segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Largo do Machado recebe a trupe circense no dia 10 para o lançamento do livro "Circo e Palhaços no Rio de Janeiro: Império"


Pré-lançamento integra programação em celebração ao Dia do Palhaço

Os escritores e pesquisadores  Ermínia Silva e Daniel Lopes abrem as cortinas e convidam o gentil público a esse picadeiro, feito de papel e letras, com o lançamento do livro "Circo e Palhaços no Rio de Janeiro: Império". Fruto da pesquisa realizada através do projeto Circo na Porta de Casa e realizado pelo Grupo Off-Sina, pré-lançamento vai contar com a presença da Banda Rio e acontecerá no Largo do Machado, sede pública da companhia de circo-teatro de rua, a partir das 17 horas do dia 10 de dezembro, data em que também é celebrado nacionalmente o Dia do Palhaço.

A obra tem como proposta realizar o levantamento e análise das produções de variadas companhias circenses que atuaram na cidade do Rio de Janeiro e de Niterói nos anos 1800, adotando como objetivos principais a compreensão de como se produziram na capital do Império e, também, a descrição da atuação dos artistas que exerciam a função de palhaço destas companhias.


O livro usa de base documental e tem como característica, o uso de curiosidades para chamar a atenção do leitor. Uma delas é a quantidade de circos e companhias circenses que estiveram no Rio de Janeiro no período do Império. No estudo os autores conseguiram descrever a atuação de 19 circo/companhias. Mas não acaba por ai. Existem registros de pelo menos mais outros 20 grupos espalhados pelo Rio de Janeiro. Além da quantidade, o que chama a atenção é o tamanho das lonas. Eram circos grandes, composto de até 54 artistas e 80 animais.

Após o pré-lançamento da obra, os palhaços Caburé, Churumello e Gracinhas se apresentam para o público presente. Para finalizar, o espetáculo "Tremelicando" apresenta um roteiro de números excêntricos musicais, onde objetos comuns como bombas de bicicleta, sinos, latas, moedas, buzinas e guizos são transformados em instrumentos musicais inusitados.

Sobre os autores
Erminia Silva é Filha de Barry Charles Silva e Eduvirges P. Silva, quarta geração circense no Brasil, graduou-se em História na Universidade Estadual de Campinas, em 1994. A partir de então teve possibilidade de dar continuidade e consolidar sua trajetória de estudos e pesquisas sobre as histórias do circo e circenses no Brasil. Defendeu a dissertação de mestrado sob o título O Circo: sua arte e seus saberes, em 1996, que se tarnsformou no  livro Respeitável público... o circo em cena, lançado em dezembro de 2009 pela Edições Funarte. Defendeu tese de doutorado em 2003, publicado pela Editora Altana em 2007, sob o título Circo-teatro: Benjamim de Oliveira e a teatralidade circense no Brasil.

Daniel de Carvalho Lopes  é Mestre em Artes pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – Unesp. Coordenador do portal da diversidade circense – www.circonteudo.com.br e membro do Grupo de Estudos e Pesquisa das Artes Circenses – CIRCUS/UNICAMP. Seguiu viagem transportado por centenas de fontes publicadas em variados jornais e revistas oitocentistas e em diversos pesquisadores. A partir daí, traçou um caminho organizado cronologicamente da aparição dessas companhias,  atentos ao apontamento de seus nomes e anos de atuação, bem como na busca de suas biografias, espaços físicos onde trabalharam e suas respectivas localizações dentro da cidade.

"Uma leitura agradável, livre, solta, que dá a sensação de estar passando pelos lugares do Rio de Janeiro, naquela época e nessa , ora na carroça, ora embaixo de uma lona, ora na corda bamba, outra na carcova de um belo cavalo."
– Richard Riguetti, Formado em Artes Cênicas pela UniRio, é fundador do Grupo Off-Sina de Circo-Teatro de Rua, de repertório, itinerante, constituído pela Família Riguetti.

Serviço:
Lançamento do livro "Circo e Palhaços no Rio de Janeiro: Império".
Dia 10 de dezembro de 2015, Quarta-feira, a partir das 17h – Entrada Franca.
Largo do Machado – Rio de Janeiro
Patrocínio e viabilização do livro: Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro e Secretária Municipal de Cultura, através do II Programa de Fomento à Cultura Carioca
Apoio: Coarte, Casa dos Sabores, Escola Nacional de Circo, Restaurante Espírito Santa e UPAC Hotel da Loucura.
Realização: Grupo Off-Sina.


Publicado no Site Sopa de Letras

Palestina: um tema em constante discussão


A questão palestina continua despertando diferentes interpretações. Preconceito e desconhecimento acompanham inúmeras reflexões sobre o conflito. Com uma localização geográfica estratégica, a Palestina sempre esteve no centro de disputas entre as potências regionais e/ou mundiais.  

Interesses econômicos e geopolíticos no Mundo Árabe, no Mediterrâneo e no chamado Oriente Médio também tem envolvido a Palestina. Mas qual é a origem da Guerra da Palestina? Quais são os motivos que impediram a constituição de um Estado da Palestina independente, laico e democrático ao longo do século XX? 

Em 29/11/1947, sem consulta à população nativa, a ONU decidiu aprovar o Plano de Partilha da Palestina, que sugere a criação de dois Estados, um “Judeu” e um “Árabe”. Mas a ONU tinha soberania sobre a Palestina? Membros de um movimento colonialista (o sionismo) se beneficiaram dessa decisão, e criaram o Estado de Israel, em maio de 1948. 

A partir daí começa o drama dos refugiados palestinos, expulsos de suas terras, vilas, casas, cidades pela força da violência do autointitulado “Exército de Defesa de Israel”. Depois de décadas de resistência legítima contra a ocupação israelense, entre 1988 e 1993 tem início as “negociações de paz” que resultam nos Acordos de Oslo (1993/1994), criando a Autoridade Palestina, suposto “governo” autônomo. 

Depois de 67 anos de ocupação e 22 anos dos fracassados Acordos de Oslo, será que ainda é possível acreditar na solução de dois Estados? É o que o livro “Questão Palestina: guerra, políticas e relações internacionais”, de Marcelo Buzetto, pretende discutir.


Kleiton Ramil lança seu primeiro romance: Kyoto

A Editora InVerso acaba de levar às livrarias a obra Kyoto, oitavo livro e primeiro romance de Kleiton Ramil, conhecido músico gaúcho, que juntamente com o irmão forma a dupla Kleiton e Kledir.
A narrativa conta a história de amor entre Murano, um brasileiro, nascido no sul, em uma cidade fronteiriça com o Uruguai e Naomi, uma japonesa, filha de Akio, um homem rico e poderoso cujo passado é misterioso e controverso. Akio, ao saber do envolvimento da filha com o jovem da fronteira, leva Naomi de volta ao Japão e a deixa afastada da sociedade nos arredores de Kyoto.
Murano mora no Rio de Janeiro e é um profissional da música que já começa a deslanchar com sucesso a carreira, o que poderia ser um fator positivo para os planos do casal. Mas os planos de Akio para a filha são outros. Ele prefere vê-la casada com alguém que se destaca na sociedade e não com um músico qualquer.
Contrariando os planos de Akio, a separação do casal acontece apenas fisicamente. A atração entre os dois revela-se mais forte que tudo e, sem planejarem, depois de um tempo, Murano e Naomi resolvem enfrentar a circunstância funesta imposta pelo pai da moça, a com esperança de um dia se reencontrarem.
Naomi, por meio de um plano perspicaz e com a ajuda de amigos, consegue sair da prisão de luxo que seu pai a mantém em cativeiro. Murano, por sua vez, assistido por fieis companheiros e Dona Ester, uma senhora judia, decide ir ao encontro da amada. Quando tudo parece correr bem, invertem-se as posições geográficas dos dois. Murano vai até o Japão atrás de Naomi e ela consegue finalmente escapar do cerco paterno.
“Nem tudo são flores nas histórias de amor”, diz o escritor Luiz Horácio em seu texto de apresentação, e completa: “Idas, vindas, encontros e desencontros, sutil mistura de gêneros literários, tecidos com a sensibilidade de Kleiton Ramil. Kyoto é a comprovação que o delicado também pode ser forte. Muito forte”.

Em poucas linhas o autor sintetiza sua obra da seguinte maneira: “Kyoto é um romance pontuado por situações misteriosas, instigantes, reflexivas, dinâmicas, violentas, eróticas e, claro, românticas. A Lemniscata que dá nome a um dos capítulos - símbolo do infinito - indica de forma subliminar o trajeto que lembra seu formato: o afastamento inicial dos amantes, o longo percurso em direções opostas, a reaproximação quando se cruzam sem se perceberem, o novo percurso em direções opostas para finalmente chegarem ao destino que lhes é reservado, abraçados pelos bambuzais mágicos de Kyoto”.


domingo, 6 de dezembro de 2015

Último dia para aproveitar as promoções da "Primavera Literária do Rio"


Evento acontece nos Jardins do Museu da República, no Catete

Quem gosta de leitura não pode perder o último dia da PRIMAVERA LITERÁRIA DO RIO, que acontece hoje (domingo), com programação até às 19h, nos jardins do Museu da República, no Catete. As cerca de 100 editoras presentes na feira oferecem inúmeros livros com descontos que podem chegar a 50%.

Aberto na última quinta-feira, o evento tem atraído visitantes de diversas faixas etárias, que se dividem entre as atrações do Espaço Multimídia, da Arena Literária, do Espaço Infantil e do Espaço de Lançamentos. Além dos atrativos descontos, os leitores têm a oportunidade de conversar com os autores e muitos não perdem a oportunidade para registrar o momento em uma selfie.


Um dos estandes que tem atraído a atenção é o da editora Viajante do Tempo, fundada em 2010 e que pela primeira vez participa da Feira Literária. “D. Pedro II e o jornalista Koseritz”, livro de estreia da editora no mercado brasileiro, de Regina Gonçalves e Regis Lima de Almeida Rosa, é um livro de ficção histórica, que conta com a participação de Caio Zip, um viajante do tempo, um representante da época atual, um adolescente que participa de batalhas épicas e de grandes momentos na História Mundial. A série "Caio Zip, um viajante do tempo" contém histórias de mistério e suspense que combinam e integram diversos campos do saber, tais como: História, Arte, Filosofia e Ciências.


Para quem gosta de futebol e especialmente zoar com os torcedores adversários, o estande da Myrrha, comandada pelo jornalista e escritor Luis Pimentel, tem inúmeros títulos de sua autoria, como uma seleção das melhores piadas para sacanear torcedores, sejam eles vascaínos, botafoguenses, tricolores ou rubro-negros.


A Primavera Literária do Livro é organizada pela Liga Brasileira de Editoras (LIBRE) e comemora 15 anos na edição deste ano.




  



  



 


 



quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Libre comemora 15 anos de Primavera Literária do Rio de Janeiro


Uma das pioneiras em eventos literários, a festa do livro das editoras independentes acontece de hoje (3) até domingo (6), nos Jardins do Museu da República, no Catete, e terá como tema ‘Bibliodiversidade - encontro cultural e transformador’

A Primavera Literária do Rio de Janeiro, promovida pela Liga Brasileira de Editoras (Libre), completa 15 anos e reafirma o compromisso assumido com os leitores em 2001, em sua primeira edição, de tratar o livro como um bem cultural e não apenas um objeto comercial.

A festa do livro das editoras independentes será de hoje (3) a domingo (6), nos Jardins do Museu da República, no Catete, com a participação de mais de 100 editoras de todo o País, programação para todas as idades e várias novidades. A entrada e a participação nos eventos são gratuitos.

Consolidada como um dos mais importantes eventos literários do Rio, a Primavera Literária propõe nesta edição uma reflexão sobre a bibliodiversidade, a pluralidade cultural aplicada ao livro — de vozes, temas, títulos, culturas, editoras, autores e ilustradores. O tema ‘Bibliodiversidade - encontro cultural e transformador’ coloca em evidência o direito do leitor à diversidade no universo do livro.

A Primavera Literária terá mais de 15 mil títulos à venda, com até 50% de desconto. Na programação estão lançamentos de livro, encontros com escritores, debates, atividades para jovens, brincadeiras e manhãs de autógrafo para crianças, muita poesia e uma praça de alimentação, entre outros.

SERVIÇO
15ª PRIMAVERA LITERÁRIA – Rio de Janeiro
Tema: "Bibliodiversidade - encontro cultural e transformador"
Festa literária com a participação de mais de 100 editoras, cerca de 15 mil títulos e até 50% de desconto nas vendas.

Programação: Lançamentos de livros, encontros com escritores, debates, atividades para jovens, brincadeiras e manhãs de autógrafo para crianças, muita poesia e praça de alimentação, entre outros.
Promoção: Liga Brasileira de Editoras (Libre)
Data: 3 a 6 de dezembro 2015
Horário: 10 às 21h
Museu da República – Rua do Catete, 153 - Catete – Rio de Janeiro – tel. 2127-0324

Para todas as idades
A entrada e a participação nos eventos são gratuitas
Acesso: Estacionamento no local / Metrô: Estação Catete / linhas de ônibus (Zona Sul, Zona Norte e Niterói).
Patrocínio: BNDES e Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro

Apoio: Ministério da Cultura, Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, Aliança Internacional dos Editores Independentes, Museu da República, Institut Français e Metrô Rio.



Jornalistas lançam livro que mostra a ligação do jogo do bicho com a Ditadura Militar

Os jornalistas Aloy Jupiara e Chico Otavio lançaram, na noite do dia 30, em concorrida sessão de autógrafos na Livraria Travessa de Botafogo, o livro-reportagem Os porões da contravenção - Jogo do bicho e ditadura militar: a história da aliança que profissionalizou o crime organizado, que revela a histórica e macabra sociedade entre jogo do bicho e ditadura militar.

Seus personagens principais, Anísio, o “papai” da Beija-Flor, Castor de Andrade, o benfeitor da Mocidade Independente, e Capitão Guimarães, militar e torturador dos calabouços da ditadura, cresceram e apareceram (não sem muito sangue) no ambiente terrivelmente favorável dessa parceria.

Chico Otavio e Aloy Jupiara
Nesta obra, Aloy Jupiara e Chico Otavio recriam a fauna de terror em que os bicheiros foram buscar os braços que lhes garantiriam segurança, território e organização. E vão muito além de escancarar – o que por si só já representaria um marco jornalístico – as manobras por meio das quais o regime não apenas protegeu, mas permitiu e mesmo estimulou, o desenvolvimento sustentável do crime organizado no Rio de Janeiro e, logo, no Brasil.

Sem que seja seu objetivo, esta obra-prima do jornalismo deixa no ar, por fim, muitos elementos a quem quiser responder a seguinte questão: por que as únicas outras atividades criminosas liberadas nas favelas comandadas pelo narcotráfico são o jogo do bicho e as máquinas caça-níquel?

Confira abaixo alguns momentos da sessão de autógrafos (Fotos: Divulgação):