segunda-feira, 18 de junho de 2018

Livro que investiga o estado paralelo por trás da morte de Marielle terá lançamento na quarta-feira (20), no Rio de Janeiro


Quinta-feira passada, dia 14, completam três meses do assassinado da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, atingida por quatro tiros na cabeça. Até agora a polícia não esclareceu o crime de repercussão mundial, mas é inegável que Marielle morreu pelas mãos de agentes de um "estado paralelo", sustentado pelas organizações criminosas e que têm nos policiais corruptos o seu braço armado.

O livro reportagem Rio sem Lei revela as entranhas da máfia do jogo ilegal, do tráfico de drogas, das milícias e das narcomilícias, a nova facção resultante da associação de traficantes e milicianos. A obra terá lançamento na próxima quarta-feira, dia 20, a partir das 18h30, na Livraria Travessa Ipanema (Rua Visconde de Pirajá, 572), em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Essas máfias criaram um poder paralelo tão forte que nem as Forças Armadas intimidam mais. Numa afronta à autoridade dos generais, os algozes de Marielle agiram algumas semanas após o governo decretar a intervenção federal no Rio de Janeiro.  A polícia diz que os bandidos atiram com arma de uso restrito das instituições de segurança, assim como ocorreu sete anos atrás, em 2011, na execução da juíza Patrícia Acioli. Policiais militares foram presos e condenados pelo crime, mas a punição deles está longe de encerrar o caso. O estado de barbárie  que motivou os assassinos continua como antes.

"Rio sem Lei" não faz teorias, apresenta fatos. Com boas reportagens, a investigação jornalística narra em detalhes histórias sobre atrocidades em territórios dominados por bandidos, onde a vida de alguém vale menos que uma garrafa de uísque, como relata um dos capítulos. Nessa terra de barbáries,  policiais disparam a esmo por vingança porque não receberam "arrego", a propina paga pelo tráfico.  "O livro descreve em detalhes como a corporação policial do estado do Rio de Janeiro foi minada pelo banditismo", resume Elvira Lobato, uma das jornalistas mais experientes e premiadas do país.

Noir lança álbum com HQs provocantes de Sama


Impresso em duas cores, livro reúne material inédito de artista brasileiro que vive em Portugal, com histórias sobre política e vivências do cotidiano

A primeira impressão que se tem, ao começar a leitura das histórias de MONDO SAMA é de absoluto espanto, pelo autor ser tão pouco conhecido no Brasil. Uma explicação imediata está no fato de Sama viver em Portugal há anos, onde, aliás, milita por esse país mais que muitos de seus compatriotas. Essa curiosidade tem a ver com a qualidade das 20 histórias que fazem parte do álbum, densamente elaboradas, em que ele mistura vivência do cotidiano, pensamentos inconformistas e uma espécie de filosofia adquirida vida afora – das decepções, frustrações, tristezas, alegrias, prazeres e orgasmos.

A edição, com o selo da Editora Noir, já está à venda no www.editoranoir.com.br e começará a ser distribuída às livrarias nesta semana. “Há uma inequívoca unidade estilística nesta compilação. Mas o mundo de Sama é grande o suficiente para abarcar o humor, o experimentalismo, a crítica política e até a autobiografia sem abrir mão dos seus elementos mais característicos: a elegância do desenho, o erotismo, as ambientações retrôs e o apurado senso de design”, afirma o editor Douglas Utescher, da Uga Press.

Sama é um legítimo filho da contracultura, que conseguiu absorver tudo de interessante, inteligente e subversivo que se fez nas décadas de 1960 e 1970. Com absoluta originalidade, por outro lado, nas histórias deste volume, ele não esconde referências a autores hoje cultuados, vindos do underground e do submundo de uma cultura genuína, porém rotulada de maldita, condenada e combatida. Do brasileiro Carlos Zéfiro aos filmes de pornochanchada da Boca do Lixo paulistana, do americano Robert Crumb ao italiano Guido Grepax. Aqui tem um pouquinho de todos eles, porém diluídos com sutileza e genialidade.

Sobre o autor:
Eduardo Filipe "Sama" - Enquanto Eduardo tem no currículo experiências de trabalhos em TV, teatro e cinema, Sama, seu alterego mais subversivo, é artista plástico e autor de HQs. No Brasil, Sama já publicou nas revistas Piauí, Lado 7, Argumento e General, além das antologias de HQ: Heavy Metal, Irmãos Grimm em Quadrinhos, Tarja Preta, Goldem Shower, O Mundo Segundo Jouralbo, Revista Prego, entre outras. Levou o primeiro lugar no XV Salão Carioca de Humor com o trabalho “Bradesco Bin Laden”. Em 2011 lançou seu primeiro álbum: “A Balada de Johnny Furacão”. Na Europa foi publicado pelas portuguesas Vice e FlanZine, na França seu trabalho apareceu na Gazette de La Lucarne e na revista Papier. Em 2013 expôs no IX Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja (Portugal). Como autor independente, publicou o livro de arte “Belles de Jour”, as HQs “Caderno do Sama”, “La Dolce Vita”, “Xmas Thing” e a primeira versão de “Mondo Sama”. Em 2015, saiu em Portugal o livro “A Entrevista”, um “spin-off” da animação “Motel Sama”. Em 2017 participou do Festival Internacional de Amadora, em Portugal, com o trabalho “Contra a Tarifa”, história curta que integra sua publicação independente “Nada a Temer”, de 2016.



Editora Agir lança o livro 'Madonna 60', que celebra os sessenta anos da rainha do pop


Ninguém tem tanto direito ao título de “Rainha do Pop” quanto Madonna. Ao longo de quase quarenta anos de carreira, ela colecionou inúmeros sucessos e se tornou uma das mulheres mais admiradas (e ricas!) da indústria da música. Carismática e influente, não sem razão foi oficialmente reconhecida como a artista mais bem-sucedida de todos os tempos. Para celebrar seus sessenta anos de sucesso, a Editora Agir lança o livro Madonna 60, escrito por Lucy O’Brien.

Nascida em 16 de agosto de 1958, Madonna Louise Ciccone começou sua carreira na música em 1979, quando acompanhou Patrick Hernandez em uma turnê por Paris como backing vocal e bailarina. Seu primeiro single, “Everybody”, foi lançado em 1982 e seu primeiro álbum, Madonna, no ano seguinte. Seu grande sucesso veio com o álbum Like a Virgin e o clipe de “Material Girl”, no qual imitou Marilyn Monroe, mostrou seu lado performático e passou a ser um ícone feminino.

Depois de vender mais de trezentos milhões de álbuns em todo o mundo, Madonna foi reconhecida como a artista com maior número de vendas de todos os tempos pelo Guinness World Records. Em cada um de seus álbuns, ela reinventou sua música e sua imagem, transcendendo o mundo do pop e se transformando num ícone cultural global – um dos principais a terem surgido em toda a história – e, possivelmente, na mulher mais famosa do mundo.

Em Madonna 60, Lucy O’Brien nos brinda com a mais completa das biografias da popstar, revelando tudo o que esteve por trás de seus sucessos, os segredos de sua vida pessoal e a verdade sobre as controvérsias que costumam cercá-la. Com análises detalhadas de suas músicas e entrevistas com seu círculo mais íntimo, a autora oferece aos fãs da Diva insights fascinantes da vida de Madonna, de seus relacionamentos e daquilo que a motiva como mulher e artista.

Editora brasiliense lança livros de autores e autoras premiados (as) com temáticas socioambientais para crianças e adultos


Obra da bióloga brasiliense Nurit Bensusan, finalista do Prêmio Jabuti em 2013, é um dos destaques. Evento é gratuito e destinado ao público acadêmico e leigo

A difusão de conteúdos sobre a relação entre sociedade, meio ambiente e sustentabilidade ganha força com os novos títulos da editora Mil Folhas, do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). As obras Práticas e Saberes sobre Agrobiodiversidade - A Contribuição de Povos Tradicionais, Paisagens em Transe: Ecologia da Vida e Cosmopolítica Pataxó no Monte Pascoal, e Biodiversidade: Tesouro Real ou Maldição Tropical? (infanto-juvenil), serão lançadas no próximo sábado (23/6), às 16h30, no Ernesto Cafés Especiais, em Brasília (DF). A entrada é franca e com classificação livre.

Recém agraciado pelo Prêmio Juliana Santilli (Instituto Socioambiental, Associação Bem-Te-Vi Diversidade e IEB), Práticas e Saberes sobre Agrobiodiversidade - A Contribuição de Povos Tradicionais faz parte da coleção Mil Saberes e é assinado por Ana Gabriela Morim de Lima, Igor Scaramuzzi, Joana Cabral de Oliveira, Laura Santonieri, Marilena de Arruda Campos e Thiago Mota Cardoso, - especialistas, pesquisadores e pesquisadoras da área socioambiental. A obra, com projeto gráfico da Supernova Design e ilustração de Sylvia Bahri, é resultado de ensaios e estudos que abordam a conservação da agrobiodiversidade (diversidade de plantas agrícolas), aprofundando a compreensão dos conhecimentos das populações indígenas, quilombolas e tradicionais associados às plantas cultivadas e manejadas.

"Este livro traz formas de viver agrobiodiversas, pelo qual Juliana Santilli (advogada, jornalista e pesquisadora) lutava e contribuiu para construir. É uma obra que traz várias agriculturas de pesquisadores engajados em diferentes contextos etnográficos junto a povos indígenas, comunidades tradicionais e instituições públicas de pesquisa. Seguindo os caminhos e trilhas deixados por Juliana, espero com esta obra coletiva e interdisciplinar, contribuir para evidenciação e reconhecimento público e jurídico dos sistemas agrícolas minoritários e suas importâncias na criação e manutenção da agrobiodiversidade.", afirma a escritora e bióloga Marilena de Arruda Campos.

Conservação no sul da Bahia
Em Paisagens em Transe: Ecologia da Vida e Cosmopolítica Pataxó no Monte Pascoal, também da coleção Mil Saberes, Thiago Mota Cardoso aborda as origens e o desenvolvimento das paisagens bioculturais no Monte Pascoal, localizado próximo ao município de Itamaraju, no Estado da Bahia. Segundo o autor, o texto é fruto de sua experiência intensa de pesquisa e engajamento após inúmeras caminhadas em trilhas e lugares junto ao povo indígena Pataxó ao longo de dez anos, em trabalhos de assessorias em etnomapeamentos, estudos e formações. A obra possui projeto gráfico da Supernova Design e ilustração de Sylvia Bahri, e faz parte da tese de doutorado em antropologia do escritor e biólogo, rendendo o Prêmio Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação em 2017, com menção honrosa.

"Toda tese acadêmica ou livro publicado, ao sair de nossas mãos, adentra em outros circuitos, e continua sua vida por outros caminhos. Por isto, a escrita deve ser responsável e eticamente orientada. Foi nesse sentido que fiz a pesquisa e escrevi a etnografia que gerou esta obra com o carinho de quem deseja que ela contribua com o conhecimento da antropologia, que evidencie a contribuição ecológica dos povos indígenas, tenha papel importante na compreensão do entrelaçamento entre diferentes modos de vida humanas e de outras espécies, e que, principalmente, possa adentrar nos circuitos cosmopolíticos da sustentabilidade, favorecendo as lutas cotidianas dos Pataxós e de outros povos indígenas para existir e viver bem, e das vidas que com eles compartilham suas paisagens", comenta.

Diversão e aprendizado
Escritora de grande repercussão da cidade, a bióloga brasiliense Nurit Bensusan, finalista do Prêmio Jabuti em 2013, conclui a coleção do selo Mil Folhas e Três Joaninhas com a obra Biodiversidade: Tesouro Real ou Maldição Tropical?. A intenção da autora com as 48 páginas de seu nono título infanto-juvenil é propor, por meio de informações, ilustrações e curiosidades divertidas, a reflexão dos leitores acerca da compreensão da nossa existência como parte da natureza, e não como uma espécie dissociada do resto do planeta.

As diversas relações da biodiversidade com as pessoas e os lugares são desvendadas com uma linguagem simples e criativa, passando pelos dilemas atuais que envolvem o tema com a moda, a tecnologia, a arquitetura, a indústria farmacêutica, a alimentação, a música, o vestuário, etc. O desaparecimento e o surgimento de espécies e o impacto socioambiental da perda da biodiversidade no mundo também são abordados no livro, que conta com ilustrações e projeto gráfico do escritório de design Grande Circular.

"Eu já escrevi um livro, destinado ao público adulto, com essa abordagem, o Meio Ambiente: e eu com isso?. Agora, volto a esse tema com enfoque nas crianças, pois essas, com sua curiosidade e com a empatia que em geral apresentam com as questões ambientais, podem se divertir bastante com o livro, aprender muitas coisas novas e, com sorte, se engajar na defesa da nossa biodiversidade e dos povos que tem sua vida intimamente ligada a ela, como os índios, quilombolas e diversas outras comunidades tradicionais.", explica a escritora, ganhadora do prêmio da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil - O Melhor para Criança, em 2013, na categoria Livro Informativo com o título Labirintos - Parques Nacionais (editora Peirópolis).

Em época de Copa do Mundo, livros e boxes para conhecer o melhor da literatura russa


Além de ser o País sede da Copa 2018, a Rússia é também o berço de alguns dos principais nomes da literatura mundial de todos os tempos. Confira abaixo uma lista com seis livros e boxes de autores russos para você conhecer. 

O que é arte, de Leon Tolstói
"O que é arte?" traz a polêmica visão de Leon Tolstoi. Durante as décadas em que ficou famoso pelos clássicos Guerra e paz e Anna Karenina, Tolstoi também desfrutou de notoriedade como sábio e pregador. Escreveu vários ensaios sobre temas ligados à justiça social, à religião e à moralidade, que culminaram no livro "O que é arte?". As obras de diversos artistas e mesmo seus próprios livros são duramente questionados no curso de sua apaixonada redefinição da arte como força propulsora do bem, da fraternidade, da ética e do progresso do homem. O texto é entremeado por imagens que ajudam na compreensão do que é abordado.

Box Grandes obras de Tolstói
O box Grandes obras de Leon Tolstói traz quatro clássicos da literatura mundial, em três volumes: Ana Karenina Ressurreição, A morte de Ivan Ilitch e Senhores e servos. Em Ana Karenina, considerado um dos melhores romances já escritos, Tolstói elabora um tratado sobre moral, infidelidade e amor, bem como uma exposição dos valores da aristocracia russa do fim do século XIX. Ressurreição, último grande romance do autor, é um libelo contra a hipocrisia e a burocracia russas, bem como uma denúncia contundente contra a arbitrariedade dos tribunais da época. Em A morte de Ivan Ilitch e Senhores e servos o grande protagonista é a morte, que, se na primeira narrativa provoca um questionamento individual, uma busca pelo sentido da vida, na segunda aponta para a relação desigual entre senhor e servo, ressignificada pela situação extrema por que passam os personagens.

Box Grandes obras de Dostoiévski
O box Grandes obras de Dostoiévski traz dois clássicos da literatura mundial: Crime e castigo e Os irmãos Karamázov. Publicado pela primeira vez em 1866, Crime e castigo narra a história de um jovem que comete um assassinato por uma recompensa ridícula e acaba vivendo atormentado por sua própria consciência. Já Os irmãos Karamázov foi o último romance do escritor russo e sintetiza todas as possibilidades de sua arte. Concentrando em cada um dos quatro filhos do velho Karamázov uma qualidade humana, Dostoiévski reflete os problemas do século XIX e, como grande escritor, transcende o seu próprio tempo, apresentando um painel memorável dos dramas universais.

Box Stálin, de Dmitri Volkogonov
O general do Exército soviético Dmitri Volkogonov teve total acesso aos arquivos do Partido Comunista da União Soviética e reuniu dados para narrar de maneira brilhante a história do homem que, por trinta anos, controlou milhares de pessoas da União Soviética. O box contém dois volumes: o primeiro abrange o período que vai da revolução que derrubou um regime secular em plena Primeira Guerra Mundial até a imposição da mão de ferro stalinista sobre a URSS. No segundo acompanhamos o relato da turbulenta trajetória do ditador russo desde o momento em que rompe o pacto de não agressão com a Alemanha nazista até sua morte. Mais do que uma biografia, esta obra é o documento definitivo sobre o homem, o tempo e a tragédia.

O eterno marido, de Fiódor Dostoiévski
Em 'O Eterno Marido', obra apontada como uma espécie de Madame Bovary russa, Dostoievski realiza um romance em que o grotesco é a nota predominante. Sua narrativa concentra-se em dois pólos: a descrição da perda de dignidade do marido traído e sua sutil vingança. Através das cartas deixadas pela esposa que falecera, o ingênuo e inocente Pavel Pavlovitch Trussotski descobre que ela se entregara a inúmeros outros homens. Partindo desta revelação, o autor narra, em seguida, as relações posteriores do marido com um dos amantes da mulher, Veltchaninov, presumivelmente pai da criança que Pavel sempre supusera filha sua.

Contos, de Anthon Tchekhov
Tchekhov foi um dos maiores autores russos e um dos mais importantes dramaturgos e contistas de todos os tempos. O escritor tinha a rara capacidade de ver e transmitir a beleza quase imperceptível do cotidiano e mostrar a força e a profundidade da alma humana e, sobretudo, dos sentimentos e das relações pessoais, no que elas têm de mais nobre ou de mais mesquinho e desprezível. Com tradução e seleção de Tatiana Belinky, um ícone da nossa literatura, esta coletânea lançada na coleção Clássicos de Ouro, traz os principais contos de Tchekhov, como “A senhora com o cachorrinho”, “A morte do funcionário” e “O bilhete de loteria”. 

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Livro da EdUFSCar aborda temas luso-brasileiros


Publicação é vinculada ao grupo de pesquisa "Escritos sobre os novos mundos", sediado na Unesp

A Editora da Universidade Federal de São Carlos (EdUFSCar) está lançando o livro Por Escrito - lições e relatos do mundo luso-brasileiro, organizado por Jean Marcel Carvalho França e Milena da Silveira Pereira. A obra resulta do trabalho desenvolvido pelo grupo "Escritos sobre os novos mundos: uma história da construção de valores morais em Língua Portuguesa", da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Franca.

O grupo surgiu em 2011, a princípio com o propósito de reunir pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em História da Unesp que utilizavam amostragens de documentos serializáveis, como por exemplo, sermões do período colonial, crônicas portuguesas quinhentistas, códigos jurídicos voltados para a escravidão, narrativas de viagem etc., com o intuito de montar um banco de dados bastante especializado, que pudesse ser usado por estudiosos da área. 


Em 2013, com recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), foi desenvolvido o site do grupo (www.unesp.br/escritos), em que foi hospedado esse banco de dados. "Em 2015, com a ampliação do grupo, foi estabelecida uma pesquisa comum, voltada ao mapeamento da construção no tempo daquilo que poderíamos denominar de subjetividade luso-brasileira, parte, sem dúvida, de uma coisa um pouco mais ampla, vaga e imprecisa, que anda em crise, mas que de qualquer modo nos trouxe a todos até aqui - a subjetividade ocidental", explicam os organizadores. Nesse contexto, foi solicitado apoio à Fapesp no âmbito de um novo projeto temático do qual o livro é um dos resultados previstos.

A publicação expõe três facetas do grupo: a utilização de documentos serializáveis, questões históricas relativas à moral em Língua Portuguesa e o forte laço que une os interesses do grupo a temas e pesquisadores portugueses. "Em linhas gerais, ao longo do livro, autores diversos, interrogando universos temáticos e temporais variados, buscaram responder, cada um a seu modo, a seguinte questão: tendo em vista um conjunto determinado de documentos, isto é, um discurso articulado com pretensão à verdade, o que se pode extrair daí no que tange à construção de padrões de conduta? Os participantes deram respostas bem interessantes à questão proposta", detalham os organizadores.

Os autores dos artigos publicados no livro pertencem ao grupo ou estão vinculados às suas pesquisas ou, então, pertencem à instituições de pesquisas parceiras. "Estávamos, quando da escolha, interessados em dar a conhecer os interesses do grupo, os estudos que seus membros desenvolvem e, ainda, aqueles estudos de pesquisadores com os quais temos afinidades teóricas, temáticas ou referentes ao tratamento da documentação", descrevem França e Pereira.

Mais informações podem ser obtidas no site da EdUFSCar, em www.edufscar.com.br.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Panda Books lança “Meu Avô Judeu”, da coleção Imigrantes do Brasil



A obra lançada pela Panda Books é a 10ª da coleção Imigrantes do Brasil, que propõe uma introdução à cultura dos povos que chegaram aqui, apresentando às crianças hábitos, costumes e tradições que influenciaram a cultura deste país tão heterogêneo.

Em Meu Avô Judeu, de autoria de Henrique Sitchin e ilustrações de Ionit Zilberman, ambos de origem judaica, o menino Henrique narra as histórias que seu avô lhe contou sobre o povo judeu. Ao longo das conversas, o vovô relembra a pequena aldeia em que nasceu na Ucrânia e explica os motivos que levaram à perseguição de judeus ao longo dos tempos. O neto também aprende com o avô o significado dos rituais e celebrações judaicas, revelando a importância da preservação de suas crenças, costumes e tradições na família.

De acordo com o autor, é uma história autobiográfica. “Eu me inspirei na história real do meu avô Israel Sitchin, incluindo passagens muito vivas da minha infância e da relação que eu tinha com ele. Trago registros que ele me contava sobre a sua vida. Meu avô era a figura clássica do patriarca da família, e um homem muito bondoso e doce no trato com todos. Era o pacificador, o aconselhador de todos. O texto, por fim, é uma grande homenagem a essa figura tão emblemática da minha família e que, de certa forma, conta toda uma história relativa aos primeiros imigrantes judeus que chegaram ao Brasil”.

Durante a construção da obra, Henrique também consultou o seu pai, Elias Sitchin, para que o ajudasse com outras passagens da vida do avô. “Os relatos dele e as minhas memórias foram as minhas fontes de pesquisas. Quando concluí o livro, a primeira coisa que fiz foi enviar ao meu pai a primeira versão. Ele ficou muito emocionado com a leitura e, alguns dias depois, veio a falecer por complicações de saúde. Então, para mim, o livro, além de resgatar a memória do meu avô, é também a despedida do meu pai. Será uma memória marcante que levarei para sempre e que torna tudo ainda mais especial para mim”, ressalta Henrique.

A ilustradora Ionit Zilberman também se baseou nas suas raízes para fazer as ilustrações. “Nasci em Israel, morei em um vilarejo. Por essa razão, não foi difícil encontrar referências, internas e externas, para ilustrar os trechos do livro que se passam lá”.

Meu Avô Judeu traz ainda informações sobre o número de judeus no Brasil, pratos típicos, religião, além de um glossário com os tradicionais rituais judaicos.

O autor
Henrique Sitchin - É ator, contador de histórias, autor e diretor teatral com mais de vinte prêmios recebidos. É coordenador da Cia. Truks – Teatro de Bonecos e do Centro de Estudos do Teatro de Animação de São Paulo. Com sua trupe, viaja pelo mundo, ensinando sobre o teatro de bonecos e apresentando peças.

A ilustradora
Ionit Zilberman - Nasceu em Tel Aviv, em 1972. Aos seis anos, mudou-se para São Paulo. Formou-se em artes plásticas pela Faap e trabalha como ilustradora de livros infantis e já ilustrou mais de vinte livros.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Ana Paula Maia lança “Enterre seus mortos” na Livraria Cultura do Cine Vitória, no Rio de Janeiro


Sessão de autógrafos acontece na quarta-feira (13), a partir das 18h

Uma habilidosa mescla de novela policial, faroeste de horror e romance filosófico, escrito por uma das vozes mais originais da literatura brasileira contemporânea. Assim pode ser descrito o livro Enterre seus mortos, de Ana Paula Maia. A autora autografa sua obra na Livraria Cultura do Cine Vitória (Rua Senador Dantas, 45. Centro), no Rio de Janeiro, na próxima quarta-feira, dia 13, a partir das 18h.

Um dos personagens é Edgar Wilson, “um homem simples que executa tarefas”. Trabalha no órgão responsável por recolher animais mortos em estradas e levá-los para um depósito onde são triturados num grande moedor. Seu colega de profissão, Tomás, é um ex-padre excomungado pela Igreja Católica, que distribui extrema unção aos moribundos vítimas de acidentes fatais que cruzam seu caminho. 

A rotina de Edgar Wilson, absurda em sua pacatez, é alterada quando ele se depara com o corpo de uma mulher enforcada dentro da mata. Quando descobre que a polícia não possui recursos para recolhê-lo — o rabecão está quebrado —, o funcionário é incapaz de deixá-lo à mercê dos abutres e decide rebocar o cadáver clandestinamente até o depósito, onde o guarda num velho freezer, à espera de um policial que, quando chega, não pode resolver a situação. 

Nos próximos dias, o improvisado esquife receberá ainda outro achado de Wilson, o lacônico herói deste desolador romance kafkiano: desta vez o corpo de um homem. Habituados a conviver com a brutalidade, Edgar e Tomás não se abalam diante da morte, mas conhecem a fronteira, pela qual transitam diariamente, entre o bem e o mal, o homem e o animal.

Enquanto Tomás se empenha em salvar a alma, Edgar se preocupa com a carcaça daqueles que cruzam seu caminho. Por isso, os dois decidem dar um fim digno àqueles infelizes cadáveres. Em sua tentativa de devolvê-los ao curso da normalidade, palavra fugidia no universo que Ana Paula Maia constrói magistralmente, os dois removedores de animais mortos conhecerão o insalubre destino de seus semelhantes.

Com uma linguagem seca, que mimetiza as estradas pelas quais o romance se desenrola, a autora faz brotar questões existenciais de difícil resolução. O Resultado é uma inusitada mescla de romance filosófico e faroeste que revela o poderoso projeto literário de Maia. 

domingo, 10 de junho de 2018

13ª edição do projeto Ocupação Poética homenageia os 40 anos de vida literária do poeta e jornalista Tanussi Cardoso


O poeta e jornalista carioca Tanussi Cardoso será o homenageado da 13ª edição do projeto Ocupação Poética, no próximo dia 18, às 20h, no Teatro Candido Mendes, em Ipanema. 

O poeta, jornalista e crítico literário carioca Tanussi Cardoso
Tanussi completa 40 anos de carreira na literatura e aproveita para comemorar o tempo dedicado às palavras ao lado de grandes amigos, todos poetas. A noite contará com as participações do produtor e idealizador do projeto, Paulo Sabino, e dos poetas Christovam de Chevalier, Igor Fagundes, Eugenia Henriques, Jorge Ventura, Carmen Moreno, Cairo Trindade, Noélia Ribeiro e do homenageado da edição passada da Ocupação Poética, Mano Melo.

"Tanussi é um ótimo poeta e uma pessoa da melhor qualidade. Muito bom que seja homenageado. Já coloquei na minha agenda", declara, feliz, Mano Melo. 

Tanussi Cardoso tem poemas publicados na Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, EUA, França, Itália, México, Portugal, Peru, Uruguai e Romênia, e outros tantos traduzidos para o inglês, francês, espanhol, italiano e russo. Publicou 12 livros de poemas, entre eles, Viagem em torno de, lançado em 2000, vencedor do prêmio Capital Nacional - poeta do ano, e Exercício do olhar, de 2006, eleito o melhor livro de poesia daquele ano pelo Congresso Latino-americano de Literatura. Em 2008, recebeu a Medalha Jorge Amado, dentro das comemorações do Jubileu de Ouro da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro.


"Nos últimos anos, a poesia vem tomando espaço na mídia, nos bares, nos teatros e até na TV, além de toda as redes sociais. A 'Ocupação Poética', que desde 2015, coordenada pelo querido Paulo Sabino, acontece no Teatro Cândido Mendes, é, com certeza, das maiores alavancas para o sucesso da poesia brasileira e de seus autores", avalia Tanussi Cardoso.

Para o poeta, ser o homenageado da 13ª edição tem um gosto ainda melhor, já que neste 2018 Tanussi comemora 40 anos de vida dedicada às palavras. Além dos versos, Tanussi escreve contos, letras para música e é crítico literário.

"No momento em que vivemos, de conturbação política e social, a 'Ocupação Poética' serve para fazer da poesia uma ponte de arte, de união entre artistas e poetas, trazendo amor, paz, esperança, alegria e um pouco mais de humanidade para todos nós. Por tudo isso, me senti extremamente feliz com o convite para ser o poeta homenageado da próxima edição. Justamente, quando estou comemorando 40 anos do lançamento do meu primeiro livro, Desintegração", comenta o poeta.

Editora Pixel lança “O guia secreto do SabeTudo das Copas” para as crianças


Desenvolvido especialmente para as crianças, o divertido O Guia Secreto do SabeTudo das Copas, da Editora Pixel, vai permitir ao pequeno leitor impressionar seus amigos, surpreender professores, ganhar apostas daquele tio que acha que sabe tudo de futebol e guardar suas próprias recordações do mundial da Rússia! Criado pelo premiado designer gráfico, ilustrador e autor carioca Marcelo Martinez, o Guia Secreto chega às lojas repleto de mapas, bandeiras, uniformes e mais de 100 adesivos coloridos.

Com ilustrações e texto em uma linguagem acessível, o livro contém um resumo de todas as edições da Copa, desde a primeira, disputada em 1930, no Uruguai, com hashtags engraçadas como #maracanazzo #chateado (no texto sobre a final da Copa de 1950) e #masafinaloqhouvecomRonaldo? (na final de 1998). Já a segunda parte do livro traz informações e curiosidades sobre os 32 países e suas respectivas Seleções que irão participar do torneio.

“A ideia do Guia Secreto do SabeTudo é proporcionar uma experiência particular de diversão para cada leitor, convidando-o a expressar sua criatividade a partir de atividades como desenhos e colagem de adesivos, criando seus próprios craques para cada Seleção e personalizando seu exemplar”, conta Marcelo. Ao final da leitura, chega a vez do teste de conhecimentos: só depois de respondê-lo, a criança estará apta a receber o ‘Certificado de SabeTudo’ (que vale, no mínimo, um aumento de mesada ou a liberação de mais horas semanais de videogame, segundo seu texto).

sábado, 2 de junho de 2018

Globo Livros lança “Nuvem de Terra”, uma aventura jornalística escrita pelo primeiro correspondente esportivo brasileiro no Quênia


Plácido Berci, repórter enviado para o Quênia ao ser selecionado pelo Passaporte SporTV, reúne nesta obra as melhores histórias que viveu no país africano

Quando Plácido Berci foi selecionado pelo Passaporte SporTV – projeto que envia jovens repórteres a diversos destinos do mundo – ele sequer imaginava para onde iria: o Quênia. Poderia ser apenas o trabalho de um correspondente em coberturas esportivas, antes e durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro para o canal SporTV, mas a experiência se tornou muito mais que isso.

Livro acaba com preconceitos
"A opinião da maioria era preconceituosa e confirmava minha ideia anterior sobre o pensamento raso da média. Associam o país à miséria, criminalidade, falta de saneamento e fome. Estava claramente definida a missão do projeto: era preciso fugir das ideias preconcebidas e tentar desmistificar o estereótipo. O Quênia com certeza teria mais a oferecer do que apenas problemas e a tradição dos corredores do atletismo” (Plácido Berci).

O olhar curioso do repórter permitiu que a realidade desmistificasse a ficção e os preconceitos que existem sobre a África. Do esporte aos costumes. Da música à gastronomia. Plácido precisou vestir o paletó para reportar um congresso mundial da ONU e para cobrir o maior julgamento criminal da história sul-africana: o de Oscar Pistorius, lenda paralímpica. Além do Quênia e África do Sul, o jornalista viajou também à Etiópia em busca de personagens.

Plácido Berci (Arquivo pessoal)
Onde estariam as melhores histórias? Nas estradas onde treinam os famosos corredores quenianos? Num campo de futebol, num ringue de boxe ou, por que não, no alto de uma montanha? Plácido viu de perto a exuberância e a miséria. E, agora, conta aos brasileiros, em “Nuvem de Terra”, sobre os caminhos que percorreu durante a experiência que o marcou para sempre.

O lançamento do livro, em São Paulo, acontece na próxima terça-feira, dia 05, às 19h, na Saraiva do Morumbi Shopping.