sábado, 26 de agosto de 2017

Bienal do Livro e a maratona de atividades para estimular a leitura

* Por Cristina Carvalho, do Portal dos Jornalistas

A 18ª Bienal do Livro Rio começa nesta quinta-feira (31/8) e se estende até 10 de setembro. Realizada no RioCentro (av. Salvador Allende, 6.555, na Barra da Tijuca), tem como foco a literatura brasileira. São 330 autores e alguns convidados estrangeiros, 350 horas de programação cultural e 190 atividades envolvendo o universo literário. Os números mostram que a Bienal do Livro é o terceiro maior evento, em termos de público, do calendário carioca, com 700 mil visitantes, perdendo apenas para o Réveillon e o Carnaval.



Muitos jornalistas na programação do Café Literário

No já tradicional Café Literário, serão 31 sessões com 110 autores, debatendo temas como gênero, igualdade racial, reforma política, pós-verdade e novos modelos de ensino. No espaço, com capacidade para 220 pessoas, sempre no Pavilhão 3 Azul, grandes nomes da literatura serão objeto de sessões específicas, como o poeta Ferreira Gullar e o escritor Lima Barreto. Haverá também sessões sobre autores contemporâneos, de prosa, poesia e de crônicas. Sem jornalistas, haverá dois Cafezinhos Literários para o público infantil – crianças de seis a 12 anos – e seus pais.


Logo na abertura, em 31/8 (quinta-feira), Mànya Millen será mediadora do debate Trajetórias editoriais, com os editores Luiz Schwarcz, Alberto Martins e Cristina Zahar, às 17 horas. No dia seguinte (1º/9), Cristiane Costa medeia a discussão sobre A poesia de Ferreira Gullar, às 17 horas. Nesse mesmo dia, às 19h, a mesa Feminismo hoje traz a paranense Giovana Madalosso e Antonia Pellegrino, com mediação de Marina Gonçalves, de O Globo, para falarem sobre vitórias e pendências do feminismo.

No sábado (2/9), Paulo Werneck – curador de duas edições da Flip – medeia o painel Religião e modernidade, às 13 horas. Mais tarde, às 17h, ele coordena a fala da historiadora Lilia Schawarcz, autora da biografia de Lima Barreto. Às 19h30, Carlos Marcelo Carvalho, do Estado de Minas, recebe Fernando Gabeira e Deltan Dallagnol para analisarem A Lava-Jato e a democracia brasileira.

> Domingo (3/9) é dia de Mariana Filgueiras receber quatro pioneiros dos blogs, clubes do livro, resenhas online e outras formas de contato entre leitores e livros, na mesa Novos canais literários, ao meio-dia. Logo depois, às 14h, é a vez de Julia Duailibi, da piauí, receber um político e um cientista político para a discussão Reforma política, sim, mas qual?. No final da tarde, às 18h30, Écio Salles, da Festa Literária das Periferias (Flupp), debate o preconceito com Muniz Sodré, Martinho da Vila e outras personalidades da cultura negra.

Em 5/9 tem gastronomia às 19h, a Bendita panelinha, com mediação de Alice Granato. No dia seguinte, às 17h, de novo Mariana Filgueiras discute Grandes lançamentos com quatro autores brasileiros, entre eles Heloísa Seixas. Às 19h30, Rodrigo Casarin recebe Mary Del Priore e outros autores de romances históricos recém-lançados.

Movimentação nos últimos dias

Ainda no Café Literário, no feriado de 7/9, às 11h, Maria Cristina Fernandes trata dos 100 Anos da Revolução Russa, com convidados, e a repercussão na história mundial. Às 15h, Paulo Werneck volta para mediar, com Leusa Araújo e outros, Erotismo e literatura. Às 17h, Matthew Shirts, americano que pode ser lido na Veja São Paulo, faz mediação de Histórias de vida, com Jotabê Medeiros e PC Guimarães¸ biógrafos, respectivamente, do músico Belchior e do jornalista esportivo Sandro Moreyra. Shirts continua, às 19h30, com Futuro sustentável, para falar de sustentabilidade no espaço integralmente ocupado por jornalistas: André Trigueiro, Maurício de Paiva e Sérgio Túlio Caldas.

Biografia de Sandro Moreyra, por PC Guimarães
Em 8/9, Pedro Henrique França é o mediador de Concordância de gêneros, em que a baiana Lícia Loltran, autora de um livro-reportagem sobre o tema, e outros convidados discutem as liberdades individuais, às 17 horas. Às 19h30, Álvaro da Costa e Silva recebe Marcelo Moutinho e outros para falarem de 100 Anos do samba, e a força do que é talvez o maior símbolo da cultura brasileira.

Em 9/9, os debates não param. Renata Megale medeia Novas políticas sobre drogas às 12 horas. Logo depois, às 13h, é a vez de Fernanda Diamant reunir os editores Fabiano Curi (da Carambaia), Tatiana Kely (da Oito e Meio), Karla Melo (da Confraria do Vento) e Flávio Moura(da Companhia das Letras) para falarem sobre suas Novas editoras. Às 15h, Arnaldo Bloch recebe Fabrício Carpinejar, Raphael Montes e Afonso Borges (os dois últimos podem ser lidos no Globo) discorrendo sobre Cronistas contemporâneos e a capacidade de identificar, no cotidiano, os traços que marcam uma época. João Gabriel de Lima recebe, às 17h, Daniela Pinheiro e Leandro Karnal, discutindo A pós-verdade: fatos e narrativas, e os impactos dos boatos que proliferam na internet. Fechando a programação do dia, às 19h30, Artur Xexéo,Joaquim Ferreira dos Santos e Patrícia Kogut, sob mediação de José Godoy, abordam Histórias da TV e sociedade.

No encerramento (10/9), ainda há boas atrações. Às 14h, Charles Duhigg, repórter do New York Times e ganhador de um Pullitzer, bate papo sobre reprogramar as atitudes para se tornar uma pessoa melhor. A mediação é de Samy Dana, comentarista do Conta Corrente da GloboNews. O casal Miriam Leitão e Sérgio Abranches vai, às 16h, discorrer sobre A era do imprevisto e os novos paradigmas para a transição histórica que vivemos, mediados por Marcelo Pimentel Lins. Às 18h30, Edney Silvestre recebe Ruy Castro para analisar os 90 Anos de Tom Jobim.

Encontro com autores tem bate-papos descontraídos

No Pavilhão 4 Verde, o Encontro com autores oferece a oportunidade de conversas descontraídas e divertidas. Em 1º/9, Simone Magno medeia o Bate-papo com Ziraldo, em que um dos autores mais queridos do Brasil fala sobre seu último lançamento. No dia seguinte, Frini Georgakopoulos, a jornalista dos eventos literários, recebe Mauricio de Sousa em Vamos pensar um pouco?, sobre a importância da reflexão, às 17h30. Antes disso, no mesmo dia 2, às 15h, Paula Hawkins – britânica nascida no Zimbabwe, jornalista durante 15 anos até se decidir exclusivamente pela literatura – participa da mesa Em novos caminhos, sobre o processo de escrita e criação. Editada pela Record, terá sessão de autógrafos às 18h30.


Em 6/9, às 15h, o encontro é com a repórter Daiana Garbin, que conversa sobre alimentação e vida saudável. O encontro de 8/9, às 19h, é com Charles Duhigg, repórter do New York Times e premiado autor de livros sobre comportamento. No sábado (9/9), Carolina Munhóz, autora infanto-juvenil, fala, às 11h30, sobre A fantasia dentro e fora do Brasil. No dia 10/9, o autor Eduardo Spohr, o ilustrador Affonso Solano e o cineasta André Vianco revelam as ferramentas criativas aplicadas em seu trabalho, às 15h, em Criando mundos fantásticos. Mais tarde, às 18h, Maurício de Sousa conversa com outros responsáveis pelo último lançamento da Turma da Mônica.

Arena #SemFiltro é o espaço jovem

A Arena Jovem foi reformulada e vai ocupar um espaço de 400 m2, com o nome de #SemFiltro, para conectar as diversas gerações de juventudes em torno de temas como feminismo, moda e comportamento, intercâmbio cultural, jogos, ideologia, orientação e diversidade sexual. Serão 26 conversas sobre diversos temas, sem restrições e com a participação da plateia. Em todos os dias, Bruno Levinson atua como mediador.


A editora Record traz a americana Gayle Forman, consagrada pelos romances juvenis que até foram tema de filme, para lançar Quando eu parti, livro que só em novembro chega às livrarias. A personagem principal é uma jornalista que trabalha numa revista feminina. A autora colabora com Seventeen, Cosmopolitan e Elle. Ela estará na arena às 17h, no feriado de 7/9, entrevistada pela escritora Paula Pimenta e a cineasta Rosane Svartman.

No dia 6/9, às 17h, o repórter Chandy Teixeira, do Globo Esporte e do SporTV, entrevista o youtuber RezendeEvil, que ganha a vida com videogames. Thalita Rebouças, dos best sellerpara adolescentes, estará na arena em 5/9, às 12h, e depois, em 10/9, às 18 horas. #SemFiltro recebe também Fernanda Young, Hélio de la Peña, Kéfera e Marcelo Tas.
E ainda…

O espaco Geek & Quadrinhos é uma área livre para a cultura nerd, com realidade aumentada, jogos de tabuleiro, batalha ilustrada e cosplay. No dia 9/9, às 16h, quatro autores jovens, sob mediação de Affonso Solano, estarão na mesa Publiquei! E agora?, sobre ferramentas de publicação independente.

Espaço infantil "Entreletras"
No espaço infantil Entreletras, a área de 500m2 terá um cenário para brincar e interagir, e um teatro para apresentação do espetáculo O mundo das letras.

Dia 1º/9 realiza-se o Encontro Internacional de Profissionais do Livro. A curadoria, assinada pelo PublishNews, portal de informações e notícias sobre o setor, vai tratar dos temas relevantes para a indústria do livro e trará ao Brasil Edward Nawotka, editor da revista americana Publishers Weekly. O encontro vai discutir temas como o censo do livro digital no Brasil e as novas tendências em consolidação (audiolivros, impressão por demanda) entre outros assuntos.

O 2º Fórum de Educação, nos dias 4 e 5/9, tem curadoria do canal Futura e palestras inspiradoras com convidados. Serão dois dias de debates sobre assuntos relacionados à área, como Juventudes e Educação, conduzido por Flávia Oliveira e o educador Tião Rocha.


quinta-feira, 24 de agosto de 2017

18ª Bienal Internacional do Livro do Rio terá 16 lançamentos com a Turma da Mônica



No evento, oito editoras lançarão novidades em parceria com a Mauricio de Sousa Produções, e o desenhista participará de palestras e sessões de autógrafos

Na Bienal do Livro de 2017, que acontecerá de 31 de agosto a 10 de setembro, no Riocentro – RJ, a divisão editorial da Mauricio de Sousa Produções, considerada a maior produtora de conteúdo infantil do Brasil, apresentará 16 lançamentos com os personagens do criador da Turma da Mônica, por oito editoras.

O desenhista Mauricio de Sousa participará de três palestras dentro da programação oficial da Bienal, para conversar sobre os lançamentos, além de realizar sessões de autógrafos nas editoras licenciadas. A relação completa de dias e horários estará disponível, em breve, no site da Turma da Mônica.


No sábado, dia 2 de setembro, às 17h30, o autor participará, ao lado de Mario Sergio Cortella, de um bate-papo sobre o livro Vamos Pensar um Pouco? Lições Ilustradas com a Turma da Mônica, da Editora Cortez. No dia 3 de setembro, às 17h, Mauricio conversará sobre sua biografia, A História que Não está no Gibi, da Editora Sextante.

Ele também participará do lançamento do livro Uma Viagem Inesperada, da Editora Nemo, no dia 10 de setembro, às 18h. O desenhista estará acompanhado por Marina Sousa, sua filha e inspiradora da personagem Marina, e pelas quatro autoras – Babi Dewet, Melina Souza, Carol Christo e Pam Gonçalves.

Mauricio de Sousa e o mercado editorial
Mauricio de Sousa é um dos autores com mais obras vendidas no Brasil, principalmente no segmento infantojuvenil. Além do seu sucesso no mercado de quadrinhos, ele também conquistou a liderança na categoria de livros ilustrados.


Em 57 anos de carreira, Mauricio criou cerca de 400 personagens, sendo 70 fixos.  A Turma da Mônica tem mais de um bilhão de revistas vendidas no mundo, desde o primeiro exemplar publicado em 1970. E mais de 60 países já publicaram suas histórias. São cerca de 10 milhões de leitores/mês só para a sua área de impressos. Mauricio é o primeiro autor de quadrinhos no mundo que entrou para uma Academia de Letras – a Academia Paulista de Letras.

A Mauricio de Sousa Produções sempre procura parcerias e lançamentos de publicações para ajudar no desenvolvimento de crianças e adolescentes. De acordo com uma pesquisa da Datafolha, realizada em 2017, 80% dos brasileiros consideram que as revistas da Turma da Mônica em quadrinhos têm um papel importante na alfabetização das crianças no Brasil e 85% concordam que os gibis da Turma da Mônica incentivam a leitura de livros de modo geral. Além disso, 64% concordam que os gibis da Turma da Mônica ajudaram seus filhos a aprender a ler. [Fonte: Pesquisa Datafolha realizada de 7 a 9 de março de 2017, com 2.100 entrevistas, distribuídas em 130 municípios brasileiros, com margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95].

Lançamentos na Bienal
Sextante
Mauricio – A História que Não Está no Gibi
Em sua biografia, Mauricio de Sousa faz uma viagem no tempo e relembra vários momentos de sua vida. Feita a partir de depoimentos ao jornalista Luís Colombini, o livro mostra que o desenhista tem em si vários trejeitos de seus personagens: um lado otimista, um jeito perseverante de levar a vida e até uma pequena dose de teimosia. Ele ainda compartilha fotos de seu arquivo pessoal (da infância, de sua família e até de pessoas que viraram personagens), seu processo de criação, o que fez para transformar tantos sonhos em realidade e como, até hoje, continua se reinventando. Autor: Mauricio de Sousa.


 Boa Nova

Outro Lar
Em Outro Lar, a Turma da Mônica vai ao Rio de Janeiro visitar André, um primo do Cascão, que, além de apresentar os pontos turísticos da Cidade Maravilhosa, vai mostrar às crianças como a prática de bons hábitos pode ajudar a ter sonhos melhores, e até conhecer lugares inimagináveis. Autores: Mauricio de Sousa, Luis Hu e Ala Mitchell.

Ciranda Cultural
Aprendendo o ABC
A de amizade, B de brincadeira e C de Cascão e Cebolinha. Com este livro, você vai aprender o alfabeto com a Mônica e sua turminha! E para o aprendizado ficar mais divertido, brinque e cole os adesivos! 

Biblioteca de Boas Maneiras
Obrigada!; Por favor!; Com licença!; Saudações; Olá!; Desculpa! As boas maneiras estão presentes no dia a dia de todas as pessoas. O que acha de aprendê-las e praticá-las? Com a Mônica, o Cebolinha, a Magali e o Cascão, será ainda mais fácil. Consulte essa pequena biblioteca de boas maneiras sempre que precisar e divirta-se! Além disso, o verso dos livros formam uma cena divertida!  

Vamos Aprender o Alfabeto
Prepare-se para embarcar nesta aventura com a Mônica e a turma do Limoeiro! Ao lado deles, aprender o alfabeto será mais fácil e divertido, com atividades práticas e diversas outras para exercitar o seu aprendizado. 

Vamos Aprender os Números
Prepare-se para embarcar nesta aventura com a Mônica e a turma do Limoeiro! Ao lado deles, aprender os números será mais fácil e divertido, com atividades práticas e diversas para exercitar o seu aprendizado. 

Vamos Aprender as Cores e Formas
Prepare-se para embarcar nesta aventura com a Mônica e a turma do Limoeiro! Ao lado deles, aprender as cores e as formas será mais fácil e divertido, com atividades práticas e diversas para exercitar o seu aprendizado. 

Vamos Aprender os Traços
Prepare-se para embarcar nesta aventura com a Mônica e a turma do Limoeiro! Ao lado deles, aprender diferentes traços e linhas será mais fácil e divertido, com atividades práticas e diversas para exercitar a sua coordenação motora. 

60 Atividades
O que não falta nos dias da Mônica e de seus amigos é diversão! Venha resolver muitos desafios com essa turma. São atividades sobre o alfabeto, os números e muito mais, para você aprender e brincar ao mesmo tempo! 

Cortez
Vamos Pensar um Pouco? – Lições Ilustradas com a Turma da Mônica
Vamos pensar um pouco? Dá para notar que esse é um convite muito diferente de “Vamos pensar pouco?”. Esse “um” faz toda a diferença! Na vida, cada um faz toda a diferença, mas não basta ser apenas um; pensamos melhor quando pensamos em turma e, melhor ainda, acompanhados da Turma da Mônica, que nos anima a pensarmos mais, com persistência e alegria, com generosidade e liberdade, com inventividade e criatividade. Esse é o principal motivo que juntou o desenhista, Mauricio de Sousa, pai da turma, e o filósofo Mario Sergio Cortella, fã da turma, fazendo com que a arte da ilustração e a arte da filosofia se encontrem para dialogar com quem acolhe o nosso convite. Autor: Mauricio de Sousa e Mario Sergio Cortella.

Girassol
Alice no País das Maravilhas
Esta obra-prima de Lewis Carroll é um clássico da literatura infantil universal. No País das Maravilhas, a jovem Alice descobre que o impossível pode acontecer. Entre a loucura e a sanidade, o enredo fantástico diverte e ensina valiosas lições, mesmo quando a protagonista reluta em reconhecê-las. Esta obra mudou para sempre o estilo, as intenções, o modo de narrar e o respeito do autor pelos seus leitores. O livro influenciou diversas gerações de escritores e ilustradores, deu origem a filmes, adaptações e muito mais. Nesta linda versão, a Mônica, com sua personalidade marcante, reinterpreta Alice, enquanto outros personagens de Mauricio de Sousa vivem papéis também inesquecíveis. Ricamente ilustrado, inspirador e surpreendente, este livro é recomendado para leitores de todas as idades. Autor: Mauricio de Sousa e Lewis Carroll.

Imeph
Uma Viagem a Portugal
Quem não gosta de aprender brincando? E de conhecer o mundo sem sair de casa, só com o poder da imaginação? Agora, isso é possível e ainda acompanhado da Turma da Mônica em uma divertida viagem a Portugal! O leitor irá descobrir várias palavras diferentes que só são usadas no português falado por lá, além de visitar lugares interessantes e saber como é a vida das pessoas naquele país. Nesta aventura, o leitor vai conhecer mais de 250 palavras, como “matraquilhos”, “peúgas”, “esferovite” e “chávena”, que fazem parte do idioma português, mas que os brasileiros não fazem ideia do que significam. E isso na companhia de toda a Turma da Mônica, inclusive do António Alfacinha, o amiguinho português que vai servir de guia para a essa aventura. Boa viagem! Autor: Mauricio de Sousa e José Santos.

Nemo
Turma da Mônica Jovem – Uma Viagem Inesperada
Em quatro contos, cada personagem vive uma aventura especial. Mônica desvenda a Coreia do Sul, vivendo experiências que a permitem conhecer um idioma diferente, a culinária local e o mundo do k-pop. Magali parte para uma viagem imprevista a Paraty. Denise vai a uma fazenda, onde terá a chance de aprender que experiências simples num ambiente distante das redes sociais podem ser muito reveladoras. Marina viaja a Londres, onde descobre que se arriscar um pouco mais pode trazer resultados inesperados.  Autoras: Babi Dewet, Carol Christo, Pam Gonçalves e Melina Souza.

Panini
Graphic MSP – Capitão Feio – Identidade
Ele é um homem solitário, sem memórias, sem passado e... extremamente poderoso. Mas a revelação de seu misterioso dom tornará cada vez mais difícil sua relação com a sociedade. Em Identidade, os gêmeos, Magno e Marcelo Costa, fazem uma releitura angustiante e surpreendente do Capitão Feio, o principal vilão de Mauricio de Sousa. Autores: Magno e Marcelo Costa.

Turma da Mônica Jovem em Cores – Lembranças
Em Mônica – Lembranças, a líder da turma foi aprisionada em um aparelho que apaga memórias. Enquanto Mônica navega pelo seu passado, será que terá força suficiente para manter suas lembranças e ainda derrotar sua misteriosa inimiga? Autor: Mauricio de Sousa.

Turma da Mônica Jovem – Primeira Série # 3
Republicação da primeira série da Turma da Mônica Jovem, em histórias cheias de aventura em estilo mangá. Este volume reúne as edições 6, 7 e 8 da publicação original. A turma viaja para Marte com a ajuda de Astro, o veterano herói que já desbravou as galáxias. Quando estão no planeta vermelho, encontram e ativam um robô guerreiro dentro de uma antiga construção, mas não sabem que estão chamando a atenção de um Império Galáctico bélico e conquistador. Viaje pelo hiperespaço em O brilho de um pulsar, uma aventura completa baseada no longa-metragem A princesa e o robô.

Programação

Mauricio de Sousa terá três participações na agenda oficial da Bienal:

Dia 02/09 - Sábado - 17h30:
Editora Cortez - Bate-papo com Mauricio de Sousa e Mario Sergio Cortella sobre o livro Vamos Pensar um Pouco? Lições Ilustradas com a Turma da Mônica. Autógrafos para 50 senhas

Dia 03/09 - Domingo - 17h
Editora Sextante - Bate-papo sobre a Biografia. Autógrafos para 50 senhas

Dia 10/09 - Domingo - 18h
Editora Nemo - Bate-papo sobre o livro Uma Viagem Inesperada entre Mauricio de Sousa, Marina Sousa e as quatro autoras (Babi Dewet, Melina Souza, Carol Christo e Pam Gonçalves). Autógrafos para 50 senhas de Mauricio e Marina

Sobre a Mauricio de Sousa Produções
A Mauricio de Sousa Produções (MSP) é a maior empresa de produção de histórias em quadrinhos do Brasil com mais de 50 anos de história e responsável por uma das marcas mais admiradas do país, a Tuma da Mônica. Na área editorial, a empresa possui um dos maiores estúdios do setor no mundo e alcançou o número de 350 títulos de livros até hoje, além de contar com mais de 80% do mercado de histórias em quadrinhos. A companhia é responsável pela criação de 400 personagens, que já venderam mais 1 bilhão e 200 milhões de revistas, responsáveis pela alfabetização informal de milhões de brasileiros. A MSP investe em tradição com inovação e produz hoje conteúdos em todas as plataformas com a mais alta tecnologia alinhando educação, cultura e entretenimento. No licenciamento, a MSP trabalha com média de 150 empresas que utilizam seus personagens em mais de 3 mil itens.


Na área digital, possui dezenas de games e aplicativos com mais de 10 milhões de downloads, uma média de 440 milhões de visualizações por mês no YouTube.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

sábado, 12 de agosto de 2017

Globo Livros lança Dropz, obra que reúne 61 contos de Rita Lee


O livro traz histórias de temas variados escritas em prosa pela rainha do rock 
  
*por Guilherme Samora

Rita Lee é porreta. Uma escritora nata, uma poeta de coração cheio e uma contadora de histórias das maiores desse universo. Suas músicas - parte do imaginário coletivo - são histórias. Falam dela, da delícia – às vezes nem tanto – da loucura desse mundinho, de experiências, de amor. Histórias pelas quais ela passa ou que se passam em sua cabeça. E, no fim, quando a gente percebe, já se tornaram parte da vida de todo mundo.

O que a Globo Livros apresenta em Dropz são algumas histórias geniais escritas – dessa vez em prosa - pela rainha roqueira. E que só podiam sair daquela cabeça abençoada. São 61 contos. Ao ler, a gente já vai pensando: só pode ser coisa da Rita!

São tantos tipos... Um saci; uma menina que põe cabelo pela boca; uma casa bem-assombrada por três fantasmas impagáveis; a surpreendente história de um casal formado por uma setentona - que se vira nos procedimentos estéticos para parecer bem mais jovem - e de um jovem ator - que se vira nos mesmos procedimentos para ficar velhinho e provar o seu amor por ela (não darei mais spoilers. Mas digamos que as transformações não param por aí); uma gótica trevosa contra tudo e contra todos que se vendeu ao sistema; uma tattoo caveira consciente de tudo o que acontece à volta de “seu” braço; São Francisco; os que odeiam a segunda-feira e até um comitê que odeia a reforma ortográfica. Uma coisa é certa: você vai sair achando que poderia ser amigo de alguns deles. Quem sabe, até mesmo ser um deles!
Rita Lee assinou com a Globo Livros (Foto: Guilherme Samora)

A capa é um show à parte: assim como em sua autobiografia, um dos maiores sucessos editoriais do país, a criação também foi da roqueira. Para o Dropz, ela utilizou um autorretrato, pintado em 1997, presente dela para o marido, parceiro musical e pai de seus três filhos, Roberto de Carvalho. 

O jeito de escrever de Rita, as ideias, o ritmo e a verve formam um conjunto delicioso. E os tipos que ela experimenta nessas histórias contam tanto! Seja uma luz, algo engraçado, algo festivo, algo real. Essa é a beleza dos contos. A diversidade. Diverso como a vida, diverso como um pacote de drops. Ora azedinho, ora doce, melado, ora amargo. E quem conhece não se esquece: o Dropz de Rita é com Z.

*Guilherme Samora é jornalista e estudioso do legado cultural de Rita Lee          

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Livro relata bastidores do acidente da TAM, considerado o maior da história da aviação brasileira


No próximo dia 15, o advogado Eduardo Lemos Barbosa lançará, no Rio de Janeiro, o livro A História Não Contada do Maior Acidente Aéreo da Aviação Brasileira, abordando, 10 anos depois, os bastidores da disputa judicial empreendida por parentes de parte das 199 vítimas da tragédia ocorrida em julho de 2007.  O lançamento da obra acontecerá na Livraria da Travessa, à Rua Voluntários da Pátria, 97, em Botafogo, a partir das 19h.

No início da noite de 17 de julho de 2007, um Airbus A-320, que fazia o voo JJ 3054 da TAM, não conseguiu pousar na pista principal do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Sob chuva, a aeronave ultrapassou os limites do aeroporto, atravessou a avenida Washington Luiz - chegando a tocar em um táxi durante o trajeto - e acabou se chocando contra um prédio da TAM Express. Uma explosão e um grande incêndio seguiram a colisão. Foi o mais grave acidente aéreo da história do país. Todos os passageiros do voo, que vinha de Porto Alegre, morreram, além de funcionários da TAM Express que estavam no prédio no momento da tragédia e pessoas que passavam pelo posto de gasolina ao lado.

No livro, além da sua própria de vida que foi diretamente alterada, Barbosa narra como a aviação comercial brasileira foi modificada, tornando-se mais exigente em várias questões, como mais segurança nas aeronaves e nas pistas dos aeroportos. A obra oferece ao leitor a oportunidade de conhecer como a ação jurídica foi criada e montada e, ao mesmo tempo, põe em evidência um aspecto muito importante da advocacia: a dimensão humana da profissão, cujo exercício conduziu o autor a lidar com dramas e conflitos.

O advogado dedica três capítulos, incluindo cases, para explicar os conceitos e as questões jurídicas envolvidas no acidente, inclusive, em relação à ação internacional; os desdobramentos peculiares de cada caso; e a importância da Afavitam (Associação das Famílias Vítimas do Voo da TAM), inédita no mundo, e cujo maior objetivo foi transformar luto em luta a favor dos direitos, em todos os aspectos, dos familiares e amigos das 199 vítimas do acidente.

Sobre o autor
Eduardo Lemos Barbosa é Membro da Escola Nacional de Advocacia (ENA), Diretor da Escola Superior de Advocacia (ESA) da OAB/RS, Conselheiro Estadual da OAB/RS, Diretor do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), Professor da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP), Professor da ESA da OAB/RS, Pós‐graduado em Direito de Família, autor de diversos livros e artigos jurídicos e palestrante sobre os temas: acidente da TAM, indenizações, responsabilidade civil por acidente aéreo, dano moral na justiça brasileira e Common Law.

O advogado Eduardo Lemos Barbosa (Divulgação)

Ficha Técnica:
Lançamento do livro A História Não Contada do Maior Acidente Aéreo da Aviação Brasileira
Autor: Eduardo Lemos Barbosa
Local: Livraria da Travessa (Rua Voluntários da Pátria, 97, em Botafogo)
Horário: A partir das 19h
Preço: R$ 39,00

Editora: Manole

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Livro de Alberto Léo, sobre a história do jornalismo esportivo na TV, será lançado nesta sexta-feira no Rio de Janeiro


Jornalista, falecido no ano passado, sonhava em ter sua obra publicada

O livro História do Jornalismo Esportivo na TV Brasileira será lançado nesta sexta-feira (4), a partir das 19h, na Livraria da Travessa, na Rua Visconde de Pirajá, 572, em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro. A publicação foi o último registro do trabalho do jornalista Alberto Léo, morto em junho do ano passado, aos 65 anos, vítima de um câncer.


Alberto Léo, conhecido pela sua excelente memória, trabalhou nos últimos anos de sua vida na Empresa Brasil de Comunicação (EBC), conduzindo o programa "Mundo da Bola", exibido pela TV Brasil. O jornalista, torcedor do Fluminense, já planejava a publicação deste livro quando perdeu a luta para a doença. Aos amigos, no entanto, Alberto Léo tinha manifestado o desejo de ver seu livro publicado, e é este sonho que a Maquinária Editora realiza com o lançamento de História do Jornalismo Esportivo na TV Brasileira. 

O desejo de Alberto Léo será realizado (Foto: Ana Paula Migliari - TV Brasil)

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

PC Guimarães lança biografia do jornalista Sandro Moreyra


Jornalista, professor, escritor e fervoroso torcedor do Botafogo, Paulo Cezar Guimarães (o PC Guimarães) lança, no próximo dia 22, a partir das 19h, no Salão Nobre do Botafogo Futebol e Regatas (Av. Venceslau Braz, 72, em Botafogo), o livro SANDRO MOREYRA: Um autor à procura de um personagem, com o selo da Gryphus Editora e apoio cultural da Casa Carandaí.


 Trata-se de uma biografia sobre Sandro Moreyra - jornalista, que viveu a história do futebol nas décadas de 50, 60, 70 e 80, e muito conhecido pelas suas tiradas de humor, como diz Ruy Castro na introdução: "Sandro era um humorista do futebol. Na carteira de trabalho, era repórter, mas seu senso de humor prevalecia sobre a notícia. Sabia de tudo que se passava no Botafogo e nos outros clubes, mas preferia inventar, desde que pudesse fazer rir. Seu personagem do coração era Garrincha, sobre quem inventou as histórias que as pessoas repetiam como se fossem verdadeiras (uma delas, a de que Garrincha chamava os adversários de "João").

Para dar um ar de autenticidade aos relatos, Sandro os contava primeiro para alguns colegas, como se estivesse passando uma notícia em primeira mão. Fez isso, por exemplo, com Mario Filho, que recheou com elas seu livro Copa do Mundo 1962. Como amigo íntimo de Garrincha, Sandro criou a imagem do "passarinho" ingênuo e foi decisivo para encobrir suas trapalhadas com o álcool e as mulheres - muitas vezes o enfiou no chuveiro de sua casa, tentando curá-lo do porre a minutos de um treino no Botafogo.

PC Guimarães e sua mais recente obra literária
Quando Garrincha começou a decair, Sandro continuou a inventar histórias, só que com um novo personagem: Manga, goleiro do mesmo Botafogo. Mas foi dos poucos que seguiram Garrincha até o fim. Filho de Eugênia e Álvaro Moreyra, duas grandes figuras da cultura brasileira na primeira metade do século, Sandro era hábil com as palavras - seu livro, Histórias de Sandro Moreyra, é um clássico do humor. Na Copa de 1966, em Londres (a primeira a que muitos brasileiros compareceram, pagando a viagem a prestações), um torcedor viu-o à saída do estádio, logo depois da eliminação do Brasil diante de Portugal, e perguntou chorando: "E agora, Sandro???." Ele respondeu: "Agora você tem 25 meses para pagar."  Mas sua melhor frase foi a que pronunciou no mesmo Castelinho, quando um amigo, ao ver que eram duas da tarde de um dia útil, convidou-o a irem embora da praia. Sandro respondeu: "Não posso. Ainda tenho muito que lazer".

Sandro Moreyra era um contador de histórias. E um grande personagem ele mesmo. Jornalista, custou a encontrar o seu lugar na redação moderna, séria e inteligente do Jornal do Brasil, onde trabalhou por mais de 30 anos. Não que ele não fosse moderno, sério e inteligente. Não mesmo. Sandro Moreyra tinha todas essas qualidades à sua maneira. Moderno no falar, no escrever, no vestir-se, a ponto de causar inveja nos jovens colegas que o viam chegar, no fim da tarde, com a pele morena de um garotão de praia. Sério, também era, desde que não estivesse contando uma de suas piadas ou narrando uma de suas, como ela as chamava, "historinhas." Inteligente? Demais. Sobretudo nas posições assumidas diante de suas paixões: o futebol, a música, a política, a vida.

Sandro Moreyra tinha uma tal sede de viver que, quando de sua morte, quase aos 70, os amigos choraram como se tivessem perdido um camarada de 20. Com a ausência dele, a redação ficou definitivamente menos jovem, mais sem graça. Numa palavra, chata. Tudo porque, ao vivo e em cores, Sandro Moreyra tinha muito do humor que passava adiante. Boa parte P.C. Guimarães teve a sensibilidade e a sabedoria de incluir nas páginas deste livro. Com isso, o autor conta uma grande história: a do jornalista Sandro Moreyra; pelas historinhas de quem sabia contá-las: as do cronista Sandro Moreyra. Daí o jornal e seus editores terem perdido tanto tempo até descobrirem que o melhor Sandro Moreyra não era o repórter apaixonado que cobria o Botafogo, mas o que, documentando ou fabulando, reportando ou inventando, nos fez sorrir com os feitos e os não-feitos dos deuses e heróis da incrível mitologia do futebol. 

Box especial lembra os 75 anos de ataque nazista ao Brasil


Há exatos 75 anos, o Brasil declarava guerra à Alemanha nazista e à Itália fascista. A decisão do presidente Getúlio Vargas foi tomada depois da carnificina levada a cabo pelo submarino alemão U-507, que – entre os dias 15 e 17 de agosto de 1942 – afundou cinco embarcações nacionais na costa do Nordeste, causando a morte de 607 brasileiros.


O episódio, que resultou em uma intensa revolta popular e deu início à perseguição aos imigrantes de origem e alemã e italiana em todo o país, é narrado em detalhes no livro U-507 – O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial, que acaba de ser relançado pela Editora Besouro Box, na caixa especial "Submarinos".

Além do "U-507", também integra o box o livro U-93 – A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial. Em outubro próximo, completa-se um século do ingresso do país na chamada Grande Guerra, ocorrido em 1917.


U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial
Prefácio: João Barone, músico, escritor e aficionado por guerras
Lançamento: 2014 - Páginas: 320
Sinopse: a obra conta o processo que levou ao envolvimento do Brasil na Grande Guerra, em 1917, três anos após o começo do conflito. O incidente que obrigou o então presidente Wenceslau Escobar a declarar beligerância à Alemanha foi o afundamento do navio Macau, com o sequestro do comandante, Saturnino Furtado de Mendonça, e do taifeiro, Arlindo Dias dos Santos, que nunca mais foram vistos. À época, o desaparecimento dos marinheiros brasileiros gerou grande revolta popular contra os imigrantes germânicos em todo o país.



U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial
Prefácio: Luis Fernando Veríssimo, escritor, cronista e músico
Lançamento: 2012 - Páginas: 284
Sinopse: entre os dias 15 e 17 de agosto de 1942, o submarino alemão U-507 torpedeou cinco navios brasileiros na costa nordestina, entre Sergipe e Bahia, deixando um total de 607 mortos. O Brasil, que até então se declarava neutro, de repente se viu obrigado a abandonar a posição de não beligerante. Diante da revolta da população, que saiu às ruas em protesto, depredando estabelecimentos pertencentes a imigrantes alemães, italianos e japoneses, o presidente Getúlio Vargas declarou guerra ao Eixo poucos dias depois.

O autor
Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem 24 anos de carreira como jornalista. Começou em 1993, como editor de Esportes do jornal A Razão. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia, Brasil Sustentável, Diário de S.Paulo e Correio Braziliense. Atualmente, é editor no jornal Zero Hora, em Porto Alegre.

O jornalista e escritor Marcelo Monteiro (Foto: Ivaldo Cavalcante - Divulgação)

Lançamento de obras de dois escritores gaúchos movimentam a noite do Rio de Janeiro


Os gaúchos Kleiton Ramil e Luiz Horácio, promovem na próxima segunda-feira, dia 7 de agosto, uma sessão de autógrafo dos livros Kyoto e Beatriz - Viver é por enquanto. O evento será na Livraria da Travessa de Botafogo (Rua Voluntários da Pátria, 97), das 19 às 22h.


Kyoto

Kyoto, obra publicada pela Editora Inverso, é o oitavo livro e primeiro romance de Kleiton Ramil, conhecido músico gaúcho que, juntamente com o irmão, forma a dupla Kleiton e Kledir. A narrativa conta a história de amor entre Murano, um brasileiro, nascido no sul, em uma cidade fronteiriça com o Uruguai e Naomi, uma japonesa, filha de Akio, um homem rico e poderoso cujo passado é misterioso e controverso. Akio, ao saber do envolvimento da filha com o jovem da fronteira, leva Naomi de volta ao Japão e a deixa afastada da sociedade nos arredores de Kyoto.

Murano mora no Rio de Janeiro e é um profissional da música que já começa a deslanchar com sucesso a carreira, o que poderia ser um fator positivo para os planos do casal. Mas os planos de Akio para a filha são outros. Ele prefere vê-la casada com alguém que se destaca na sociedade e não com um músico qualquer.

Contrariando os planos de Akio, a separação do casal acontece apenas fisicamente. A atração entre os dois revela-se mais forte que tudo e, sem planejarem, depois de um tempo, Murano e Naomi resolvem enfrentar a circunstância funesta imposta pelo pai da moça, a com esperança de um dia se reencontrarem.

Naomi, por meio de um plano perspicaz e com a ajuda de amigos, consegue sair da prisão de luxo que seu pai a mantém em cativeiro. Murano, por sua vez, assistido por fieis companheiros e Dona Ester, uma senhora judia, decide ir ao encontro da amada. Quando tudo parece correr bem, invertem-se as posições geográficas dos dois. Murano vai até o Japão atrás de Naomi e ela consegue finalmente escapar do cerco paterno...

“Nem tudo são flores nas histórias de amor”, diz o escritor Luiz Horácio em seu texto de apresentação, e completa: “Idas, vindas, encontros e desencontros, sutil mistura de gêneros literários, tecidos com a sensibilidade de Kleiton Ramil. Kyoto é a comprovação que o delicado também pode ser forte. Muito forte”.

Em poucas linhas o autor sintetiza sua obra da seguinte maneira: “Kyoto é um romance pontuado por situações misteriosas, instigantes, reflexivas, dinâmicas, violentas, eróticas e, claro, românticas. A Lemniscata que dá nome a um dos capítulos - símbolo do infinito - indica de forma subliminar o trajeto que lembra seu formato: o afastamento inicial dos amantes, o longo percurso em direções opostas, a reaproximação quando se cruzam sem se perceberem, o novo percurso em direções opostas para finalmente chegarem ao destino que lhes é reservado, abraçados pelos bambuzais mágicos de Kyoto”.

 BEATRIZ, viver é por enquanto


Quem está com Beatriz?  Esta a primeira frase de uma personagem em BEATRIZ, viver é por enquanto, a mais recente produção de Luíz Horácio e novamente sob o cuidado da editora InVerso. Como em outras histórias deste autor tudo tem início no núcleo familiar, no caso de BEATRIZ o começo não é nada otimista. Na abertura da narrativa alguém descreve o ambiente de uma casa onde está em curso um velório. É nesse cenário que Beatriz engatinhava, esquecida, a morte também deixa em segundo plano as crianças que apenas engatinham. O observador daquelas tristes cenas que jamais se apagaram em sua memória, num futuro distante buscará alguém para contar a história daquela menina. Ele encontra o escritor Luíz Horácio, membro daquela família.

Com BEATRIZ, viver é por enquanto, Luíz Horácio reafirma sua fidelidade ao gênero autoficção, iniciada, na editora inVerso com os títulos Doralina, uma tardia declaração de amor, e THELMA. Em todos seus livros este autor sempre entremeou acontecimentos de sua vida real com a ficção. O percentual de cada, apenas ele conhece.

A história de BEATRIZ começa na cidade de Rosário do Sul, logo se estenderá a outro cenário, também bastante presente na obra deste autor, o Rio de Janeiro, e se permitirá voos mais longos, alcançando a França. É uma história sobre uma família, sobre o amor, pela primeira vez Luíz Horácio aborda o universo LGBT, vale ressaltar que com delicadeza e sem proselitismos.

Alguns mistérios envolvem BEATRIZ, quem são seus pais, por que ela saiu do país? O escritor que recebeu a incumbência de contar a história da menina órfã, (órfã??) não está imune às emoções. Obcecado por um amor anormal (sim, isso mesmo, o amor sempre exige pitadas de inusitado, de espanto) e na impossibilidade de vivê-lo, prefere a reclusão e o mundo do papel. Mas será sempre assim? Talvez não. Luíz Horácio está em permanente contato com suas origens, a estância onde vive seu pai, onde estão enterradas pessoas da família, onde, parece, jamais será enterrada Perciliana, onde vive a transcendental Manoela e alguns personagens fantásticos.
Esta é a história de BEATRIZ, sem deixar de ser também a história de Eduarda, de Manoela, de Perciliana, de Luíz Horácio, de...

Mas por que BEATRIZ deixou o Brasil? Quem é Christine? O que Eduarda viu em Christine que quase a levou a se apaí....? Conforme Paulo Happen em instigante texto da orelha do livro: “Quando alguém se mostra verdadeiro, só nos resta também ser verdadeiros. Dá vontade de escrever com facilidade. Dá vontade de aprender a sintonizar a facilidade da escrita de Luíz Horácio. Não é nada secreto. Basta gostar de fazer amigos. Basta gostar de escrever.”