sábado, 7 de abril de 2018

Livro investiga epígrafes e diálogos na poesia de Machado de Assis


Machado de Assis é conhecido principalmente pelos seus textos em prosa. Entretanto, o escritor também se aventurou em versos, principalmente no início de sua carreira.  Foi a partir da leitura desses poemas, que Audrey Ludmilla do Nascimento Miasso notou que havia poucos estudos sobre as epígrafes utilizadas pelo autor em suas poesias, o que a motivou a investigá-las.

Sua pesquisa de mestrado - defendida junto ao Programa de Pós-Graduação em Estudos de Literatura (PPGLIt) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e orientada por Wilton Marques, professor do Departamento de Letras (DL) da Instituição -, foi transformada no livro Epígrafes e diálogos na poesia de Machado de Assis, publicado pela Editora da UFSCar (EdUFSCar), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).


O livro nasceu, justamente, da observação das recorrentes epígrafes que abrem a maioria dos poemas machadianos. Embora o escritor seja pouco conhecido enquanto poeta, o fundador da Academia Brasileira de Letras iniciou sua carreira escrevendo versos e não os abandonou, apesar de ter, ao longo do tempo, diminuído sua produção poética. "O livro fala das epígrafes, que são pequenos trechos que estão nos poemas de Machado de Assis, da forma como eles dialogam com a poesia e como foram aproveitados na poesia machadiana", explica a autora.

A obra tenta entender e revelar a relação entre a poesia machadiana e as epígrafes escolhidas pelo autor para seus poemas. Esses diálogos revelam autores que de alguma forma fizeram parte da formação inicial de Machado de Assis. "Por exemplo, os nomes que assinam as epígrafes são possíveis leituras que influenciaram a escrita machadiana, no período em que a crítica chama de primeira fase de sua carreira. Entretanto, pode-se extrair das epígrafes mais que apenas nomes e influências, mas o próprio diálogo entre os textos literários", explica Miasso. Alguns nomes que aparecem nessas epígrafes são Victor Hugo, Alfred Musset, Dante Alighieri, Homero, Gonçalves Dias, Camões, William Shakespeare e outros.

Machado de Assis
Além disso, o livro abre espaço para repensar o próprio papel da epígrafe dentro dos textos literários. "A epígrafe não é exclusividade da poesia machadiana e não se comporta dentro do texto como uma citação ordinária. Além de ocupar um lugar de destaque, o modo como o texto literário epigrafado se apresenta revela um diálogo todo específico desse tipo de relação", afirma a pesquisadora. Atualmente cursando doutorado no PPGLit, Miasso, que estuda o projeto poético machadiano desde 2008, está desenvolvendo uma pesquisa sobre a maturidade literária do poeta Machado de Assis.

O lançamento de Epígrafes e diálogos na poesia de Machado de Assis aconteceu na última quinta-feira, no Auditório da Unidade Especial de Informação e Memória (UEIM), no prédio do Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH), na área Sul do Campus São Carlos da UFSCar.

Irmãos Neto lançam Livrões pela Editora Pixel


Depois de ganhar o primeiro lugar como o livro infanto-juvenil mais vendido de 2017, Felipe Neto lança seu segundo Livrão pela Editora Pixel, Felipe Neto – A vida por trás das câmeras, que promete mostrar para seus fãs um pouco mais sobre sua vida pessoal e relações com família e amigos.


Seu irmão, Luccas Neto, estreia no mundo editorial com sua primeira publicação, Aventuras na Netoland com Luccas Neto, também da Pixel, com histórias, ensinamentos, jogos e curiosidades voltado para as crianças, tudo inspirado nas aventuras e brincadeiras do youtuber em seu canal.

Sobre a Pixel
A Pixel é um selo reconhecido no segmento de histórias em quadrinhos clássicas. Sempre inovando, também aposta em franquias do universo geek, que é um mercado em ascensão no Brasil. Com exclusividade, publica as HQs dos filmes Disney e de personagens dos games como The Witcher, Mirror’s Edge e Dark Souls. Assim como a Coquetel, está presente em grande parte das bancas de jornal e livrarias do país.

José Roberto Castro Neves lança ”Como os advogados salvaram o mundo”, pela Nova Fronteira


A publicação, que mostra o surgimento do direito e a importância dos advogados ao longo dos principais acontecimentos da humanidade, é o primeiro volume da Coleção Cícero
  
“Os advogados tomaram a dianteira em todos os grandes movimentos históricos nos quais se visava a garantir uma sociedade justa e solidária”. A afirmação é de José Roberto de Castro Neves, um dos grandes nomes do direito brasileiro, autor do livro Como os advogados salvaram o mundo, primeiro volume da Coleção Cícero, que será lançado pela editora Nova Fronteira no próximo dia 17/4, na OAB do Rio de Janeiro (Av. Marechal Câmara, 150 – Centro). De Cícero a Mandela, passando por Calvino e Jefferson, Montesquieu e Gandhi, a publicação fala sobre os feitos admiráveis dos maiores advogados da humanidade, bem como sobre seus exemplos de conduta.

José Roberto de Castro Neves é professor de Direito Civil da PUC-Rio e FGV-Rio e já publicou diversas obras, entre elas Medida por medida: o direito em Shakespeare, A invenção do Direito e O direito das obrigações. Em Como os advogados salvaram o mundo, o jurista trata de como esse grupo profissional, ao longo da história, contribuiu para estabelecer um meio racional de discussão e solução de conflitos, além de incorporar, nos julgamentos, conceitos de isonomia e justiça.

Como os advogados salvaram o mundo revela não somente como surgiram o direito e os advogados, mas também como os advogados foram figuras-chave, personagens fundamentais, nos principais acontecimentos da história da humanida­de, sobretudo naqueles cujos resultados foram positivos, gerando-nos mais liberda­de, igualdade e justiça.
José Roberto de Castro Neves (Reprodução TV Globo)

“Ao estudar os grandes movimentos da história, no qual o homem lutava por uma sociedade melhor e mais justa, vê-se que os advogados ocupavam, sempre, a liderança. Foi assim, por exemplo, na Revolução Americana e na Francesa. Por quê? Responder a essa questão me levou a estudar o nascimento da advocacia e sua contribuição fundamental para a nossa civilização”, comenta Castro Neves.

Coleção Cícero
Como os advogados salvaram o mundo é o primeiro volume de uma coleção idealizada pela Nova Fronteira e feita por advogados para advogados, mas nem só para eles. O objetivo é que pessoas leigas que se interessam por julgamentos e tribunais, por direito em geral, e até mesmo por filmes e séries sobre casos de grande repercussão nacional e estrangeira, venham a entender mais sobre o mundo dos advogados a partir de uma perspectiva histórica e cultural.

Organizados pelo advogado José Roberto Castro Neves, os próximos livros da coleção contarão com capítulos escritos por juristas renomados, como Miguel Reale, Luís Roberto Barroso, Ellen Gracie, Cândido Dinamarco, Antônio Claudio Mariz de Oliveira, Luiz Olavo Batista, Chico Mussnich, Caio Mário da Silva Pereira Neto, Tavares Guerreiro, Carlos Alberto Carmona e Nelson Eizirik. Previstos ainda para 2018, os próximos títulos serão Os grandes julgamentos da história, Os advogados vão ao cinema e O que os grandes livros ensinam sobre justiça.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Futebol, figurinhas e muito mistério: escritor Marcelo Duarte aborda a febre dos álbuns da Copa em livro infantojuvenil


O autor recebe para sessão de autógrafos e bate-papo com os participantes sobre Copa do Mundo, figurinhas, futebol, e muito mais

Nesta sexta-feira, dia 6, às 19h, a Panda Books lança na Livraria Leitura do shopping Parque Dom Pedro (Av. Guilherme Campos, 500 - Jardim Santa Genebra), em Campinas, o livro O mistério da figurinha dourada, do escritor Marcelo Duarte. Conhecido por assinar a coleção O Guia dos Curiosos e ser um louco por futebol, o jornalista traz uma curiosa história repleta de aventura e com um tema bastante presente na vida de crianças e adolescentes brasileiros: a febre dos álbuns de figurinhas na época da Copa do Mundo.

O mistério da figurinha dourada é estrelado por um simpático grupinho de pré-adolescentes que adora colecionar figurinhas. O novo álbum da Copa do Mundo trazia uma promoção especial: quem encontrasse a figurinha dourada ganharia uma viagem para assistir aos jogos de graça! Não tardou para que a preciosa figurinha aparecesse nas mãos de um felizardo, mas... em um instante, ela foi roubada. Para desvendar esse mistério, os amigos fizeram uma lista de suspeitos e deram início à investigação. O culpado, porém, estava mais próximo do que eles imaginavam.

Marcelo Duarte faz uma homenagem a esse lúdico hobby que passa de geração para geração. Ele, que completou seu primeiro álbum de figurinhas de Copa do Mundo em 1970, quando tinha quase seis anos, tem guardado todos os álbuns de Copas de lá para cá. Agora a curtição é colecionar os cromos com seu filho mais novo, o Antonio, que nasceu na primeira rodada da Copa de 2006, e que virou personagem desta história.

Com linguagem leve e leitura rápida, próprias de um autor experiente em escrever para o público jovem, o texto é, ao mesmo tempo, divertido e intrigante – difícil parar a leitura até que o mistério central seja solucionado. Aos mais atentos, sobram referências a clássicos infantojuvenis, como A Fantástica Fábrica de Chocolates, de Roald Dahl, e O Gênio do Crime, de João Carlos Marinho, a quem o livro é dedicado.

TRECHO
"No primeiro dia de tocaia, os dois suspeitos apenas saíram do trabalho e foram para casa. Nada que chamasse a atenção dos jovens detetives. No segundo dia, mais uma vez no horário combinado, Antonio, Alyssa e Charles se encontraram na esquina da escola. Sabiam a que horas Dino costumava fechar a banca. Daquela vez, no lugar de virar à direita, caminho que fazia todos os dias, ele tomou a direção contrária e seguiu para o ponto de táxi. Entrou no primeiro da fila. Os três perseguidores correram e entraram no segundo."
 
O AUTOR
Marcelo Duarte nasceu em São Paulo em 31 de outubro de 1964. É jornalista desde 1984 e já publicou mais de dez volumes da coleção O Guia dos Curiosos. Apresentou o programa Loucos por futebol na ESPN Brasil e tem programas nas rádios Bandeirantes e BandNews FM.

SERVIÇO:
Lançamento: O mistério da figurinha dourada, do escritor Marcelo Duarte
Local: Livraria Leitura do shopping Parque Dom Pedro
Endereço: Av. Guilherme Campos, 500 - Jardim Santa Genebra, Campinas


terça-feira, 3 de abril de 2018

Lançamento de “ZUUMMM!”, primeiro livro infantil com Consultor Científico, será no próximo dia 7



ZUUMMM!... O Planeta Terra é muito distante daqui..., livro da jornalista e terapeuta alquímica Monica T Maia e da arquiteta e ilustradora Rossana Estrella, será lançado no próximo dia 7, sábado, às 16h, na Livraria Timbre (Shopping da Gávea, loja 221). 

ZUUMMM!... é a história de um planeta onde tudo é maravilhoso: não há problemas econômicos, há flores coloridas por toda a parte, não há doenças, as roupas se transformam do jeito que quiser e todos são jovens – até os bisavós! Todos são amigos uns dos outros. Um dia, crianças desse planeta, viajando pelo Universo, conhecem um garoto lá na Terra e as realidades dos dois planetas passam a ser comparadas, em exercícios lúdicos de como pode ser o nosso futuro.


A ficção desse planeta maravilhoso pode virar realidade um dia na Terra? ZUUMMM!... é o primeiro livro infantil que tem consultor científico: Maurício Vieira Kritz (Pesquisador Associado - Laboratório Nacional de Computação Científica, MCTIC; Honorary Senior Research Fellow in Evolution & Genomic Sciences – Faculdade de Biologia, Medicina e Saúde da Universidade de Manchester). Assim, as crianças se divertem aprendendo ciências, gramática, artes. 

As ilustrações de ZUUMMM!... são interativas. E no site, o livro poderá ser redesenhado e reescrito. Afinal, será o primeiro livro do Parangolé Literário, movimento inspirado por Hélio Oiticica, que será lançado pela curadoria do artista no mesmo dia. Como os parangolés, o ZUUMMM!... ficará à disposição para que os leitores e suas comunidades possam mexer na obra.
As autoras de ZUUMMM!: Monica e Rossana
O lançamento de ZUUMMM!... terá apresentações gratuitas de Anatasha Meckenna (compositora e primeiro-violino aos 12 anos), do teatro contemporâneo de Jorge Leite e Janice Fernandes, do Quântico Zuummm!... de César Oiticica Filho, e as ilustrações de Rossana Estrella com as crianças... Numa celebração multicultural.

O grande objetivo é fazer a imaginação voar de maneira que, no futuro, o adulto que foi criança, independentemente da atividade que escolher realizar, atue com livre expressão, sem barreiras ou bloqueios que poderiam impedir que inventasse curas, escritas ou coisas novas, construindo novos mundos e reconstruindo seu próprio mundo. 

Fotos: Divulgação

sexta-feira, 30 de março de 2018

Papa Francisco lança livro "Deus é jovem" e cerimônia realizada em Roma discute a importância de dar voz às jovens gerações



Após receber uma carta de Luyara, de 19 anos, filha da vereadora Marielle Franco, cruelmente assassinada no dia 14, no Rio de Janeiro, o Papa Francisco ligou para prestar solidariedade à família da parlamentar. Essa é uma das atitudes que demonstram a preocupação do pontífice em dar voz e reivindicar a centralidade aos jovens. No livro Deus é jovem - uma conversa com Thomas Leoncini, lançado em seis idiomas e publicado no Brasil pela Editora Planeta, o Papa Francisco apresenta reflexões sobre diversos temas, como juventude, sonhos, fé, sociedade, consumo e poder e indica os jovens como os grandes protagonistas da história.


Em cerimônia realizada no último dia 23, em Roma, que contou com a presença, entre outras, do coautor do livro, Thomas Leoncini, do Secretário Geral Conferência Episcopal Italiana, Mons. Nunzio Galantino, e de Giancarlo Penza, responsável pelo projeto "Long Live Elderly" na comunidade de St. Egidio, os convidados debateram o tema central do livro: as jovens gerações, vistas como as grandes descartadas de nosso tempo inquieto, e que são segundo o papa o reflexo da natureza de Deus. 

Nos trechos de Deus é jovem lidos pelos participantes, Francisco defende que os jovens são fortes graças a sua singularidade, suas diferenças e sua aparente fraqueza. "Suas palavras nos ajudam a entender como a idade não tem importância para compreender os corações dos jovens. Papa Francisco, com esse livro, nos acorda continuamente", declarou Mons. Nunzio Galantino, Secretário Geral da Conferência Episcopal Italiana (CEI), que não poupou a própria Igreja Católica:  "A instituição também tem sua responsabilidade, não consegue transmitir aos jovens uma religião fascinante. Eu não entendo por que a igreja deve ser uma coisa mortalmente entediante. E isso infelizmente acontece por causa dos recentes episódios negativos de alguns que ocupam os jornais recentes", enfatizou.


Galantino ainda discursou sobre a linguagem usada pelo pontífice na obra. "Uma linguagem totalmente distante daquela dos documentos oficiais. Ele não se preocupa em seguir uma doutrina perfeita e usa um estilo de conversa simples, mas ao mesmo tempo profunda e surpreendente. Ele quer que os assuntos abordados nos pertençam, nos movam, nos abalem". O Secretário Geral da CEI também falou sobre a profunda conexão entre os jovens e os idosos defendida no livro. "A primeira parte do livro fala de jovens profetas e os antigos sonhadores e imagina a vida como um diálogo contínuo e frutífero entre gerações", disse.

No livro, papa contorna a geração dos pais e foca naquela dos avós e netos: 'Seus anciãos terão sonhos, seus jovens terão visões', escreve, citando o livro de Joel. Segundo Francisco, a sociedade moderna decretou duas categorias de descartáveis: os velhos e os jovens. "Devemos lembrar os adultos que existem crianças e que há avós que merecem atenção, que merecem ser visitados e não deixados a sós. Se vocês quiserem alcançar os jovens, façam isso enquanto caminham, enquanto eles correm. E os jovens vão entender. Se você quiser compreendê-los, ande com eles, eles vão ouvir. E desse diálogo vai nascer algo frutífero", explicou Galantino.

O papel dos adultos e educadores
No livro, o papa comenta os excessos dos pais. "Os adultos querem falar como mestres dos jovens de qualquer maneira. Eles querem ser sempre os professores dos jovens. Não é uma reivindicação apropriada, especialmente desde quando tem essa reivindicação sem antes apresentar uma premissa interior. Os adultos deveriam confessar abertamente a responsabilidade de ter deixado às novas gerações um mundo não digno de suas esperanças e expectativas. As esperanças e expectativas que os jovens merecem. E, ao contrário, ter deixado um mundo de consumismo, de busca obsessiva pelo poder ", disse Galantino. O papa também discorre sobre a arte de governar a si mesmo e governar os outros. "Governar é servir cada um de nós, cada um dos irmãos que compõem o povo. Não se deve governar para brincar de Deus, precisamos olhar para baixo para ajudar os outros, para levantar alguém", disse Galantino, enquanto lia trechos do livro.


"Bons educadores fazem a si mesmos essa pergunta todos os dias: tenho hoje o coração aberto o suficiente para que a surpresa possa entrar? Educar não significa apenas explicar teorias, mas também dialogar para trazer o pensamento para o coração próprio e dos outros", disse o Secretário Geral da CEI, que destacou a experiência do papa como professor e diz que "os jovens não gostam de se sentir comandados. Eles buscam uma autonomia cúmplice que os faz sentir que estão no comando de si mesmos."

Francisco também fala da responsabilidade dos jovens de olhar uns para os outros como se fossem uma grande família. "Aqueles poucos que encontram seu caminho devem se sentir responsáveis ​​por lançar uma mensagem e ser inspiradores para os outros", disse Galantino, que falou da preocupação do papa de que o Sínodo deve estar a serviço dos jovens, crentes e mesmo dos não crentes.

"O Sínodo não é um simples ato de atenção para os jovens. É uma oportunidade para a Igreja ouvir os jovens. Ser infectada por suas profecias, por sua paixão, por sua capacidade de ousar, por transformar os limites inevitáveis ​​que existem e torná-los oportunidades. E isso só pode ser ensinado por jovens. Com esse pouco de inconsciência que faz parte de suas vidas. A igreja deve fazer isso", declarou Galantino.

Defesa da liberdade de expressão
Constantemente, o Papa Francisco encoraja jovens do mundo todo a "falar francamente e com total liberdade". Thomas Leonicini comenta que "ele é o maior revolucionário de nossos tempos, o homem mais corajoso. O líder religioso mais importante do mundo que decide se dedicar exclusivamente àqueles que ficaram para trás, os mais frágeis. Que defende que fragilidade não é motivo de se envergonhar, porque são esses seres que podem construir uma sociedade diferente".

Falando sobre a experiência de dialogar com o papa durante a escrita do livro, Leoncini disse que o pontífice o "ensinou o infinito". "Eu entendi aos poucos o nível de humildade e grandeza que esse homem tem. Falamos sobre o problema dos jovens de se sentirem invisíveis em uma sociedade hiper conectada, hiper social, hiper socializada, e mesmo assim não se sentirem vistos. Então perguntei a ele do que ele tinha medo quando era jovem. E ele me respondeu que temia não ser amado. Esse medo foi superado ao buscar autenticidade, superando a sociedade da aparência de hoje, aceitando-se pelo que é.". 

Leoncini comentou que a total ausência de preconceitos foi o aspecto no Papa Francisco que mais o chamou atenção. "O papa é um ser política, mas ele vai além disso. Ele reflete os ensinamentos do evangelho dia e noite porque acredita fortemente em Jesus Cristo."

Fotos: L'Osservatore Romano