segunda-feira, 16 de abril de 2018

Dia Internacional e Nacional do Livro Infantil e Dia Mundial do Livro

Retratos da Leitura mostra a importância da família para formação do leitor

Neste mês de abril, três datas importantes comemoram o livro: no dia 2, para divulgar a literatura e assim conquistar novos adeptos, foi instituído o Dia Internacional do Livro Infantil. A data não foi escolhida ao acaso, já que é o aniversário de nascimento de um dos mais importantes nomes da literatura infantil, o escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, autor dos contos infantis Soldadinho de Chumbo, Patinho Feio, A Pequena Sereia, A Roupa Nova do Rei, entre outros. Já em 18 de abril é comemorado o Dia Nacional do Livro Infantil, dia que marca o aniversário de nascimento do precursor do gênero no país, o escritor Monteiro Lobato, autor da famosa frase que sintetiza quão fundamental pode ser a literatura no desenvolvimento das crianças - “Ainda acabo fazendo livros onde as nossas crianças possam morar”. E, em 23 de abril, é o Dia Mundial do Livro. Além de homenagear várias obras literárias e seus autores, a data também busca conscientizar as pessoas sobre os prazeres da leitura.


De acordo com Zoara Failla, coordenadora da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, a prática da leitura contribui para o desenvolvimento da compreensão leitora e da capacidade de pensar e usar palavras, além de desenvolver o hábito da leitura.  “Quem não gosta de uma boa história? Certamente, aquele que descobriu essa magia de vivenciar ou ‘espiar’ muitas vidas, sabedorias e emoções não vai querer deixar de ler. Promover o acesso a narrativas e à ficção é possibilitar desvendar outras visões de mundo, outras percepções sobre o que é ser humano e seu significado”.

Zoara Failla, coordenadora da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil
Os resultados da última edição da pesquisa Retratos da Leitura também reforçam a análise de que o hábito de leitura é uma construção que vem da infância, bastante influenciada por terceiros, especialmente por mães, pais e professores, uma vez que os leitores, ao mesmo tempo em que tiveram mais experiências com a leitura na infância pela mediação de outras pessoas, também promovem essa experiência às crianças com as quais se relacionam em maior medida que os não leitores. “A mediação é fundamental para despertar em nossos jovens o interesse pela leitura, principalmente porque o tempo para a leitura concorre hoje com o tempo nas redes sociais, nos games e outras ferramentas digitais. Ler é uma prática que exige ficar só, que pede concentração, não oferece estímulo multimídia, mas, principalmente, pede o domínio da competência leitora. Ler não é tarefa fácil para quem ainda não foi ‘conquistado’ e é impraticável para quem não compreende aquilo que lê”, afirma Zoara Failla.

O estudo também indica que essa influência tem impacto no fato do indivíduo ser ou não leitor, uma vez que, enquanto 83% dos não leitores não receberam a influência de ninguém, o mesmo ocorre com 55% dos leitores. No entanto, a Retratos da Leitura aponta que o potencial de influenciar o hábito de leitura dos filhos está correlacionado à escolaridade dos pais – filhos de pais analfabetos e sem escolaridade tendem menos a ser leitores que filhos de pais com alguma escolaridade.

Com base nesses resultados da pesquisa, Zoara acredita que a família, em especial a mãe, pode ter um papel muito especial nesse “despertar”, pois, além de conhecer o interesse dessa criança, a família pode criar situações lúdicas, prazerosas e de trocas afetivas que ficam na memória da criança de forma positiva. A família tem o poder de criar valores e valorizar a leitura e o livro pelo exemplo. Presentear ou criar situações prazerosas de leitura são receitas simples e muito eficientes nesse despertar, enquanto criança.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Camilo Riani ilustra obra histórica de Ziraldo


Artista plástico participa de livro sobre o mestre do humor e da literatura infantil

"O convite para estar entre ídolos de sua infância, em uma obra tão rara, é a realização de um sonho". Com estas palavras, o ilustrador, pesquisador, professor e artista plástico Camilo Riani resume a sensação ao receber em mãos o exemplar impresso de Ziraldo 85: ao Mestre com Carinho, da Editora Melhoramentos, em homenagem à vida e obra de Ziraldo, um dos maiores nomes vivos do cartum e da literatura nacional e internacional.

A obra inédita, organizada pelo cartunista Edra e com apresentação de Jô Soares, reúne grandes destaques do humor gráfico de diferentes países, escolhidos para caricaturar o criador do Menino Maluquinho e do histórico semanário O Pasquim, entre inúmeras publicações que se tornaram referência para distintas gerações. Camilo Riani ilustra a obra ao lado de mestres como Maurício de Sousa, Paulo Caruso, Chico Caruso, Ique, Dalcio e renomados artistas, entre eles o colombiano radicado na Espanha Turcius, considerado um dos maiores nomes mundiais da caricatura na atualidade.

"Ziraldo é 'patrimônio' do cartum e da literatura, dentro e fora do Brasil", comenta Riani, que revela ter se inspirado na obra do artista homenageado durante sua adolescência, bem como nas leituras de Monteiro Lobato em sua infância. O lançamento oficial ao público está previsto para ocorrer no Rio de Janeiro, além de São Paulo e Caratinga, cidade mineira natal de Ziraldo, ocorre em um momento marcante para o artista, que encerrou recentemente seus estudos de Doutorado e de Pós-Doutorado pela Unesp Rio Claro/Grupo Imago e que teve sua obra de ilustração indicada na mais importante feira mundial de literatura infantil, na Bolonha (Itália), por seu trabalho no relançamento da obra de Lobato, pela Editora Globo, em 2017.

Festival de quadrinhos da Suíça terá participação de cinco artistas brasileiros


Fumetto acontece há 27 anos em Lucerna e é um dos principais do tema na Europa
A história de quase 27 anos do Fumetto - International Comix Festival Lucerne evoluiu de um pequeno evento local na região da Suíça Central para um dos mais importantes festivais de quadrinhos internacionais na Europa. A edição deste ano, que começa neste sábado (14) e vai até o dia 22, contará com uma palestra sobre quadrinhos brasileiros, dia 21, com a presença dos quadrinistas Fábio Zimbres, Diego Gerlach, Talita Hoffmann, Nik Neves e Rafael Coutinho.


Fundado em 1992, o Fumetto, em sua primeira edição, criou uma competição, que logo estabeleceu-se como uma tradição importante do festival. Já em 1995, o número de expositores aumentou, inclusive com a presença dos principais artistas de quadrinhos internacionais. Devido a esse crescimento, os locais do festival foram distribuídos pelo centro antigo de Lucerna, o que contribuiu muito para o seu charme.

O festival concentra-se em mostrar quadrinhos artisticamente sofisticados e outros movimentos de arte, como desenho, ilustração, artes plásticas, gráficos, performances e animação. Os convidados são os artistas de quadrinhos mais importantes do mundo, tanto jovens talentos quanto artistas já consolidados, nas múltiplas formas do quadrinho de arte.


Fumetto não só retrata os desenvolvimentos atuais da cena, como também apoia ativamente jovens talentos. O festival abre espaços para exposições de artistas jovens e promissores e ainda desconhecidos, e oferece acompanhamento às suas carreiras. Assim, o festival posicionou-se como um evento com foco na arte em si e que não tem objetivos comerciais. Hoje, Fumetto, com cerca de 50 mil visitantes a cada edição, é um dos 10 eventos mais importantes da cidade de Lucerna.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Nova Fronteira lança o box “Mestres da aventura”


Compilando três das maiores aventuras da literatura mundial em uma edição superespecial, a Nova Fronteira lança o box Mestres da aventura. Os clássicos Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift, Robinson Crusoé, de Daniel Defoe, e A ilha do tesouro, de Robert Louis Stevenson, foram os títulos escolhidos para compor o box, que traz livros de capa dura em uma edição para colecionadores.


Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift
Acima de tudo, Viagens de Gulliver é uma grande crítica social que o irlandês Jonathan Swift quis fazer sobre a época em que vivia. A obra, originalmente escrita para adultos, logo caiu no gosto do público jovem e ganhou diversas adaptações para o cinema e também para a literatura infantil.

O livro narra as aventuras do cirurgião Lemuel Gulliver, que termina por encontrar terras fantásticas de nomes exóticos — como Lilipute, Brobdingnag, Laputa e o País dos Houyhnhnms —, onde conhece homens pequeninos e gigantes, cavalos inteligentes, humanos bárbaros e mais uma variedade de personagens curiosos. Mas o que paira por trás da prosa envolvente de Swift é uma crítica mordaz ao homem, às instituições de poder, à ganância desmedida e até aos livros de viagem.

Publicado originalmente em 1726, Viagens de Gulliver logo passou a fazer parte do cânone literário mundial. Com constantes referências à Inglaterra e à França, a história é escrita de modo satírico e irônico, atraindo leitores geração após geração.

Robinson Crusoé, de Daniel Defoe
Baseado em uma história real, Robinson Crusoé conta a história de um jovem que saiu em busca de seu destino. Marinheiro náufrago em uma ilha deserta, Crusoé se vê isolado da sociedade durante quase 28 anos. Antes de ser resgatado, ele encontra um selvagem para quem ensina inglês e que se torna sua única companhia depois de tantos anos perdido.

O autor, Daniel Defoe, usou também características da sua própria vida para falar sobre temas com uma atualidade impressionante: a existência humana solitária e a alienação. Robinson Crusoé foi publicado em forma de folhetins noDaily Post, em 1719, e inovou o modo de fazer literatura na Inglaterra ao falar sobre a realidade da classe média com uma linguagem simples e direta.
O sucesso das aventuras de Crusoé foi tão grande que o livro se tornou o recordista em reimpressões, traduções e adaptações no século XIX, e chega até os nossos dias como um clássico fundamental.

A ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson
Todo mundo conhece muitas histórias sobre mapa do tesouro em que há um grande “x” mostrando a localização da desejada arca cheia de ouro, mas o que poucos sabem é que A ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson, foi o primeiro livro a introduzir esse famoso mapa em uma história.

Na obra, Jim Hawkins vê sua rotina mudar depois da chegada do marujo Billy Bones à pequena estalagem de seu pai. As aventuras do jovem se iniciam quando o visitante lhe mostra um mapa que indica a localização de um tesouro escondido. Porém, a dupla não é a única atrás do tesouro. O terrível pirata Long John Silver também está em busca da fortuna e disposto a tudo para consegui-la.

Stevenson sabia, como poucos, tirar o leitor da sua zona de conforto, explorando sem medo o linguajar náutico, que torna a obra mais rica e intrigante. Escrito originalmente para o sobrinho do autor, o livro está longe de ser infantil e desde sua publicação, em 1883, vem conquistando fãs de várias idades ao redor de todo o planeta.

Ficha técnica:
Autores: Daniel Defoe, Robert Louis Stevenson e Jonathan Swift
ISBN: 9788520941775
Formato: 15,5 x 23cm
Páginas: 1152
Preço: R$ 129,90 

sábado, 7 de abril de 2018

Livro investiga epígrafes e diálogos na poesia de Machado de Assis


Machado de Assis é conhecido principalmente pelos seus textos em prosa. Entretanto, o escritor também se aventurou em versos, principalmente no início de sua carreira.  Foi a partir da leitura desses poemas, que Audrey Ludmilla do Nascimento Miasso notou que havia poucos estudos sobre as epígrafes utilizadas pelo autor em suas poesias, o que a motivou a investigá-las.

Sua pesquisa de mestrado - defendida junto ao Programa de Pós-Graduação em Estudos de Literatura (PPGLIt) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e orientada por Wilton Marques, professor do Departamento de Letras (DL) da Instituição -, foi transformada no livro Epígrafes e diálogos na poesia de Machado de Assis, publicado pela Editora da UFSCar (EdUFSCar), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).


O livro nasceu, justamente, da observação das recorrentes epígrafes que abrem a maioria dos poemas machadianos. Embora o escritor seja pouco conhecido enquanto poeta, o fundador da Academia Brasileira de Letras iniciou sua carreira escrevendo versos e não os abandonou, apesar de ter, ao longo do tempo, diminuído sua produção poética. "O livro fala das epígrafes, que são pequenos trechos que estão nos poemas de Machado de Assis, da forma como eles dialogam com a poesia e como foram aproveitados na poesia machadiana", explica a autora.

A obra tenta entender e revelar a relação entre a poesia machadiana e as epígrafes escolhidas pelo autor para seus poemas. Esses diálogos revelam autores que de alguma forma fizeram parte da formação inicial de Machado de Assis. "Por exemplo, os nomes que assinam as epígrafes são possíveis leituras que influenciaram a escrita machadiana, no período em que a crítica chama de primeira fase de sua carreira. Entretanto, pode-se extrair das epígrafes mais que apenas nomes e influências, mas o próprio diálogo entre os textos literários", explica Miasso. Alguns nomes que aparecem nessas epígrafes são Victor Hugo, Alfred Musset, Dante Alighieri, Homero, Gonçalves Dias, Camões, William Shakespeare e outros.

Machado de Assis
Além disso, o livro abre espaço para repensar o próprio papel da epígrafe dentro dos textos literários. "A epígrafe não é exclusividade da poesia machadiana e não se comporta dentro do texto como uma citação ordinária. Além de ocupar um lugar de destaque, o modo como o texto literário epigrafado se apresenta revela um diálogo todo específico desse tipo de relação", afirma a pesquisadora. Atualmente cursando doutorado no PPGLit, Miasso, que estuda o projeto poético machadiano desde 2008, está desenvolvendo uma pesquisa sobre a maturidade literária do poeta Machado de Assis.

O lançamento de Epígrafes e diálogos na poesia de Machado de Assis aconteceu na última quinta-feira, no Auditório da Unidade Especial de Informação e Memória (UEIM), no prédio do Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH), na área Sul do Campus São Carlos da UFSCar.

Irmãos Neto lançam Livrões pela Editora Pixel


Depois de ganhar o primeiro lugar como o livro infanto-juvenil mais vendido de 2017, Felipe Neto lança seu segundo Livrão pela Editora Pixel, Felipe Neto – A vida por trás das câmeras, que promete mostrar para seus fãs um pouco mais sobre sua vida pessoal e relações com família e amigos.


Seu irmão, Luccas Neto, estreia no mundo editorial com sua primeira publicação, Aventuras na Netoland com Luccas Neto, também da Pixel, com histórias, ensinamentos, jogos e curiosidades voltado para as crianças, tudo inspirado nas aventuras e brincadeiras do youtuber em seu canal.

Sobre a Pixel
A Pixel é um selo reconhecido no segmento de histórias em quadrinhos clássicas. Sempre inovando, também aposta em franquias do universo geek, que é um mercado em ascensão no Brasil. Com exclusividade, publica as HQs dos filmes Disney e de personagens dos games como The Witcher, Mirror’s Edge e Dark Souls. Assim como a Coquetel, está presente em grande parte das bancas de jornal e livrarias do país.

José Roberto Castro Neves lança ”Como os advogados salvaram o mundo”, pela Nova Fronteira


A publicação, que mostra o surgimento do direito e a importância dos advogados ao longo dos principais acontecimentos da humanidade, é o primeiro volume da Coleção Cícero
  
“Os advogados tomaram a dianteira em todos os grandes movimentos históricos nos quais se visava a garantir uma sociedade justa e solidária”. A afirmação é de José Roberto de Castro Neves, um dos grandes nomes do direito brasileiro, autor do livro Como os advogados salvaram o mundo, primeiro volume da Coleção Cícero, que será lançado pela editora Nova Fronteira no próximo dia 17/4, na OAB do Rio de Janeiro (Av. Marechal Câmara, 150 – Centro). De Cícero a Mandela, passando por Calvino e Jefferson, Montesquieu e Gandhi, a publicação fala sobre os feitos admiráveis dos maiores advogados da humanidade, bem como sobre seus exemplos de conduta.

José Roberto de Castro Neves é professor de Direito Civil da PUC-Rio e FGV-Rio e já publicou diversas obras, entre elas Medida por medida: o direito em Shakespeare, A invenção do Direito e O direito das obrigações. Em Como os advogados salvaram o mundo, o jurista trata de como esse grupo profissional, ao longo da história, contribuiu para estabelecer um meio racional de discussão e solução de conflitos, além de incorporar, nos julgamentos, conceitos de isonomia e justiça.

Como os advogados salvaram o mundo revela não somente como surgiram o direito e os advogados, mas também como os advogados foram figuras-chave, personagens fundamentais, nos principais acontecimentos da história da humanida­de, sobretudo naqueles cujos resultados foram positivos, gerando-nos mais liberda­de, igualdade e justiça.
José Roberto de Castro Neves (Reprodução TV Globo)

“Ao estudar os grandes movimentos da história, no qual o homem lutava por uma sociedade melhor e mais justa, vê-se que os advogados ocupavam, sempre, a liderança. Foi assim, por exemplo, na Revolução Americana e na Francesa. Por quê? Responder a essa questão me levou a estudar o nascimento da advocacia e sua contribuição fundamental para a nossa civilização”, comenta Castro Neves.

Coleção Cícero
Como os advogados salvaram o mundo é o primeiro volume de uma coleção idealizada pela Nova Fronteira e feita por advogados para advogados, mas nem só para eles. O objetivo é que pessoas leigas que se interessam por julgamentos e tribunais, por direito em geral, e até mesmo por filmes e séries sobre casos de grande repercussão nacional e estrangeira, venham a entender mais sobre o mundo dos advogados a partir de uma perspectiva histórica e cultural.

Organizados pelo advogado José Roberto Castro Neves, os próximos livros da coleção contarão com capítulos escritos por juristas renomados, como Miguel Reale, Luís Roberto Barroso, Ellen Gracie, Cândido Dinamarco, Antônio Claudio Mariz de Oliveira, Luiz Olavo Batista, Chico Mussnich, Caio Mário da Silva Pereira Neto, Tavares Guerreiro, Carlos Alberto Carmona e Nelson Eizirik. Previstos ainda para 2018, os próximos títulos serão Os grandes julgamentos da história, Os advogados vão ao cinema e O que os grandes livros ensinam sobre justiça.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Futebol, figurinhas e muito mistério: escritor Marcelo Duarte aborda a febre dos álbuns da Copa em livro infantojuvenil


O autor recebe para sessão de autógrafos e bate-papo com os participantes sobre Copa do Mundo, figurinhas, futebol, e muito mais

Nesta sexta-feira, dia 6, às 19h, a Panda Books lança na Livraria Leitura do shopping Parque Dom Pedro (Av. Guilherme Campos, 500 - Jardim Santa Genebra), em Campinas, o livro O mistério da figurinha dourada, do escritor Marcelo Duarte. Conhecido por assinar a coleção O Guia dos Curiosos e ser um louco por futebol, o jornalista traz uma curiosa história repleta de aventura e com um tema bastante presente na vida de crianças e adolescentes brasileiros: a febre dos álbuns de figurinhas na época da Copa do Mundo.

O mistério da figurinha dourada é estrelado por um simpático grupinho de pré-adolescentes que adora colecionar figurinhas. O novo álbum da Copa do Mundo trazia uma promoção especial: quem encontrasse a figurinha dourada ganharia uma viagem para assistir aos jogos de graça! Não tardou para que a preciosa figurinha aparecesse nas mãos de um felizardo, mas... em um instante, ela foi roubada. Para desvendar esse mistério, os amigos fizeram uma lista de suspeitos e deram início à investigação. O culpado, porém, estava mais próximo do que eles imaginavam.

Marcelo Duarte faz uma homenagem a esse lúdico hobby que passa de geração para geração. Ele, que completou seu primeiro álbum de figurinhas de Copa do Mundo em 1970, quando tinha quase seis anos, tem guardado todos os álbuns de Copas de lá para cá. Agora a curtição é colecionar os cromos com seu filho mais novo, o Antonio, que nasceu na primeira rodada da Copa de 2006, e que virou personagem desta história.

Com linguagem leve e leitura rápida, próprias de um autor experiente em escrever para o público jovem, o texto é, ao mesmo tempo, divertido e intrigante – difícil parar a leitura até que o mistério central seja solucionado. Aos mais atentos, sobram referências a clássicos infantojuvenis, como A Fantástica Fábrica de Chocolates, de Roald Dahl, e O Gênio do Crime, de João Carlos Marinho, a quem o livro é dedicado.

TRECHO
"No primeiro dia de tocaia, os dois suspeitos apenas saíram do trabalho e foram para casa. Nada que chamasse a atenção dos jovens detetives. No segundo dia, mais uma vez no horário combinado, Antonio, Alyssa e Charles se encontraram na esquina da escola. Sabiam a que horas Dino costumava fechar a banca. Daquela vez, no lugar de virar à direita, caminho que fazia todos os dias, ele tomou a direção contrária e seguiu para o ponto de táxi. Entrou no primeiro da fila. Os três perseguidores correram e entraram no segundo."
 
O AUTOR
Marcelo Duarte nasceu em São Paulo em 31 de outubro de 1964. É jornalista desde 1984 e já publicou mais de dez volumes da coleção O Guia dos Curiosos. Apresentou o programa Loucos por futebol na ESPN Brasil e tem programas nas rádios Bandeirantes e BandNews FM.

SERVIÇO:
Lançamento: O mistério da figurinha dourada, do escritor Marcelo Duarte
Local: Livraria Leitura do shopping Parque Dom Pedro
Endereço: Av. Guilherme Campos, 500 - Jardim Santa Genebra, Campinas


terça-feira, 3 de abril de 2018

Lançamento de “ZUUMMM!”, primeiro livro infantil com Consultor Científico, será no próximo dia 7



ZUUMMM!... O Planeta Terra é muito distante daqui..., livro da jornalista e terapeuta alquímica Monica T Maia e da arquiteta e ilustradora Rossana Estrella, será lançado no próximo dia 7, sábado, às 16h, na Livraria Timbre (Shopping da Gávea, loja 221). 

ZUUMMM!... é a história de um planeta onde tudo é maravilhoso: não há problemas econômicos, há flores coloridas por toda a parte, não há doenças, as roupas se transformam do jeito que quiser e todos são jovens – até os bisavós! Todos são amigos uns dos outros. Um dia, crianças desse planeta, viajando pelo Universo, conhecem um garoto lá na Terra e as realidades dos dois planetas passam a ser comparadas, em exercícios lúdicos de como pode ser o nosso futuro.


A ficção desse planeta maravilhoso pode virar realidade um dia na Terra? ZUUMMM!... é o primeiro livro infantil que tem consultor científico: Maurício Vieira Kritz (Pesquisador Associado - Laboratório Nacional de Computação Científica, MCTIC; Honorary Senior Research Fellow in Evolution & Genomic Sciences – Faculdade de Biologia, Medicina e Saúde da Universidade de Manchester). Assim, as crianças se divertem aprendendo ciências, gramática, artes. 

As ilustrações de ZUUMMM!... são interativas. E no site, o livro poderá ser redesenhado e reescrito. Afinal, será o primeiro livro do Parangolé Literário, movimento inspirado por Hélio Oiticica, que será lançado pela curadoria do artista no mesmo dia. Como os parangolés, o ZUUMMM!... ficará à disposição para que os leitores e suas comunidades possam mexer na obra.
As autoras de ZUUMMM!: Monica e Rossana
O lançamento de ZUUMMM!... terá apresentações gratuitas de Anatasha Meckenna (compositora e primeiro-violino aos 12 anos), do teatro contemporâneo de Jorge Leite e Janice Fernandes, do Quântico Zuummm!... de César Oiticica Filho, e as ilustrações de Rossana Estrella com as crianças... Numa celebração multicultural.

O grande objetivo é fazer a imaginação voar de maneira que, no futuro, o adulto que foi criança, independentemente da atividade que escolher realizar, atue com livre expressão, sem barreiras ou bloqueios que poderiam impedir que inventasse curas, escritas ou coisas novas, construindo novos mundos e reconstruindo seu próprio mundo. 

Fotos: Divulgação