quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Paulo Werneck confirmado como curador da Flip 2015 - Festa Literária Internacional de Paraty



O editor e jornalista Paulo Werneck (foto), 36 anos, vai continuar à frente da curadoria da Flip 2015 - Festa Literária Internacional de Paraty. Como curador da última edição, Werneck incluiu na programação representantes de uma nova geração  de autores brasileiros e estrangeiros e aprofundou o diálogo da literatura  com outras áreas da produção cultural, como humorismo, arquitetura,  jornalismo e antropologia. 

Em sua última edição, a Flip inovou ao escolher como homenageado um  autor contemporâneo, o cartunista, escritor e multitalentos Millôr Fernandes (1923-2012), o primeiro homenageado a ter participado como convidado dafesta literária (da primeira edição, em 2003).

A instalação de telões abertos ao  público em duas praças de Paraty e o Show de Abertura gratuito foram duas novidades introduzidas pela Flip em 2014, que reforçaram a integração com a cidade, característica fundadora da festa literária, e levaram o conteúdo da Flip para um público maior e mais diversificado.

“Com isso, a conexão de Paraty e dos paratienses com a Flip ficou ainda mais forte neste ano, retomando o espírito da primeira edição. A inovação dos telões reforçou ainda mais o vínculo entre a literatura e o espaço público, a festa e a cidade, os moradores e os visitantes. Fizemos uma Flip aberta, com a cara do Millôr”, afirma Mauro Munhoz, diretor geral da programação principal.

Para formular a programação da Flip de 2015, Werneck pretende buscar inspiração no trabalho realizado na edição deste ano. “Em 2014, a Flip se  abriu, ao mesmo tempo, para a cidade e para o público que estava fora de Paraty. Esse é um movimento sem volta. Em 2015, vamos conservar esse espírito livre e afetuoso que é a marca dos grandes momentos de todas as  Flips”, comenta.

Paulo Werneck será também o curador de uma nova iniciativa da Associação Casa Azul, entidade que realiza a Flip: uma jornada de debates sobre a  história oral e os ofícios que deram vida a Paraty antes da abertura da estrada Rio-Santos, construída em 1973.

Segundo Mauro Munhoz, “a integração entre as artes e o enraizamento no território são características fundadoras da Flip. Por isso faz sentido que Paulo Werneck, além de permanecer como curador da festa literária, assuma a mesma função na jornada de debates Histórias e Ofícios do Território”.

Prevista para acontecer no final de 2014, a jornada é uma das primeiras ações do Museu do Território de Paraty, atualmente em fase de implantação, que reunirá um amplo acervo virtual sobre o patrimônio material e imaterial da cidade. O projeto conta com o patrocínio do BNDES.

Dia das crianças: hábito da leitura vem do exemplo


Boas dicas são criar um ambiente de leitura em casa e incluir as livrarias com espaços voltados às crianças nos passeios familiares

Escritores são verdadeiros artistas. Com sua imaginação eles nos incentivam a também imaginar novos mundos, conhecer novas histórias e, a partir disso, nos dão outras lentes e ângulos para enxergarmos a realidade. Ainda assim, há aqueles que não veem vantagens na leitura. No caso das crianças e jovens, que muitas vezes leem obras solicitadas pelos professores em um contexto de “obrigação”, a atividade pode se tornar ainda menos atrativa.

Para a gerente educacional e coordenadora da equipe de assessoria pedagógica da Editora FTD, Viviane Flores, houve mudanças positivas nas práticas pedagógicas em relação aos livros e acrescenta que os bons resultados aparecem quando as instituições propõe a leitura além do acadêmico, trabalhando na formação do leitor.

Mas a formação leitora não cabe apenas à escola. Se os pais desejam que os filhos leiam, precisam eles mesmos dar o exemplo. “Não conseguimos educar apenas pelo discurso. Se não há um ambiente leitor tudo fica mais complicado. Se você não tem na sua casa um ambiente de pessoas que leem com frequência, que compram revistas ou jornais, efetivamente esse trabalho se torna muito vazio”, diz Viviane.

Para ela, o hábito de leitura dos pais influencia diretamente no comportamento dos filhos. Ela acrescenta que a hora de lazer também pode ser um bom momento para trazer a literatura à vida das crianças. “Visitar livrarias e bibliotecas é uma cultura que algumas famílias incentivam e cultuam como um valor. Isso vai fazendo com a que criança cada vez mais goste desse tipo de passeio. Em contato com as estantes coloridas de uma livraria é muito mais fácil você despertar esse interesse, folhear boas obras, ter boas escolhas...Isso tudo é um caminho”, aponta a especialista.

Mas Viviane ressalta que é um processo. Aos poucos, deve-se ir incentivando o aumento da frequência da leitura e a oferta de gêneros. “É um prazer que a criança vai descobrindo por si só”, afirma.

Nesta época, em que o Dia das Crianças se aproxima e se multiplicam os desejos de presentes, sair um pouco da rotina e realizar um passeio em uma boa livraria, atrativa e instigante, é um bom começo. Em contato com esse ambiente inspirador, é hora de oferecer um livro que tenha despertado o interesse da criança. Veja algumas opções:

Carlota bolota
Em Carlota Bolota, de Cristina Porto, a personagem narra sua vida desde o nascimento, marcada pelos episódios de bullying devido à obesidade. A discriminação começa na própria casa, pelo apelido colocado pelo irmão. A história chega ao seu apogeu quando Carlota torna-se craque de um time de futebol.
Preço: R$ 36,90
Recomendação: A partir do 3º ano

Contos dos curumins guaranis
Em Contos dos curumins guaranis, os autores Jeguaká Mirim e Tupã Mirin apresentam oito histórias que revelam um pouco do nhande reko (modo de vida) desse povo. A obra mostra como os guaranis mantiveram tradições, língua e cerimônias religiosas apesar do longo convívio com o homem branco. Uma façanha que a maioria dos povos indígenas não atingiu.
Preço: R$ 36,90
Recomendação: A partir do 4º ano

Histórias africanas
A consagrada autora Ana Maria Machado reconta em Histórias africanas quatro episódios que revelam um pouco da riqueza cultural dos povos africanos. Contar histórias, em todas as culturas, sempre foi um modo de expressar valores e incentivar virtudes. Nesta obra, as histórias de tradição oral revelam o modo de sentir e de viver de um povo.
Preço: R$35,60
Recomendação: A partir do 4º ano

O pequeno samurai
Em O pequeno samurai, André Kondo conta a história de Yuji, um menino que deixa seu país rumo ao Brasil. Ele enfrenta vários desafios e, com a ajuda do avô, descobre que é um pequeno samurai. O livro recebeu o Prêmio Nacional de Literatura Infantil João-de-Barro em 2009, com dupla menção honrosa.
Preço: R$ 38,00
Recomendação: a partir do 4º ano

Quadradomingo
Com a conhecida irreverência de seus textos, Flavio de Souza nos apresenta, em Quadradomingo, o Edifício Ibéria e seus moradores. Eles compartilham uma quadra, onde acontecem confusões, brigas, demonstrações de amizade e muito futebol. Mingo é um menino de nove anos que vive por lá e coleciona bolas e camisetas do seu time do coração. Por conta de toda essa paixão, ele está escrevendo um Dicionário terminológico futebolístico, explicando os termos esportivos à sua maneira.
Preço: R$ 39,00
Recomendação: A partir do 5º ano

Zero, pra que te quero?
Gianni Rodari brinca na obra Zero, pra que te quero? com a autoestima do número, que se considera sem valor, sem atenção dos outros algarismos. Até que o 1 pega carona com ele e, sentados lado a lado, ganham outro significado. O texto em verso aponta o valor posicional do numeral zero na matemática, ao mesmo tempo em que aborda metaforicamente a questão de que todos têm valor. O Zero foi uma das criações mais importantes da humanidade, juntamente com o fogo, a roda, o telefone e a televisão.
Preço:  35,90
Recomendação: A partir do 1º ano

O que você carrega na mochila? Obra do escritor Andrea Farioli apresenta as melhores formas de prosseguir a viagem da vida!


Todo viajante sabe que deve carregar na mochila apenas o peso necessário para a jornada. Mas, e durante a viagem da vida, o que devemos ou não carregar?
 
A questão é: ninguém sabe o que vai precisar durante a viagem da vida, mas com certeza todos nós carregamos na mochila sementes de felicidade, e de infelicidade. É preciso aprender a descartar o que pode prejudicar o viajante e selecionar o que favorece! 

Por meio da metáfora de um turista que sai para uma viagem levando sua mochila, o autor Andrea Farioli apresenta, no livro "O que você carrega na sua mochila?", lançado pela Paulinas, as melhores formas de prosseguir na viagem da vida; assim, retirando da mochila os elementos que contaminam a mente e enchendo-a com os elementos que contribuem para uma vida mais feliz. 

Com base numa visão holística do ser humano, utilizando-se de recursos da Programação Neurolinguística, o escritor mostra como eliminar ou diminuir a influência dos comportamentos negativos, tais como o sentimento de culpa, a ansiedade, a ganância e o exagerado senso crítico, e favorecer as atitudes que facilitam as relações humanas, trazem paz e contribuem para a evolução pessoal e profissional. 

O uso de histórias e as propostas de atividades que facilitam a compreensão e favorecem o processo de reflexão fazem deste livro uma ótima ferramenta para seminários de formação, treinamentos e gestão de pessoas.