quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Livreiro do Morro do Alemão, Paula Pimenta, Leila Rego, Bruna Vieira e Bárbara Morais autografam na Bienal do Rio



Autores do Grupo Autêntica participam da Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no estande Q08, no Pavilhão Verde.

Otávio Junior
Nesta quinta-feira (5), às 18h, o escritor Otávio Junior, livreiro do Morro do Alemão, lança a nova coleção infantil Lá do Beco, pela Autêntica Editora, que estreia com o livro O garoto da camisa vermelha.

Paula Pimenta
Na sexta (6), a escritora Paula Pimenta, autora das séries juvenis de sucesso Fazendo meu filme e Minha vida fora de série participa de duas atividades.  Às 17h estará no Acampamento na Bienal, área dedicada especialmente aos jovens leitores para bate-papo e interação com escritores, onde fala sobre “Fortes emoções para gente nova”. E, às 18h, autografa no estande do Grupo Autêntica. 

Já no sábado, dia 7, a agitação vai tomar conta do estande. Ao meio-dia, sessão de autógrafos com Bárbara Morais, que assina o primeiro volume da trilogia Anômalos, intitulado A ilha dos dissidentes. Às 14h, Leila Rego, autografa a nova edição de seu livro Amigas imperfeitas. 

Bruna Vieira
Ainda no sábado, às 16h, para encerrar a participação do Grupo Autêntica na 16ª Bienal do Livro, Bruna Vieira, autora do livro de contos Depois dos quinze, lança seu primeiro romance, De volta aos quinze, que inaugura a trilogia Meu primeiro blog.

PROGRAMAÇÃO

 

5 de setembro – quinta-feira – 18h
Sessão de autógrafos como autor Otávio Júnior
Lançamento: Coleção Lá do Beco
Estande do Grupo Autêntica

6 de setembro – sexta-feira – 17h
Bate-papo com a autora Paula Pimenta – Tema: Fortes emoções para gente nova
Programação Oficial da Bienal – Acampamento da Bienal

6 de setembro – sexta-feira – 18h
Sessão de autógrafos com a autora Paula Pimenta
Estande do Grupo Autêntica

7 de setembro – sábado – 12h
Sessão de autógrafos com a autora Bárbara Morais
Lançamento: A ilha dos dissidentes
Estande do Grupo Autêntica

7 de setembro – sábado – 14h
Sessão de autógrafos com a autora Leila Rego
Estande do Grupo Autêntica

7 de setembro – sábado – 16h
Sessão de autógrafos com a autora Bruna Vieira
Lançamento: De volta aos quinze
Estande do Grupo Autêntica



Editora FTD realiza oficinas 
culturais de interação infantil



O estande da Editora FTD na Bienal do Livro Rio 2013 oferece várias atividades para reunir a criançada e fazer a diversão, com oficinas culturais de interação infantil.

As crianças participam das “Palavras Cruzadas”, “Foto Divertida”, “TV oficina FTD”, “Contação de histórias” e “Oficina de Bandana”. O estande conta ainda com profissionais que fazem pinturas de rosto na garotada e caricaturas para o público em geral.

Além de conferir os lançamentos literários, atividades culturais e conteúdos digitais, quem aparecer no estande da FTD pode adquirir livros com desconto de 20% e ainda escolher entre uma seleção de obras a preço promocional, a partir de R$ 5,50.
  
Bate-papo com os autores

Data
Hora
Autor
Título
06/09
16h00
Leo Cunha
O sabiá e a girafa
06/09
16h00
Leo Cunha
A menina e o céu

Atividades:

Hora
04/09
Quarta
05/09
Quinta
06/09
Sexta
07/09
Sábado
08/09
Domingo
10:00
11:00
12:00
13:30

14:30
Mauricio de Sousa
Contando Histórias
15:00
Maquiagem
Maquiagem
Maquiagem
Mônica e Cebolinha
Maquiagem
16:00
Contando histórias FTD c/ oficina
Mauricio de Sousa
17:00
Maquiagem
Maquiagem
Maquiagem
Maquiagem
Maquiagem
18:00
Maquiagem
Maquiagem
Maquiagem
Maquiagem
Maquiagem
19:00
Maquiagem
Maquiagem
Maquiagem
Maquiagem
Maquiagem
20:00
Maquiagem
Maquiagem
Maquiagem
Maquiagem
Maquiagem


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Elfos e tecnologia no #acampamento na Bienal


Jovens continuam enchendo o #acampamento, novidade na 16ª Bienal do Livro, para conversar com seus autores preferidos. Na noite desta terça-feira (3), o escritor Leonel Caldela, que com apenas 34 anos já escreveu seis romances, participou do bate-papo "O código élfico em Santo Ossário do Brasil". O título da mesa é uma referência ao último lançamento de Caldela, no qual, aliás, não faltam alusões aos jogos de RPG, às fantasias medievais e às lendas urbanas.

"Não conseguiria classificar ‘O código élfico’ em um único gênero. É uma mistura de tudo, do terror às fantasias mais malucas", disse Caldela. "Sempre tento trazer para o leitor sensações de nojo e medo. Acho que assim consigo aproximar as pessoas da história", completou.

Estudantes ocupam os espaços da Bienal do Livro
O autor também disse ter escrito o livro em um pouco tempo, o que, visto as 577 páginas do título, surpreende. "Foi um mês e meio de pesquisas, e o processo de escrita em si durou três meses. No entanto, estava passando por um momento complicado na minha vida, e os editores acharam alguns trechos muito pesados. Tive um mês para reescrever o livro inteiro", declarou.

O espaço também recebeu hoje, para a mesa "Brinquedos se transformam em ferramentas de criação", o estudante de design da PUC-Rio Antonio Thiele. Jovens como Antonio estão cada vez mais se dedicando a levar as novas tecnologias, amplamente utilizadas nos games, para aplicações do dia a dia e em outros setores.

"Com o auxílio de ferramentas como o Kinect é possível desenvolver softwares que podem ser utilizados em várias áreas, como na engenharia, arquitetura e até na medicina", afirmou Thiele. Despertando o interesse do público, Antonio mostrou um software desenvolvido por ele que pôde ser testado por voluntários: ao fazer "desenhos no ar", as formas em 3D surgiam na tela do computador. "Hoje, a máquina reconhece os movimentos das pessoas. O próximo passo, que já está sendo pesquisado, é a leitura da mente: o sistema vai compreender os nossos pensamentos", disse.

Thiele também levou protótipos feitos por impressoras 3D. "Até dois anos atrás uma impressora 3D custava em torno de 70 mil. Agora já é possível comprar por quatro mil. Futuramente, as pessoas poderão imprimir peças 3D em casa", garantiu. "O trabalho de um designer é como o Demiurgo de Platão. Nós podemos criar qualquer coisa. No entanto, ainda travamos uma batalha entre a criatividade e as limitações técnicas", concluiu.

A programação de amanhã, quarta-feira (4), do #acampamento conta com a presença de Tony Bellotto, na mesa "Machu Picchu: na trilha das famílias", e Fábio Yabu, no encontro "A última princesa: fantasia de inspiração histórica".

 

Críticas de Graciliano Ramos e Lima Barreto ao futebol no Brasil são tema do Placar Literário


Graciliano Ramos e Lima Barreto: grandes nomes da literatura brasileira que travaram um duro embate com o futebol. Foi neste clima, que, reunidos no Placar Literário na noite desta segunda (2), o jornalista Dênis de Moraes, autor da biografia "O velho Graça", e o historiador Joel Rufino dos Santos, autor de "Claros Sussurros de Celestes Ventos", comentaram as desavenças de "Graça e Lima, os falsos inimigos da bola" com a maior paixão nacional. Com mediação do jornalista Vitor Iório, a mesa debateu sobre as motivações que levaram esses dois autores a criticar a presença do futebol no Brasil.

Joel Rufino, Vitor Iório e Dênis Moraes
"Lima Barreto é o meu escritor preferido, mas a relação dele com o futebol era muito ruim. Ele detestava o esporte, escrevia muito mal sobre tudo o que era relacionado a ele. Chegou a criar uma liga contra o futebol para impedir a consolidação dele no país", contou Joel Rufino. Tanto Lima Barreto como Graciliano Ramos tinham uma visão politizada do futebol, o que gerou diversas censuras a sua presença no Brasil. "Lima Barreto acreditava que o futebol deseducava as pessoas, causava discórdias entre os estados e estimulava o racismo, já que na época os negros não podiam jogar", completou.

Dênis de Moraes também atentou para a época em que os dois escritores criticaram o futebol. "O cenário do futebol que Graciliano afirmou ser improvável de se consolidar no Brasil era ainda muito primitivo. O esporte tinha chegado ao país há uns 20 anos, e as previsões que Graciliano havia feito, e que não vieram a se concretizar, se adequavam somente à realidade do sertão, que era a sua realidade na época", contou. "Tanto que Graciliano escreveu somente duas vezes sobre o futebol, depois nunca mais tocou no assunto", concluiu.

Curta o voto
Nesta segunda-feira de Bienal do Livro, os adolescentes superaram todas as expectativas do Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ao lotar o espaço #acampamento na bienal para a mesa "Curta o voto". Alavancado por dados que mostram que apenas 17% dos adolescentes de 16 e 17 anos têm titulo de eleitor, o encontro foi marcado pelo incentivo à participação em todo o processo eleitoral.
 
Marcelo Rubiolli e Lísia Palombini (Rafael Moraes / Divulgação)
No começo da conversa, Marcelo revelou sua crença de que o baixo percentual seja reflexo da falta de perspectiva popular no voto como instrumento de transformação. Entre os presentes, a opinião se dividia: alguns se mostraram descrentes graças à corrupção e ao assistencialismo, enquanto outros se mantêm esperançosos de que os recentes protestos suscitem reais transformações.

O paradoxo entre a presença da juventude nas ruas e ausência nas urnas eleitorais foi um dos principais pontos levantados, algo que, na visão do juiz, se deve principalmente à facilidade de se manifestar na coletividade. Ele defendeu que o TJRJ desenvolva projetos de incentivo à participação democrática e legítima por meio de outras ferramentas, como a fiscalização e a própria manifestação pacífica.



segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Café Literário promove encontros entre autores e leitores na Bienal do Livro



Público tem lotado o espaço para acompanhar sessões com seus escritores preferidos, vindos de todas as partes do mundo

 
Desde a abertura da Bienal do Livro Rio, na última quinta, 29 de agosto, o Café Literário vem apresentando ao público uma intensa programação cultural sobre os mais variados temas. Com a curadoria do premiado crítico e professor universitário Italo Moriconi, o espaço já recebeu nomes como poeta performático alemão Bas Böttcher, o best-seller Matthew Quick, o crítico de artes Will Gompertz e o jornalista Zuenir Ventura, entre outros.

Na quinta-feira, 29, o público conheceu um pouco mais da poesia alemã e do século XXI num bate-papo entre Bas Böttcher e Ricardo Domeneck, escritor e artista visual brasileiro que vive em Berlim. No segundo dia, 30, Olga Grajsnowa, Carmen Stephan e Carola Saavedra, escritoras que viveram em diversas partes do mundo, conversaram sobre a influência da mobilidade geográfica em seus livros. A experiência de Zuenir Ventura também foi tema da mesa baseada na obra "Sagrada família", assumidamente baseado em suas memórias. O autor deu uma verdadeira aula sobre processo criativo e foi ovacionado pelo público.

No dia seguinte, sábado, 31/8, o autor de "O lado bom da vida", que virou filme e recebeu oito indicações ao Oscar 2012, participou de um bate-papo com Flávio Carneiro e Socorro Acioli sobre novas definições de leitores, contando suas experiências ao escrever títulos que transitam entre os universos adulto e juvenil. Domingo (1/9) foi a vez do editor de artes da BBC Will Gompertz explicar como escreveu um livro sobre a arte contemporânea que fosse acessível a todos os públicos. Na conversa com Paulo Sergio Duarte e Kathrin Passing,ele abordou os desafios da língua escrita na era da imagem.

30 anos de Bienal
O Café Literário foi ainda espaço de celebração dos 30 anos da Bienal, na noite deste domingo. As lágrimas da educadora e escritora Tania Zagury ao falar da importância do evento marcaram a sessão. Visivelmente emocionada, Zagury ressaltou que os eventos literaários são o principal caminho para enfrentarmos o difícil momento por passa a educação no país e termos um Brasil letrado. A mesa, formada por ela, o poeta Ferreira Gullar, a crítica literária Beatriz Resende e o jornalista e escritor Ruy Castro, intitulada "Bienal 30 anos: Memória e celebração", ressaltou a proximidade que o maior encontro literário do país proporciona entre autor, imprensa e público. Na primeira edição, em 1983, no Copacabana Palace eram 104 expositores e um público de 40 mil pessoas; hoje, espelhados pelos três pavilhões do Riocentro, são 950 estantes, e a expectativa é que até 8 de setembro cerca de 600 mil pessoas visitem o evento.

"O tipo de intimidade que a Bienal traz entre o autor e o leitor é importante até para a sobrevivência da obra. Nós, escritores, ganhamos muito em ter um retorno físico do público e ouvir coisas como, ‘seu livro mudou a minha vida’", relatou Ruy Castro, um dos nomes mais presentes nos 30 anos do evento. Outra figura marcante nas edições, Ferreira Gullart compartilha da mesma opinião do colega. "É muito bom que a Bienal ganhe proporções crescentes a cada edição, pois tem o papel de aproximar as pessoas das obras e de nós, autores. É uma alegria passar pelos pavilhões e ver tanta gente animada com os livros", comemorou.

Literatura e situações-limite
Outra mesa do Café Literário deste domingo contou com a participação da irlandesa Emma Donoghue e da gaúcha Cíntia Moscovich. Ambas escrevem histórias de traumas, superações e obstáculos da vida. O encontro "Literatura e situações-limite" discutiu a capacidade que temos para superar dificuldades e se recuperar após circunstâncias traumáticas. 

"Escrevo histórias de superação, traumas, medos e incertezas, mas nos meus livros sempre existe a figura daquele transgressor, que quebra paradigmas, principalmente em relação ao gênero", comentou Emma sobre sua obra. Já Cíntia, fez uma confissão durante a rodada: "Não sei se tenho mais medo de rato ou da morte, mas a segunda com certeza é meu maior trauma".


Para os próximos dias
Quem não esteve na Bienal do Livro Rio ainda poderá aproveitar a programação do Café Literário. Nesta terça-feira, às 19h, Daniel Mundukuru, Garça Graúna e Lúcia Sá se reúnem para falar de literatura indígena. Já na quarta-feira, às 19h, Tony Belloto, Antônio Torres e João Paulo Cuenca conversam sobre as motivações que os levaram a lançar seus livros. A programação do espaço continua 8 de setembro, último dia do evento, e até lá recebe ainda Frei Betto, John Freeman e Mary Gabriel, entre outros.


Botafogo lança obra sobre o estádio
de General Severiano
A Bienal do Livro, tradicional evento literário, terá a participação do Botafogo de Futebol e Regatas. Em parceria com a BB Editora, o clube lança nesta terça-feira (3/9), a partir das 15h, no stand da PAE Editora, o livro General Severiano: 100 anos de um campo glorioso. O presidente Mauricio Assumpção e o ídolo Afonsinho, campeão brasileiro pelo clube em 1968 e aniversariante do dia, confirmaram presença.


A obra, que tem prefácio de Mauro Beting, detalha a linha do tempo do antigo estádio do Botafogo, hoje sede administrativa e social do clube. Através de fotos, dados e registros, a casa alvinegra, que consagrou muitos ídolos e criou histórias das mais possíveis e imagináveis, é detalhada para o torcedor.


Livro de charges ‘Brasil nas Copas’ 
no estande da PANINI
 Brasil nas Copas da coleção Gol de Bico da Panini mostra a história da seleção brasileira através de charges publicadas na imprensa

Henfil, Ziraldo, Chico Caruso, Mario Alberto, Fernandes, Angelí, Gustavo Duarte entre outros é um time que qualquer técnico de arte gostaria de ter. Todos estão no livro Brasil nas Copas, único no mercado editorial que conta a história do futebol por meio de charges publicadas na imprensa – dentre os milhares de títulos que já saíram sobre o esporte.

JAL e Gualberto Costa, autores do projeto, já estão preparando novo livro para a coleção que mostrará os grandes craques sob o mesmo tema do traço dos artistas gráficos.

A visão do cartunista é essencial na cultura do futebol. "Não existe futebol sem charge e não há charge sem que tenha futebol" fala JAL, também cartunista. A abertura do livro tem texto de Pelé que lembra de sua alegria ao ver que não eram apenas fotos que mostravam suas peripécias futebolísticas no gramado. E isso até possibilitou que Mauricio de Sousa eternizasse sua história criando o personagem Pelezinho, publicado até hoje.

O livro pode ser encontrado no estande da Panini, na Bienal do Livro do Rio de Janeiro.

Fotos: Divulgação

domingo, 1 de setembro de 2013

Milhares de pessoas visitam a Bienal do Livro Rio no fim de semana



Não foram somente os corredores do Riocentro que ficaram lotados neste fim de semana de Bienal do Livro Rio: havia também muita fila para a compra do ingresso e para o estacionamento dos veículos. Algumas editoras fecharam seus estandes devido ao excesso de visitantes, tanto ontem (sábado), quanto hoje. A reclamação maior foi no período da tarde em ambos os dias, quando a fila do estacionamento dava voltas no Riocentro, prejudicando também quem queria sair do local. Estima-se que cerca de 100 mil pessoas tenham visitado o Riocentro em cada dia.


As filas junto às bilheterias eram enormes

Fora os contratempos, a movimentação nos corredores e estandes já era esperada pelos organizadores. Havia atrações para todos os gostos, desde os infantis até os ‘somente para adultos’, passando pelos títulos dedicados aos adolescentes.

Nos espaços especiais da Bienal a programação também foi diversificada neste fim de semana. No Café Literário, ontem, para debater "A difícil arte de transformar realidade em literatura", o escritor espanhol Javier Moro, de sucessos como "O sári vermelho", e a autora gaúcha Letícia Wierzchowski, de "A casa das sete mulheres" - transformada em minissérie pela TV Globo e vendida para mais de 50 países -, foram os convidados. O Café Literário também lotou para receber os escritores Laurentino Gomes - da trilogia 1808, 1822 e 1889 - e Mary del Priore - do recém-lançado Castelo de papel - para a mesa “Fatos lendas e personagens da história brasileira”.


Café Literário: ponto de encontro de diversas atrações

No Mulher e Ponto, o moçambicano Mia Couto - vencedor do Prêmio Camões, a mais importante honraria dedicada à literatura em língua portuguesa - e o escritor e roteirista Paulo Lins realizaram um encontro com as leitoras da Bienal para um debate sobre as "Vozes femininas do outro lado do Atlântico". Mediados pela jornalista Flavia Oliveira e, curiosamente, protagonizado por dois homens, a conversa abordou questões sobre o universo da mulher africana.

Ainda na tarde de sábado, os jornalistas Flávio Carneiro e Marlos Bittencourt se encontraram no Placar Literário para falar da relação entre futebol e literatura. Mediado por Luiz Pimentel, o debate intitulado “Gol de letra: crônica e romance” juntou vários amantes do esporte e da escrita. “Em ambos prevalece o imponderável onde a interpretação é bastante importante”, defendeu Carneiro, autor do livro de crônicas Passe de letra. Para Bittencourt, autor do romance Escravos do Jogo, há uma grave escassez de obras que misturem o esporte mais amado no país com a literatura.   

Um clima descontraído com muitas gargalhadas tomou conta da última mesa de sábado no Placar Literário. Composta pelo humorista Hélio de la Peña, autor do livro Meu pequeno botafoguense, e o jornalista e autor Sérgio Rodrigues, de Drible, o debate falou de esporte, rivalidade, racismo, educação e literatura.

O acampamento da Bienal reúne diversas atrações
No #acampamento, o roteirista e editor Raphael Draccon apresentou a seus leitores o tema "Escritos e escritores de literatura fantástica no Brasil". O autor da trilogia Dragões de Éter explicou que suas referências para as historias são retiradas dos mundos dos games, desenhos, filmes, livros e religiões. No final do encontro, Raphael foi escoltado por vikings, saídos diretamente de suas historias para o estande da Editora Leya, onde ocorreu a sessão de autógrafos.

Isabelita dos Patins é atração

O estande da Litteris Editora ficou lotado no início da tarde deste domingo (1º/9), onde Isabelita dos Patins autografava o livro infantil Isabelita - a menina dos patins, escrito por Fábio Fabrício Fabretti, inspirada em fatos reais da vida da drag queen. Até mesmo quem não comprava o livro queria tirar uma foto ao lado de Isabelita, que atendia todos com o mesmo carinho. Na despedida, mandava beijos, fazia reverências e presenteava o público com um panfleto contendo sua foto e uma mensagem de otimismo. Ainda na Litteris, destaque de hoje para a obra Cartas para o Vaticano – a aceitação, de Ricardo Benaion e Sérgio Augusto Lima, e Bilingue Love, de Kátia Vieira Silva e Lindalva de Rathke.


Isabelita exibe seu livro em frente ao estande da Litteris

Já no estande do Grupo Editorial Novo Conceito, apontado pelo público como um dos mais bonitos e organizados da Bienal, a maior atração de sábado foi a norte-americana Emily Giffin, que já vendeu mais de 8,5 milhões de livros em todo o mundo. Depois de participar de uma palestra, ela recebeu os leitores para uma sessão de autógrafos de Uma Prova de Amor, sua mais recente obra.

Quem esteve no estande do Novo Conceito neste domingo foi Pedro de Camargo, autor de Eu compro, sim! Mas a culpa é dos hormônios..., no qual ele se propõe a demonstrar como nosso comportamento de consumo está diretamente ligado aos neurotransmissores responsáveis pelas sensações de prazer. O livro faz parte do selo ‘Novas Ideias’, voltado para negócios e desenvolvimento pessoa. Já a professora e jornalista Marina Carvalho atraiu a atenção das adolescentes com Simplesmente Ana, seu livro de estreia.

Também houve muita fila para conseguir autógrafos de dois veteranos de Bienais: Maurício de Sousa e Ziraldo. Centenas de crianças, adolescentes e adultos tiveram que esperar por um longo tempo para chegar perto dos ídolos, mas, segundo disseram, valeu a pena, já que saíam com autógrafos e fotos ao lado dos autores.
  
Fotos: Hélio Araújo 

O público lotou as áreas próximas à entrada do Riocentro
Ricardo Benaion, autor de 'Cartas para o Vaticano - a aceitação'
 











Estande do Grupo Editorial Novo Conceito

Marina Carvalho autografou o livro 'Simplesmente Ana'


Pedro de Camargo, autor de 'Eu compro, sim! Mas a culpa é dos hormônios...'


Ziraldo atraiu fãs de todas as idades

Mauricio de Sousa autografa mais um de seus livros

Mauricio de Sousa


Isabelita dos Patins com as autoras de Bilingue Love

A presença de Isabelita atraiu o público ao estande da Litteris