terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Sucesso literário: XX Bienal Internacional do Livro Rio impacta um milhão de pessoas e editoras batem recordes de vendas do evento

 

A leitura e a educação transformam vidas e a XX Bienal Internacional do Livro Rio pode provar. O maior festival cultural do país, realizado entre os últimos dias 3 e 12, no Riocentro, Barra da Tijuca (RJ),  com a sensação de dever cumprido: a venda de livros superou as expectativas  ao longo dos 10 dias de evento, a curadoria coletiva reuniu debates repletos  de aprendizados plurais e os conteúdos abraçaram mais de um milhão de pessoas de todas as idades – dos leitores pequenos aos mais experientes. E o  melhor: tudo com muita segurança, conforto e diversão, marcando o sucesso  da retomada de eventos culturais na capital carioca. 

 


“As vendas da Bienal 2021 foram muito surpreendentes! Nos impressionou o  apetite dos visitantes. A sensação geral foi de muita segurança e conforto, com  as ruas mais largas, filas bem organizadas, e a limitação de público. A progra mação cultural foi outro sucesso, com as sessões cheias presencialmente e  com boa audiência online”, destacou Marcos da Veiga Pereira, presidente do  Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), sócio na realização do  evento.

 

Híbrida, a Bienal teve, pela primeira vez, as mesas de debates da Estação  Plural também transmitidas em tempo real pela sua plataforma digital, contabilizando 750 mil acessos. Do público presente no Riocentro, 34,5% estiveram no evento pela primeira vez e 50,8% tinham entre 18 e 25 anos. Das 250 mil pessoas que passaram pelos três pavilhões, na Barra da Tijuca, 99% compraram pelo menos um livro. A média foi de oito livros por visitante. A variedade de títulos e os bons preços encontrados foram alguns dos destaques eleitos pelo público, em pesquisa realizada pela organização da Bienal do Livro.

 


Para Tatiana Zaccaro, diretora da GL events, responsável pela realização do evento, a aposta de fazer o festival foi acertada. “Ser o primeiro evento de grande porte era uma responsabilidade enorme e estamos muito felizes com o resultado. Conseguimos comprovar que é possível fazer um grande evento  com segurança e qualidade. Víamos a felicidade em cada olhar e no contato  carinhoso com os livros e com os autores. A Bienal é um momento de experiência leitora sem igual e o público estava ávido por isso”, celebrou Tatiana.

 

Entre as mesas mais badaladas da edição, que trouxe a provocação sobre que histórias queremos contar a partir de agora, estão: “Lulu Traço & Verso: 40  anos de carreira”, em que o cantor lançou o songbook com suas músicas ilus tradas por Daniel Kondo, para comemorar as quatro décadas de carreira, e  criou um karaokê que animou a noite do sábado (4); “Os Novos Rumos da  Literatura LGBTQIAP+, com autores da cena jovem debatendo a literatura  queer, esgotando todas as pulseiras de autógrafos; e “Ficção e Realidade no  crime’, com debate super atual em torno das narrativas de true crime com Raphael Montes, Ivan Mizanzuki, com a mediação de Mabê Bonafé e Carol Moreira, as apresentadoras do podcast “Modus Operandi”. 

 


Esta edição recebeu mais de 180 convidados. Nomes nacionais e internacionais prestigiados, como Lázaro Ramos, Conceição Evaristo, Fabio Porchat,  Thalita Rebouças, Ailton Krenak, Julia Quinn, Matt Ruff, Casey McQuinston,  Míriam Leitão, Itamar Vieira Junior, Junji Ito, Mariana Enriquez, Gabriela Prioli,  Muniz Sodré, Priscilla Alcantara, Bráulio Bessa e muitos outros estiveram presentes nas mesas de debate da Estação Plural. O Espaço Metamorfoses, patrocinado pela Petrobras Cultural, atraiu milhares de crianças, adolescentes e adultos que se encantaram pelo ambiente imersivo, interativo, lúdico e hitech, em uma reflexão sobre as mudanças do mundo.

 

Vacinação na Bienal

 

A Bienal contou com um posto de vacinação em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e vacinou mais de 300 pessoas que ainda não tinham tomado a segunda dose, para que pudessem visitar o festival. Por dia, uma média de 50 pessoas voltou para casa por não terem apresentado o comprovante de vacinação – exigência do evento. 

 

Expositores: aumento nas vendas varia entre 20% e 120% em relação a  2019

 

Mais de 85 editoras participaram do evento em 2021 e se surpreenderam com o resultado. A Editora Vozes teve aumento de 30% de vendas em relação a 2019. Já o estande do Grupo Editorial Record, chegou ao último fim de semana  com um aumento de 90% nas vendas registradas. É a melhor bienal da história do grupo em termos de faturamento, superando a edição de 2015, que contou  com a presença de autoras de best-sellers internacionais.

 


Os três mais vendidos no estande comprovam o caráter jovem do evento: É assim que acaba (ed. Galera Record), de Colleen Hoover; kit Um de nós, (ed.  Galera Record), de Karen M, McManus; e o box com três livros de Colleen  Hoover: Novembro, 9; É assim que acaba; e Tarde demais (ed. Galera Record). O mais vendido de ficção adulta é A biblioteca da meia-noite (ed. Ber trand Brasil), de Matt Haig. O mais vendido de não-ficção é Will (ed. Best-Sel ler), de Will Smith e Mark Manson, e o mais vendido de autor nacional é O  amor não é óbvio (ed. Galera Record), de Elayne Baeta. O infantil mais vendido é Amor de cabelo (ed. Galerinha Record), de Matthew A. Cherry.

 

Na Globo Livros houve um crescimento de 20% no primeiro fim de semana do  evento comparado a Bienal anterior. Na Sextante, até sexta-feira, dia 10,  o aumento tinha sido de 30% em relação ao evento de 2019; e na Intrínseca,  de 15%.

 

Visitação escolar forma novos leitores

 

Para estimular o hábito da leitura, a 20ª Edição da Bienal recebeu quase 70 mil estudantes das redes públicas municipal e estadual. Todos os alunos da Rede Municipal que visitaram a Bienal receberam um cartão de R$ 20 para  compra de livros. Os 47.591 servidores da Rede também foram presenteados com um cartão para compras de livros no valor de R$ 200, adquiridos no  evento ou na loja online.

 


Também foram disponibilizados, às 1.561 unidades administrativas (escolas, creches e núcleos de extensão), cartões para compra de livros para seus respectivos acervos, com valores que variam de R$ 1.000 a R$ 1.600. Ao todo, são mais de R$ 12 milhões destinados nessa ação da Secretaria Municipal de Educação.

 

Já a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc-RJ) levou cerca de 20 mil  estudantes da rede estadual e 5 mil docentes de 631 unidades escolares para  participar do festival. A parceria tem o objetivo de ampliar as iniciativas de apoio e estímulo à leitura. As escolas receberam um kit com o Cartão Bienal, usado para a aquisição de livros. Os docentes foram contemplados com R$ 160,00, e os estudantes ganharam um voucher no valor de R$ 80,00 à disposição para adquirir livros, revistas e quadrinhos (HQs).

 

“A conexão com os educadores foi maravilhosa, de muita troca e aprendizado. Os ajudamos com a curadoria de quais títulos poderiam levar de acordo com o perfil de cada unidade”, contou, emocionada, Marta Ribas, membro da Comissão Bienal do Livro Rio do SNEL e curadora do espaço infantil.

 






Fotos: Divulgação

Ator Werner Schünemann lança seu primeiro livro: o romance ‘Alice deve estar viva’

 

A obra, com ambientação no pampa gaúcho, trata da alma humana e suas contradições.

 

Conhecido por seu trabalho nas telas, o ator Werner Schünemann lança seu primeiro romance, Alice deve estar viva, em parceria com a Editora Almedina. Diferente dos palcos e telas onde interpreta as personagens, no romance, ele as cria.As sessões de autógrafos acontecerão hoje (14), amanhã e quinta-feira, em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, respectivamente.

 

 

Luciano, personagem do livro, está na meia-idade, separado de Alice, distante da filha Laura e divide o apartamento e a solidão em São Paulo com Togo, seu cachorro de estimação. Um recado enviado por sua ex-mulher instaura uma imediata situação crítica que faz com que Luciano saia da sua zona de conforto, e volte para o seu espaço original, o pampa gaúcho, especificamente em uma estância no interior de Bagé, onde a narrativa tem início.

 

Com linguagem dinâmica, Alice deve estar viva é um drama que trata da alma humana e das suas contradições, o que, ao fim das contas, é o que justifica uma boa narrativa.

 

“A vida toda eu escrevi. Mas sempre deixei o momento ‘publicação’ para mais adiante. Durante a pandemia resolvi cuidar disso e mergulhei nas notas que fiz ao longo de anos para um romance chamado Alice. Personagens e tramas já existiam, eu precisava de organização e de concisão. Foram alguns meses dedicados a isso e o resultado me agradou muito. Espero que os leitores também gostem”, comenta o autor.

 

Werner Schünemann estreia como escritor

Werner Schünemann estreou no teatro ainda adolescente e tem sido ator ininterruptamente por quatro décadas, com intensa participação em dezenas de filmes, peças, telenovelas e séries de sucesso que ganharam o mundo. Escreveu peças, dirigiu filmes desde então e, formado em História, foi também professor desta disciplina. Recentemente, estreou em uma das principais plataformas de streams do mundo, o longa-metragem MOSCOW, onde interpreta um mafioso. No elenco nomes de peso como Thaila Ayala e Ludmilla.

 

Noites de autógrafos 

São Paulo: 14/12, às 18h até 21h

Livraria Martins Fontes da Av. Paulista


Rio de Janeiro: 15/12, às 18h até 21h

Livraria Argumento do Leblon

 

Porto Alegre: 16/12, às 18h até 21h

Livraria Leitura do Barra Sul Shopping

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Hoje é dia de sarau poético com Tanussi Cardoso e Marcelo Girard, pelo Instagram

Os poetas Tanussi Cardoso @tanussicardoso e Marcelo Girard @marcelogirardcom se encontram hoje, 13 de dezembro, às 19h, para um sarau onde vão mostrar muita poesia.


A transmissão deste encontro de arte e cultura será através do Instagram dos poetas.

 

Lançamento de “Mordaça: Histórias de Música e Censura em tempos autoritários” acontece nesta terça-feira (14), no Leblon (RJ)

 

Livro conta a história de artistas da música que sofreram censura na ditadura. Sessão de autógrafos será a partir das 19h, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon 


O livro, de autoria dos jornalistas João Pimentel e Zé McGill, com o selo da Sonora Editora, reúne alguns dos casos mais emblemáticos sobre o incessante embate entre música e censura, arte e autoritarismo, no Brasil. Escrito a partir de depoimentos exclusivos de alguns dos nomes mais importantes da música brasileira, colhidos pelos autores entre 2018 e 2021, Mordaça é um registro amplo e contundente.




Recheado de personagens marcantes e casos surpreendentes, dramáticos, trágicos ou até engraçados, mas sempre narrados com uma linguagem leve, o livro demonstra como artistas foram perseguidos e silenciados e como fizeram para burlar os absurdos impostos pela censura. Nas páginas de Mordaça, histórias de personagens de gerações e gêneros musicais tão distintos quanto Chico Buarque (que explica, por exemplo, como o samba Apesar de Você, aprovado por engano, foi o estopim de seus problemas com a Censura nos Anos de Chumbo) e Philippe Seabra (da banda Plebe Rude, que, já no período de abertura política, teve a audácia de escrever uma música intitulada Censura).

 

A obra também conta com Paulo César Pinheiro (que misturava suas letras às de outros autores da gravadora para conseguir as liberações); Leo Jaime (que fala sobre sua hilária relação com a censora Solange Hernandes, a Dona Solange); Beth Carvalho (em uma de suas últimas entrevistas) e Jorge Mautner (que conta que, quando esteve preso, os militares tentaram lhe dar lsd como parte de um experimento ); Geraldo Azevedo (que dá a sua visão sobre o que aconteceu com outro Geraldo, o Vandré, além de relatar as diversas torturas que sofreu enquanto esteve preso pelos militares) e o ex-funcionário da RCA, Genilson Barbosa (que diz como fazia para subornar censores); Gilberto Gil (que compara os censores a guardas de fronteira) e BNegão (que, fazendo uma ponte com o presente, denuncia um caso de censura ao seu show no Mato Grosso do Sul, em 2019).

 

Os autores Zé McGill e João Pimentel - Foto de Luis Dantas (Divulgação)


Muitas vozes saem das páginas deste valioso registro histórico-musical. Vozes que servem como alerta para todas as gerações e que devem ser escutadas em tempos de censura velada ou no caso de a censura oficial voltar a assombrar o Brasil.

 

Mordaça também conta com diversos depoimentos exclusivos:

Chico Buarque: “Acho que toda aquela marcação com o meu nome começou mesmo quando aprovaram a letra de “Apesar de Você”;

 

Caetano Veloso: “As pessoas mais inteligentes não entram na atividade da censura porque é uma atividade bastante ridícula”

 

Geraldo Azevedo: “Ele não resistiu e morreu por lá mesmo, do nosso lado. Estávamos encapuzados, não víamos nada, mas ouvimos a conversa dos torturadores”

 

Joyce Moreno: “Lembro que, no dia do golpe, os vizinhos acenderam velas em apoio aos militares. Engraçado como o Brasil não muda mesmo”



 

O embate entre música e censura, arte e autoritarismo, no Brasil, conta com personagens marcantes, como Chico Buarque, Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Ivan Lins, Paulinho Da Viola, Beth Carvalho, Caetano Veloso, João Bosco, Nelson Motta, Carlos Lyra, Marcos Valle, Jards Macalé, Edu Lobo, Ricardo Vilas, Geraldo Azevedo, Joyce Moreno, Solano Ribeiro, Paulo César Pinheiro, Eduardo Gudin, Martinho Da Vila, Leo Jaime, Bnegão, Alceu Valença, Clemente Nascimento, Rildo Hora, Genilson Barbosa, Jorge Mautner, Odair José, Evandro Mesquita, Philippe Seabra, João Carlos Muller.

 

Para ampliar o envolvimento com as histórias, o leitor poderá desfrutá-las ao som da playlist, preparada com todas as músicas citadas no livro.