O segundo dia da 15ª Bienal do Livro Rio foi marcado pela grande presença de estudantes das redes pública e particular do Rio de Janeiro. A participação infanto-juvenil é estimulada pelo programa de visitação escolar, que tem o objetivo de aproximar os estudantes do mundo literário e tornar a leitura um hábito cotidiano. Nesta edição, todos os 170 mil estudantes inscritos terão mais um incentivo: receberão um voucher com o valor de R$ 5 para trocar por livros.
Para este sábado (3/9), a agenda da Bienal, uma iniciativa do SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros) em parceria com a Fagga /GL exhibitions, promete atrações culturais para todos os gostos e idades. A partir do meio-dia começará a funcionar um dos espaços mais concorridos do evento, o Conexão Jovem, uma das novidades da Bienal feitas para colocar os autores em contato com o público teen. A atração de abertura será a americana Alyson Nöel, escritora da série Os imortais e Radiante, primeiro livro da série Riley Bloom (Intrínseca). Publicados em 37 línguas e 50 países, seus livros ultrapassaram a marca de seis milhões de exemplares vendidos nos Estados Unidos e 300 mil no Brasil. A sessão será no auditório Dinah Silveira de Queiróz, no Pavilhão 3 (azul).A partir das 14 horas, o Café Literário traz o tema “Histórias de mulheres, fontes de narrativas” e conta com a participação da autora internacional Audrey Niffenegger, autora do best-seller A mulher do viajante do tempo (Objetiva), e Letícia Wierchkovski, escritora de A casa das sete mulheres (Record).
Sucesso editorial do momento, o Padre Fábio de Melo fará uma sessão de autógrafos, a partir das 15h, do livro Tempo de Esperas, seu primeiro pela Editora Planeta. Nessa obra, ele mostra como uma nova e rica relação de cumplicidade se estabelece entre um velho professor aposentado e um jovem universitários, a partir de uma instigante troca de correspondências. O estande da Planeta fica entre os corredores F12 e G11, no Pavilhão Azul.Às 16h30, no espaço Livro em Cena, no pavilhão verde, Guimarães Rosa ganha vida na voz do ator Antônio Grassi, que interpretará trechos de obras do autor. Já às 17h, o Mulher e Ponto recebe Steven Carter, autor de O que toda mulher inteligente deve saber (Sextante). No mesmo horário, o Café Literário discute o “Escrever em situação pós-colonial”, com o escritor indiano Amitav Ghosh e Abraham Verghese. Em seguida, às 18h30, o espaço mais tradicional da Bienal recebe mais uma mesa com o selo Brasil, que integra as homenagens ao país, discutindo “Ficção e instinto de nacionalidade”, com a autora Ana Maria Machado e Edney Silvestre.
No Maré de Livros, espaço interativo e que desperta a curiosidade e entretém os jovens leitores de todas as idades, o público pode ‘mergulhar fundo’. Pelo caminho, o visitante terá de decifrar as fitas de mensagem, encontrar os seres interativos do fundo do mar e ser capaz de digitar na única máquina de escrever com teclado de emoticons do planeta. Já na Biblioteca Mirim, espaço lúdico que tem o objetivo de despertar a curiosidade e o gosto pela leitura por meio de duas atividades simultâneas - contação de histórias e biblioteca - as atrações acontecem em diversos horários (11h, 12h, 14h, 15h, 16h, 17h e 16h).
Litteris - O livro Festim, ganhador do III Prêmio Literário Letras Brasileiras de 2010, vai ser lançado pela Litteris Editora (estande C-10 do Pavilhão Laranja) em uma sessão de autógrafos com a escritora Tatiana Alves, classificada em primeiro lugar, que venceu uma acirrada disputa com 492 outras obras. A Litteris tem ainda vários outros lançamentos marcados para este sábado, entre os quais, das 13h às 14h30, do livro Memória Canina, de Lívia Lugão; das 15h30 às 17h, Madame Morgana e Outras Histórias, de Delirose Ramos; das 17h30 às 19h, A Princesa e os Cavaleiros, de Nátany Fernandes; e das 20h30 às 22h, Não se Morre por Amor (O Quarentão e a Garota de Programa), escrito por Luiz Tavares.
Ana Maria Machado - Membro da Academia Brasileira de Letras, a premiada Ana Maria Machado autografa dois livros, às 17h, no estande da Editora FTD. Ambos os títulos resgatam o clássico, defendido por Ana Maria: O Urso, a Gansa e o Leão e Histórias Greco-Romanas. Essas lendas narram episódios onde os personagens têm uma escolha moral a fazer. Em formatos curtos, assemelham-se a contos de fadas, filmes de aventura ou até mesmo histórias românticas, geralmente contendo ensinamentos sábios sobre ética e caráter. “São apenas uma pequena amostra da riqueza e da variedade daquilo que a literatura clássica nos deixou como legado”, afirma a autora.

























