Em "Amanhã é Dia
Santo" Angela Fileno conta sobre as festas brasileiras praticadas na costa
africana, no século XIX
A
historiadora e turismóloga Angela Fileno da Silva lança, no próximo dia 6
(sábado), às 13h, no Museu Afro Brasil, localizado no Parque do Ibirapuera, em
São Paulo, o primeiro livro da sua carreira de pesquisadora, já consolidada há
mais de dez anos. Amanhã é Dia Santo apresenta a
história das ligações do Brasil com algumas regiões da África, e destas com
terras brasileiras. O lançamento é fruto dos estudos da autora para dissertação
de mestrado em História Social pela Universidade de São Paulo. Para Angela, o
livro representa um marco na sua carreira de historiadora e pesquisadora.

Professora desde 2003 na Universidade
Guarulhos, Angela Fileno da Silva adotou como referência para este projeto as
interpretações de pesquisadores que atravessaram o Atlântico e foram a campo
entender como os brasileiros situados na África formaram laços capazes de
compor um senso de comunidade com a identidade social brasileira. "Durante
as pesquisas, algumas das trocas culturais entre os países ficaram em destaque,
como o azeite de dendê, panos para a confecção de vestimentas, nozes de cola
para a realização de cultos religiosos que vinham da África; e do Brasil,
especialmente da Bahia, eram levados saberes artesanais como os de pedreiros,
carpinteiros, alfaiates, assim como padrões de moradia, peças de vestuário, o
catolicismo e suas práticas festivas", comenta a historiadora.
Amanhã é Dia Santo
evidencia informações obtidas sobre o Golfo do Benin, como era conhecido nos
séculos XVIII e XIX a parte da costa ocidental da África, que neste período foi
uma das regiões mais estreitamente ligadas ao Brasil. Na época, ser brasileiro
naquela região era viver em casas construídas segundo os modelos e tecnologias
do país, valorizar hábitos ocidentais como maneiras de vestir, educação formal,
aquisição de saberes artesanais, ter nomes portugueses, frequentar a igreja
católica e participar de celebrações como a festa em homenagem a Nosso Senhor
do Bonfim, criada no Brasil a partir de contribuições lusitanas e africanas.
A festa do Bonfim, segundo os
levantamentos da autora, é o que compõe os processos que levaram à construção
da identidade brasileira na África, unindo as duas comunidades. A festa em
homenagem ao Senhor do Bonfim se configurou como "expressão de uma
comunidade empenhada em tecer laços entre pessoas de origens, crenças e
experiências de vida diversas", finaliza Angela Fileno da Silva.
Doutoranda pela USP, a autora recebeu
por mérito uma bolsa-auxílio da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado
de São Paulo), o que ajudou no lançamento das mais de 300 páginas que compõem Amanhã
é Dia Santo, publicado pela Editora
Alameda.
SOBRE A AUTORA
Angela Fileno da Silva é doutoranda
em História Social pela Universidade de São Paulo, mestre pela mesma
universidade e especialista em Turismo Cultural pelo Centro Universitário
Unibero. Possui graduação em História pela Universidade de São Paulo e
graduação em Turismo pelo Centro Universitário Unibero. É professora da
Universidade Guarulhos desde 2003, e tem experiência nas áreas de turismo e história.
Atualmente desenvolve pesquisa acadêmica sobre os seguintes temas: comunidade
brasileira na África, Festa do Senhor do Bonfim na África e História Atlântica.
SERVIÇO
Livro: Amanhã é Dia Santo (Editora Alameda)
Autora: Angela Fileno da Silva (Mestre
e Doutoranda em História Social pela USP)
Páginas: 310
Preço: R$46,00 (Livraria Cultura)
Formato: 13 x 21
Acabamento: brochura
ISBN: 9788579392559