quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Livro conta história de uma criança com nanismo que queria ser astronauta


O menino que queria ir ao espaço é o nome do livro que será pré- lançado nesta quinta-feira (25), às 19h, na Livraria Leitura, no Shopping Via Parque, na Barra da Tijuca, no dia de conscientização e combate ao preconceito à pessoa com nanismo, conforme Lei Federal 4954/16, Lei Estadual/RJ 7.319/16 e Municipal/RJ 6161/17. 

O projeto é uma iniciativa da autora e professora Fabiana Salatiel, com ilustrações de Alex Pereira. Fernanda lecionou para uma criança com nanismo e observou que no dia a dia pode perceber que a deficiência não o limitava em nada. “O personagem tem um sonho de ser astronauta, e vi que ele poderá ser o que quiser”, destacou a autora. A obra conta a história de uma forma lúdica e delicada.

O nanismo é uma deficiência física caracterizada por baixa estatura grave com mais de 400 tipos e subtipos e, em alguns casos, podem estar atrelados com síndromes. O indivíduo é considerado “anão ou anã” com até 1.45 cm.

“A proposta das leis é diminuir o preconceito à pessoa com a deficiência e fomentar as oportunidades de emprego, inclusão, acessibilidade e mostrar à sociedade que a pessoa com nanismo pode ser um cidadão com as mesmas oportunidades de uma pessoa com estatura considerada ‘normal’”, afirmou Kenia Rio, presidente da Associação de Nanismo do Estado do Rio de Janeiro (ANAERJ).

Para fechar as comemorações, o 3º Congresso Nacional de Nanismo vai ser organizado este ano pela campanha “Somos Todos Gigantes”, em Goiânia, nos dias 9,10 e 11 de novembro. As inscrições estão abertas pelo site https://somostodosgigantes.com.br/ com uma programação voltada para saúde, qualidade de vida, direitos e lazer para pessoas com nanismo. Mais informações pelo telefone (62) 9990-2223.A proposta das leis é diminuir o preconceito à pessoa com a deficiência e fomentar as oportunidades de emprego, inclusão, acessibilidade e mostrar a sociedade que a pessoa com nanismo pode ser um cidadão com as mesmas oportunidades de uma pessoa com estatura considerada “normal”.



Editora ‘LivrosdeFutebol’ lança ‘Contos da Bola’, e-book do jornalista Eduardo Lamas


Obra faz parte da coleção Biblioteca Digital do Futebol Brasileiro

Embora a criatividade seja uma característica das mais valorizadas por torcedores e comentaristas esportivos, quando o futebol sai dos campos para as páginas de um livro, na maioria das vezes trata muito mais a bola com o pragmatismo dos fatos do que fazendo as jogadas lúdicas da ficção. Em tabelinha com a imaginação, até para misturá-la com episódios verídicos, alguns históricos para o futebol brasileiro e até mundial, o escritor e jornalista Eduardo Lamas escreveu os Contos da Bola, e-book recém-lançado pela Biblioteca Digital do Futebol Brasileiro, selo eletrônico da editora LivrosdeFutebol.

A obra foi lançada originalmente pela Amazon© para Kindle© (o consagrado e-reader da poderosa loja norte-americana), mas pode ser lida também em computadores, tablets e celulares, ao custo do equivalente a US$ 5 (cinco dólares), com a possibilidade de o leitor optar pela obra impressa (preço sob consulta). Adquira "Contos da Bola" através do link https://goo.gl/Gc2EWr. Posteriormente, a obra será lançada em ePub, pela Digitaliza Brasil, que também distribui outras obras da LivrosdeFutebol.

Contos da Bola é o décimo primeiro e-book da coleção Biblioteca Digital do Futebol Brasileiro e o terceiro do autor Eduardo Lamas, seu primeiro a abordar o mundo do futebol. “São ‘causos’ de clássicos importantes ou peladas das várzeas, narrados sempre de forma saborosa”, garante Cesar Oliveira, editor da LivrosdeFutebol.

Na apresentação do livro, Eduardo Lamas lista os locais que o inspiraram a criar as 19 histórias relatadas com dramaticidade, humor e muitas vezes pondo personagens fictícios em situações inusitadas dentro de fatos históricos. “As experiências vividas em peladas de rua, no colégio, em campinhos de terra ou (pouca) grama ou mesmo no quarto ou na sala de casa; em ‘jogos contra’ nos mais variados campos e quadras; nas arquibancadas, geral, cadeiras e tribuna de imprensa do Maracanã e de outros estádios, alguns bem acanhados; nas redações; na cobertura jornalística in loco de tantas partidas, das menos importantes a grandes decisões, e a – permitam-me – fértil imaginação fizeram a criança crescer e se desenvolver para finalmente entrar em campo”, enfatiza Lamas.

O prefácio é assinado pelo jornalista, radialista e escritor Alexandre Araujo, do consagrado Pop Bola. Ele não poupou elogios ao autor. “Habilidoso, criativo e dono de uma visão de jogo digna de um camisa 10, neste Contos da bola” Eduardo Lamas deita e rola em divertidos e fantásticos ‘causos’ do futebol, tabelando de primeira com o leitor”.

O Autor
Eduardo Lamas (Divulgação)
Escritor e jornalista, Eduardo Lamas foi Destaque Especial em três categorias (conto, poesia e crônica) do “IV Concurso Literário A Palavra do Séc. XXI", em 2001. É autor da peça “Sentença de Vida”; dos livros “Profano Coração” e “O Negro Crepúsculo”, e do blog www.eduardolamas.blogspot.com.

É idealizador, pesquisador, redator e roteirista do projeto “Jogada de Música”, que foi quadro na “Rádio Globo” e dá nome a uma coluna homônima no site do “Pop Bola”. Entre 1988 a 2013, trabalhou como jornalista em diversos veículos de comunicação, entre eles “Jornal dos Sports”, Agência “O Globo”, “O Globo Online”, Revista e Agência “Placar”, “Lance Multimídia”, “O Fluminense”, “Jornal do Brasil” e “Globoesporte.com”.

Entre 2012 e 2016, atuou como empresário nos ramos cultural e de comunicação, e atualmente é sócio-diretor da empresa Estação Pró-Vida – Saúde, Arte e Desenvolvimento Humano.

A Livros de Futebol
A editora LivrosdeFutebol foi criada em 2008 pelo designer e redator Cesar Oliveira, cuja expertise editorial começou no ano de 1980, quando, por conta de seu trabalho como publicitário, foi indicado para ser gerente de propaganda da Editora da Fundação Getulio Vargas. “Foi ali que eu descobri que os livros eram ainda muito mais interessantes do que eu vivia com eles, lendo desde cedo as obras de Monteiro Lobato: fazer livros também era muito bom, e que descobri que queria estar envolvido com aquilo”, garante.


O trabalho como designer o levou depois a produzir seu primeiro livro de futebol: O Jogo Bruto das Copas do Mundo, de Teixeira Heizer, para a Mauad Editora. Mas só quando produziu Botafogo: 101 anos de histórias, mitos e superstições, para seu amigo Roberto Porto, o jornalista botafoguense, foi que descobriu que queria fazer uma editora especializada em livros de futebol. Antes dele, o jornalista Milton Pedrosa fundara, no final dos anos 1960, a Editora Gol, de fato a primeira especializada em livros de futebol, que produziu obras emblemáticas.

Cesar Oliveira (Foto: Marcelo P. Araújo)
De lá para cá, são vinte livros impressos e, agora, o décimo primeiro volume da Biblioteca Digital do Futebol Brasileiro, o braço eletrônico da LivrosdeFutebol, uma crença que faz Cesar repetir um mantra. “É inevitável que os e-books sejam o futuro da Literatura. Não adianta a gente espernear. Breve, não vamos mais poder plantar eucalipto para produzir celulose, vamos ter que produzir comida. Quem gosta de ‘cheirinho de papel’, vai ter isso já já em seus smartphones, que nos surpreendem, a cada dia, fazendo mais e mais surpresas para a gente”. conclui.

“O menino que queria ser prefeito”, de Manuel Filho, traça paralelo entre eleições do passado e atuais


 Durante a Ditadura Militar, a visita a um parque infantil despertou em Murilo o desejo que está expresso no título do livro. Com uma rica contextualização da época, a obra oferece ferramentas para comparação com os dias de hoje

A Prefeitura de São Bernardo do Campo, o autor Manuel Filho e a Editora do Brasil lançam no próximo sábado, dia 27, às 9h30, na Cidade da Criança (Teatro Amazonas – Rua Tasman, 301, Jd do Mar), em são Bernardo do Campo, São Paulo, a história de O menino que queria ser prefeito, de Manuel Filho, com ilustração de Thais Linhares. A obra transcorre no final da década de 1970, quando o Brasil era governado pelo General Ernesto Geisel. Isto é, vivíamos o período da Ditatura Militar, na qual os direitos políticos dos brasileiros eram bastante restritos e não podíamos eleger o presidente do país. Trata-se de uma obra bastante oportuna, já que, nesse momento, o país vive um ano eleitoral, fornecendo subsídios para fazer um paralelo entre os direitos políticos do cidadão ontem e hoje.

É com o pano de fundo do governo militar que o protagonista, o menino Murilo, encasqueta com uma coisa: ele queria ser prefeito. Tudo começa com um passeio ao parque infantil Cidade da Criança, em São Bernardo do Campo, repleto de atrações que seduziam a garotada, como o Submarino, o Teleférico, a Casa Maluca, a Cidade Amazônica e muito mais.

Acompanhado da mãe, da irmã e de um amigo da escola, Murilo rumava para a fila do Teleférico quando se deparou com uma aglomeração em torno de uma figura curiosa: um garoto de cartola, trajando fraque e gravata borboleta, que desfilava pelo parque, distribuindo doces e sorrisos. Curioso, quis saber de um funcionário do parque quem era o garoto e descobriu embasbacado que se tratava do Prefeitinho da Cidade da Criança. E mais: uma das vantagens desse garoto era poder brincar de graça no parque todo! Murilo não teve dúvidas. “Daquele dia em diante eu só queria saber uma coisa:  Como é que alguém se torna prefeito? Será que tinha que ser filho do dono do parque? Comprar uma coisa? Participar de um concurso?”. Dias depois, não é que ele teve a resposta? E veio pela boca da diretora de sua escola: “Nossa escola foi escolhida para concorrer à eleição do prefeitinho da Cidade da Criança”.

Numa época em que a democracia era um conceito distante do cotidiano das pessoas, Murilo terá muito que aprender sobre o processo democrático e a liberdade enquanto batalha para realizar o seu sonho. E seu tio será a chave para desvendar os segredos sobre esse jogo político, que seu pai e sua mãe procuram manter longe das crianças.

Com a obra, o autor amplia o conhecimento sobre o processo eleitoral, permitindo que o leitor possa comparar as diferenças entre as eleições do passado com as atuais, livres e dentro da democracia, quando é possível escolher um candidato a qualquer cargo eletivo. Também é ressaltado o aspecto da responsabilidade, uma vez que a facilidade de acesso permite que, hoje, todo candidato seja investigado profundamente nos quesitos de ética, propostas e cidadania.

A reconstituição de época é bastante precisa, o que possibilita conhecer aspectos curiosos, que deixaram de existir como a expectativa da instalação de um telefone fixo, TV preto e branco e saudosos apresentadores de programa de auditório, como Hebe Camargo. Além disso, o leitor pode acompanhar as lembranças sobre o surgimento da TV e do cinema no Brasil.

Assim, de uma maneira divertida, Manuel Filho dá o seu recado aos jovens leitores sobre ética, democracia e um período bem delicado da história do Brasil. De quebra, ainda revisita uma lembrança da infância, uma vez que ele próprio, quando criança, costumava ir ao parque enfocado no livro e almejara ser o prefeitinho. “A Cidade da Criança ainda é um local incrível, e eu passei nela alguns dos anos mais felizes da minha vida. Este livro é a realização de um sonho”, diz ele.

O autor Manuel Filho tem ótimas lembranças do Parque Cidade da Criança
Sobre o autor
Nascido em São Bernardo do Campo, SP, em 1968, Manuel Filho, ainda criança, era assíduo frequentador de bibliotecas públicas em sua cidade, onde devorava livros, revistas e gibis. O ouro do fantasma, da célebre coleção Vaga-Lume, foi seu primeiro livro publicado. Desde então, já publicou mais de 50 títulos, merecendo vários prêmios e incentivos literários, como o Jabuti e o ProAC-SP. Também já recebeu por cinco vezes o selo de “Acervo Básico” da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Ministra oficinas literárias pelo País inteiro e ainda atua como ator e cantor.

Sobre a ilustradora
Thais atua na área editorial, de cinema e de animação. Possui diversos trabalhos publicados como ilustradora, escritora e quadrinista, alguns deles adotados no PNBE (Programa Nacional Biblioteca na Escola) e também outros programas municipais e estaduais de adoção de livros para bibliotecas e escola.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

LIVRO DE ESCREVER - Um manual de escrita criativa para adultos


Lançado no último dia 10, na Livraria Travessa de Botafogo, Livro de Escrever reúne dicas preciosas e exercícios de escrita criativa elaborados por Maria Rachel Oliveira para as oficinas do Terapia da Palavra (www.terapiadapalavra.com.br) ao longo de 14 anos. Justo quando ela sonhava em fazer um livro cheio deles, a vida se encarregou de trazer para perto uma especialista em narrativas visuais, a Paula Schuabb. Depois de ler todo o material e os pensamentos da autora, ela os traduziu para a linguagem do livro, transformando a ideia em coisa, em páginas, em inspiração. Assim nasceu uma amizade e o Livro de Escrever.
“O livro-de-escrever, de Maria Rachel e Paula, nos convida a escrever-no-livro, com atraentes sugestões, reforçando o aspecto prazeroso da escrita e estimulando a superação de bloqueios. As ilustrações da obra também se constituem em poderosas fontes de incentivo à criação. Conforme dizem as autoras, a inspiração pode nascer de qualquer lugar – até de uma bula de remédio. No convite para que o leitor se transforme em autor, torna-se desnecessário estender comentários, pois já estou seguindo uma preciosa lição do manual: limite-se!” Antonio Carlos Secchin (poeta, ensaísta e crítico literário)


De onde será que os autores tiram inspiração para suas obras? Como superar o bloqueio da página em branco? Como se torna um autor? Por onde começo? O livro é um convite para que você crie as suas próprias respostas a partir de exemplos e depoimentos de autores como Júlio Cortázar, Machado de Assis, José Saramago, entre tantos outros.

Sobre Maria Rachel Oliveira:
Jornalista formada pela Uerj em 1994, que sempre adorou procurar sarna para se coçar. Fez a primeira pós-graduação em Marketing (ESPM 1996), a segunda em Literatura Brasileira (Unesa 1999) – quando já achava que o jornalismo não lhe fazia escrever nem ler o suficiente. Depois, ousou ainda tentar entender os mistérios da cabeça de toda gente e foi se formar psicanalista pela Formação Freudiana. O Terapia da Palavra nasceu em meados de 2004, uma espécie de híbrido das leituras de Freud e do livro “A Louca da Casa”, da espanhola Rosa Montero. 

Maria Rachel Oliveira (Divulgação)
Um dia, debruçada sobre os escritos catárticos de Fernando Pessoa e Clarice Lispector, entre outros, resolveu se aprofundar ainda mais no tema da escrita como forma de cura; sempre através da promoção do autoconhecimento e da expressão da criatividade. Em 2013, cursou, na UFRJ, uma especialização em Escrita Potencial (Oulipo). Em 2018 teve a oportunidade de se especializar ainda mais, desta vez em Escrita Criativa mesmo, pelo Instituto Camões de Língua Portuguesa – através do mestre Luís Carmelo.

No Terapia da Palavra já são pra lá de 10 anos de história e mais de 50 turmas formadas. Alguns projetos, diferentes parcerias de trabalho, alunos publicados, e muitos amigos.




Regina Mastellari Doria e seu “Paradoxo”, inspirado nos sentimentos imprecisos, intensos, inquietos, contraditórios


Textos inspirados no cotidiano, nos encontros e desencontros, no amor, na prepotência vinda do ego, nas buscas emocionais, sem o formato padronizado e convencional

Segundo os dicionaristas, paradoxo é a proposição ou o argumento que contraria os princípios básicos e gerais que costumam orientar o pensamento comum ou desafiar a opinião concebida e a crença compartilhada pela maioria.

Na obra Paradoxo (Editora Baraúna, 156 páginas, R$ 37,00) Regiane Mastellari Dória apresenta onze contos em que, todas elas, estão registradas de uma forma diferente daquelas que vemos no dia a dia, nas páginas da mídia impressa. Brincando com a palavras seu pensamento e suas frases saem fluídas de uma maneira que podemos dizer, sem dúvida, que a autora escreve prosa-poética.

Em forma de diálogos curtos, os textos são inspirados no cotidiano da autora, que é médica e já escreveu um livro sobre comportamento feminino. Neste seu Paradoxo, encontros e desencontros, amores e desamores, a prepotência e a arrogância vinda do ego, nas buscas emocionais, os acertos e os desacertos das coisas da vida, são expostos com sabedoria e sem vaidade, tudo isso sem a formatação padronizada e convencional.

“Desejo apresentar uma leitura que estimule o pungente lirismo, atice o pensamento para o insólito e inusual, fomente o eterno romantismo, ironize o comportamento humano, mas com estórias informais, inesperadas, bem-humoradas, ardentes e apaixonadas!”, diz Regiane na apresentação deste que é o seu primeiro livro de ficção.

Sobre a autora:


Regiane Mastellari Doria nasceu em Santo André (SP), é médica graduada pela Universidade de Santo Amaro e bióloga pela Universidade Católica de Santos (SP). Pós-graduada em Medicina do Trabalho, Nutrologia e Ginecologia, sendo esta última a especialidade que abraçou como carreira. Pintora, viajante compulsiva, apreciadora das artes, da música e da natureza.

É uma observadora e incessante estudiosa das questões da espiritualidade e das emoções humanas. Cem anos de felicidade, seu título de estreia, é fruto de reflexões advindas de sua experiência como mulher e do seu trabalho como médica ginecologista, onde teve a oportunidade de se deparar com diversos fatos e situações típicos do universo feminino, vindo daí sua inspiração para abordar numa linguagem direta e simples, as questões comuns que ainda atrapalham a felicidade da mulher.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Primavera Literária do Rio volta hoje (18) aos jardins do Museu da República


Tradicional casa do evento, que chega à sua 18ª edição este ano, vai receber cerca de 100 atrações culturais diversificadas gratuitas de 18 a 21 de outubro

Debates, palestras, oficinas, lançamentos, exposição e venda de livros, filmes, saraus, performances, atrações voltadas ao público infantil e até blocos carnavalescos vão agitar a 18ª Primavera Literária do Rio de Janeiro, de  hoje (18) a domingo (21), que contará com cerca de 100 atividades, todas com entrada franca. Encontro anual de fomento à cultura e à literatura, o evento, promovido pela Liga Brasileira de Editoras (Libre), celebra sua maioridade com cerca de 100 editoras participantes e está de volta aos jardins do Museu da República, no Catete, Zona Sul da cidade.


São esperados 25 mil visitantes para os quatro dias. Ao longo de uma história de resistência das editoras independentes, a Primavera Literária se consolida como um espaço de convivência que propicia a aproximação do editor com o público leitor, encurtando as distâncias entre quem faz e quem consome literatura. A visão que norteia a Primavera é o estímulo à bibliodiversidade, termo que se refere à necessidade de diversidade na produção editorial e nos acervos disponibilizados aos leitores em bibliotecas e livrarias.

“A beleza da Primavera que a Libre organiza é uma das formas de materializar nosso compromisso em relação à bibliodiversidade. É um momento em que essa ideia ganha concretude e emerge na prática: projetos editoriais independentes, colaboração entre editoras, estandes de tamanhos padronizados, de modo a que o projeto maior não sufoque, pelo poder econômico, o menor. Isso se reflete também na programação ao trazermos autores consagrados dividindo mesas com jovens estreantes”, diz Raquel Menezes, presidente da Libre. 

A Primavera Literária terá seis espaços de convivência. A tenda central ganhou o nome “Faça amor, não faça guerra”, um dos slogans dos protestos de maio de 1968, que completa 50 anos em 2018. No local, serão realizados os principais painéis da programação, com autores, ilustradores e outros artistas, além de editores, empreendedores e pesquisadores.  Entre os destaques desta edição, Conceição Evaristo, Italo Moriconi, Miguel Conde, Eduardo Jardim, Luiz Antonio Simas, Ricardo Lísias, e os estrangeiros Teresa Cárdenas (cubana), Michel Collot (francês) e o ilustrador Gusti Rosemffet (argentino). E, entre os temas em discussão, “Mulheres no poder”, “Mulheres negras na literatura”, “Mulheres do funk”, “1968: 50 anos depois”, “Ativismo Jovem”, “Tabu na literatura” e “Publique sexo”.   


O espaço educativo é destinado à transmissão de conhecimento, com palestras e oficinas com assuntos de interesse a escritores, editoras e visitantes que desejam aprender técnicas de literatura, narração de histórias e mediação de leitura. Outra área será ocupada pelos cineclubes Cine&Manas, MultiRio e Subúrbio em Transe com filmes e debates.  Haverá espaços para lançamentos de livros e para programação infantil, incluindo contações de histórias, música, boxe, dança e ilustração, além de bate-papos para a família abordando temas como comunicação não violenta e representação negra na literatura infantil. No coreto, no sábado, às 18h, haverá apresentação dos músicos do bloco de carnaval “Cartola é do Catete”, em comemoração aos 110 anos de nascimento do compositor, que nasceu ao lado do Palácio do Catete.

Este ano, o Dia do Editor, focado em assuntos do mercado livreiro, que acontecia antes da abertura da Primavera, será realizado paralelamente à programação do primeiro dia e será aberto a todos os interessados. “Revolução 4.0 e economia em rede”, “Internacionalização e seus processos” e “O livro e o licenciamento” são alguns dos temas dos debates. 

Outra novidade é o Primavera Convida, mesas programadas por instituições e projetos convidados: MultiRio, Puxadinho, Revista Philos, Agência Onze - UVA, Revista Quatro cinco um, Quindim e Mulheres que Escrevem.  

A 18ª Primavera Literária será realizada das 10h às 20h e conta com patrocínios da Bibliomundi, plataforma de autopublicação e distribuição de e-books, da gráfica Forma Certa e da Metabooks, plataforma de gerenciamento de metadados integrada ao sistema de editores e livreiros. Comidinhas para todos os gostos serão vendidas em food trucks. O Museu da República abrigou o evento ao longo de dez edições até 2016 e fica na Rua do Catete, 153.


Serviço:
18ª Primavera Literária
18 a 21 de outubro de 2018
Local: Museu da República (Rua do Catete, 153 - Catete | Rio de Janeiro - RJ)
Horários: das 10h às 20h - Entrada gratuita

Fotos: Divulgação






  

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

“QUER VIAJAR?” Livro de Claudia Liechavicius tem dicas especiais de viagens pelo mundo

 

Viajar não é simplesmente ir de um lugar para outro. Que o diga Claudia Liechavicius, viajante que acaba de completar a marca de cem países visitados e que, para comemorar essa marca, lança o livro QUER VIAJAR? O que você precisa saber para se tornar um viajante, para contar sua trajetória e dar dicas muito especiais que combinam com vários tipos de viagem. A obra, com o selo da Editora Memória Visual, será lançada na próxima quarta-feira (17), na livraria Travessa do Leblon (Av. Afrânio de Melo Franco, 290, loja 205-A, Leblon, RJ), com sessão de autógrafos da autora a partir das 19h.

“Viajar é experimentar o novo, o inusitado, o outro lado da vida. É sair da rotina. É viver em outros horários, vislumbrar novos coloridos, novos horizontes, amanheceres desconhecidos e idiomas indecifráveis”, relata a autora logo nas primeiras páginas do livro. A obra tem também prefácio de Carlos Alberto Parreira e orelha por Camila Coelho, ambos conhecedores das dicas de Claudia há vários anos. 

Claudia é gaúcha, moradora do Rio de Janeiro, fonoaudióloga por formação e começou a viajar aos 11 anos de idade e não parou mais.  Acompanhar o marido Marcus Vinicius Freire em muitas viagens de trabalho levou Claudia a buscar ampliar horizontes e a querer compartilhar muitas de suas experiências inesquecíveis. “Descobri o prazer de explorar novos lugares sozinha. Resolvi tomar as rédeas e contar com a minha própria companhia enquanto ele trabalhava. Viajar nos faz sentir a vida pulsando, faz a gente olhar nossa vida de fora para dentro, sob nova perspectiva. Quem nunca voltou de uma viagem com várias resoluções de vida, prontas para serem colocadas em prática? “, provoca a autora. 

“Colecionei histórias, segredos e experiências depois de conhecer mais de 90 países. E eles me fizeram sair do status de viajante para uma espécie de “coach de viagens”. No começo, dos amigos. Depois, de muito mais gente. Em 2008 decidi criar um blog, o Viajar pelo Mundo!, durante uma viagem para a China e o Japão com meus filhos. A Ásia foi uma novidade tão grande para os meninos que resolvi relatar a experiência. Não parei mais”, explica Claudia.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Antropóloga Shirley Torquato lança amanhã (9) livro sobre a influência da TV na sociedade


Acontece nesta terça-feira (9/10) o lançamento do livro A Família Brasileira na TV – uma perspectiva antropológica, que tem o selo da Editora Itapuca e foi escrito pela Cientista Social e Doutora em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Shirley Torquato. A sessão de autógrafos será das 18h30 às 21h, na Sala Carlos Couto, anexo ao Teatro Municipal de Niterói, na Praça Quinze de Novembro, 35, em frente ao Plaza Shopping, Centro, em Niterói.


A ideia que perpassa todo este trabalho de Shirley Torquato é a de que a insistência da temática familiar, nos mais variados gêneros de teledramaturgia brasileira, pode vir a desvelar uma forma de organização social fundada na estrutura familiar, além de expressar, simbolicamente, a dimensão totalizadora que a família ocupa na sociedade brasileira.

Shirley Torquato
Para comprovar tal demonstração, a autora tomou os seriados televisivos A Grande família e Cidade dos Homens como exemplo. “Percebi que a esfera do reconhecimento e verossimilhança nas produções televisuais tende a ser construída tendo como centralidade a instituição familiar e seus valores. Em contrapartida, quando a família torna-se “ausente”, a esfera do reconhecimento cede lugar à representação negativa do individualismo e da alteridade, como é o caso de Cidade dos Homens”.