orgânicas ou mentais. Nesse contexto, a entrada em cena da psicanálise possibilitou a produção de hipóteses acerca da sua incidência, a partir do protagonista e de alguns aspectos psicodinâmicos que caracterizam o seu mundo interno. No campo hagiográfico da estigmatização, as de São Francisco, surgidas dois anos antes de sua morte em 1226, no século XIII, foram as primeiras a despertarem o real interesse, na tradição eclesiástica. Os estigmas levantaram inúmeras questões e dúvidas que abriram a possibilidade para algum consenso entre diferentes campos da existência humana.

Um estigma representa a marca do sofrimento de Cristo pela humanidade. O sangramento contínuo que uma ferida como essa implica, e a dor evidente, são as provas físicas da dor de Cristo (de Deus, portanto) pelo mundo. Um místico que sofre na carne um estigma é um eleito, descendente teológico d´Aquele que deu a vida pelo mundo. Não pode haver herança mais nobre do que essa. A pessoa torna-se alguém, como dizem os teólogos russos, da “raça de Deus”.

O psicanalista Jacques Lacan, no momento mais maduro da sua obra, se encantou com as místicas medievais da região conhecida como “renano-flamenga”, na França. Nesta região (Holanda, Bélgica, norte da França e oeste da Alemanha), próxima ao rio Reno, floresceu entre os séculos XIII e XV uma rica cultura mística plena de narrativas de relação direta entre Deus e homens e Deus e mulheres (essas, principalmente, as conhecidas “beguinas”). “Este estudo vem se somar a outros em que a psicanálise, na tradição inaugurada pelo próprio Freud, busca entender a cultura e seus “sintomas”.

O autor, entretanto, de forma muito feliz, não cai num reducionismo “psicologizante”, tão comum em casos semelhantes. A dignidade da construção identitária, via a inscrição da linhagem nobre de Cristo na carne do “paciente místico”, é analisada na sua consistência conceitual e vivencial, tal como vista pela teologia. E neste sentido, Ario Borges Nunes Junior dá uma bela demonstração de como psicanálise e teologia mística podem dialogar de forma rica e elegante”, diz o professor Luiz Felipe Pondé.

Sobre o autor
Ario Borges Nunes Junior é psicanalista, nasceu em São Paulo, em 1961. Cursou o ensino médio no Colégio São Luís, na mesma cidade. É doutor em Psicologia Social, pela Universidade de São Paulo (2001), e doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense (2013). Publicou Êxtase e clausura: sujeito místico, psicanálise e estética (Annablume, São Paulo, 2005) e Relíquia: o destino do corpo na tradição cristã (Paulus, São Paulo, 2013). Fenômeno míticos: caracterização e estudos de caso (Ecclesiae, 2015), Relíquia: Transcendência do corpo (Museu de Arte Sacra de São Paulo, 2017) e Arquitetura de uma Monja – Biografia de Irmã Teresa do Menino Jesus e da Santa Face (Fons Sapientiae, 2018). Atualmente, faz estágio de Pós-doutorado no departamento de Ciências da Religião da PUC-SP e dedica o seu tempo de trabalho à clínica psicanalítica.

Amigos e famosos prestigiam lançamento do primeiro livro infantil de Pepita Rodriguez


A atriz Pepita Rodriguez lançou, neste domingo (3), o seu primeiro livro infantil, em concorrida sessão de autógrafos na Livraria da Travessa, no Shopping Leblon. A obra As aventuras de Pepitinha é inspirada em contos que mesclam ficção e realidade e que foram escritos por Pepita ao longo da vida.


O livro narra a trajetória de uma menina, filha de imigrantes espanhóis, que aos seis anos chega ao Brasil na linda cidade de Penápolis, interior de São Paulo, e sonha em ser uma atriz. Pelo caminho, ela passa por diversas aventuras e lições de vida. “As aventuras de Pepitinha” já começou com grande sucesso: todos os exemplares disponíveis na livraria foram vendidos.

No lançamento, amigos como o designer Carlos Alcantarino, a artista plástica Claudia Ganon, o pianista Miguel Proença, a empresária Bernadete Simonelli, Mauro Madalena e Thyna Mendes marcaram presença. Também estiveram presentes seus filhos Dado Dolabella e Gilberto Di Pierro, e netos.

Veja abaixo alguns momentos do evento registrados por Ari Kaye.



 





segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

“Um Cara Qualquer”, de Amber Tamblyn: um livro brutal sobre violência sexual



Obra provocativa e brutal, combina gêneros de poesia, prosa e elementos de suspense para dar forma às narrativas chocantes das vítimas de violência sexual. O leitor vive experiência inusitada, interagindo com a história de uma forma diferente: em cada exemplar há um QR Code, que funciona como um passaporte para um Clube de Leitura exclusivo.

Romance de estreia da premiada atriz e escritora norte-americana Amber Tamblyn, Um Cara Qualquer (Any Man, título original) é um livro provocativo e brutal. Combina gêneros de poesia, prosa e elementos de suspense para dar forma às narrativas chocantes das vítimas de violência sexual, mapeando as formas destrutivas pelas quais a sociedade contemporânea perpetua a cultura do estupro. O extraordinário é como, com o passar dos anos, essas pessoas aprendem a se curar, unindo-se e encontrando um espaço para levantar as vozes. Com pontos de vistas alternados – e uma assinatura para cada voz e experiência da vítima – as páginas crepitam de emoção que vão do horror à empatia; e tiram o fôlego do leitor. Ousada, a obra pinta um retrato marcante da sobrevivência e é um tributo àqueles que viveram o pesadelo da agressão sexual.

O livro é um romance que trata de agressão sexual de forma singular; uma narrativa que tem causando incômodo a muitos leitores norte-americanos. No romance, o vilão é uma mulher que atinge homens com agressões sexuais tão violentas e perturbadoras que poderiam ter sido arrancadas de um filme de terror. As vítimas do sexo masculino são narradores e mergulham na dor profunda de lidar com as consequências do crime que sofreram. Em entrevista para Stephanie Merry, editora de Booke World do jornalThe Washington Post, Amber afirma: “A arte precisa trazer conversas difíceis; eu não tenho dúvidas de que esse livro vai incomodar muita gente, mas estou bem com isso.”

Por traz da escolha de Amber Tamblyn há o desejo de chamar a atenção para um problema que atinge a sociedade como um todo. Há assédio sexual tanto de mulheres quanto de homens; há vítimas e algozes nos dois lados. “E temos que falar sobre o prejuízo humano que envolve essa violência. Pela força da narrativa e relevância do tema, escolhemos esse romance para estrear uma tecnologia de leitura que trará o leitor para dentro da história”, afirma Lu Magalhães, presidente da Primavera Editorial.

Traduzido por Cynthia Costa – doutora em Estudos da Tradução pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), professora do curso de tradução da UFU e com mais de 60 obras traduzidas – Um Cara Qualquerfoi um desafio pela troca constante de gênero textual proposta pela autora e pelo tom dos relatos das personagens, em primeira pessoa. “No primeiro caso, ao mesmo tempo em que era complicado passar da prosa à poesia, da poesia à notícia e até aos tweets, também fiquei contente, como tradutora, por poder experimentar tantas formas literárias em um único livro. Sobre o tom visceral dos relatos, a minha maior preocupação foi transmitir em português a dor e a emoção dessas personagens”, revela.

 Amber Tamblyn
Sobre a estrutura textual – que combina poesia e prosa – na percepção de Larissa Caldin, publisherda Primavera Editorial, a autora usa os versos para imputar um sentimento mais exacerbado sem cair em clichês que nos levam a crer ser a poesia como invariavelmente sentimental e a prova racional. “A prosa da autora é incutida com uma linguagem viva e nada plácida que permanece em todo o texto. Talvez, Amber tenha propositalmente inserido a poesia e a prosa em oposição, de forma a mostrar, em um ponto de vista técnico e muito mais subjetivo, que a prosa era aquilo que as personagens diziam sentir para si e para o mundo; mas, a poesia era o quê, de fato, as personagens sentiam dentro de si, o Blue Bird de cada um”, analisa.

O projeto gráfico – conduzido pela Project Nine Editorial – foi desenvolvido para contar, graficamente, a história de singularidade, estranhamento e inversão de papéis, gerando a reflexão pretendida. Idealizada em 2011 pelo designer Francisco Martins, a Project Nine Editorial é uma empresa jovem focada no mercado editorial, sempre atentos às novas tecnologias e inovações a fim de desenvolver projetos adequados para cada segmento editorial.

Funarte publica dicionário de fotografia de Pedro Karp Vasquez


Inédita, a obra, que está disponível no portal da entidade, é presente do autor pelos 30 anos do Centro de Conservação e Preservação Fotográfica da Fundação – comemorados em 2017
  
A Fundação Nacional de Artes – Funarte publicou em seu portal (www.funarte.gov.br) a edição online do Dicionário Técnico da Fotografia Clássica, do renomado fotógrafo, pesquisador, crítico de fotografia, curador e professor Pedro Karp Vasquez.

Pedro Karp Vasquez. Foto Paula Sampaio. Arte: Programação Visual Funarte
Inédita, a obra registra o universo da fotografia tradicional, hoje também chamada de pré-digital. Com mais de mil verbetes, o livro cataloga câmeras e seus aparatos, instrumentos ópticos, produtos e recursos – itens utilizados nos processos fotográficos, desde a captura da imagem até seu processamento. O trabalho relaciona desde os primeiros métodos do século XIX, até os tradicionais recursos para fotos de base química e suporte de papel, ou película.

Mestre em Ciência da Arte, o autor foi, nos anos 1980, um dos responsáveis pela criação e diretor do Instituto Nacional de Fotografia (Infoto) – Funarte, que antecedeu o atual Centro de Conservação e Preservação Fotográfica da Fundação. Pelo seu 30º aniversário, comemorado em 2017, este setor foi presenteado por Vasquez com o Dicionário – a mais recente de suas 27 obras. A edição é realizada em parceria entre o Centro, a Gerência de Edições da Funarte e o Portal da entidade.
 
Preservação de conhecimentos e conceitos tecnológicos
A Coordenadora do CCPF – setor integrante do Centro de Artes Visuais da Funarte –, Sandra Baruki, constata que o volume perpetua o conhecimento das técnicas, meios e ferramentas da fotografia, detalhando os produtos e etapas de laboratório, assim como a estrutura dos materiais. “Não se resguarda na obra somente o conhecimento sobre o original fotográfico – que constitui a maioria dos atuais arquivos e coleções –, mas também as técnicas de fotografia, nos vários períodos de sua história. Assim, preserva-se a tecnologia em seus conceitos (o que poderá, no futuro, não estar acessível aos mais jovens). Portanto, ao lançar o volume, a Funarte contribui para estimular estudos e criações artísticas nessa forma de expressão”, considera a especialista.

A dirigente do CCPF acrescenta que o conteúdo da obra é de grande interesse, como material didático e fonte de pesquisa e de criação; especialmente para estudiosos, conservadores, fotógrafos, museólogos e críticos de arte; para outros multiplicadores da linguagem fotográfica; mas também para o público em geral. Baruki ainda elogia “a excelência da pesquisa e o trabalho incansável” de Vasquez. O autor levou mais de trinta anos para concretizar a publicação. Ele comenta: isso ocorreu porque o livro foi fruto de um esforço individual e espontâneo. “É o primeiro dicionário do gênero produzido por um brasileiro. Chega justamente em um momento de transição entre a fotografia clássica e as novas tecnologias de base digital, que a estão substituindo de forma gradativa”, observa o pesquisador. Ele espera que os verbetes contribuam muito para a correta identificação dos processos fotográficos predominantes nos séculos XIX e XX, facilitando os trabalhos dos interessados nas artes visuais como um todo.
 
O CCPF – Funarte: difusão de informações e qualificação de profissionais
Sandra Baruki destaca que o Dicionário Técnico da Fotografia Clássica foi uma “gentil oferta” do estudioso, oportuna e proveitosa, porque, segundo a coordenadora, “Nada melhor do que comemorar a trajetória institucional de referência de três décadas do Centro presenteando o público com essa obra exemplar, de grande valia para o estudo da história da fotografia no Brasil”. A especialista ressalta que a obra colabora com uma das funções do CCPF: contribuir para a difusão de conhecimento e qualificação de novos profissionais. “A tarefa tem sido cumprida com sucesso nos últimos 30 anos, em cursos, seminários, oficinas e publicações do Centro. Essa política institucional formou uma primeira geração de conservadores de fotografia no país; e continua a despertar o interesse de novos entusiastas. Nossos sinceros agradecimentos ao autor por essa dádiva!”, completa.
 
Sobre Pedro Karp Vasquez
Carioca, Pedro Afonso Fernandes Vasquez nasceu em 1954. É reconhecido como fotógrafo, pesquisador, crítico de arte e gestor cultural, entre outros ofícios, como o de jornalista, cineasta – graduado em Cinema pela Sorbonne (Paris – França), em 1978 – e poeta. Sua primeira mostra individual foi realizada em 1973. Expôs no Brasil, na Alemanha e na França – país que recebeu, em Paris, individuais suas em 1976, em Île de France, e no ano seguinte, na Galeria Malombra – entre outras exibições coletivas. Nos anos 80, “destacou-se como administrador cultural e incentivador da fotografia no cenário artístico brasileiro” (registra a Enciclopédia Itaú Cultural)*. Foi um dos criadores do Infoto – Funarte, em 1982 e o dirigiu, até 86. A seguir, foi curador do Departamento de Fotografia, Vídeo e Novas Tecnologias do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), até 89. Entre 1980 e 1990, foi editor de fotografia das revistas Photo Camera e Best View, e do jornal O Dia.


Começou, em 85, a dedicar-se também a pesquisas – sobretudo em história da fotografia no Brasil e sobre o uso da arte como instrumento de transformação pessoal. Concluiu mestrado em Ciência da Arte na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ), em 1999. Lecionou fotografia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ), na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e no curso de pós-graduação da Universidade da Cidade, também na Capital Fluminense. Recebeu o Prêmio Nacional de Fotografia da Funarte, em 1996, e a Bolsa Vitae de Fotografia, em 1998. É membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). Entre seus livros estão: Fotografia: Reflexos & Reflexões (1987), Mestres da Fotografia no Brasil (1995), e Fotógrafos Alemães no Brasil do Século XIX (2000).

Jornalista Deo Saraiva lança hoje (28), em Conservatória, "A Casa de 365 Janelas"


Acontece hoje (28), a partir das 10h30, na Fazenda Florença, em Conservatória, o lançamento do livro A Casa de 365 Janelas, escrito pela jornalista Deolinda Saraiva. A obra é um romance ficcional baseado em fatos reais, ocorridos na época do Brasil Colonial.