quinta-feira, 3 de abril de 2025

Craques das letras contam a história do futebol brasileiro em crônicas eternas

 

Coleção “Crônicas Eternas do Futebol” será lançada segunda-feira, dia 7, às 19h, no restaurante Sat’s, em Botafogo

 

Contar a história de uma modalidade esportiva por meio de um gênero literário que ganhou relevância na imprensa e na vida do país é o objetivo da coleção “Crônicas Eternas do Futebol”, que será lançada no início de abril. Para tanto, reunirá os grandes mestres que, com suas mentes geniais, ajudaram a criar toda uma mitologia do país do futebol, com seus craques, times e seleções lendárias.

 



A verdadeira seleção une os precursores da crônica esportiva e os que os sucederam. Entre eles estão Mário Filho, João Saldanha e Armando Nogueira, Tostão, Juca Kfouri, José Trajano, Ruy Carlos Ostermann, Mauro Beting, Mauro César Pereira, Marcelo Barreto e João Máximo. Nomes que fizeram e fazem a cabeça de gerações e gerações de novos autores e leitores.

 

A apresentação da coleção será na próxima segunda-feira, dia 7, às 19 horas, no restaurante Sat’s, na Rua Real Grandeza, 212, em Botafogo, com a mesa redonda “A crônica esportiva como gênero literário”. O encontro reunirá os jornalistas Juca Kfouri, Geraldo Mainenti, curador da coleção, Martha Esteves (presidente da ACERJ - Associação dos Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro), Sérgio Pugliese (Museu da Pelada) e Lúcio de Castro. Depois da mesa haverá uma apresentação de Luiz Felipe de Lima e banda, tocando músicas relacionadas ao futebol.

 

COMO ADQUIRIR

Crônicas Eternas de Futebol é um clube de assinatura. A cada mês, o assinante receberá em casa uma antologia de crônicas especialmente selecionadas de um autor. As capas foram realizadas pelo reconhecido artista visual e caricaturista Lula Palomanes. O primeiro livro será daquele que é considerado o patrono do gênero, Mário Filho. O irmão de Nelson Rodrigues foi tão importante para a história do nosso futebol que em sua homenagem, o Maracanã, um dos estádios mais icônicos do mundo, recebeu oficialmente o nome de Estádio Jornalista Mário Filho.


 

Para assinar, é só acessar www.cronicasdofutebol.com e ver a melhor opção de plano. Para celebrar o lançamento da coleção, haverá uma promoção especial para quem fizer a assinatura anual em abril de 2025: além de um desconto no valor de assinatura, os mil primeiros assinantes do plano anual receberão um livro brinde, “Entrevistas Eternas do Futebol”, com entrevistas históricas do futebol brasileiro, feitas entre 1969 e 1993, com Garrincha, Tostão, Afonsinho, Paulo Cézar Caju, Reinaldo, João Saldanha, Zico, Sócrates e Pelé. A publicação conta ainda com um depoimento coletivo sobre a Democracia Corintiana. Um livro imperdível para todos os apaixonados por futebol.

 

GÊNERO LITERÁRIO

A crônica esportiva tornou-se um gênero literário próprio no Brasil e não resta dúvida de que isso se deveu ao futebol. Nascida na imprensa da Belle Époque carioca, uniu-se por gosto e paixão ao esporte mais popular já inventado para destacar reis, deuses e heróis, que não nascem do nada, nem se mantêm sozinhos. Precisam ser cultuados nos templos sagrados dos estádios e da imaginação. Afinal, se podemos acreditar que o Brasil é o país do futebol, também podemos consentir que o futebol dá margem a todo um continente de sonhos e ilusões que não tem fronteiras.

 

O gênero foi capaz de transformar uma partida de futebol em um espetáculo imortal, a ponto de provocar reflexões e pensamentos sobre a nossa própria identidade. Ocupou um espaço entre o jornalismo e o ensaísmo, mobilizou páginas, seções e cadernos inteiros de jornais e revistas. Hoje é parte da memória afetiva e da história do país, difundindo-se também pelas ondas do rádio, nos programas de TV, nas redes sociais e no mundo virtual.

 

Crônicas Eternas do Futebol” é um projeto especial do coletivo internacional de editores A Ponte Invisível, que tem como objetivo a difusão da cultura e do pensamento brasileiro. O coletivo é hoje formado pelas editoras Les Mots Mobiles (França, Bélgica e Canadá), The Invisible Bridge (EUA e Inglaterra), Andantes (Espanha e América Latina) e Oca (Brasil e Portugal). O projeto conta com a parceria do Museu da Pelada.


 


A coleção poderá ser adquirida fora do Brasil em edições em português - um modo de tornar acessível o conteúdo para os brasileiros emigrados, permitindo a eles manterem contato com a língua-mãe e o futebol, uma das grandes expressões da nossa cultura. Os livros serão também traduzidos para espanhol, francês e inglês, num projeto inovador de internacionalização da crônica esportiva brasileira. Para saber mais do projeto A Ponte Invisível, visite o site brview.com.

 

SERVIÇO

Evento de lançamento: Mesa redonda “A crônica esportiva como gênero literário”

Participantes: Juca Kfouri, Geraldo Mainenti, Martha Esteves, Sérgio Pugliese e Lúcio de Castro.

Roda de samba com Luís Felipe de Lima e banda.

Data: Segunda-feira, 7 de abril

Local: Restaurante Sat’s, na Rua Real Grandeza, 212, em Botafogo.

Hora: 18h30min

Assinaturas da Coleção Crônicas Eternas do Futebol

Assinatura mensal: R$ 85,00

Promoção especial anual (mês de abril): R$ 65,00 ao mês

Onde comprar: www.cronicasdofutebol.com

quarta-feira, 2 de abril de 2025

Hoje, 2 de abril, é comemorado o Dia Internacional do Livro Infantil

 

Por Hélio Araújo


 

A data é comemorada em 2 de abril porque esse é o dia do aniversário do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, um dos principais nomes da literatura mundial, autor de obras como A pequena sereia.

 

Assim, desde 1967, o Conselho Internacional sobre Literatura para Jovens (IBBY, sigla em inglês para International Board on Books for Young People), com o objetivo de despertar o amor pela leitura, celebra os livros infantis.



Eu me sinto extremamente feliz de, ao longo de minha vida, ter contribuído com a criação do Blog de Incentivo à Leitura (http://incentivo-a-leitura.blogspot.com/) e ter lançado três livros destinados ao público infantil: “O Barulho na Floresta”, “Um Amor Diferente” e “Histórias de Papai Noel: aquelas que só o Bom Velhinho conhece”.


 

Esta data é destinada ao incentivo e conscientização da importância desde gênero literário para a formação de novos leitores. Ninguém nasce sendo um leitor. Por isso, o incentivo ao hábito da leitura tem que começar desde os primeiros anos de vida da criança, e a literatura infantil é a porta de entrada para isso.  A literatura infantil também é uma poderosa ferramenta de aprendizado, não apenas a nível de conhecimentos, mas principalmente de valores morais e éticos.

 


O livro infantil é uma obra escrita, ilustrada ou não, lida e apreciada pelas crianças. Geralmente, as histórias desses livros são inspiradas nas lendas e tradições do folclore dos povos, mas há também livros apenas ilustrados, sem texto. Esses livros podem ter, ainda, caráter didático ou apenas lúdico.

 


Você, que gosta de leitura, aproveite o dia de hoje e incentive este prazeroso hábito. Dê ou empreste livros infantis para as crianças de sua convivência. Dessa forma, com certeza você vai ajudar a semear um futuro melhor para nosso país.

 

terça-feira, 1 de abril de 2025

Bate-papo e sessão de autógrafos com o jornalista Fábio Gusmão, hoje (1/4), na Livraria Argumento

 


O jornalista Fábio Gusmão estará hoje, terça-feira (1º/4), na Livraria Argumento (@livrariaargumento), na Rua Dias Ferreira, 417, no Leblon, às 19h, para um bate-papo sobre a história do livro “Dona Vitória Joana da Paz” (@planetadelivrosbrasil).

 

Ele vai falar sobre os bastidores, curiosidades e tudo o que o público quiser saber sobre a história que inspirou o filme “Vitória” (#VitóriaFilme), estrelado por Fernanda Montenegro e Alan Rocha.


 

Além do bate-papo, Fábio Gusmão também vai autografar livros para quem estiver por lá!




segunda-feira, 31 de março de 2025

“A verdade é vagabunda”, de Lina Borbi, um thriller psicológico visceral

 

A verdade é vagabunda” é um thriller psicológico experimental e contemporâneo. Ele conta a história de Adriana, uma escritora que, mantida em cativeiro dentro da própria casa, usa a literatura para escapar do sequestro. Como? Oferecendo ao sequestrador os rascunhos que ela preserva guardados em um caderno.

 

A mistura de tempos narrativos – somada às rasuras do caderno de Adriana, transformado aqui em um personagem à parte – formam, assim, as peças de um quebra-cabeça que, à medida que é montado, revela uma trama capaz de surpreender da primeira à última página.

 


“Uma história envolvente e cheia de reviravoltas, do tipo que a gente não quer parar de ler”, resume a escritora Diolinda Hubner, que destaca também suas qualidades de “texto apurado, muitas vezes poético, que faz uso inovador de elementos de linguagem”.

 

Para Lucelena Ferreira – doutora em letras (PUC-Rio e Sourbonne/Paris) e referência no Brasil em questões de gênero – o livro “desbrava os meandros da violência simbólica e literal que permeiam nosso cotidiano. O caderno que atravessa a narrativa não é apenas um objeto, mas uma metáfora do direito à memória, à escrita e ao protagonismo de quem foi silenciado. Com maestria, Lina Borbi constrói um suspense que, mais do que entreter, instiga reflexões profundas sobre poder, controle e resiliência”.

 

A verdade é vagabunda” aborda ainda questões urgentes da sociedade contemporânea, como saúde mental, trauma e o impacto das narrativas que permitimos (ou não) contar.  “Em um cenário literário onde muitas vezes histórias femininas são diluídas em fórmulas previsíveis, Borbi oferece uma trama visceral e audaciosa, que exige atenção às entrelinhas e ressignifica os silêncios”, enaltece Luciana Rodrigues, jornalista e psicóloga especializada em neuropsicologia.

 

Assim, Lina Borbi reafirma, com um estilo único, que a literatura é um território onde as verdades desconfortáveis costumam ser as mais relevantes. E produz um livro que permanece com o leitor muito depois da última página.

 

Uma autora que só existe na ficção, e para a ficção

Este é o primeiro livro de Lina Borbi, lançado no Brasil pela Editora Urutau. A autora também debuta como diretora e roteirista do curta-metragem “Enquanto ela fala”, que estreou em março, nos Estados Unidos e na Australia, e já recebeu diversos prêmios. Mas, pralém do mundo ficcional, Lina não existe. Ela é, na verdade, um heterônimo, com o qual Angela Brandão começa a assinar suas obras de ficção.


Lina Borbi, heterônimo de Angela Brandão

 

Compositora de MPB e autora de dois livros de não-ficção – Quarentena Amorosa (Ed. Sextante) e Fio de Corte (Ed. 7 Letras), Angela Brandão diz que a criação do heterônimo Lina Borbi foi fundamental para que ela encontrasse sua voz ficcional. “Ao longo do processo de escrita, foi ficando claro que aquela era outra voz autoral, diferente da que se expressa nas minhas músicas e trabalhos anteriores, todos eles não ficcionais. Lina tem um estilo muito próprio”.

 

Em tempos de exposição excessiva de autores, A verdade é vagabunda” surge como um convite à introspecção, à dúvida e à força da palavra bruta. É uma leitura que provoca, desafia e, sobretudo, ecoa num Brasil cuja realidade ainda é, por assim dizer, recheada de verdades vagabundas. 

 

·        SOBRE O LIVRO

A Verdade é Vagabunda – Lina Borbi (Ed. Urutau)

150 páginas – Ficção Literária / Thriller psicológico

À venda no site: https://editoraurutau.com/titulo/a-verdade-e-vagabunda

 

Sinopse: Vítima de um sequestro, Adriana é mantida em cativeiro dentro da própria casa, agora convertida em destroços. Um único sequestrador a vigia, mas suas intenções não são claras, e ele se mostra cada vez mais ansioso, à espera de algo ou alguém. Impelida a agir para salvar a própria pele, Adriana oferece ao sequestrador seu maior patrimônio: um caderno. Nele, codificadas entre poemas, anotações, pedaços de cartas e rasusas, estão as informações que vão mudar os destinos dos dois.

 

Venda e lançamento no brasil:

Embora esteja já à venda no site da editora, o livro só deve ter um lançamento oficial no Brasil em julho, durante a FLIP, na casa da Editora Urutau em Paraty. 

 

·        MAIS SOBRE A AUTORA

Lina Borbi é o heretônimo de Angela Brandão dedicado exclusivamente à ficção. Compositora de MPB e atriz, Angela Brandão é formada em Comunicação pela PUC-Rio, com Doutorado pela Universidade Católica de Chile, vive atualmente nos Estados Unidos e, além de se dedicar à escrita, trabalha como atriz e tradutora. Já Lina mora apenas nos segredos de um processo criativo sem rosto, uma raridade em tempos em que tudo – em especial nessa outra ficção que conhecemos como redes sociais – parece refém das imagens que fingimos ser reais.




 MAIS SOBRE O CURTA-METRAGEM “ENQUANTO ELA FALA”

“Enquanto ela fala” é o primeiro curta-metragem escrito e dirigido pela autora. Numa linguagem poética e experimental, o filme apresenta a história de uma menina que, longe de casa e enfrentando um momento difícil, deixa-se perder em lembranças aparentemente aleatórias, mas que, pouco a pouco, a ajudarão a perceber que o tempo - quem diria - poderia se tornar o maior aliado de sua infância. 

 

O filme estreou em março, no festival no Voices of Women International Short-Film Festival, com exibições concomitantes em três países (Estados Unidos, Australia e Namíbia), recebendo dois prêmios: melhor curta-metragem de baixo orçamento e melhor diretora 50+. O filme também recebeu dois prêmios no prestigiado World Film Festival in Cannes, na França (Melhor Curta-metragem Filmado com Celular e Melhor Narração), e está entre os nominados em dois outros festivais marcados para o mês de abril (o Sydney Women’s International Film Festival, na Austrália, e o festival que é referência mundial no ramo, o International Mobile Film Festival, em San Diego), mas ainda não tem data prevista para estrear no Brasil.

https://filmfreeway.com/linaborbi

Ex-presidente da ABL Marcos Vilaça morre aos 85 anos, no Recife

 

Pernambucano foi ministro e presidente do Tribunal de Contas da União (TCU)

 

O escritor, advogado e jornalista Marcos Vilaça morreu na manhã do último sábado (29), no Recife, aos 85 anos. A causa da morte foi falência múltipla dos órgãos, conforme divulgou a Academia Brasileira de Letras (ABL). O pernambucano ocupava a cadeira 26 da instituição que ele presidiu por quatro anos.

 

Marcos Vilaça (Foto de Lucia Ourique - Divulgação - Ministério da Cultura)

Nascido em Nazaré da Mata, na zona da mata de Pernambuco, Marcos Vilaça estava internado na Clínica Florença, no Bairro das Graças, em Recife. O corpo dele será cremado na cidade, e as cinzas jogadas na Praia da Boa Viagem, também na capital pernambucana, mesmo destino dado as da esposa dele, Maria do Carmo. Esse era um desejo do casal.

 

Marcos Vilaça ingressou na ABL em 11 de abril de 1985, sucedendo Mauro Mota. Presidiu a instituição nos biênios 2006-2007 e 2010-2011. Também foi membro da Academia Pernambucana de Letras.

 

Vilaça teve a vida permeada por produção intelectual e vivência na administração pública de Pernambuco e do país. Ocupou cargos em conselhos de órgãos, no Conselho Federal de Cultura e presidiu fundações, como a Funarte e a Pró-memória.

 

Trajetória intelectual e política

Em 1988 passou a ser ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), indicado pelo então presidente da República José Sarney. Aliás, foi o mesmo Sarney quem o tinha recebido na ABL três anos antes. No TCU ficou por mais de 20 anos, tendo ocupado também a presidência do órgão de controle das contas públicas.

 

Nas décadas de 60 e 70 fez parte do governo de Pernambuco. Foi integrante da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido situacionista durante a ditadura militar. Fez parte também Partido Democrático Social (PDS), legenda criada por quadros da Arena. Foi ainda membro fundador do hoje extinto Partido da Frente Liberal (PFL).

 

Marcos Vilaça era formado em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde também cursou o mestrado.

 

Obras

Em 1958, Vilaça publicou Conceito de Verdade, que se tratava do discurso que pronunciou no Salão Nobre do Colégio Nóbrega em dezembro de 1957, na condição de orador da turma de concluintes do curso clássico. Ainda naquele ano, publicou A Escola e Limoeiro. Em 1960 lançou as crônicas de viagem Americanas.


 

Em 1961, Marcos Vilaça publicou um dos seus trabalhos literários de maior sucesso: Em torno da Sociologia do Caminhão, que recebeu o prêmio Joaquim Nabuco da Academia Pernambucana de Letras.

 

Fonte: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil

sexta-feira, 28 de março de 2025

Morre no Rio de Janeiro, aos 85 anos, a escritora e Acadêmica Heloisa Teixeira

 

Escritora ocupava a cadeira 30 da Academia Brasileira de Letras

 

A escritora e integrante da Academia Brasileira de Letras (ABL), Heloisa Teixeira, morreu nesta sexta-feira (28), no Rio de Janeiro, aos 85 anos, por complicações de pneumonia e insuficiência respiratória aguda. A escritora estava internada na Casa de Saúde São Vicente, na Gávea, zona sul do Rio. O velório será neste sábado (29), na sede da ABL, no centro do Rio de Janeiro, informou a academia. 


Heloisa Teixeira - Foto: ABL /Divulgação

Em publicação no Instagram, a academia lamentou ter que informar a morte da escritora e comentou sobre a importância de sua presença entre os integrantes da ABL. “Nossa querida Helô foi imensa – e deixa um legado incontestável de pensamento crítico, generosidade e compromisso com uma cultura mais justa, plural e inclusiva. Eleita em 2023 para a cadeira 30 da Academia Brasileira de Letras, sucedendo a escritora Nélida Piñon, Heloisa trouxe à ABL não apenas sua brilhante sagacidade intelectual, mas também um espírito de acolhimento e fraternidade que marcou profundamente todos com quem conviveu.

 

Nascida em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, Heloisa se mudou com a família para o Rio de Janeiro aos 4 anos. Filha de um médico, professor, e uma dona de casa, Heloísa teve três filhos, os cineastas Lula, André e Pedro.

 

Identidade

A escritora tomou posse em 28 de julho de 2023 com nova identidade. Onze dias antes da cerimônia, ela tinha deixado de usar o sobrenome do primeiro marido, o advogado e galerista Luiz Buarque de Hollanda. Aos 83 anos, passou a adotar o sobrenome materno Teixeira. A relevância do gesto para ela resultou em uma tatuagem nas costas com o nome completo.

Na época, o presidente da ABL, Merval Pereira, destacou que a acadêmica quando foi eleita assinava Heloisa Buarque de Hollanda, mas na diplomação já era seu nome de nascimento.

 

Feminismo

Reconhecida como uma das principais vozes do feminismo brasileiro, ressaltou, durante o discurso de posse, a disparidade de gênero dentro da própria ABL. “Ainda somos pouquíssimas nessa casa: apenas dez mulheres foram eleitas acadêmicas contra um total de 339 homens, o que reflete a desigualdade entre a eleição de homens e mulheres na ABL”. A academia foi inaugurada em 20 de julho de 1897.

 

Heloisa Teixeira - Foto: ABL /Divulgação


Formada em letras clássicas pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), com mestrado e doutorado em literatura brasileira na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pós-doutorado em sociologia da cultura na Universidade de Columbia, em Nova York, foi diretora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea da faculdade de Letras Universidade Federal do Rio de Janeiro. Lá, coordenou o Laboratório de Tecnologias Sociais, do projeto Universidade das Quebradas, e o Fórum M, espaço aberto para o debate sobre a questão da mulher na universidade.

 

Heloisa Teixeira foi eleita com 34 dos 37 votos e fez questão de afirmar o seu alinhamento com o projeto de renovação da ABL. “Esse atual projeto de abertura me fascina. E isso não é nem o começo. Tem que ter mulher, negro, índio. Porque são excelentes também. Isso é o Brasil, a democracia. Eu estou muito feliz de chegar nesse momento na academia”, indicou na posse.


Fonte: Cristina Índio do Brasil - Repórter da Agência Brasil


“É sempre a mesma lua”: Morena Cattoni lança seu segundo livro infantil, onde fala de ancestralidade

 

Em meio a separação de seus pais, uma criança descobre que é sempre a mesma lua que esteve e estará no céu, unindo sua família há várias gerações

 

Quantas histórias cabem em uma história?

Quais são as narrativas que crescem dentro de uma família?

Quais são os sonhos que vieram junto com ela?

 

Com essas perguntas em mente, a autora escreveu sobre sua família de origem e sua família nuclear. Assim, nasceu seu segundo livro para crianças: “É sempre a mesma lua”. O desejo era falar sobre ancestralidade e tudo que aconteceu antes da narradora chegar ao mundo.


O lançamento da obra vai acontecer no próximo domingo, dia 30, das 16 às 19h, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon (2º andar). Haverá contação de história e bate-papo com as autoras Morena Cattoni e Paulica Santos.



"É sempre a mesma lua" é uma história infantil sobre uma criança que descobre que a lua é a mesma que esteve no céu há várias gerações. A história aborda a ideia de que, apesar das transformações visíveis, a essência permanece inalterada. 


Morena escutava sua mãe contar a história de sua bisavó nascida na antiga cidade Antióquia, na Síria, e que, para fugir de seu país em guerra precisou roubar pérolas, engolindo as bolinhas brancas e esperando que elas saíssem de seu corpo. Só assim ela pôde fazer uma viagem de navio e imigrar com sua família no Brasil.


 

“Tem sempre uma história dentro da história”, diz o livro. E cada história guarda memórias, sentimentos, cheiros, texturas, sonhos, perguntas e muitas outras camadas. A narradora vai contando sua trajetória desde antes dela ser concebida até o momento em que seus pais contam que vão se separar.

 

Filha de pais separados, a autora nutria o desejo de conversar sobre esse tema com as crianças. Quando criança, seu pai costumava falar sobre a lua como se fosse um elo entre eles. Mesmo separados fisicamente, algo os unia: a lua que brilhava na casa do pai era a mesma lua que brilhava na casa da mãe. No livro, a lua aparece como um símbolo de proteção em vários momentos de dificuldade na família.

 

Com ilustrações que misturam texturas, Paulica Santos borda cada página criando uma narrativa imagética cheia de afeto.

 

Sobre a autora

Morena Cattoni é carioca, com ascendência árabe, e apaixonada pela lua. Graduada em Artes Cênicas e pós-graduada em Corpo e Educação. Trabalhou com teatro, audiovisual, e na gestão do restaurante Arab. Essa é a história de sua família.


Morena Cattoni

Sobre a ilustradora

Paulica Santos é uma artista visual, com quase 20 anos de experiência, tendo recebido vários prêmios por seu trabalho e com um livro "Nós de Axé", ilustrado por ela, indicado para o Clube de Leitura da ONU.


quarta-feira, 26 de março de 2025

Sonia Rosa celebra 30 anos de carreira com o lançamento de "Quando Analu chegou"

 

Lançamento será no próximo dia 30, às 16h, na Livraria Travessa de Botafogo (RJ)

 

A Zit Editora, selo do Grupo Editorial Zit, lança "Quando Analu chegou", o mais novo livro de Sonia Rosa, autora consagrada da literatura infantil e juvenil. Em comemoração aos seus 30 anos de trajetória literária, Sonia nos presenteia com uma história emocionante, repleta de ternura e pertencimento, reafirmando sua marca registrada: a literatura negro-afetiva para crianças e jovens.

 


A narrativa acompanha a chegada de Analu, uma menina esperada com amor e celebração. A cada página, a natureza e os elementos do mundo se unem para dar boas-vindas à nova vida, em um enredo que exalta a conexão entre a infância, os afetos e a ancestralidade. Através de uma escrita poética e envolvente, Sonia Rosa transforma palavras em abraço, reforçando o poder da literatura na construção das identidades infantis.

 

Com ilustrações de Felipe Domingos, artista visual e fundador do Aya Studio, especializado em arte afrocêntrica, a obra ganha um brilho especial. Seus traços expressivos e coloridos amplificam a emoção da história, compondo um livro que encanta não apenas pelo texto, mas também pelo impacto visual.


 

Autora de mais de 70 livros, Sonia Rosa é mestre em Relações Étnico-Raciais, professora e contadora de histórias. Sua produção literária se destaca pelo compromisso com a representatividade negra e pela abordagem afetuosa da infância, características que fazem de sua escrita um referencial para educadores, bibliotecários e mediadores de leitura.


Sonia Rosa

"Quando Analu chegou" é um convite à celebração da vida e da chegada de novos começos, um livro que emociona leitores de todas as idades e reafirma o talento de Sonia Rosa como uma das grandes vozes da literatura infantil brasileira.

 

"A leitura alimenta as ideias e quem conta uma história abraça alguém." – Sonia Rosa

Editora de Maricá ganha mais um prêmio

 

Afeto Editora se destaca no cenário literário nacional

 

Em fevereiro, a Afeto Editora, através de sua editora-chefe, Roberta de Souza, foi contemplada com o Prêmio Personalidades 2024 Categoria Iniciativa Literária, pela produção da coletânea “Mãe Atípica”, lançada neste mesmo ano. A coletânea, que já havia recebido o prêmio ASEBERJ de Responsabilidade Social, apresenta histórias reais de famílias atípicas e profissionais da área. Frente ao grande sucesso da coletânea, o edital para o volume 2 foi aberto no início do ano.

 

A editora-chefe Roberta de Souza

Nascida na cidade de Maricá em 2022, o selo Afeto, que faz parte do Grupo Gaia, conta com 37 títulos, sendo 28 livros de 11 escritores da região, três deles também autores laureados e premiados: Luisete Furtado, Alessandra Honorata e Roberta de Souza.

 

O selo abarca, ainda, em suas conquistas dois prêmios literários, um de cunho nacional (Prêmio Ecos da Literatura 2022) e um internacional. Este, concedido pelo Focus Fondation, deu o primeiro lugar à Afeto na categoria Melhor Editora no prêmio Destaques Literários da AILB – Academia Internacional de Literatura Brasileira. A entrega da premiação aconteceu em outubro de 2023, no Consulado Geral do Brasil em Nova York, nos Estados Unidos.

 

A Afeto Editora (https://afetoeditora.com.br/), criada pela escritora e jornalista Roberta de Souza e pelo pedagogo e escritor Nilton Oliveira, faz parte do Grupo Gaia, Empresa de Comunicação, especializada em literatura, que conta com mais dois selos editoriais: Serpentine e Muiraquitã, selo mais antigo da cidade de Niterói, herdado por Roberta, após o falecimento de sua fundadora, Labouré Lima.