quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Primavera Literária do Rio volta hoje (18) aos jardins do Museu da República


Tradicional casa do evento, que chega à sua 18ª edição este ano, vai receber cerca de 100 atrações culturais diversificadas gratuitas de 18 a 21 de outubro

Debates, palestras, oficinas, lançamentos, exposição e venda de livros, filmes, saraus, performances, atrações voltadas ao público infantil e até blocos carnavalescos vão agitar a 18ª Primavera Literária do Rio de Janeiro, de  hoje (18) a domingo (21), que contará com cerca de 100 atividades, todas com entrada franca. Encontro anual de fomento à cultura e à literatura, o evento, promovido pela Liga Brasileira de Editoras (Libre), celebra sua maioridade com cerca de 100 editoras participantes e está de volta aos jardins do Museu da República, no Catete, Zona Sul da cidade.


São esperados 25 mil visitantes para os quatro dias. Ao longo de uma história de resistência das editoras independentes, a Primavera Literária se consolida como um espaço de convivência que propicia a aproximação do editor com o público leitor, encurtando as distâncias entre quem faz e quem consome literatura. A visão que norteia a Primavera é o estímulo à bibliodiversidade, termo que se refere à necessidade de diversidade na produção editorial e nos acervos disponibilizados aos leitores em bibliotecas e livrarias.

“A beleza da Primavera que a Libre organiza é uma das formas de materializar nosso compromisso em relação à bibliodiversidade. É um momento em que essa ideia ganha concretude e emerge na prática: projetos editoriais independentes, colaboração entre editoras, estandes de tamanhos padronizados, de modo a que o projeto maior não sufoque, pelo poder econômico, o menor. Isso se reflete também na programação ao trazermos autores consagrados dividindo mesas com jovens estreantes”, diz Raquel Menezes, presidente da Libre. 

A Primavera Literária terá seis espaços de convivência. A tenda central ganhou o nome “Faça amor, não faça guerra”, um dos slogans dos protestos de maio de 1968, que completa 50 anos em 2018. No local, serão realizados os principais painéis da programação, com autores, ilustradores e outros artistas, além de editores, empreendedores e pesquisadores.  Entre os destaques desta edição, Conceição Evaristo, Italo Moriconi, Miguel Conde, Eduardo Jardim, Luiz Antonio Simas, Ricardo Lísias, e os estrangeiros Teresa Cárdenas (cubana), Michel Collot (francês) e o ilustrador Gusti Rosemffet (argentino). E, entre os temas em discussão, “Mulheres no poder”, “Mulheres negras na literatura”, “Mulheres do funk”, “1968: 50 anos depois”, “Ativismo Jovem”, “Tabu na literatura” e “Publique sexo”.   


O espaço educativo é destinado à transmissão de conhecimento, com palestras e oficinas com assuntos de interesse a escritores, editoras e visitantes que desejam aprender técnicas de literatura, narração de histórias e mediação de leitura. Outra área será ocupada pelos cineclubes Cine&Manas, MultiRio e Subúrbio em Transe com filmes e debates.  Haverá espaços para lançamentos de livros e para programação infantil, incluindo contações de histórias, música, boxe, dança e ilustração, além de bate-papos para a família abordando temas como comunicação não violenta e representação negra na literatura infantil. No coreto, no sábado, às 18h, haverá apresentação dos músicos do bloco de carnaval “Cartola é do Catete”, em comemoração aos 110 anos de nascimento do compositor, que nasceu ao lado do Palácio do Catete.

Este ano, o Dia do Editor, focado em assuntos do mercado livreiro, que acontecia antes da abertura da Primavera, será realizado paralelamente à programação do primeiro dia e será aberto a todos os interessados. “Revolução 4.0 e economia em rede”, “Internacionalização e seus processos” e “O livro e o licenciamento” são alguns dos temas dos debates. 

Outra novidade é o Primavera Convida, mesas programadas por instituições e projetos convidados: MultiRio, Puxadinho, Revista Philos, Agência Onze - UVA, Revista Quatro cinco um, Quindim e Mulheres que Escrevem.  

A 18ª Primavera Literária será realizada das 10h às 20h e conta com patrocínios da Bibliomundi, plataforma de autopublicação e distribuição de e-books, da gráfica Forma Certa e da Metabooks, plataforma de gerenciamento de metadados integrada ao sistema de editores e livreiros. Comidinhas para todos os gostos serão vendidas em food trucks. O Museu da República abrigou o evento ao longo de dez edições até 2016 e fica na Rua do Catete, 153.


Serviço:
18ª Primavera Literária
18 a 21 de outubro de 2018
Local: Museu da República (Rua do Catete, 153 - Catete | Rio de Janeiro - RJ)
Horários: das 10h às 20h - Entrada gratuita

Fotos: Divulgação






  

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

“QUER VIAJAR?” Livro de Claudia Liechavicius tem dicas especiais de viagens pelo mundo

 

Viajar não é simplesmente ir de um lugar para outro. Que o diga Claudia Liechavicius, viajante que acaba de completar a marca de cem países visitados e que, para comemorar essa marca, lança o livro QUER VIAJAR? O que você precisa saber para se tornar um viajante, para contar sua trajetória e dar dicas muito especiais que combinam com vários tipos de viagem. A obra, com o selo da Editora Memória Visual, será lançada na próxima quarta-feira (17), na livraria Travessa do Leblon (Av. Afrânio de Melo Franco, 290, loja 205-A, Leblon, RJ), com sessão de autógrafos da autora a partir das 19h.

“Viajar é experimentar o novo, o inusitado, o outro lado da vida. É sair da rotina. É viver em outros horários, vislumbrar novos coloridos, novos horizontes, amanheceres desconhecidos e idiomas indecifráveis”, relata a autora logo nas primeiras páginas do livro. A obra tem também prefácio de Carlos Alberto Parreira e orelha por Camila Coelho, ambos conhecedores das dicas de Claudia há vários anos. 

Claudia é gaúcha, moradora do Rio de Janeiro, fonoaudióloga por formação e começou a viajar aos 11 anos de idade e não parou mais.  Acompanhar o marido Marcus Vinicius Freire em muitas viagens de trabalho levou Claudia a buscar ampliar horizontes e a querer compartilhar muitas de suas experiências inesquecíveis. “Descobri o prazer de explorar novos lugares sozinha. Resolvi tomar as rédeas e contar com a minha própria companhia enquanto ele trabalhava. Viajar nos faz sentir a vida pulsando, faz a gente olhar nossa vida de fora para dentro, sob nova perspectiva. Quem nunca voltou de uma viagem com várias resoluções de vida, prontas para serem colocadas em prática? “, provoca a autora. 

“Colecionei histórias, segredos e experiências depois de conhecer mais de 90 países. E eles me fizeram sair do status de viajante para uma espécie de “coach de viagens”. No começo, dos amigos. Depois, de muito mais gente. Em 2008 decidi criar um blog, o Viajar pelo Mundo!, durante uma viagem para a China e o Japão com meus filhos. A Ásia foi uma novidade tão grande para os meninos que resolvi relatar a experiência. Não parei mais”, explica Claudia.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Antropóloga Shirley Torquato lança amanhã (9) livro sobre a influência da TV na sociedade


Acontece nesta terça-feira (9/10) o lançamento do livro A Família Brasileira na TV – uma perspectiva antropológica, que tem o selo da Editora Itapuca e foi escrito pela Cientista Social e Doutora em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Shirley Torquato. A sessão de autógrafos será das 18h30 às 21h, na Sala Carlos Couto, anexo ao Teatro Municipal de Niterói, na Praça Quinze de Novembro, 35, em frente ao Plaza Shopping, Centro, em Niterói.


A ideia que perpassa todo este trabalho de Shirley Torquato é a de que a insistência da temática familiar, nos mais variados gêneros de teledramaturgia brasileira, pode vir a desvelar uma forma de organização social fundada na estrutura familiar, além de expressar, simbolicamente, a dimensão totalizadora que a família ocupa na sociedade brasileira.

Shirley Torquato
Para comprovar tal demonstração, a autora tomou os seriados televisivos A Grande família e Cidade dos Homens como exemplo. “Percebi que a esfera do reconhecimento e verossimilhança nas produções televisuais tende a ser construída tendo como centralidade a instituição familiar e seus valores. Em contrapartida, quando a família torna-se “ausente”, a esfera do reconhecimento cede lugar à representação negativa do individualismo e da alteridade, como é o caso de Cidade dos Homens”.


sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Lançamento de "Flores & Sonhos", de Bárbara Brito, é sucesso no Rio de Janeiro


A emoção, a alegria e a poesia foram as marcas do lançamento do livro Flores & Sonhos, escrito pela poetisa Bárbara Brito, em concorrida sessão de autógrafos na Livraria Arlequim, na noite do último dia 21. A autora recebeu amigos e familiares para celebrar a sua estreia na carreira literária, cuja obra tem o selo da Dowslley Editora. O livro é vendido a R$ 30,00 e todo o valor arrecadado com sua comercialização será doado para um hospital que cuida de pacientes com câncer.



Sobre a autora:
Bárbara Brito dos Santos, carioca, nascida em Botafogo, é bacharel em Direito pela Universidade Metodista Bennett e pós-graduada em Direito Civil pela Universidade Veiga de Almeida. Participa do Sarau “Um Brinde a Poesia”, no Museu de Arte Contemporânea (MAC), de Niterói, e participou da Antologia Poética “Um Ser Poeta”, da Editora Dowslley. Participou também da Oficina de Formação de Contadores de Histórias - Ler e Contar, Contar e Ler, do escritor e contador de História Francisco Gregório Filho. Bárbara Brito também integrou a Oficina de Linguagens Gráficas da Professora e artista plástica Gilda Goulart, no Centro de Artes Caloustre Gulbenkian. Participa do Curso de Improviso Teatral, com o ator e professor Claudio Amado, no Studio de Cultura e Arte Florescer.

A poetisa Bárbara Brito
A autora possui um Projeto Social de Apresentação de Peça Teatral com Poesia,Teatro, Música, Palhaçaria e Contação de História, para hospitais, orfanatos, escolas públicas e casas geriátricas chamado “As Aventuras da Palhacinha Binha e seus amiguinhos”. Bárbara também participou da Oficina de Palhaçaria para Hospital, do Grupo de Palhaçaria Risotônico, e fez parte da turma do Curso de Fotografia na Associação Brasileira de Arte Fotográfica (ABAF), instituição pela qual participa de inúmeras exposições fotográficas.

Confira o sucesso do evento nas fotos abaixo, de Carla Soares.

















quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Obra mostra importância da espiritualidade nos tratamentos oncológicos


O papel da fé no tratamento de pacientes com câncer é o mote do livro Espiritualidade e Oncologia – Conceitos e Prática, recém-lançado pela Editora Atheneu. A obra tem edição do oncologista clínico Felipe Moraes Toledo Pereira, médico assistente na Unidade de Terapia Intensiva da Escola Paulista de Medicina, e dos editores associados, Diego de Araújo Toloi, médico assistente de cancerologia clínica no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo , Paulo Antônio da Silva Andrade, Psicólogo do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, e Tiago Pugliese Branco, Médico Geriatra pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.



Segundo os autores, a fé do paciente e a de todos a sua volta pode ser forte aliada durante a luta contra o câncer. Em suas 200 páginas, o livro propõe a abordagem da doença e das condições terminais em que o paciente se encontra, por meio da espiritualidade, da tríade humana (corpo, aparelho psíquico e espírito) e de uma visão mais profunda da dor.
       
Propõe reflexões sobre a natureza intrínseca da vida, a noção que o ser humano tem de questões de vivência e de existência e, no caso dos pacientes com câncer, a consciência do envelhecimento e da morte. A espiritualidade faz, assim, o papel - não de tratamento tangível, como os medicamentos - mas de um sistema de crenças subjetivas que depende da fé de cada paciente.

A intenção é mostrar aos profissionais da área como usar essa espiritualidade como um mecanismo de esperança dos pacientes oncológicos, produzindo efeitos sobre esses indivíduos e sobre o meio social em que eles vivem. A despeito de o tema principal estar diretamente ligado ao tratamento do câncer, a obra é dedicada não só aos oncologistas, mas também aos enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, clérigos e todos os demais que tiverem envolvimento com o paciente oncológico.

SOBRE A ATHENEU
A Editora Atheneu foi criada a 3 de outubro de 1928, pelo jovem espanhol José Bernardes. Nascido em Barcelona, ele fixou moradia no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro, em uma época em que o País não tinha uma só indústria gráfica de porte. Os livros vinham do exterior por via marítima e, desde o princípio, o foco foi a literatura médica.

Líder nacional em literatura para as áreas de Medicina e Saúde, a Atheneu é reconhecida pela excelência de seus livros e autores no próprio mercado editorial. Suas obras são referências nas universidades, nas sociedades de especialidades médicas e demais instituições da Saúde.

 "Investir na educação acadêmica de excelência para médicos e demais profissionais da saúde significa trabalhar em prol do cidadão, do social", comenta o diretor-presidente, Paulo Rzezinski. "Somos presença constante entre os vitoriosos do Prêmio Jabuti, sendo que houve ocasião, como em 2015, em que ganhamos o primeiro, o segundo e terceiro lugares na categoria Ciências da Saúde, feito inédito em uma só modalidade nos mais de 50 anos de história da tradicional premiação. Este ano fomos homenageados pela Câmara Brasileira do Livro na Bienal".       

Editora Contexto lança "Os Alemães", do historiador e pesquisador Vinícius Liebel


Economia, política, mitologia e cultura alemã são alguns dos temas abordados no livro de Vinícius Liebel, historiador e pesquisador da Europa contemporânea

Os alemães são donos de uma história única, permeada de personagens fascinantes, da altura de Goethe, Beethovem e Einstein, e de passagens históricas sombrias e violentas, como genocídios, um governo totalitário nazista e um muro dividindo o coração do país entre comunistas e capitalistas. No livro Os Alemães, de Vinícius Liebel, lançado agora pela Editora Contexto, o leitor poderá conhecer um pouco mais sobre este povo que segue deixando sua marca no mundo; na economia, nas artes e na ciência. Pode-se dizer mesmo que uma ação cada vez mais refletida e responsável em vários aspectos pode ser também apontada como uma característica, especialmente após a reunificação.  

Isso não os exime de culpas ou de responsabilidades por suas ações – atuais ou históricas – mas denota a tendência a uma consciência de seu lugar no mundo. Entender como e por qual razão isso aconteceu é o principal foco deste livro. O leitor poderá acompanhar nas 320 páginas da obra, que a história do povo alemão leva ao desenvolvimento de uma consciência muito particular, à defesa da democracia e dos direitos humanos e a um senso de responsabilidade que o diferencia frente a seus vizinhos. Liebel relata como sua história peculiar de unificação tardia, nova divisão no pós-guerra e reunificação em 1990 ajudou a definir sua identidade como pertencentes a uma nação.

 O autor também destaca a influência da mitologia germânica ainda na Idade Contemporânea. No capítulo “Thor Antes dos Vingadores”, ele relata que em meados do século XIX, tentando mostrar que os deuses dos germânicos continuavam a andar entre nós e abençoavam os povos alemães com genialidade, coragem e dignidade, o rei Ludwig I da Bavária ordenou a construção de um panteão dos heróis alemães, que seria visto como uma prova da identidade coletiva comum aos reinos alemães do período. No local onde foi construído, se encontram bustos de mais de 150 novas personalidades alemãs como Einstein, Mozart e Bismarck. Este livro imperdível apresenta todas estas Alemanhas em detalhes e revela um país – e um povo – único, muito mais complexo e diverso do que nosso imaginário pode vislumbrar. A obra faz parte da coleção “Povos e Civilizações”, da Editora Contexto.

Sobre o autor:
Vinícius Liebel é historiador e pesquisador da Europa contemporânea (séculos XIX e XX). Ele tem se dedicado especialmente à História política e cultural da Alemanha. Em livros e artigos publicados no Brasil e no exterior, seu foco tem sido a primeira metade do século XX, a ascensão do nazismo, do antissemitismo, do totalitarismo e os dois conflitos mundiais. Formou-se em História pela Universidade Federal do Paraná e possui doutorado em Ciência Política pela Universidade Livre de Berlim.

Dia Nacional dos Surdos: livro ajuda a compreender os diversos tipos de sons


Hoje, dia 26 de setembro, é comemorado o Dia Nacional dos Surdos e um livro em especial trata do assunto: em Alto, baixo, num sussurro, é possível compreender a importância do som e também do silêncio em suas diversas formas.

“No começo, tudo era silêncio. Mas depois tudo ficou barulhento. O Universo se encheu de sons”. É esta proposta de imergir no mundo dos sons e ritmos que o livro Alto, baixo, num sussurro, escrito pelos ucranianos Romana Romanyshyn e Andriy Lesiv, com tradução de Flora Manzione, traz aos leitores. Nele é possível compreender diversos tipos de sons, especialmente os produzidos pela música e pela natureza.

O mundo sonoro é o assunto principal dessa publicação da Editora do Brasil, que contém explicações dos conceitos relacionados às ondas sonoras e à audição, além de ricas informações, proporcionando uma leitura direta e lúdica sobre o tema.

Apesar de invisível, o som chama muito a atenção. Depois que paramos para ouvir, aprendemos a perceber todas as suas variações dos sons: dos ruidosos e altos aos brandos e baixos, familiares ou estranhos, além dos inúmeros produzidos pelos instrumentos musicais, que vão das cordas ao sopro. Ao apresentar todos estes pormenores musicais, a obra desperta o leitor para a educação musical, auxiliando músicos a explicar o universo dos sons às crianças e jovens.

Música, intensidade do som, silêncio, barulho - tanto produzidos pelos seres humanos, quanto pela natureza - são mencionados como formas de nos fazer refletir sobre o quão fantástico é o universo do som e do silêncio. Ouvidos e olhos atentos para deixar fluir essa leitura!

Sobre os autores
Romana Romanyshyn e Andriy Lesiv nasceram em Lviv, Ucrânia, em 1984. Depois de se formarem na Lviv National Academy of Arts, criaram o Studio Agrafka, onde colaboraram em livros e vários outros projetos. Eles receberam muitos elogios por seu trabalho, incluindo duas menções especiais nos Prêmios Bologna Ragazzi.

sábado, 22 de setembro de 2018

Editora Lacre lança “Bomba atômica! Pra quê? - Brasil e Energia Nuclear”, de Tania Malheiros


Sessão de autógrafos acontece no próximo dia 25 (terça-feira), no Restaurante Lamas (Rua Marquês de Abrantes, 18, Flamengo), das 19h às 22h


O livro Bomba atômica! Pra quê? Brasil e Energia Nuclear, da jornalista Tania Malheiros, avança e aprofunda nas informações e documentos reunidos pela autora em suas duas primeiras publicações sobre o tema: “Brasil, a bomba oculta” (1993) e “Histórias secretas do Brasil nuclear” (1996). Este novo livro atualiza a história secreta do enriquecimento de urânio no Centro Experimental de Aramar, da Marinha e os negócios com Iraque e China, na época da Ditadura.

A tecnologia do enriquecimento – dominada por seletos países e que levou o Brasil a ingressar no restrito Clube do Átomo – foi repassada à estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB). O fato havia sido previsto em matérias da autora há mais de 20 anos.

O livro, de 380 páginas, informa também sobre o domínio do reprocessamento de urânio, que leva à produção de plutônio – outra opção de combustível para alimentar a bomba atômica.


No campo das usinas nucleares, há cerca de duas décadas, a projeção era de que a unidade atômica Angra I funcionaria somente até 2018. Hoje, porém, Angra I está sendo preparada para ter vida útil prolongada por mais 20 anos. Só nos últimos cinco anos foram investidos US$ 27 milhões na modernização do empreendimento. Continua sem solução, uma dívida da empresa suíça Nuexco com o Brasil, contraída há 20 anos, envolvendo o fornecimento de urânio ao Canadá. 

Algumas revelações de Tania foram, inclusive, noticiadas no The Times londrino. O assunto da energia nuclear não se esgota e envolve múltiplos interesses. Até mesmo os candidatos à Presidência da República de 2018 preferiram não manifestar suas opiniões sobre temas como a bomba atômica, pressões internacionais, usinas nucleares e submarino de propulsão nuclear.

Sobre a autora
Tania Malheiros escreve sobre energia nuclear desde 1986. Seu primeiro “furo” nessa área foi pela Folha de S. Paulo, com a revelação de vazamento de radiação na usina nuclear Angra I; a existência das contas secretas “Delta”, entre outros. No jornal O Estado de S. Paulo, foram seis anos com reportagens exclusivas, entre elas, denúncias de altos índices de radiação na Usam. No Rio, trabalhou também em O Globo e na Agência Estado/Broadcast. No Jornal do Brasil, em janeiro de 1996, revelou acidentes com radiação no Centro Experimental Aramar, o que lhe valeu o Prêmio Esso de Jornalismo na categoria “Científica, Tecnológica e Ecológica”, em 1997. Atualmente, escreve para o Blog (https://taniamalheiros-jornalista.blogspot.com).

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Editora Âyiné lança livro de poesia do cineasta iraniano Abbas Kiarostami, inédito no Brasil


O livro Nuvens de Algodão, do cineasta, poeta e fotógrafo iraniano Abbas Kiarostami (autor inédito no Brasil), será lançado em outubro, com o selo da Editora Âyiné. O livro perpassa quase toda a obra poética do autor e integra a coleção de literatura Das Andere, lançada pela editora no início deste ano.


Traduzido diretamente do persa pelo diretor editorial da Âyiné, Pedro Fonseca, Nuvens de Algodão apresenta uma antologia de haikus de Kiarostami. Com uma escrita marcada pela leveza e ao mesmo tempo profunda, o poeta retrata seu país, os costumes, as paisagens, a fauna e a flora, a passagem do tempo e a mudança das estações.

Ele fala, sobretudo, da simplicidade e da beleza da vida cotidiana:
"Uma mulher de cabelos brancos
observa as flores da cerejeira:
Haveria chegado a primavera da minha velhice?"

O livro apresenta uma poética das pequenas coisas que encanta, confirmando o extraordinário talento de Kiarostami para além da sétima arte. A composição poética do autor revela o seu olhar atento de quem também é fotógrafo e cineasta. Ele captura momentos preciosos, permitindo ao leitor visualizar – e por que não sentir – a brancura do amanhecer e uma paisagem nevada.

"A poesia de Kiarostami é a continuação natural e evoluída do seu cinema. A essência de sua poesia tem a mesma simplicidade, sinceridade e precisão. Nesse sentido, chega a níveis que não necessariamente poderia chegar no cinema", define o intelectual iraniano Mortezá Kaji.

Após concluir a licenciatura em Belas Artes pela Universidade de Teerã, sua cidade natal, Kiarostami resolveu dedicar-se à cinematografia, tornando-se um dos mestres do cinema mundial. Por seu trabalho como cineasta, o poeta conquistou diversos prêmios internacionais, entre os quais a Palma de Ouro de 1997, pelo filme "Gosto de Cereja", e o Leão de Ouro do Festival de Veneza de 1999, por "O Vento nos Levará". Segundo os críticos, o poeta iraniano não se enquadraria em nenhum tipo de cinema inventado, mas apenas no seu próprio – algo como um "kiarostamismo".

Para 2019, está nos planos da Âyiné a publicação de outros livros de Kiarostami. A editora planeja ainda publicar antologias de poetas clássicos persas organizadas pelo autor, que morreu na França, em 2016, aos 76 anos, devido a um câncer.

Sobre a Editora Âyiné
A Âyiné foi fundada em 2013, em Veneza, por dois italianos e pelo brasileiro Pedro Fonseca, que atua como diretor editorial. Começou com a publicação de uma revista homônima dedicada ao mundo islâmico e depois expandiu ao lançar diversos livros, dando destaque para autores da Europa Central. Com o intuito de inovar o mercado editorial no Brasil, a Âyiné prioriza escritores que estão fora do radar das grandes editoras.

A Âyiné trabalha com a ideia de coleções perenes. Atualmente, a editora tem três: Biblioteca Antagonista, Pre-Textos e Das Andere. A primeira tem caráter filosófico, dialogando ainda com a estética e a política. Integram a coleção autores como Simone Weil, Roger Scruton, V.S Naipaul, Emil Cioran, Gertrud Stein e Marcel Proust.

A coleção Das Andere, por sua vez, é dedicada à literatura e possui sete títulos, incluindo Alberto Manguel, Tomas Tranströmer, Paul Valéry e Joseph Brodsky. Por último, a Pre-Textos tem como destaque o escritor e filósofo italiano Massimo Cacciari. São cinco livros publicados trazendo ensaios e reflexões filosóficas e estéticas.