domingo, 26 de fevereiro de 2012

Livro da jornalista Juliana Dal Piva mostra a luta da população indígena na Bolívia contra a escravidão

Foi embaixo de uma árvore alta, de tronco grosso, que a família Flores se instalou. Primeiro, limpou o mato, deixando tudo plano para distribuir os poucos pertences trazidos. Nem precisou de todo o espaço. O único teto era uma lona azul apoiada por seis estacas de madeira que não protegia nem dez metros quadrados. Esta era a casa de Juan Flores, sua esposa, quatro netos e duas filhas. Natália, a mais velha das crianças, tinha 12 anos. Já a menor, Yolanda, apenas três. Juan Flores tem 55 anos e só descobriu a liberdade há pouco tempo. Ele nasceu escravo e é uma das vítimas do sistema escravagista que se opera na região do chaco, no departamento de Santa Cruz, na Bolívia.

Em 2009, a jornalista Juliana Dal Piva foi à região para documentar a história de pessoas como Juan e da luta dos índios guaranis contra o trabalho escravo. A pesquisa fazia parte de seu trabalho de conclusão do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina. Durante a realização do estudo ela descobriu que, entre as mudanças que ocorriam na Bolívia governada por Evo Morales desde 2006, estava a elaboração de uma legislação para enfrentar o trabalho escravo - o que significava o definitivo e necessário confisco, sem indenização, de terras onde fosse constatada a violação de direitos humanos.

Dessa pesquisa resultou o livro Em luta pela terra sem mal: A saga guarani contra a escravidão na Bolívia, que será lançado pela Editora Multifoco no dia 2 de março (sexta-feira), a partir das 19h, Espaço Multifoco (Av. Mem de Sá, 126 – Lapa, Rio de Janeiro). O livro aborda o sistema de escravidão em que vivia, desde fins do século XIX, o povo indígena chiriguano e discorre ainda sobre os recentes conflitos a respeito da aprovação da Constituição Plurinacional e da audaciosa implementação da autonomia indígena.

Juliana Dal Piva (foto) é jornalista formada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Estudou História Social Latino-americana na Universidade de Buenos Aires, em 2008. Começou a carreira profissional no portal Terra, onde participou da cobertura das eleições presidenciais de 2010. Mais tarde, naquele mesmo ano, passou a integrar a equipe de reportagem da revista ISTOÉ em São Paulo, onde permanece, agora, na sucursal do Rio de Janeiro.

Em 2010, a autora venceu, na categoria Crônica, o 27º Prêmio Direitos Humanos em Jornalismo, com uma adaptação do livro a ser lançado na próxima sexta-feira.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Livros sobre Blocos de Rua e Escolas de Samba ajudam o folião a conhecer melhor a história do Carnaval


Apesar de o Carnaval brasileiro só começar oficialmente no próximo fim de semana e terminar – também oficialmente – no dia 21, terça-feira, as comemorações, agitos e desfiles já tomam conta de diversas cidades pelo país afora. Para quem gosta de Carnaval mas não quer ir para a rua participar da folia, uma boa opção é ler um bom livro sobre o tema.

Dois novos títulos acabam de chegar às livrarias: Blocos de rua do Carnaval do Rio de Janeiro, do jornalista Aydano André Motta, com fotos de André Arruda e Custódio Coimbra; e As Três Irmãs - Como um Trio de Penetras "Arrombou a Festa", de autoria de Alan Diniz, Alexandre Medeiros e Fábio Fabato.
 
■ O livro Blocos de rua do carnaval do Rio de Janeiro é uma homenagem artística ao Carnaval do Rio e apresenta registros dos principais Blocos de rua da cidade. Através das páginas duplas e divisão temática dos blocos é possível se achar no meio de tanta folia e se preparar para curtir os próximos carnavais no melhor estilo carioca: na rua. 
                                                                                            Foto: Beth Santos (ASCOM - Prefeitura-RJ)
Antônio Figueira, André Arruda, Aydano Motta e Eduardo Paes
A obra, que leva o selo da Editora Réptil, em parceria com a Ambev e a Prefeitura do Rio de Janeiro, é um registro dos principais Blocos de rua da cidade através de imagens, pesquisas e textos, com suas origens particulares e histórias, sambas e curiosidades que conferem encantamento à festa. A publicação conta com blocos como Bola Preta, Banda de Ipanema, Carmelitas, Barbas, Cacique de Ramos, Simpatia é Quase Amor, Mulheres de Chico e Monobloco, entre outros.

O lançamento contou com a presença do prefeito Eduardo Paes e do Secretário Municipal de Turismo do Rio, Antônio Pedro Figueira de Melo, que escreveram o prefário do livro; da presidente da Sebastiana (Associação Independente dos Blocos da Zona Sul, Santa Teresa e Centro), Rita Fernandes, e representantes de diversos blocos.

■ No começo da era moderna do carnaval carioca, apenas quatro grandes escolas disputavam o título: Mangueira, Portela, Salgueiro e Império Serrano. Mas a brincadeira mudou a partir de 1976, quando três irmãs penetras também assumiram a posição de protagonistas da festa: Beija-Flor de Nilópolis, Imperatriz Leopoldinense e Mocidade Independente de Padre Miguel. Este é o mote do livro As Três Irmãs - Como um Trio de Penetras "Arrombou a Festa", publicado pela Editora NovaTerra.

Com prefácio de Sérgio Cabral, o livro é formado por 35 crônicas ilustradas, dez para cada agremiação, e cinco textos que misturam passagens comuns a elas. Não faltam referências a nomes consagrados da Avenida, como Fernando Pinto, Neguinho da Beija-Flor e Joãosinho Trinta, este último falecido uma semana após a finalização da obra. Na capa, as irmãs são representadas por caricaturas da cantora Elza Soares, da destaque Pinah e da carnavalesca Rosa Magalhães, figuras de importância para cada uma das retratadas.                                                                                                                                                                                                                                      Foto: Divulgação
Alan, Fabio e Alexandre com o cantor Neguinho da Beija Flor
Recheado de histórias curiosas e deliciosas sobre esta importante trinca do Carnaval do Rio de Janeiro, o livro descreve os pormenores que ocorreram nos bastidores da chegada de Beija-Flor de Nilópolis, Imperatriz Leopoldinense e Mocidade Independente no concorrido concurso das Escolas de Samba.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Emoção marca o lançamento do livro infantil 'O Dono da Lua', de Ronize Aline


Para ser o mais fiel possível ao clima que tomou conta da Livraria Travessa, em Ipanema, no último dia 6, durante o lançamento do livro infantil O Dono do Mundo, com o selo da Editora Escrita Fina, reproduzo abaixo as palavras postadas pela própria autora, a jornalista e crítica literária Ronize Aline, em seu blog, assim como alguns registros feitos pelo fotógrafo Sandro Torres.

 

Como foi o lançamento do O DONO DA LUA

 


Posted on 06/02/2012 by ronizealine


EMOCIONANTE!

Antes, durante e depois!
Meses de campanha online, divulgação, brincadeiras, sorteios, novos amigos, surpresas: finalmente o grande dia chegou. E superou minhas expectativas: de público, de vendas, de emoção. Foram três horas de fila, autografando sem parar, compartilhando a alegria que as pessoas demonstravam em ter em mãos algo do qual ouviram falar durante tanto tempo. Muitos leram o livro já enquanto esperavam na fila e chegavam à mesa de autógrafos ainda sob o efeito da história, falando empolgados da aventura e das belíssimas ilustrações da Martha Werneck. Aliás, esse foi outro momento emocionante, quando Martha chegou e juntas comemoramos o nosso filhote trocando dedicatórias. Mas, apesar de haver fila, foi uma “espera doce”, como muitos disseram. Isso porque preparamos docinhos e cupcakes para animar e adoçar ainda mais o momento. Ou seja, um dia para ser sempre lembrado!


RONIZE ALINE
Recebendo os alunos do UniCarioca Centro Universitário


Lys Tannuri Bogossian, Ronize Aline, Gutenberg Junior e Sônia Moreira



A autora e seus dois amores

A editora Laura Van Boekel e Ronize Aline



Com Martha Werneck, autora das ilustrações do O DONO DA LUA
 

Recebendo o carinho das crianças


A autora ao lado da mãe, também uma contadora de histórias

Livro reúne pérolas e besteiras do Big Brother Brasil


Não há como acompanhar a vida de alguém 24 horas por dia e não ser alvejado por uma asneira qualquer. Quando se trata de Big Brother Brasil, as chances de isso acontecer crescem exponencialmente. Do culto – ou, pelo menos, daquele que se diz – ao inculto, os brothers escorregam na história, assassinam o português e atacam seus colegas de casa. Nem o apresentador Pedro Bial foge à arte de esculpir pérolas.

Um registro de tudo o que já foi dito dentro da casa está à disposição do público. Isto porque o livro Como Assim, Bial? – As maiores pérolas da casa mais vigiada do Brasil, escrito pelo publicitário e jornalista Pablo Peixoto, chegou hoje (9) ao mercado editorial, com o selo da Panda Books. A obra reúne as melhores frases ditas pelos participantes e pelo apresentador durante as 11 edições do Big Brother Brasil.

Apesar do título, o livro poupa Pedro Bial, trazendo apenas algumas de suas falas. De Kleber Bambam a Talula – sem deixar de lado Solange, a recordista de pérolas, e sua amiga Cida –, o livro traz as maiores bobagens registradas pelas lentes das câmeras indiscretas. Como disse o próprio Bial disse durante o BBB10: “Aí dentro vocês têm total liberdade para fazerem o que bem entenderem, para dizer qualquer besteira. Aliás, vocês dizem um monte de asneira.”

Famoso por seus comentários sarcásticos na internet, Pablo Peixoto nasceu em 30 de junho de 1978, em Cataguases, Minas Gerais. É formado em jornalismo, mas atua profissionalmente como roteirista de TV, diretor de cria­ção publicitária e professor. É, desde 2001, responsável pelo blog de variedades Pérolas Para Porcos. Também comandou o podcast sobre música “Freakast” e dirige o tumblr “Porra Mauricio!” (vencedor do Prêmio Youpix), fazendo comentá­rios ácidos sobre trechos fora de contexto dos quadrinhos de Mauricio de Sousa. 

Pablo é autor de vários vídeos de sucesso no Brasil, como a quadrilogia “Dunga em um dia de fúria”, indica­da para o Video Music Brasil da MTV em 2010. Mestre em so­ciologia da cultura pela Universidade Federal de Juiz de Fora e atualmente em doutoramento, mora em Juiz de Fora (MG), é casado com a professora e empresária Lílian Costa Magalhães e tem uma filha, Luiza. É autor do livro Calaboca Galvão, da Panda Books.

Tiradentes terá perfil no Livro dos Heróis do Estado

Joaquim José da Silva Xavier, mártir da Inconfidência Mineira que entrou para a história com a alcunha de Tiradentes, vai passar a fazer parte do Livro dos Heróis do Estado do Rio de Janeiro. Isto será possível porque a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou nesta quinta-feira (9), em segunda discussão, o projeto de lei 3.095-A/10, no qual a deputada Inês Pandeló (PT) inclui Tiradentes no livro – também criado por proposta sua. “Ele é considerado um herói nacionalmente e esse verbete reforçará sua relação com a história desde estado e deste Palácio”, argumentou.

A parlamentar justifica a escolha lembrando que o mártir da Inconfidência Mineira esteve preso na cadeia que funcionava onde hoje está o Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. “Tiradentes é considerado atualmente Patrono Cívico do Brasil, sendo a data de sua morte, 21 de abril, feriado nacional. Seu nome consta no Livro de Aço do Panteão da Pátria e da Liberdade, sendo considerado Herói Nacional”, complementa.

Os perfis que integram o Livro dos Heróis são propostos pelos parlamentares através de projetos de lei. Desde a criação do livro, foram aprovadas as inscrições do casal de quilombolas Manuel Congo e Marianna Crioula e o escritor cabofriense Antônio Gonçalves Teixeira de Souza.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Ronize Aline faz sua estreia na literatura infantil com 'O Dono da Lua'. Lançamento é hoje na Livraria Travessa de Ipanema


Escritora, jornalista, crítica literária e professora universitária, minha amiga Ronize Aline lança hoje (5/2) o livro infantil O Dono da Lua, publicado pela editora Escrita Fina, com ilustrações de Martha Werneck. A sessão de autógrafos acontece a partir das 16h, na Livraria Travessa, em Ipanema (Rua Visconde de Pirajá, 572 – Tel.: (21) 3205-9002).

A história gira em torno de Nick, um menino como todos os outros. Detesta os legumes que os outros garotos também odeiam, e adora as mesmas brincadeiras das quais as outras crianças também gostam. Mas, chegando um pouco mais perto, vê-se que ele é especial. Muito mais do que curioso, ele é um menino que enxerga coisas que ninguém vê; que descobre coisas que ninguém descobre; e que adora passar horas debruçado sob a janela, vidrado nos segredos do céu. Por isso só ele consegue reparar, numa noite, que a Lua simplesmente desapareceu. . Agora, o menino precisa encontrar o dono da Lua, se é que ele existe, e devolver a Lua ao devido lugar, para que ela volte a brilhar.

Estreante no universo infantil, Ronize utilizou as mídias sociais para divulgar seu mais recente trabalho: há cerca de três meses, ela criou uma página sobre O Dono da Lua no Facebook, fez promoções e postou vídeo no Youtube. Com isso, conquistou a simpatia de pais e interessados, que passaram a interagir com a autora. O trabalho de divulgação deu tão certo que Ronize acabou virando notícia em diversos veículos de comunicação.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Lançamento de livro sobre Brizola reúne cerca de 400 pessoas na ABI


Foi um sucesso o lançamento do livro Leonel Brizola - A Legalidade e Outros Pensamentos Conclusivos, organizado pelos jornalistas Osvaldo Maneschy, Apio Gomes, Paulo Becker e Madalena Sapucaia e publicado pela Editora Nitpress. Cerca de 400 pessoas estiveram no salão do nono andar da Associação Brasileira de Imprensa, na noite do dia 23, para prestigiar o evento em homenagem a Brizola, que estaria completando 90 anos. 
Entre as presenças, a de Maria Prestes, viúva de Luiz Carlos Prestes, do vereador carioca Leonel Brizola Neto, Saturnino Braga, Fernando Pelegrino, Hugo Leal, vereador niteroiense Waldeck Carneiro, Fernando Brito (porta-voz de Brizola por mais de 20 anos), Gessy Sarmento, Carlos Alberto de Oliveira, o Caó, e Pedro Porfírio, entre outros.
O presidente da ABI, Maurício Azedo, apoiou a iniciativa, que contou também com a presença de vários jornalistas, entre os quais Adolfo Martins (Folha Dirigida); José Augusto Ribeiro, também escritor e autor do livro “A Era Vargas”; Eucimar Oliveira, ex-editor dos jornais O Dia e Jornal do Brasil; Regina Célia Lopes (TV Brasil), Nelba Nycz, Ronaldo Reis, Sérgio Caldieri, Antonio Oséas, Dulce Tupy e Edmilson, Pereirinha, Gentil da Costa Lima, Beatriz Bissio, Edileide Macedo, Inês Valladão, Paulo Faustino (Paulão), Barcimio Amaral, Afonso Farias, Eduardo Varela, Jacques Galinkin, Max Monjardim e Claudia Silva (Riotur).
Leonel Brizola - A Legalidade e Outros Pensamentos Conclusivos apresenta opiniões de Brizola sobre temas políticos atuais através de transcrições de suas falas, recolhidas ao longo dos anos, que somam mais de 300 horas de gravação de palestras, discursos e entrevistas, entre 1991 e 2004.

A primeira parte do livro é totalmente dedicada ao movimento da Legalidade de 1961 liderado por Leonel Brizola a partir do Rio Grande do Sul, que uniu o Brasil e derrotou os golpistas que tentaram impedir a posse de João Goulart - episódio do qual Brizola tirou uma grande lição: os golpes só prevalecem na desinformação.

Brizola queria enfrentar os militares golpistas e fechar o Congresso Nacional convocando, logo em seguida, uma Constituinte. Mas Jango conciliou e veio o golpe de 1964. Um CD acompanha o livro onde uma parte dos fatos relacionados à Legalidade é narrada pelo próprio Brizola.

Já a segunda parte é uma reedição do livro originalmente publicado em 1994 com o título “Com a palavra, Leonel Brizola”, onde o ex-governador, também na primeira pessoa, fala sobre processo social, trabalhismo, economia, Getulismo, problemas brasileiros, política, mídia, golpe de 64, violência e pobreza, entre outros temas.

O prefácio do livro é do jornalista Paulo Henrique Amorim e ele pode ser comprado nas livrarias ou pela Internet, através da Editora Nitpress, no endereço
www.nitpress.com.br.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Crítico carioca, Ítalo Moriconi conquista Prêmio Faz Diferença 2011, iniciativa do jornal O Globo


O trabalho de Ítalo Moriconi como curador do Café Literário na Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro rendeu ao poeta e professor de literatura brasileira da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) o Prêmio Faz Diferença 2011. Iniciativa do jornal O Globo, a premiação tem como objetivo homenagear brasileiros que contribuam, com seu trabalho e talento, para mudar o país. Moriconi está à frente da EDUERJ.

Carioca, o também crítico Moriconi concorreu na categoria “Prosa & Verso” junto com o geógrafo, historiador, professor e escritor Maurício de Almeida Abreu (in memoriam) e com o escritor e tradutor Rubens Figueiredo. A cerimônia de premiação está prevista para ser realizada em março.

Ao indicar Moriconi para o prêmio, o jornal destacou o seu “importante trabalho de aproximar a literatura nacional contemporânea do grande público”. Também ressaltou que, em sua segunda passagem como curador do Café Literário da Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, ele “reforçou a presença de jovens e ainda pouco conhecidos escritores brasileiros na programação de um evento marcado por autores best-sellers”. O Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) realiza a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro em parceria com a Fagga | GL events.

- Minha preocupação era garantir um lugar para a literatura brasileira, pôr em contato com o público uma geração muito ativa nos últimos 15 anos. É a concretização de um perfil que venho construindo há muito tempo - disse ele em entrevista ao jornal O Globo.
 
Os indicados de cada categoria foram escolhidos por um júri formado por jornalistas de O Globo, além do vencedor da edição anterior; e pela votação popular, feita através do site do jornal ao longo do mês de dezembro do ano passado.

A presidente do SNEL, Sônia Machado Jardim, comemorou a conquista do Prêmio Faz Diferença por Moriconi:

- O SNEL parabeniza o professor pela sua premiação.  A votação por um júri popular é a confirmação de que o trabalho realizado por ele ultrapassou os muros do Riocentro, onde a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro é realizada, e da UERJ. Muito nos orgulha este resultado!

'A Privataria Tucana' será lançado nesta terça-feira, na Livraria Travessa do Shopping Leblon


A Geração Editorial e a Livraria da Travessa convidam para o lançamento do livro A Privataria Tucana, de autoria do jornalista Amaury Ribeiro Jr. Será nesta terça-feira, dia 17, a partir das 19h, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon (Avenida Afrânio de Mello Franco, 290, loja 205-A, 2º piso).

Além de Amaury Ribeiro JR., a noite de autógrafos vai contar com as presenças do sociólogo Emir Sader, do ator José de Abreu, do jornalista Fernando Brito e do editor Fernando Emediato.

Produto de doze anos de trabalho - e, sem dúvida, a mais completa investigação jornalística feita sobre o submundo da política neste século -, o livro consegue mapear o esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que teria sido montado em torno do que foi a chamada "Era das Privatizações", instaurada pelo governo tucano de Fernando Henrique Cardoso e por seu então Ministro do Planejamento, José Serra.

De quebra, coloca o PT em duas saias justas, principalmente ao tratar de um suposto "fogo-amigo" entre petistas durante a campanha presidencial de 2010, que teria sido montada para derrubar o grupo ligado ao mineiro Fernando Pimentel da campanha da candidata Dilma Rousseff. Amaury aponta para o presidente do partido, Rui Falcão. Falcão já moveu um processo contra o jornalista por conta disso. O jornalista mantém a acusação.

Ao atirar para os dois lados, o livro-bomba do jornalista acabou conseguindo a façanha de ser ignorado pela mídia "tradicional", pelo PT e pelo PSDB.
O conteúdo de seu trabalho, todavia, continua sendo reproduzido fartamente por sites, blogs e redes sociais. Esgotado nas livrarias, caminha para sua segunda edição. E já foi editado em e-book.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ator de stand up comedy, Gigante Leo lança ‘O Grande Livro dos Anões’

Você sabe como anão faz sexo? E quais são as melhores atividades profissionais para os anões? Quais são as músicas que tiram um barato da cara dos anões? Essas e outras tantas perguntas são respondidas no livro “O Grande Livro dos Anões” (Editora Matrix), que o ator de stand up comedy Gigante Leo (www.giganteleo.com.br) acaba de lançar. A obra conta tudo o que você, leitor, queria saber sobre os anões, mas não tinha a quem perguntar.

Com 1,10m de estatura, Gigante Leo escreveu o livro com o intuito de mostrar, de forma bem humorada, que existem outras possibilidades de se fazer humor sobre anões, que não necessariamente precisem passar por chavões pré-estabelecidos. É possível ser baixinho e fazer humor, sem ter que ser comédia pastelão. “Para a minha grata surpresa, percebi que existem mais variedades de fazer humor com o universo dos anões, que é extremamente rico e vasto e tentei pôr no livro todas estas questões num olhar bem-humorado”, conta o autor do livro.

No prefácio, o humorista Marcius Melhem não economiza elogios ao talento e carisma de Gigante Leo: “O jeito com que fala do seu dia a dia, dos percalços da vida de anão, não desperta deboche, pelo contrário, mostra o ridículo das pessoas ‘normais’ ao enxergar o que lhes é diferente. Leo deu a volta em nós todos”.

Conhecido como Gigante Leo, Leonardo Reis fez sua estreia no stand-up comedy em 2010, no grupo Comédia Carioca. Em 2011, ganhou projeção nacional ao ser o vencedor da regional Sudeste II e o vice-campeão geral do 1º Campeonato Brasileiro de Stand-up Comedy, promovido pelo festival Risadaria, maior evento do humor da América Latina.  
                                                                                                                                                  
Gigante Leo: ator e escritor    
Gigante Leo já dividiu o palco com humoristas consagrados, como Leandro Hassum, no espetáculo Lente de Aumento, e com Sérgio Mallandro. Também se apresentou em diversos shows no Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Curitiba. Em 2011, Gigante Leo participou da gravação do DVD do humorista Mauricio Manfrini, conhecido pelo personagem “Paulinho Gogó” do programa “A Praça é Nossa”, e ficou em cartaz com o espetáculo de humor “Comédia Carioca”, como convidado fixo, no Shopping da Gávea.

Na TV Globo, Gigante Leo já participou do Domingão do Faustão, Programa do Jô e fez várias participações no programa "Os Caras de Pau" da TV Globo. Também se apresentou no programa "A Praça é Nossa", do SBT, e no quadro "Maratona do Humor", no programa "Tudo é Possível", da TV Record.

O autor deste livro pode ser pequeno no tamanho, mas é gigante na arte de fazer rir.
                                                             Foto: Paulo Roberto Lopes / Divulgação 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Nesta quarta, Jaguar fala sobre Sérgio Porto, na Biblioteca Nacional

O cartunista Jaguar é a atração na Biblioteca Nacional
Na última edição de 2011 do Quarta às Quatro, o cartunista Jaguar falará sobre o jornalista, amigo e ex-chefe Sérgio Porto, criador do consagrado alter-ego Stanislaw Ponte Preta. Suas crônicas fizeram sucesso, assim como as Certinhas do Lalau e tantas outras invenções do humorista homenageado.

Sérgio Porto
O evento, com entrada franca, acontece nesta quarta-feira (14), na Biblioteca Nacional e traz o tema De João do Rio a Drummond, a crônica da cidade. No Auditório Machado de Assis, Biblioteca Nacional (Rua México, s/ nº - Centro – Rio de Janeiro-RJ), às 16h.

Concebido por Vitor Iorio, jornalista e professor da UFRJ, o Quarta às Quatro é um programa de palestras semanais, realizado sempre às quartas-feiras, às 16 horas, no Auditório Machado de Assis, na Biblioteca Nacional. O evento tem contado com a presença não só de pesquisadores e jornalistas como também de muitos estudantes universitários e alunos do Ensino Médio.

Em 2009 e 2010, graças a uma parceria com a Secretaria Estadual de Educação, o programa foi assistido por cerca sete mil alunos e 300 professores de escolas públicas do Estado. Turmas do Ensino Médio de escolas particulares também participam dos encontros semanais.

O é transmitido on line pelo Instituto Embratel através do site www.institutoembratel.com.br.

Quarta às Quatro: Sério Porto por Jaguar
Auditório Machado de Assis, Biblioteca Nacional
Rua México, s/ nº - Centro – Rio de Janeiro - RJ
Entrada franca

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Câmara Brasileira do Livro comemora ano de realizações com festa na Cinemateca Brasileira


Uma semana após organizar a cerimônia do 53º Prêmio Jabuti, que reuniu mais de 1.200 pessoas na Sala São Paulo, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) realizou , na última quarta-feira (7), um jantar de confraternização para editores e livreiros com o objetivo de comemorar as realizações da entidade no ano que chega ao fim.

A começar pelo espaço reservado para o encontro, a Cinemateca Brasileira, em São Paulo, praticamente tudo na festa de fim de ano da CBL foi diferente na comparação com os anos anteriores. Além do coquetel e de um jantar descontraído, sem mesas fixas para que todos pudessem interagir, o evento contou com uma intervenção do grupo vocal Cantos de Todo Canto e uma apresentação do cantor e habitué da noite paulistana Tony Gordon.

“No ano em que a CBL completa 65 anos, queremos que nossa gestão tenha a marca da inovação”, explicou a presidente da CBL, Karine Pansa. Em vídeo endereçado aos associados e convidados, a dirigente enumerou o trabalho da atual gestão ao longo de 2011, com destaque para a participação em feiras de livros de todo o Brasil, a parceria com a APEX-Brasil no Projeto Brazilian Publishers e a presença da CBL nos principais eventos internacionais.
           
“Temos interagido de modo muito construtivo com todas as entidades do livro e de sua grande cadeia produtiva, assim como o setor público, numa grande e sinérgica corrente a favor da democratização da leitura”, disse Karine em discurso após a apresentação do vídeo.

Apesar das mudanças de formato, a festa de confraternização manteve algumas características tradicionais dos eventos de fim de ano da CBL. Nesse contexto, foram homenageados seis funcionários quecompletaram, em 2011, vinte e cinco ou cinquenta anos de atividades dedicadas ao livro.

Mas o maior homenageado da noite foi diretor regional do SESC São Paulo, Danilo Santos de Miranda, que recebeu o título de “Amigo do Livro 2011”. A condecoração é dedicada anualmente pela CBL a personalidades que, de alguma forma, contribuíram para a valorização do hábito da leitura.

“O segmento editorial reconhece os esforços do SESC em prol da democratização do acesso à cultura. Acreditamos que o incentivo à leitura passa também pela interação com as diferentes manifestações artísticas. A escolha do Danilo reflete esse entendimento”, destacou Karine.

Participação de sobrevivente do Holocausto emociona público em palestra de Mônica Bernardes


Aleksander Laks e Mônica Bernardes durante a palestra
Aleksander Laks, presidente da Associação Brasileira dos Israelitas Sobreviventes da Perseguição Nazista - Sherit Hapleita, esteve no Rio de Janeiro, onde participou, como convidado especial, da palestra que a jornalista Mônica Bernardes, autora do livro Sou Feliz, Acredite! – Histórias comoventes de luta e superação, escrito em parceria com Mauro Tertuliano.

Aleksander é sobrevivente do Holocausto e considerado o personagem mais forte pelos autores do livro. No evento, realizado na Livraria Cultura do São Conrado Fashion Mall, o público se emocionou com o testemunho de sua trajetória de sofrimento, superação e solidariedade.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

7Letras faz lançamento em conjunto de três livros neste sábado na Estação das Letras, no Flamengo


A Editora 7Letras realiza lançamento em conjunto dos livros Diorama, do poeta e jornalista Álvaro Miranda; Cristal Rutilado, de Vania Azamor; e O Infinito não olha, de Mércia Menezes. Será neste sábado, dia 3, das 15 às 20h, na Estação das Letras, na Rua Marquês de Abrantes, 177, pertinho da estação Flamengo do metrô.

Estarei na fila de autógrafos do meu amigo Álvaro Miranda, que nasceu em São Paulo, mas já vive no Rio há mais de 25 anos e pode ser considerado um ‘carioca da gema’. 

Formado em jornalismo pela USP, Álvaro trabalhou como repórter em jornais cariocas, como O Dia, e atualmente atua em consultoria e assessoria de imprensa. Publicou em 2003, com o grupo de poetas Letra Itinerante, o livro Retrato do soneto quando pólen.

Ferreira Gullar e Laurentino Gomes recebem o prêmio máximo do 53º Prêmio Jabuti


Em cerimônia em São Paulo, autores foram condecorados, respectivamente, com os livros do ano Ficção e Não Ficção

O poeta Ferreira Gullar e o jornalista Laurentino Gomes receberam, em cerimônia realizada na noite da última quarta-feira, em São Paulo, as principais condecorações da 53ª edição do Prêmio Jabuti. A obra Em alguma parte alguma (José Olympio), de Gullar, sagrou-se como Livro do Ano Ficção, enquanto 1822 (Nova Fronteira), de Laurentino, foi o grande vencedor da categoria Livro do Ano Não Ficção.

Karine Pansa, presidene da CBL, entre Laurentino Gomes e Ferreira Gullar (Divulgação)
Pedro Bial, mestre de cerimônias, conduziu a premiação ao lado de Karine Pansa, presidente da CBL, e José Luiz Goldfarb, curador do prêmio. A festa contou com a presença de 1,2 mil convidados, maior público de toda a história do Jabuti.

Durante a cerimônia, realizada na Sala São Paulo, os vencedores das 29 categorias que compõem o prêmio, assim como os segundos e terceiros colocados em cada uma delas, também receberam suas estatuetas. Ao contrário dos Livro do Ano Ficção e Livro do Ano Não Ficção, todos já eram conhecidos desde meados de outubro, quando a CBL realizou a apuração da premiação.

Diferentemente das edições anteriores, quando segundos e terceiros colocados podiam ser laureados com o Jabuti de Livro do Ano, neste ano apenas primeiros colocados concorreram ao prêmio máximo da noite. O autor do Livro do Ano Ficção foi escolhido entre as obras premiadas nas categorias: “Romance”, “Contos e Crônicas”, “Poesia”, “Infantil” e “Juvenil”.

Para o Livro do Ano Não Ficção, participaram os vencedores nas categorias: “Teoria/Crítica Literária”, “Reportagem”, “Ciências Exatas”, “Tecnologia e Informática”, “Economia, Administração e Negócios”, “Direito”, “Biografia”, “Ciências Naturais”, “Ciências da Saúde”, “Ciências Humanas”, “Didático e Paradidático”, “Educação”, “Psicologia e Psicanálise”, “Arquitetura e Urbanismo”, “Fotografia”, “Comunicação”, “Artes”, “Turismo e Hotelaria” e “Gastronomia”.

Discursos

A cerimônia foi apresentada pelo jornalista Pedro Bial, e contou com discursos da presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Karine Pansa, e do curador do Prêmio Jabuti, José Luiz Goldfarb. Karine destacou a contribuição da CBL, ao longo dos seus 65 anos de existência, para o crescente fortalecimento do setor editorial brasileiro. “O Prêmio Jabuti é um exemplo marcante desse esforço, pois funciona como vitrine para a produção de nosso mercado, de imenso alcance, visibilidade e credibilidade”, disse.

Remetendo-se aos fundadores do Jabuti, Goldfarb lembrou da importância do prêmio para que a “produção editorial nacional pudesse tornar-se conhecida a um público cada vez maior”. “É isso o que estamos realizando nesta noite. Os fortes holofotes da Sala São Paulo vão agora focar autores e editores que no ano de 2010 produziram inéditas preciosidades em ficção e não ficção! Que estas pérolas possam chegar aos olhos de todos os brasileiros, finalmente, num Brasil de leitores”, anotou.

Os vencedores dos prêmios de Livro do Ano também  discursaram. Laurentino foi o primeiro a falar, e agradeceu aos colegas empenhados na elaboração de narrativas históricas:  “É com senso de missão de contribuir para a educação e para a transmissão de conhecimento que recebo esse prêmio. Nesse ambiente de construção de conhecimento, a história é chamada para essa missão. Faço uma homenagem a todos os historiadores brasileiros, que são a fonte em que bebo”, disse.

Gullar optou por uma fala breve, mas repleta de significado: “Não sei se poesia é literatura. Mas a gente faz poesia porque a vida não basta.”